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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 22 de novembro de 2017

AMOR-PRÓPRIO I

                Desenovela-te do amor-próprio quanto antes.
                Mau conselheiro, ele é a causa de incontáveis problemas que aflige as criaturas humanas.
                Encarcera na vaidade e disfarça-se com desculpismos vis e acusações absurdas, gerando animosidade e desânimo.
                Se observares uma contenda violenta, no amor-próprio ferido encontrarás a causa.
                Na agressão malfadada detectarás com o amor-próprio vingativo.
                Ante uma recusa à ação do bem defrontarás o amor-próprio insensível.
                Pela boca da maledicência, que perturba a ordem e estimula a calúnia, faz-se ouvir o amor-próprio leviano ou magoado.
                Um crime, uma ação perniciosa, um conflito entre pessoas, a falsa humildade, o abandono de tarefas, a perseguição sistemática são os efeitos inevitáveis do amor-próprio despeitado.
                O amor-próprio somente realiza uma obra meritória quando colhe, e imediato, os louros, exigindo o reconhecimento geral e o comando da atividade com que se auto-promove.
                Após a realização, faz-se exigente, cobrando os juros altos do pequeno investimento.
                Por qualquer motivo, afasta-se irritado, ou mesmo sem real motivo, atirando os petardos da ira mal contida e das recriminações insensatas.
                Está sempre armado contra tudo e todos que o não aplaudam ou não aquieçam aos seus caprichos.
                É imperfeição da natureza humana, que a todos cumpre superar.
                Resiste aos propósitos sãos, porque se oculta para reaparecer sob outra modalidade.

(continua)


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 21 de novembro de 2017

NOS MOMENTOS GRAVES


Quando qualquer
Sofrimento te abale os
Recessos da própria alma,
Entrega-te à fé, refugia-te
Em Deus, pensa em
Deus, confia em Deus
E espera por Deus, por
Que acima de todas as
Tempestades e quedas,
Tribulações e
Desenganos,
Deus te sustentará.


Fonte: Confia e Segue – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

AMOR SEM PREÇO

Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um hábito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o preço de tudo o que via. Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum.
Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo.
Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado. A mãe o abriu e leu:
Mamãe me deve: por levar recados - três reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o chão - dois reais; extras - um real. Total que mamãe me deve: oito reais.
A mãe espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada.
O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almoço.
Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.
Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas então, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.
Abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta.
Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, calçados e brinquedos - nada. Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve à mamãe - nada.
O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. Não conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe.
A partir desse dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor.
*   *   *
Nossos filhos são Espíritos que trazem suas virtudes e suas paixões inferiores de outras existências. Cabe-nos examiná-las para auxiliá-los na consolidação das primeiras e no combate às segundas.
Todo momento é propício e não deve ser desperdiçado.
As ações são sempre mais fortes que as palavras.
Na condução dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.
Com exceção dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada à energia, sempre dá bons resultados.
*   *   *
É no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.
Na construção do senso moral, dos conceitos de certo e errado são muito importantes os exemplos dados pelos pais.
É no doce mundo familiar que se adquire o hábito da virtude que nos guiará as ações quando sairmos mundo afora.


Fonte: Jornal Mundo Maior – www.jornalmundomaior.com.br

sábado, 18 de novembro de 2017

EXPRESSÃO DE PAZ DOS QUE MORREM

Pergunta - Por que, na maioria dos casos, após a morte, a fisionomia dos desencarnados adquire uma expressão de suave paz?
Resposta - A maioria das criaturas, em se desencarnando de maneira pacífica, isto é, com a paz de consciência, quase sempre reencontra entes queridos que as antecederam na viagem da chamada morte física e deixam no próprio semblante as derradeiras impressões de paz e alegria que o corpo consegue estampar. (abril de 1977)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

UM MINUTO

Espírito: VALÉRIUM.
Num minuto apenas pode-se fazer sempre alguma coisa útil, como sejam:
Redigir um telegrama.
Escrever um bilhete fraterno.
Sobrescritar um envelope.
Dar um recado ao telefone.
Prestar uma informação.
Lavar uma peça de roupa.
Ofertar um copo de leite.
Cumprimentar alguém.
Limpar um móvel.
Regar uma flor.
Não despreze o minuto.
Empregue-o bem meu amigo, pois num minuto, você acaba de ler as informações
desta página.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ENDEREÇO DA PAZ

Nunca se diga inútil mecanismo da vida.
A usina é um centro gigantesco de força, mas é a lâmpada que dosa em casa a luz de que carecemos.
Determinada moradia será provavelmente um palácio, mas é a chave que lhe resguarda a segurança.
Realmente, não somos indispensáveis, porque a Providencia Divina não pode falir quando falhamos transitoriamente, mas, em verdade, segundo a Sabedoria do Universo, Deus não criaria, se não tivesse necessidade de nós.
Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.
Ofensas e injúrias? Perdoe sinceramente, sejam quais sejam, e Deus auxiliará você a esquecê-las.
Procure agir no bem incessante a alegria ser-lhe-á precioso salário.
Não importa quando você disponha para agir e servir, a benefício de outrem.
Vale o que fizer e como fizer daquilo que o Senhor já confiou a você.
Por onde você passe e do tamanho que possa, deixe um rastro de alegria.
Você voltará, mais tarde, para colher-lhe a bênção de luz.
Indiferença ou desprezo de alguém? Trabalhe e olvide.
Não ore por vida fácil.
Roguemos a Deus ombros fortes, não só para carregar o bendito fardo das obrigações que nos competem, como também para sermos mais úteis.
Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.


Fonte: ENDEREÇOS DE PAZ – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

VAMOS TRABALHAR NO INFERNO?

                O convite é sério, embora possa não parecer. Você irá entender após a história que vou narrar com as minhas palavras e que pertence à literatura espírita.
                Conta-se que um espírito chegou às elevadas esferas da espiritualidade para adentrar as regiões celestiais dos bem-aventurados, da qual ele se fizera merecedor, segundo os seus cálculos. Vestia-se com uma túnica branca resplandecente de luz. De tão elevado se apresentava que os seus pés não tocavam o chão, volitava.
                Dirigiu-se ao Emissário Divino responsável por aquelas paragens celestiais e solicitou a permissão para entrar naquele local de bonança indescritível. O emissário, porém, de olhar arguto e com longa experiência, disse ao postulante àquelas paragens de luz que antes precisava fazer algumas perguntas a ele para confirmar o direito ao qual se julgava merecedor. O candidato à felicidade indescritível não se fez de rogado e colocou-se à disposição das indagações a ele endereçadas.
                Perguntou-lhe então, o Emissário, se ele tinha incorporado as grandezas do amor, e a resposta foi afirmativa. Em seguida foi-lhe perguntado sobre o dom da sabedoria que também recebeu a mesma resposta. Indagado sobre o exercício da caridade e da paciência, o candidato confirmou suas experiências. Sobre a fé não havia nenhuma dúvida, ele sempre confiara na Providência Divina. No combate aos vícios, o postulante não deixava nada a desejar.
                Entretanto, o Emissário Divino, algo estava errado com aquele candidato ao paraíso. Num momento de inspiração fez uma pergunta muito direta ao interessado: você, meu irmão, que se veste de roupas muito alvas, por acaso já trabalhou no inferno?
                “Como?!” – indignou-se ele. “Então eu poderia ter trabalhado em tal lugar e manter-me na pureza em que me apresento nessa ocasião?!”
                O Emissário Divino percebeu que tinha acertado na mosca! Incontinente respondeu à indignação daquele espírito: “Meu irmão, Jesus, o lírio de Deus, trabalhou junto ao inferno moral da humanidade, e da Terra partiu sem nenhuma mácula! Seremos nós melhores do que Ele?”
                Mas não se dando por satisfeito, completou: “O sol, todos os dias, apesar de estar a uma distância de 150 milhões de quilômetros, lança seus raios aos mais infectos pântanos da vida sem macular-se! Por que haveríamos nós de nos comprometermos por trabalhar no inferno dos homens necessitados de nossos préstimos?”
                E continuou a esclarecer: “É isso que está faltando para você adquirir o direito a regiões celestiais. Quem conhece o amor, precisa descer ao planta para amar aos semelhantes, mesmo que tal decisão represente trabalhar no inferno! Quem possui a sabedoria, precisa descer ao inferno da ignorância para ensinar os que sabem menos! Quem possui a fé sólida, precisa socorrer aos aflitos do mundo no inferno da incredulidade em que vivem. Por isso, meu amigo, é preciso descer ao inferno daqueles que estão em situação piores do que a nossa e socorrer sempre! Boa viagem de regresso!”
                Por isso que no início fiz o convite para trabalharmos no inferno. Não sei quanto a você que lê este texto, mas já ouvi muitas vezes as seguintes frases: “Não aguento mais o inferno dessa vida! Essa mulher é um verdadeiro inferno que me acompanha! Não sei onde estava com a cabeça para casar com o inferno desse homem! Esses filhos são um inferno a trazer-me problemas para resolver! Nesse emprego parece que vivo em um inferno! Esse patrão existe para fazer da minha vida um inferno!”
                Ora, se é trabalhando no inferno que nos candidatamos às regiões elevadas da espiritualidade, vamos aproveitar se já estamos nele!
                Sua esposa, seu marido, seu emprego, seus filhos, seu patrão, seus parentes se constituem em inferno para você? Ótimo! Estamos tendo a oportunidade de galgar nossos degraus para regiões felizes onde moram a felicidade e a paz verdadeiras.
                Se você, de alguma forma, sente-se no inferno em qualquer lugar onde a Providência Divina o colocou na atual existência, e, se ela nunca se engana, agarre a oportunidade com as duas mãos. Está aí o convite para você se fazer merecedor de regiões elevadas da espiritualidade superior. Se for bem-sucedido poderá apresentar-se ao Emissário Divino que irá liberar sua entrada aos paramos de luz!
                Curta seu inferno, meu amigo, ele é o prenúncio do céu”

Ricardo Orestes Forni

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dezembro/2016
imagem: google