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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 24 de abril de 2017

A DIVINA BÊNÇÃO DO ESQUECIMENTO

               Importantes advertências nos fazem os espíritos superiores para que aprendamos a aproveitar o momento presente de nossas vidas na Terra, alertando-nos para o fato de que o passado há se foi, e do futuro nada sabemos. Em vista disso, o dia de hoje é o mais importante a ser vivido! E, foi por essa razão que a soberana sabedoria do universo nos beneficiou com o esquecimento das nossas ações do passado quase sempre desditosas, equivocada e negativas, que só nos trariam enormes embaraços diante daqueles que fazem parte de nossas relações do presente.
                Se o ser humano não recebesse da providência divina o inestimável benefício que o esquecimento do passado nos propicia, estaríamos às voltas com as lembranças dolorosas de nossas ações infelizes do passado, sofrendo as consequências morais do mal que fizemos aos entes queridos do nosso coração, ou dos sofrimentos que eles nos causaram; dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, etc., situações essas que nos deixariam profundamente desequilibrados, sem qualquer condição de tê-los como familiares, ou mesmo entre os nossos amigos.
                Isso porque, como nos aclara a Doutrina Espírita, é por meio da reencarnação que nos relacionamos novamente com aqueles a quem tivemos por familiares, amigos ou inimigos do passado, que hoje podem estar em nossa família como nossos pais, irmãos, filhos, ou mesmo entre nossos mais queridos amigos, tendo novamente a sublime oportunidade para que nos reconciliemos, perdoando-nos mutuamente, pois, somos filhos do mesmo Pai, consequentemente, irmãos em Deus.
                Precisamos entender que tudo o que nos acontece no presente e que, aparentemente, tem uma causa anterior, isto é, são dívidas contraídas perante a lei maior de amor e caridade, pois, sendo Deus soberanamente bom e justo, impossível é que um filho seu possa ser injustiçado, pagar por aquilo que não deve. Daí, podemos concluir com absoluta certeza de que alguém que tem um filho ou um pai, ou qualquer outro familiar ou não, como entrave em sua vida, é porque algo o prende a essa criatura, por força das leis que regem os destinos das criaturas na Terra.
                “... Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes.
                Reconforta-te na decisão das atitudes sãs a que te entregas e não permitas que as leviandades dos fracos e irresponsáveis tisnem de sombras os claros céus do teu porvir.
                Faze a tua parte ajudando sem, contudo, colocares sobre os ombros o fardo da responsabilidade que te não compete.
                Ninguém se poupa às dores, inevitáveis, na senda evolutiva. Não é justo, porém, permitir que estas esmaguem ou anulem os objetivos relevantes da tua promissora e produtiva reencarnação”.
                Sabemos que a família representa,  para cada um de nós, uma dádiva da misericórdia divina, ofertando-nos imprescindíveis oportunidades de reaproximação com os nossos desafetos de outrora para que, sob a bênção do esquecimento do passado, aprendamos a amá-los e perdoá-los e, ao mesmo tempo, também sermos perdoados e auxiliados por aqueles a quem devemos, reatando os vínculos interrompidos por desavenças e incompreensões causadas pela ignorância que nos mantinham escravos do egoísmo e do orgulho, causadores de nossas infelicidades e dores.
                Pela lei natural da reencarnação, Deus nos concede novas oportunidades que carecemos para a devida reparação dos equívocos de ontem, para que, por meio do esforço no trabalho de burilamento individual, possamos dar nossa parcela de contribuição para o progresso e crescimento do bem e da paz entre os homens, contribuindo com nossa pequena, mas importante e imprescindível tarefa de elevação moral espiritual, nossa e do nosso planeta.
                Precisamos cumprir o plano que traçamos com a ajuda dos amigos celestes quando da matéria, pois, todos nós, ao reencarnarmos, trazemos um “planejamento de vida”, o qual nos comprometemos a cumprir à risca os nossos deveres perante à espiritualidade, e diante da necessidade de pacificação de nossa consciência atormentada  que tanto nos incomoda e que nos cobra a urgente reparação do mal e a devida disposição de servir como verdadeiros discípulos sinceros e operosos do Mestre de Nazaré.

Francisco Rebouças

Fonte: Jornal Verdade e Vida – nov/2015
imagem: google

sexta-feira, 21 de abril de 2017

RENÚNCIA

Cap. XXIII – Item 5
Se teus pais não procuram a intimidade do Cristo, renuncia à felicidade de vê-los comungar contigo o divino banquete da Boa Nova, e ajuda teus pais.
Se teus filhos permanecem distantes do Evangelho, renuncia ao contentamento de sentir-lhes o coração com o teu coração na senda redentora, e ajuda teus filhos.
Se teus amigos não conseguem, ainda, perceber o amor de Jesus, renuncia à ventura de guardá-los no calor de tua alma, ante o Sol da Verdade, e ajuda teus amigos.
Renúncia com Jesus não quer dizer deserção. Expressa devotamento maior.
Nele mesmo, o Senhor, vamos encontrar o sublime exemplo.
Esquecido de muitos e por muitos relegado às agonias da negação, nem por isso se afastou dos companheiros que lhe deram as angústias do amor-não-amado.
Ressurgindo da cruz, Ele, que atravessara sozinho os pesadelos da ingratidão e as torturas da morte, volta ao convívio deles e lhes diz confiante:
– ”Eis que estarei convosco, até o fim dos séculos.”
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 20 de abril de 2017

NA CASA DE CÉSAR

“Todos os santos vos saúdam, mas principalmente os que são da casa de César.” — Paulo. (FILIPENSES 4:22)

Muito comum ouvirmos observações descabidas de determinados irmãos na crença, relativamente aos companheiros chamados a tarefas mais difíceis, entre as possibilidades do dinheiro ou do poder.
A piedade falsa está sempre disposta a criticar o amigo que, aceitando laborioso encargo público, vai encontrar nele muito mais aborrecimentos que notas de harmonia. A análise desvirtuada tudo repara maliciosamente. Se o irmão é compelido a participar de grandes representações sociais, costuma-se estigmatizá-lo como traidor do Cristo.
É necessário despender muita vigilância nesses julgamentos.
Nos tempos apostólicos, os cristãos de vida pura eram chamados “santos”.
Paulo de Tarso, humilhado e perseguido em Roma, teve ocasião de conhecer
numerosas almas nessas condições, e o que é mais de admirar — conviveu com diversos discípulos de semelhante posição, relacionados com a habitação palaciana de César. Deles recebeu atenções e favores, assistência e carinho.
Escrevendo aos filipenses, faz menção especial desses amigos do Cristo.
Não julgues, pois, a teu irmão pela sua fortuna aparente ou pelos seus privilégios políticos. Antes de tudo, lembra-te de que havia santos na casa de Nero e nunca olvides tão grandiosa lição.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: goole

quarta-feira, 19 de abril de 2017

CARMA E CONSCIÊNCIA II

                A consciência não é inteligência no sentido mental, mas a capacidade de estabelecer parâmetros para entender o bem e o mal, optando pelo primeiro e seguindo a diretriz do equilíbrio, das possibilidades latentes, desenvolvendo os recursos atais em favor do seu vir a ser.
                Essas possibilidades que se encontram adormecidas, são a presença de Deus em todos, aguardando o momento de desabrochar e crescer.
                A consciência, nos seus variados níveis, consubstancia a programação das ocorrências futuras através das quais conquista os patamares da evolução.
                Enquanto adormecida, a consciência funciona por automatismos que se ampliam do instinto à conquista da razão. Quando a lucidez faculta o discernimento, mais se favorecem os valores divinos que se manifestam, aumentando a capacidade de amar e servir.
                O carma, que se deriva da conduta consciente, tem a qualidade do nível de percepção que tipifica.
                Amplia, desse modo, os tesouros da tua consciência, e o teu carma se aureolará de luz e paz que te ensejarão plenitude.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

terça-feira, 18 de abril de 2017

CARMA E CONSCIÊNCIA I

                O carma é o efeito das ações praticadas nas diferentes etapas da existência atual como da pregressa.
                Fruto da árvore plantada e cultivada, tem o sabor da espécie que tipifica o vegetal.
                Quando os atos são positivos, os seus resultados caracterizam-se pela excelência da qualidade, favorecendo o ser com momentos felizes, afetividade, lucidez, progresso e novos ensejos de crescimento moral, espiritual, intelectual e humano, promovendo a sociedade na qual se encontra.
                Quando atua com insensatez, vulgaridade, perversão, rebeldia, odiosidade, recolhe padecimentos ultrizes, eu propiciam provas e expiações reparadoras de complexos mecanismos de aflições, que respondem como necessidade iluminativa.
                O carma está sempre em processo de alteração, conforme o comportamento da criatura.
                A desdita que se alonga, o cárcere moral que desarvora, a enfermidade rigorosa que alucina, a limitação que perturba, a solidão que asfixia, o desar que amargura podem alterar-se favoravelmente se aquele que os experimenta resolve mudar a atitudes, aprimorando-as e desdobrando-as em prol do bem geral, no que resulta em bem próprio.
                Não existe nas soberanas Leis da Vida fatalidade para o mal.
                O que ao ser acontece, é resultado do que ele fez de si mesmo e nunca do que Deus lhe faz, como apraz aos pessimistas, aos derrotistas e cômodos afirmar.
                Refaze, pois, a tua vida, a todo momento, para melhor, mediante os teus atos saudáveis.
                Constrói e elabora novos carmas, liberando-te dos penosos que te pesam na economia moral.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis  
imagem: google      

segunda-feira, 17 de abril de 2017