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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 21 de outubro de 2017

A FIGURA VENERANDA DE JESUS

A Assembleia Legislativa de Goiás viveu momentos de intensa espiritualidade com a participação do médium Francisco Cândido Xavier, especialmente convidado para um diálogo em torno do tema Cristo e Atualidade.
Não tenho de mim próprio senão lágrimas de gratidão para ofertar-lhes.
Estimaria corresponder a todas as referências honrosas e comovedoras que estou ouvindo. Como me sentiria feliz, se dentro de mim mesmo pudesse sentir-me na condição em que me aceitais, mas devo confessar-vos a minha total desvalia.
Quando aceitei o convite para a nossa tertúlia fraterna desta noite, sob o tema Cristo e Atualidade, afirmei que não tinha qualidades para pronunciar conferências. Aceitaria uma conversação informal, um encontro amistoso, para que pudesse ser tolerado em minha ineficiência.
Consultei o Novo Testamento no capítulo 6 do Evangelho de São João, os
versículos 59 a 68, que relacionam desentendimento entre Jesus e os que o
acompanhavam, mas sentindo dificuldade de assimilar seus ensinos:
“Porventura quereis também retirar-vos?” “Senhor, se nos retirarmos para onde
iremos?”
Nesse momento de transição, queremos Jesus Cristo mais perto do nosso coração. Em verdade, fomos à Lua; acertamos com os caminhos que já existiam, mas quantas vezes teremos dificuldades de entendimento de alma para alma, de coração para coração? Estamos ricos e, no entanto, nunca ouvimos falar de tanta solidão. Nós queremos Jesus cada vez mais, não podemos nos afastar de Jesus. (MN, julho de 1974)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

NO SERVIÇO ASSISTENCIAL

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Desista de brandir o açoite da condenação sobre aspectos da vida alheia.
Esqueça o azedume da ingratidão em defesa da própria paz.
Não pretenda refazer radicalmente a experiência do próximo a pretexto de auxilia-lo.
Remova as condições de vida e os objetos de uso pessoal, capazes de ambientar a humilhação indireta.
Evite categorizar os menos felizes à conta de proscritos à fatalidade do sofrimento.
Não espere entendimento e ponderação do estômago vazio.
Aceite de boamente os pequeninos favores com que alguém procure retribuir-lhe os sinais de fraternidade e as lembranças singelas.
Seja prodígio em atenções para com o amigo em prova maior que a sua, desfazendo aparentes barreiras que possam surgir entre ele e você.
Conserve invariável clima de confiança e alegria ao contato dos companheiros.
Não recuse doar afeto, comunicabilidade e doçura, na certeza de que a violência é inconciliável com a bênção da simpatia.
Sustente pontualidade em seus compromissos e jamais demonstre impaciência ou irritação.
Dispense intermediários nas tarefas mais simples e, cumpra o que prometer.
Mantenha uniformidade de gentileza em qualquer parte, com todas as criaturas.
Recorde que o auxílio inclui bondade e humildade, lhaneza e solidariedade para ser não somente alegria e reconforto naquele que dá e naquele que receber, mas também, segurança e felicidade na senda de todos.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

TUDO É AMOR

ANDRÉ LUIZ
Observa em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.
Vida – é o Amor existencial.
Razão – é o Amor que pondera.
Estudo – é o Amor que analisa.
Ciência – é o Amor que investiga.
Filosofia – é o Amor que pensa.
Religião – é o Amor que busca Deus.
Verdade – é o Amor que se eterniza.
Ideal – é o Amor que se eleva.
Fé – é o Amor que se transcende.
Esperança – é o Amor que sonha.
Caridade – é o Amor que auxilia.
Fraternidade – é o Amor que se expande.
Sacrifício – é o Amor que se esforça.
Renúncia – é o Amor que se depura.
Simpatia – é o Amor que sorri.
Altruísmo – é o Amor que se engrandece.
Trabalho – é o Amor que constrói.
Indiferença – é o Amor que se esconde.
Desespero – é o Amor que se desgoverna.
Paixão – é o Amor que se desequilibra.
Ciúme – é o Amor que se desvaira.
Egoísmo – é o Amor que se animaliza.
Orgulho – é o Amor que se enlouquece.
Sensualismo – é o Amor que se envenena.
Vaidade – é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
Tudo é Amor.
Não deixes de amar nobremente.
Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “COMO?”.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

AMAI OS VOSSOS INIMIGOS

                Certas colocações de Jesus são complicadas, diria até difícil de engolir. Como entender, por exemplo, essa história de amar aos inimigos? Se hoje, com uma certa bagagem intelectual e em pleno terceiro milênio, este axioma nos parece inatingível, quanto mais naquela época e no seio de um povo escravizado? Pois bem, para entender Jesus é preciso conhecer Kardec, pois a Doutrina Espírita é a chave para compreender o pensamento do Mestre. O povo de então se atinava muito em entender o espírito dos textos, deixavam-se impressionar pela letra fria e pelas longas e cansativas exposições dos rabinos. Jesus, embora mais simples e direto, queria mais, desejava que os homens raciocinassem e não apenas obedecessem, mas entendessem as orientações dos profetas que, muito embora adiantados para a época, ainda eram espíritos não completamente evoluídos e que, por isso, acabavam misturando nos seus ensinamentos, o Divino com o humano. Alguém pode acreditar que Deus, o Ser Supremo, mandasse exterminar todos os povos derrotados nas guerras, passando tudo o que tivesse sopro pelo fio da espada, como reza a bíblia?
                Com o espiritismo nos é possível entrar em sintonia com a orientação de Jesus, bem diferente da interpretação da época. No que se aplica aos inimigos, o amar de Jesus nos convida a perdoar quem nos fez mal e ou não buscarmos, nem alimentarmos, desejos de vingança. O Mestre nos ensina a expulsar o inimigo que jaz permanentemente em nossos pensamentos. Quando odiamos, mantemo-nos escravo do desafeto. Acordamos, comemos, trabalhamos, dormimos, enfim, vivemos atrelados a esse sentimento de rancor, alimentando desejos de vingança, tornando-nos escravos do odiado. Fatalmente, isto nos leva a um estado de enfermidades e desequilíbrios. Ao nos chamar a atenção para o perdão, Jesus nos ensina o caminho para desatar os laços que nos prendem aos inimigos. Então, longe está a esperança de que amemos aos nossos desafetos como fazemos com nossos familiares.
                A doutrina espírita nos esclarece que o Mestre quer apenas que afastemos de nosso coração a mágoa, a infelicidade, o ódio e o desejo de vingança. Allan Kardec mostra neste capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, o verdadeiro pensamento de Jesus, conforme a doutrina nos esclarece: Amar os inimigos é não lhes guardar ódio, nem rancor, nem desejos de vingança; é perdoar-lhes, sem pensamento  oculto e sem condições, o mal que nos causem; é não opor nenhum obstáculo à reconciliação com eles; é desejar-lhes o bem e não o mal; é experimentar júbilo em vez de pesar, com o bem que lhes advenha é socorrê-los, em se apresentando ocasião; é abster-se, quer por palavras, quer por atos, de tudo que os possa prejudicar; é, finalmente, retribuir-lhes sempre o mal com o bem, sem a intenção de os humilhar. Quem assim procede preenche as condições do mandamento Amai os vossos inimigos.
                Para encerrar, lembremo-nos do Espírito Léon Tolstói, que nos diz que com a luz que o conceito de reencarnação joga sobre o problema, torna-se mais fácil entender a necessidade de amar aos nossos inimigos para podemos ter a paz e a felicidade que almejamos um dia.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dezembro/2016
imagem: google

terça-feira, 17 de outubro de 2017

RIQUEZA E FELICIDADE

Cap. XVI – Item 5
Há ricos do dinheiro, tão ricos de usura, que se fazem mais pobres que os pobres pedintes da via pública que, muitas vezes, não dispõem sequer de um pão.
Há ricos de conhecimento, tão ricos de orgulho, que se fazem mais pobres que os pobres selvagens ainda insulados nas trevas da inteligência.
Há ricos de tempo, tão ricos de preguiça, que se fazem mais pobres que os pobres escravizados às tarefas de sacrifício.
Há ricos de possibilidades, tão ricos de egoísmo, que se fazem mais pobres que os pobres irmãos em amargas lutas expiatórias, que de tudo carecem para ajudar.
Há ricos de afeto, tão ricos de ciúme, que se fazem mais pobres que os pobres companheiros em prova rude, quando relegados à solidão.
Lembra-te, pois, de que todos somos ricos de alguma coisa ante o Suprimento Divino da Divina Bondade e, usando os talentos que a vida te confia na missão de fazer mais felizes aqueles que te rodeiam, chegará o momento em que te surpreenderás mais rico
que todos os ricos da Terra, porquanto entesourarás no próprio coração a eterna felicidade que verte do amor de Deus.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

TESTEMUNHO

“Respondeu-lhe Jesus: — Dizes isso de ti mesmo ou foram outros que to disseram de mim?” — (JOÃO 18:34)
A pergunta do Cristo a Pilatos tem significação mais extensiva.
Compreendemo-la, aplicada às nossas experiências religiosas.
Quando encaramos no Mestre a personalidade do Salvador, por que o afirmamos? estaremos agindo como discos fonográficos, na repetição pura e simples de palavras ouvidas?
É necessário conhecer o motivo pelo qual atribuímos títulos amoráveis e
respeitosos ao Senhor. Não basta redizer encantadoras lições dos outros, mas viver substancialmente a experiência íntima na fidelidade ao programa divino.
Quando alguém se refere nominalmente a um homem, esse homem pode
indagar quanto às origens da referência.
Jesus não é símbolo legendário; é um Mestre Vivo.
As preocupações superficiais do mundo chegam, educam o espírito e passam, mas a experiência religiosa permanece.
Nesse capítulo, portanto, é ilógico recorrermos, sistematicamente, aos
patrimônios alheios.
É útil a todo aprendiz testificar de si mesmo, iluminar o coração com os ensinos do Cristo, observar-lhe a influência excelsa nos dias tranqüilos e nos tormentosos.
Reconheçamos, pois, atitude louvável no esforço do homem que se inspira na exemplificação dos discípulos fiéis; contudo, não nos esqueçamos de que é contraproducente repousarmos em edificações que não nos pertencem, olvidando o serviço que nos é próprio.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sábado, 14 de outubro de 2017

CONSCIÊNCIA E PLENITUDE

                Não temas a morte, nem receies a vida.
                Vive de tal forma que ante a desencarnação te encontres em paz, atravessando o fenômeno biológico com a naturalidade de quem adormece com a certeza inconsciente do despertar.
                Nenhuma expectativa, inquietação alguma.
                Prepara-te para te transferires da faixa orgânica para a espiritual com segura tranquilidade.
                Enquanto estejas na vida corporal, exercita-te na fraternidade, não te deixando perturbar por querelas e paixões dissolventes.
                Cuida de viver, com intensidade e sem cansaço, as horas da existência, deixando-as passar com real aproveitamento, de modo que a recordação delas não te cause remorso ou lamentação.
                Às vezes, breves minutos no corpo são definidores de futuro auspicioso, em face da claridade de consciência para identificar os erros praticados e assimilar realizações plenificadoras.
                Os momentos de consciência profunda, objetiva, proporcionam a memória da plenitude, passo inicial para a integração no espírito total da vida.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis       
imagem: google