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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 23 de agosto de 2017

MADEIROS SECOS

“Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” — Jesus. (LUCAS 23:31)

Jesus é a videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, perfumes consoladores e frutos substanciosos entre os homens, e o mundo não lhe ofereceu senão a cruz da flagelação e da morte infamante.
Desde milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência.
Que não devemos esperar, por nossa vez, criaturas endividadas que somos, representando galhos ainda secos na árvore da vida?
Em cada experiência, necessitamos de processos novos no serviço de reparação e corrigenda.
Somos madeiros sem vida própria, que as paixões humanas inutilizaram,
em sua fúria destruidora.
Os homens do campo metem a vara punitiva nos pessegueiros, quando suas frondes raquíticas não produzem. O efeito é benéfico e compensador.
O martírio do Cristo ultrapassou os limites de nossa imaginação. Como tronco sublime da vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante.
Como lenhos ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em favor de nós mesmos.
O mundo organizou a tragédia da cruz para o Mestre, por espírito de maldade e ingratidão; mas, nós outros, se temos cruzes na senda redentora, não é porque Deus seja rigoroso na execução de suas leis, mas por ser Amoroso Pai de nossas almas, cheio de sabedoria e compaixão nos processos educativos.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 22 de agosto de 2017

CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE

                A responsabilidade é manifestação evidente da aquisição de consciência.
                O ato de pensar nem sempre faculta a visão correta, necessária  à responsabilidade. Esta se alicerça no discernimento dos objetivos da existência terrestre, propelindo o ser às ações enobrecedoras em clima de dignificação.
                A responsabilidade faculta o direcionamento dos deveres, elegendo aqueles que são essenciais, em detrimento dos que aparentam benefícios e não passam de suporte para mascarar a ilusão e o gozo.
                A criatura responsável discerne o que realizar e como executá-lo.
                A tendência para o bem é inata no ser humano, em face da sua procedência divina. O entorpecimento carnal, às vezes,  bloqueia a faculdade de direcionamento que a consciência proporciona.
                A pessoa lúcida, como consequência, age com prudência, confiando nos resultados que advirão, sem preocupar-se com o imediatismo, sabendo que a semente de luz sempre se converte em claridade.
                A inconsciência em que estagiam muitas criaturas responde pela agressividade e ignorância que nelas predominam.
                A responsabilidade, advinda da consciência, promove o ser ao estágio de lucidez, que o leva a aspirar às cumeadas da evolução que passa a buscar com acendrado devotamento.
                A consciência da responsabilidade te conduzirá;
                A nunca maldizeres o charco; e sim, a drená-lo;
                A não cultivares problemas; antes, a solucioná-los;
                A não ergueres barreiras que dificultem o progresso; porém, a te tornares ponte que facilite o trânsito;
                A não aguardares o êxito antes do trabalho; pois que, o primeiro somente precede ao último na ordem alfabética dos dicionários;
                A não olhares para baixo, emocionalmente, onde repousam o pó e a lama; entretanto, a fitares o alto onde fulguram os astros;
                A não desistires da luta, perdendo a batalha não travada; todavia, perseverando até o fim, pois que a esperança é a luz que brilha à frente, apontando a trilha da vitória;
                A não falares mal do próximo, considerando as tuas próprias deficiências; ao invés disso, brindar-lhe palavras de estímulo;
                A não te perturbares ante as incompreensões; porém a te sentires vivo, e, portanto, vulnerável aos fenômenos do trânsito humano;
                A nunca pretenderes a paz sem os requisitos para cultuá-la no íntimo; não obstante, a irradiares a alegria do bem, que fomenta a harmonia.
                A responsabilidade não favorece a autopiedade, nem a presunção, a debilidade moral, nem a violência, a volúpia dos desejos vis, nem os gozos entorpecedores...
                É criativa e enriquecedora, porque sabe encontrar-se em processo de elevação e de crescimento.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA II

                Sem a decisão firme da renovação íntima, o homem faz-se joguete de forças em choque, contra as quais se vê obrigado a lutar.
                É uma batalha árdua e demorada, porque objetiva anular o efeito dos hábitos infelizes, milenarmente fixados na tessitura do próprio ser.
                Essa disposição se deve apoiar na humildade, que é a célula-máter para cometimentos de tal porte.
                A humildade desencoraja qualquer força de violência e de crime.
                Consegue anestesiar os efeitos do mal e provar a excelência do bem.
                O seu exercício produz resultados opimos, favorecendo a sementeira dos objetivos elevados, bem como a fecundação deles nas terras do sentimento.
                Talvez não seja notório para a observação descuidada de terceiros, o programa da renovação íntima.
                Aquele, porém, que se dedica ao compromisso liberativo, descobre a felicidade e a paz que lhe passam a lenir a vida, emulando-o ao prosseguimento do esforço, mediante o qual se eleva.
                Quantos, porém, se preocupam na demonstração exterior dos vínculos com Jesus, prosseguem, não obstante, irritados, insatisfeitos e queixosos, em razão da ausência do Espírito do Cristo, que deveria neles, refletir em forma de amor e harmonia íntima.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 19 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA I

                A identificação do homem com a mensagem evangélica, não raro se revela mediante o desapego aos objetos e valores materiais.
                Constitui um sinal de compreensão dos deveres humanos em relação ao próximo a generosidade fraternal, em forma de dádivas. No entanto, muitos daqueles que distendem os seus recursos amoedados, mesmo que forrados de propósitos salutares, impõe condições, formulam exigências, conseguindo, assim, minimizar o significado dos auxílios, quando não humilhando os beneficiários.
                O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
                Como consequência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.
                Superar as más inclinações e submeter as tendências dissolventes, eis o campo de trabalho silencioso e difícil que não pode ser marginalizado.
                Para que se logrem os resultados positivos, o empreendimento exige disciplina e resolução firme, cujas resistências se haurem no estudo da doutrina do Mestre, na prece e na meditação, com a atitude constante da caridade que faz desabrochem os tesouros que jazem no espírito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TOMADAS DE FORÇA

Partindo da certeza de que toda atitude é
Suscetível de ser imitada, compreendamos
Que o contágio da violência, em muitos casos,
Pode ser evitado se não lhe oferecermos
Determinados pontos de ligação.
Os pontos a que nos referimos são de
caracteres diversos, tais sejam:
      ·         Gritos inúteis
      ·         Brincadeiras de mau gosto
      ·         Reclamações agressivas
      ·         Ideias de ódio
·         Intolerância em casa
·         Descortesias na rua
·          Comentários infelizes
·         Respostas deprimentes
·         Perguntas sem necessidade
·         Críticas
·         Gestos de vingança
·         Palavrões
·         Ironias
·         Azedume
·         Cólera
·         Impaciência
Observemos que a energia elétrica,
Quase sempre, se aplica através de tomadas
E convençam-se de que a força mental,
Funciona, também, assim.


Emmanuel

imagem: google 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O SANTO, O ANJO E O PECADOR


O pecador escutava a orientação de um santo, que vivia, genuflexo, à porta de templo antigo, quando, junto aos dois, um anjo surgiu na forma de homem, travando-se breve conversação entre eles.
O ANJO – Amigos, Deus seja louvado!
O SANTO – Louvado seja Deus!
O PECADOR – Louvado seja!
O ANJO (Dirigindo-se ao santo) – Vejo que permaneceis em oração e animo-me a solicitar-vos apoio fraternal.
O SANTO – Espero o Altíssimo em adoração, dia e noite.
O ANJO – Em nome dele, rogo o socorro de alguém para uma criança que agoniza num lupanar.
O SANTO – Não posso abeirar-me de lugares impuros...
O PECADOR – Sou um pobre penitente e posso ajudar-vos, senhor.
O ANJO – Igualmente, agora, desencarnou infortunado homicida, entre as paredes do cárcere... Quem me emprestará mãos amigas para dar-lhe sepulcro?
O SANTO – Tenho horror aos criminosos...
O PECADOR – Senhor, disponde de mim.
O ANJO – Infeliz mulher embriagou-se num bar próximo. Precisamos removê-la, antes que a morte prematura lhe arrebate o tesouro da existência.
O SANTO – Altos princípios não me permitem respirar no clima das prostitutas...
O PECADOR – Dai vossas ordens, senhor!
O ANJO – Não longe daqui, triste menina, abandonada pelo companheiro a quem se confiou, pretende afogar-se... É imperioso lhe estenda alguém braços fortes para que se recupere, salvando-se-lhe também o pequenino em vias de nascer.
O SANTO – Não me compete buscar os delinquuentes senão para corrigi-los.
O PECADOR – Determinai, senhor, como devo fazer.
O ANJO – Um irmão nosso, viciado no furto, planeja assaltar, na presente semana, o lar de viúva indefesa... Necessitamos do concurso de quem o dissuada de semelhante propósito, aconselhando-o com amor.
O SANTO – Como descer ao nível de um ladrão?
O PECADOR – Ensinai-me como devo falar com ele.
Sem vacilar, o anjo tomou o braço do pecador prestativo e ambos se afastaram, deixando o santo em meditação, chumbado ao solo.
Enovelaram-se anos e anos na roca do tempo, que tudo alterara. O átrio mostrava-se diferente. O santuário perdera o aspecto primitivo e a morte despojara o santo de seu corpo macerado por cilício e jejum, mas o crente imaculado aí se mantinha em Espírito, na postura de reverência.
Certo dia, sensibilizando mais intensamente as antenas da prece, viu que alguém descia da Altura, a estender-lhe o coração em brando sorriso.
O santo reconheceu-o. Era o pecador, nimbado de luz.
– Que fizeste para adquirir tanta glória? – perguntou-lhe, assombrado.
O ressurgido, afagando-lhe a cabeça, afirmou simplesmente:
– Caminhei.

Fonte: Contos Desta e Doutra Vida - Francisco Cândido Xavier/Irmão X 
imagem: google


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

INDIVIDUALIDADE DA ALMA ANIMAL

A alma-grupo
            Muito se tem falado que os animais são seres que não possuem alma ou que, se possuem, faz parte de um todo coletivo, negando suas individualidades como seres espirituais.
            Aceitar que os animais são seres que não possuam alma ou que possuem uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pois:
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
           Essa tese de alma-grupo teria se iniciado na antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
            Em relação a alma-grupo, segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
            “Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem. Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que chamamos de alma-grupo”. (C. W. Leadbeater – escritor teosofista – Os mestres e a senda)
            Esse conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater, não condiz com a Doutrina Espírita, pois o espiritismo assinala que os espíritos estagiários no reino animal são espíritos em evolução.
            “Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)”. (Emmanuel)
            “Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o homem não seria menos homem e nem mais animal”. (Allan Kardec)
            “O princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade”; (Espírito de Verdade)
            ... que mantém sua individualidade na dimensão espiritual...
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
            ... e que finalmente reencarnam.
            “Somos espíritos que animaram animais de antes”. (Emmanuel)
            Não se tornam como se fosse uma gora de água no oceano e reencarnam seguidas vezes a fim de atingir o objetivo da evolução.
            Livro dos espíritos, questão 598:
            “A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?”
            - “Sua individualidade, sim.”
            “Se ela (a alma) não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso... seria como se não tivesse alma”. (Obras Póstumas)


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google