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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 31 de agosto de 2010

PREGUIÇA III

TERAPIA PARA A PREGUIÇA

Ás vezes, o paciente pode receber alguma inspiração superior, é um despertar terapêutico para a mudança de conduta, sempre a depender do próprio paciente.

Começam a surgir-lhe a vergonha pelo estado em que se encontra, o constrangimento pela inutilidade existencial, dando início ao labor de renovação íntima e ao desejo de reconquistar a saúde, assim como o bem-estar sem mecanismos desculpistas ou perturbadores.

Surge as preliminares do equilíbrio emocional, o natural desejo pela recuperação, passando a ver a preguiça como algo enfadonho e monótono, irritante e sem sentido, causador de aflições desnecessárias, porquanto nada de útil dela pode ser retirado.

Esse processo proporciona estímulos para a mudança de comportamento, liberando grande quantidade de energia armazenada, que se encontrava impedida de funcionar em razão dos mecanismos de fugas da realidade.

O próximo passo é a destruição da identidade do preguiçoso, de doente ou inútil, experimentando a alegria que decorre do ato de servir, dos instrumentos ativos para a produção de tudo quanto signifique realização pessoal.

Não se trata de uma simples resolução com efeitos imediatos. É necessário que as leituras edificantes passem a influenciar os painéis mentais, e as velhas histórias de autocompaixão a que se estava acostumado, fazendo parte do cardápio existencial, cedam lugar aos estímulos da boa convivência social e afetiva, motivando aos avanços constantes.

A oração e a bionergia oferecem recursos inestimáveis, ao lado de uma psicoterapia baseada em labores bem direcionados, a fim de que o paciente volte ao mundo real com nova disposição, encontrando estímulos para prosseguir no próprio trabalho realizado.

A atividade bem dirigida constitui lubrificante eficaz nos mecanismos orgânicos e nos implementos mentais, estimulando as emoções agradáveis a conseguir a saúde integral.

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS


Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

domingo, 29 de agosto de 2010

HISTÓRIAS PARA REFLETIR

O Cântaro

Conta uma lenda indiana que um homem transportava água todos os dias para a sua aldeia. Usava dois grandes vasos, presos nas extremidades de um pedaço de madeira, que colocava atravessado nas costas.

Um dos vasos era mais velho que o outro, e tinha pequenas rachaduras. Cada vez que o homem percorria o caminho até sua casa, metade da água se perdia.

Durante dois anos, o homem fez o mesmo percurso. O vaso mais jovem estava sempre muito orgulhoso de seu desempenho e tinha certeza que estava à altura da missão para o qual tinha sido criado, enquanto o outro vaso morria de vergonha, por cumprir apenas a metade de sua tarefa, mesmo sabendo que aquelas rachaduras eram fruto de muito tempo de trabalho.

Estava tão acanhado, que um dia, enquanto o homem se preparava para pegar água no poço, decidiu conversar com ele:

- Quero pedir desculpas, já que devido ao meu tempo de uso, você só consegue entregar metade da minha carga, e saciar a metade da sede que espera em sua casa.

O homem sorriu, e lhe disse:

- Quando voltarmos, por favor, olhe com cuidado o caminho.

Assim foi feito. E o vaso notou que, do seu lado, cresciam muitas flores e plantas.

- Vê como a natureza é mais bela do seu lado? – comentou o homem. – Sempre soube que você tinha rachaduras, e resolvi aproveitar-me disso. Semeei hortaliças, flores e legumes, e você as tem regado desde então.

- Já recolhi muitas rosas para decorar a minha casa, alimentei meus filhos com alface, couve e cebolas. Se você não fosse como é, como poderia ter feito isso?

- Todos nós envelhecemos, mas passamos a ter diferentes qualidades. É sempre possível aproveitar cada uma destas novas qualidades para obter um bom resultado.

sábado, 28 de agosto de 2010

CAUSAS PSICOLÓGICAS DAS FUGAS EXISTENCIAIS

Normalmente o sistema nervoso central consegue suportar altas cargas emocionais, diluindo-as ou transferindo-as da localização. Em face dos estímulos que proporciona ao sistema endócrino, o laboratório glandular responde mediante os hormônios específicos que são produzidos e distribuídos em rede segura por todo o organismo.


Embora seja o self o desencadeador das emoções, a maquinaria orgânica tem a finalidade de expressa-las.

As sucessivas descargas emocionais perturbadoras de tal forma sobrecarregam os nervos que transferem aquelas mais difíceis de contornadas e aceitas, para os arquivos do inconsciente, dando lugar às fugas psicológicas em que se comprazem muitos pacientes.

Tão natural e repetitivo se faz esse fenômeno, que o paciente deixa-se mascarar por fatores opressivos que terminam por vence-lo.

Departamentos seletivos da mente bloqueiam automaticamente muitas das ações desagradáveis, que são arquivadas em setores especiais, mesmo antes de analisadas devidamente, conforme seria de esperar-se. Em face dessa conduta escamoteadora surgem os mecanismos de transferência de responsabilidade, de ausência de discernimento, de fuga variadas na área psicológica.

Na vida infantil, porque não compreendendo a gravidade dos atos, a criança escapa da responsabilidade apelando para a mentira, fruto natural da sua imaginação criadora, que bem orientada encontrará o correto caminho para dar largas ao seu campo de inspiração e de ação, sem esquecimento da verdade. No entanto, a razão da falta de orientação no lar, que procura castigar o mentiroso, em si mesmo vítima de insegurança e inquietação emocional, elucidando-o quanto à maneira como deve conduzir-se, o ser cresce fisicamente, mantendo-se, porém, no estágio de infância psicológica, o que é muito lamentável.

Diante dos grandes desafios para os quais o indivíduo não se sente equipado, foge para atitudes levianas e irresponsáveis como se estivesse agindo de forma correta.

Mais grave torna-se o fenômeno, quando a necessidade da evasão faz-se mais premente, levando-o a um estágio de esquecimento dos compromissos difíceis, dando a impressão de conduta incompatível com a dignidade e bom-tom.

Muito curioso tal mecanismo de figa, tendo-se em vista que o enfermo vai defrontar-se com aquilo que gostaria de evitar, desde que se torna infeliz, inseguro no refúgio perigoso em que se homizia. Com o transcorrer do tempo aumenta a insatisfação com a existência e desce ao abismo da depressão psicológica, ensejando ao organismo pelo impacto contínuo da mente receosa, perturbação nas neurotransmissões em decorrência da ausência de serotonina e noradrenalina.

O ser humano encontra-se equipado de recursos preciosos que devem ser aplicados no quotidiano, de forma que se ampliem as possibilidades nele latentes, expressando a potencialidade divina de que se encontra constituído.

Toda vez quando se tenta evitar esforço e luta, opera-se em sentido contrário às leis da vida, que impõem movimento e ação como recursos de crescimento psicológico, moral, intelectual, espiritual.

Ninguém cresce ou se desenvolve em estado de paralisia.

Sob outro aspecto, as heranças espirituais de experiências transatas, permanecem comandando o inconsciente profundo e gerando automatismos de bloqueio para todas experiências que se apresentam na condição de ameaças à paz.

Quando se tornam mais vigorosas e ressumam com maior facilidade dos depósitos onde se encontram arquivadas, induzem ao suicídio, em mecanismo de transferência de responsabilidade para aquele a quem atribui as razões do que impropriamente considera como fracasso.

Todas as empresas experimentam períodos de progresso e de queda, em face das razões sociais, econômicas, políticas, humanas.

O mesmo ocorre com a existência física, por tratar-se de um empreendimento de alta magnitude e sujeito às mais diversas circunstâncias, especialmente as emocionais que constituem fatores de segurança e de equilíbrio.

A indiferença, que aflige aqueles que lhe padecem a postura, é um recurso de fuga psicológica de quem se sente incapaz de competir ou de aceitar o insucesso da pretensão anelada. Não se considerando em condições de compensar a perda, diminui a intensidade de sentimento afetivo e revida ao que considera como ofensa, em forma de morte da emoção.

É normal que ocorram algumas fugas psicológicas, no dia a dia da existência humana, em forma de recurso neutralizador do excessivo volume de informações que bombardeiam o indivíduo.

Saúde mental, emocional e física será sempre o resultado desse equilíbrio psicofísico que deve viger nos indivíduos que se trabalham interiormente, cultivando o otimismo e a confiança irrestrita em Deus e na vida.

Do Livro: Conflitos Existenciais - Divaldo Pereira Franco


Pelo espírito Joanna De Ângelis

DANOS DECORRENTES DA FUGA PSICOLÓGICA

O hábito de evitar-se responsabilidades e deveres que parecem insuportáveis, conduz o indivíduo a uma falsa comodidade assinalada pela conduta leviana e infantil.


Os seres humanos existem para realizar o crescimento interior, a sua individuação.

Inutilmente busca-se burlar o impositivo do progresso, que é o recurso hábil para a conquista do si profundo e de todas as suas potencialidades.

Quando resolve-se pela acomodação ao já feito, deperece-se a energia vitalizadora e empobrece-se a existência, que tem por finalidade precípua o enriquecimento pela sabedoria.

Desse modo, os mecanismos de fuga psicológica quase sempre candidatam o paciente a um estado de inconseqüências morais, fruto da constante evasão da realidade para um universo de fantasia, onde tudo se realiza magicamente, utopicamente.

Essa imaturidade emocional faz que se perca o interesse pelos nobres ideais, aqueles que exigem postura adequada e luta contínua, não dando abrigo a comportamentos alienantes ou desculpistas.

A culpa ancestral, fixada no inconsciente do indivíduo, exerce uma grande pressão sobre a conduta atual, estimulando às evasões da realidade, ao esquivar-se dos compromissos vigorosos, mantendo atormentada a sua vítima, sempre à espera de algo perturbador.

Ignorar a responsabilidade, transfere-a em tempo e lugar, para futuros enfrentamentos inevitáveis, em situações aflitivas pelo impositivo da reencarnação.

Do ponto de vista psicológico, o próprio indivíduo perde a auto-estíma e considera-se incapacitado para quaisquer realizações que lhe exijam esforço, acostumado conforme se encontra a desistir diante de qualquer mobilização de forças físicas, morais ou intelectuais.

Com o tempo, torna-se desagradável, acreditando-se não amado, sempre traído pelos amigos, deixado à margem nos empreendimentos que se realizam à sua volta, acumulando mágoas e dissabores perfeitamente injustificáveis.

Certamente, as demais pessoas não tem capacidade para uma convivência fraternal com aqueles que se fazem omissos, com quem não se pode contar nos momentos difíceis, que sempre está adiando decisões... Após algum período de tolerância, as pessoas afastam-se, procurando seus pares em espíritos combativos, corajosos e empreendedores, aos quais se afeiçoam. A busca de harmonia é inevitável no ser humano.

Sabendo-se que se trata de um logro de largo porte, o empenho de forças e de emoções constitui, sem dúvida, um fenômeno natural, que não pode ser considerado como sacrifício.

O castigo do tempo é a inexorabilidade do progresso, das transformações incessantes a que tudo e todos estão submetidos.

Os mecanismos de fuga da responsabilidade e do dever, somente atormentam aqueles que se lhes entregam inermes, quando seria mais factível e próprio lutar com tenacidade, vencendo os limites e impondo a vontade aos temores e conflitos, por cuja conduta encontraria a auto-realização, a paz.


Do Livro: Conflitos Existenciais - Divaldo Pereira Franco


Pelo espírito Joanna De Ângelis

SOLUÇÕES DAS FUGAS PSICOLÓGICAS

O ser humano deve empenhar-se pela superação dos impedimentos que lhe surgem como fenômeno perfeitamente normal e comum a todas as demais criaturas.

A necessidade dos enfrentamentos faz parte da existência humana, sem os quais o processo de crescimento interior ficaria interrompido, dando lugar a transtornos profundos de comportamento que se transformariam em patologias de difícil solução.

O ego que teme o fracasso, que é sempre um insucesso previsível e reparável, resolve evitar os processos desafiadores, mascarando a realidade e fugindo para o mundo de fantasia, constituídos de sonhos utópicos e irrealizáveis gerados pelas frustrações.

Pequenos exercícios de afirmação da personalidade e de autodescobrimento dos valores adormecidos funcionam como terapia valiosa, por estimular o paciente a novos e contínuos tentames que se vão coroando de resultados favoráveis, eliminando o sutil complexo de inferioridade e mesmo diluindo, a pouco e pouco, a culpa perturbadora.

Cada vitória serve de base para futuros cometimentos que facultarão a autoconfiança, o reconhecimento das potencialidades que respondem pelas forças morais de que é possuidor o self.

Quanto mais se transfere o encontro com a realidade elaborada pelo eu consciente atual, mais difícil torna-se a construção da identidade pessoal, que se apresenta como destituída de significados elevados, ocultando as imperfeições que fazem parte de todo processo evolutivo.

À medida que se alcançam patamares mais elevados outros surgem convidativos, demonstrando que não existe pouso definitivo para quem deseja a plenitude, sem novas metas a serem conquistadas.

Adicionando-se realizações, umas sobre as outras, ocorrerá um somatório de experiências que impulsionam o indivíduo com segurança no rumo certo da realidade.

A verdadeira saúde psicológica não anui com a precipitação nem com o destemor, que pode parecer heroísmo.

A prática das boas ações oferece encorajamento para realizações mais amplas nos relacionamentos interpessoais, na convivência social e no amadurecimento da realidade pessoal.

Sempre quando alguém predispõe-se a auxiliar, experimenta forte empatia que resulta de contínuas descargas de adrenalina estimuladora que encoraja para novas realizações e bloqueia os temores infundados.

Quando surge essa disposição real para superar as fugas psicológicas conscientes ou não, automaticamente desenvolvem-se os sentimentos íntimos, proporcionando bem-estar e alegria de viver.

Tornam-se um tormento a manutenção das fugas emocionais, o escamoteamento da própria realidade, mascarando o ser de júbilos que não existem e de satisfações que são irreais.

Assumir-se as próprias dificuldades constitui um dos passos necessários para supera-los.

Como todos os indivíduos são seres humanos em processo de crescimento, em conserto, na trajetória carnal, porque ainda portadores de imperfeições de vários tipos, a aceitação de si mesmo conforme se encontra é recurso valioso para a compreensão dos limites que caracterizam os demais, tornando-os tolerantes em relação às faltas alheias, em face das próprias condições agora conhecidas.

A culpa transforma-se em auto-perdão, o medo faz-se estímulo para o avanço contínuo e as incertezas convertem-se em convicções em torno da própria vitória: a saúde integral!

Do Livro: CONFLITOS EXISTENCIAIS



Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis

DIREITOS DO SER HUMANO

• Ser ele mesmo, sem sentir que é inferior ou superior.
• Mudar de opinião e renovar-se

• Cuidar de si, sem se sentir culpado

• A todos os seus sentimentos: de sentir medo, mágoa, tristeza e de esperar que esses sentimentos desapareçam.

• Cometer erros e se achar vulnerável.

• Dizer não ás coisas contrárias aos seus gostos e valores.

• De não ser responsável pelos atos e atitudes alheios.

• Conquistar amigos e ficar feliz ao encontra-los.

• Rir e de se divertir o mais saudavelmente possível

• Amar e receber amor, sem a pretensão de ser compreendido por todos.

Do Livro: Amor e Ódio - Yvonne Pereira

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

AMOR NÃO CORRESPONDIDO

Acredita-se que é possível contar nos dedos das mãos as pessoas a quem se ama de forma verdadeira. Causa compaixão quem aceita essa hipótese, pois estará confinado sentimentalmente.


O amor incondicional é sempre lúcido e abrangente. Jamais exclusivo ou limitado a apenas uma pessoa. Quando o amor induz os seres ao isolamento já se pode ouvir o vento entoar uma triste canção, prenunciando dias longos e noites melancólicas.

Quando, numa relação de amor, não se auxilia o outro a caminhar por si mesmo, conduzindo-o a encontrar seu próprio curso existencial, esse amor, mesmo que pareça tranqüilo, não está de fato estabilizado.

O amor verdadeiro é direcionado para a capacidade de guiar o outro ao crescimento pessoal, em outras palavras, por um processo de transformação incessante rumo a um entendimento maior.

Quem delimita sua aptidão para amar assemelha-se à fumaça, que a tudo sufoca em seu derredor. Somente depois, quando é dissipada pelo ar, é que se avalia o mal que a asfixia causou.

Há almas que vivem relacionamentos fictícios – baseados em uma imagem que retrata o que gostaria que o outro fosse – sem perceberem que estão dando os primeiros passos em direção à ruína afetiva.

A separação inicia-se no momento em que um dos parceiros se relaciona com a imagem criada da pessoa idealizada, e não propriamente com a pessoa. De modo geral, essas irrealidades são notadas depois de ter ocorrido o infortúnio amoroso.

O que acontece, todavia, quando nos dedicamos a alguém que é infiel conosco? Será que quando amamos incondicionalmente temos que suportar incontáveis deslealdades e permanecer impassíveis?

Naturalmente, o amor não conduz à tolice ou à ingenuidade, nem induz a uma alegria artificial e a uma credulidade excessiva. Na dependência só se vêem qualidades, nunca se enxergam os defeitos. Isso a humanidade classifica como amor cego ou paixão.

Jamais você sentiria tão grande solidão e abandono se não vivesse, imprudentemente, dependendo tanto dos outros.

O mundo é cheio de pesares e, na área do afeto, a traição é uma das maiores desventuras. Não há nada pior que recordar momentos felizes em tempos de dor.

Quando tudo é desventura, aparece a verdade. Ela pode machucar, mas, em qualquer tempo, será bem-vinda. Assemelha-se a um remédio amargo, porém salutar.

Vale lembrar: para que exista um relacionamento de fato, é necessário que ambos o desejem.

Apesar da desonestidade, é possível perdoar a quem traiu, pois o amor real não coloca limites à indulgência.

No entanto, você precisa perguntar-se: o que devo fazer para harmonizar o amor por meu marido sem perder meu auto-respeito?

Por certo a vida a dois não é nenhum mar de rosas, e seria bom levar como lembrete que, em se tratando de relacionamentos afetivos, nunca há respostas genéricas ou semelhantes para um amor não correspondido.

O amor não contabiliza as fragilidades do outro, mas, com toda a certeza, não é abusivo. Por princípio íntimo, não se deve viver de auto-piedade.

Diante dessa circunstância, o que de melhor se poderia dizer a esse alguém é que decida: ou continua junto de você, sinceramente, ou longe, se quer permanecer na infidelidade.

Os vínculos entre as pessoas podem ser estabelecidos por amor ou por obrigação. No amor, há ternura, imensa confiança e devoção, e isso por si só basta. Na obrigação, nascem as desavenças e recriminações, que dilaceram a alma. Quem se obriga nas questões do amor vive em constante busca de razões ideológicas ou de justificativas filosóficas.

O que é o carma senão respostas da vida a seus atos e atitudes. Não existe fatalidade, uma vez que Deus dá o livre-arbítrio a todas as suas criaturas. Você é livre para escolher – não apenas antes do nascimento corporal, mas igualmente aqui e agora – o que fará de sua existência.

Vale esperar os terremotos do coração se acalmarem para você refletir melhor e, logo após, abrir as vidraças da alma e deixar o aroma do bom senso entrar.

O diálogo será sempre oportuno entre o casal, desde que não se converta em cobranças e insanas suscetibilidades; antes se alicerce na lealdade e honestidade e concorra para que os dois permaneçam unidos e equilibrados.

Para cada pessoa sempre existe um momento de decisão, e ela o saberá quando ele chegar. Quando você já tiver feito tudo o que estava a seu alcance, então deverá ficar ou partir. Não se deve esperar dos outros aquilo que unicamente você mesmo pode se dar.



Do Livro - CONVIVER E MELHORAR – Francisco do Espírito Santo Neto


Espíritos Lourdes Catherine e Batuíra

sábado, 21 de agosto de 2010

MELANCOLIA

Tudo que nos acontece é uma mensagem da Vida Mais Alta tentando equilibrar nosso mundo interior. Se desejamos sair do circuito do desespero e ir gradativamente resolvendo dificuldades e conflitos, comecemos por compreender que a nossa existência é controlada por uma Fonte Divina – perfeita e harmônica – cuja única intenção é somente a evolução das criaturas.


Reconheço que as dores íntimas são como prelúdios de uma violino ferindo o peito profundamente. Mas lembre-se: ninguém pode procurar nos outros um recado que está dentro de si. Aprendamos a ler essas mensagens impronuciáveis; elas são a chave da solução dos sofrimentos. As leis divinas estão em nossa consciência.

Hoje você busca livrar-se da melancolia, apegando-se às pessoas para que cuidem de você; mas haverá um dia em que perceberá que a busca é ineficiente, pois essa pessoa terá que ser você mesma.

Não se faça de fraca e impotente; retire de seus olhos a angústia e a aflição. Você pode transformar esse processo doloroso em fator saudável de crescimento e progresso.

Você gostaria de ser poupada dessa dor aflitiva imediatamente, mas não pode se esquecer de que ela é o resultado de atitudes negativas do passado que você mesmo criou. Somente através de crescente conscientização de suas concepções errôneas, ou de falsas soluções, é que poderá atingir o entendimento exato de seu sistema de causa e efeito.

Não basta mudar um mau comportamento irrefletidamente; é preciso mudar a causa que provoca esse comportamento. Apenas assim poderá efetuar uma autêntica mudança.

De início, não espere satisfação e felicidade imediatas, porque os efeitos negativos vão continuar cruzando o seu caminho – resultado de anos vividos entre padrões inadequados. No entanto, quando descobrir esses padrões e começar a modifica-los de maneira gradativa, automaticamente terá início a redução das sensações desagradáveis e aflitivas que você experimenta.

A alma, na agonia moral, é semelhante a um pássaro de asa partida: quer voar, mas não consegue. Só com o tempo ele se equilibra: aí, então, pode alçar vôo perfeitamente.

A imensa decepção dos suicidas é perceber no Além que não podem fugir de si mesmos. Problemas são considerados desafios da vida promovendo o desenvolvimento interior. A autodestruição além de inútil, intensifica a dor já existente, por interferir no processo natural da existência terrena.

A lama humana pode ser comparada a um candelabro: acesas as chamas da verdade, dissipam-se as sombras da ilusão.

Todos temos uma tendência de culpar o mundo por nossas ações, comportamentos, emoções e sentimentos inadequados. Justificamos nosso desalento acusando indiscriminadamente, mas é preciso assumirmos plena responsabilidade por tudo o que está acontecendo em nossa vida. Devemos reconhecer honestamente que está em nós a fonte que determina e controla nossas ações e reações. Somos responsáveis tanto pela nossa felicidade quanto pela nossa infelicidade.

Perceba que você nutre uma falsa crença de que está totalmente indefesa e espera que alguém, ou o destino, lhe traga uma milagrosa alegria. Acima de tudo, acredite: nenhuma destinação cruel está vitimando sua existência. Depende essencialmente de você o seu bem-estar, de seus esforços, de sua vontade de mudar, de sua autoconfiança e de um novo senso de força em sua vida interior.

Além disso, a compreensão espírita, acrescida da criação de uma nova visão interior, poderá gerar toda a satisfação que você nutria inadvertidamente.

Melhore seu íntimo; essa é a maneira mais eficiente de ser feliz. Podemos destruir o corpo, mas não temos o poder de acabar com a vida.

Quem faz a sua parte e deposita nas mãos de Deus todas as suas dificuldades alcança a tão almejada tranqüilidade.

Do Livro: Conviver e Melhorar
Francisco do Espírito Santo Neto
Espírito Lourdes Catherine e Batuíra

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

DESENCARNE

A HORA FINAL


As sensações que precedem e se seguem à morte são infinitamente variadas e dependentes sobretudo do caráter, dos méritos, da elevação moral do espírito que abandona a Terra. A separação é quase sempre lenta, e o desprendimento da alma opera-se gradualmente. Começa, algumas vezes, muito tempo antes da morte, e só se completa quando ficam rotos os últimos laços fluídicos que unem o perispírito ao corpo. A impressão sentida pela alma revela-se penosa e prolongada quando esses laços são mais fortes e numarosos. Causa permanente da sensação e da vida, a alma experimenta todas as comoções, todos os despedaçamentos do corpo material.

Dolorosa, cheia de angústias para uns, a morte não é, para outros, senão um sono agradável seguido de um despertar silencioso. O desprendimento é fácil para aquele que previamente se desligou das coisas deste mundo, para aquele que aspira aos bens espirituais e que cumpriu os seus deveres. Há, ao contrário, luta, agonia prolongada no espírito preso à Terra, que só conheceu os gozos materiais e deixou de preparar-se para essa viagem.

Entretanto, em todos os casos, a separação da alma e do corpo é seguida de um tempo de perturbação, fugitivo para o espírito justo e bom, que desde cedo despertou ante todos os esplendores da vida celeste; muito longo, a ponto de abranger anos inteiros, para as almas culpadas, impregnadas de fluidos grosseiros. Grande número destas últimas crê permanecer na vida corpórea, muito tempo mesmo depois da morte. Para estas, o perispírito é um segundo corpo carnal, submetido aos mesmos hábitos e, algumas vezes, às mesmas sensações físicas como durante a vida terrena.

Outros espíritos de ordem inferior se acham mergulhados em uma noite profunda, em um completo insulamento no seio das trevas. Sobre eles pesa a incerteza, o terror. Os criminosos são atormentados pela visão terrível e incessante das suas vítimas.

A hora da separação é cruel para o espírito que só acredita no nada. Agarra-se como desesperado a esta vida que lhe foge; no supremo momento insinua-se-lhe a dúvida; vê um mundo temível abrir-se para abismá-lo, e quer, então, retardar a queda. Daí, uma luta terrível entre a matéria, que se esvai, e a alma, que teima em reter o corpo miserável. Algumas vezes, ela fica presa até à decomposição completa, sentindo mesmo, segundo a expressão de um espírito, “os vermes lhe corroerem as carnes”.

Pacífica, resignada, alegre mesmo, é a morte do justo, a partida da alma que, tendo muito lutado e sofrido, deixa a Terra confiante no futuro. Para esta, a morte é a libertação, o fim das provas. Os laços enfraquecidos que a ligam à matéria, destacam-se docemente; sua perturbação não passa de leve entorpecimento, algo semelhante ao sono. Deixando sua residência corpórea, o espírito, purificado pela dor e pelo sofrimento, vê sua existência passada recuar, afastar-se pouco a pouco com seus amargores e ilusões, depois, dissipar-se como as brumas que a aurora encontra estendidas sobre o solo e que a claridade do dia faz desaparecer. O espírito acha-se, então, como que suspenso entre duas sensações: a das coisas materiais que se apagam e a da vida nova que se lhe desenha à frente. Entrevê essa vida como através de um véu, cheia de encanto misterioso, temida e desejada ao mesmo tempo. Após, expande-se a luz, não mais a luz solar que nos é conhecida, porém uma luz espiritual, radiante, por toda parte disseminada. Pouco a pouco o inunda, penetra-o, e, com ela, um tanto de vigor, de remoçamento e de serenidade. O espírito mergulha nesse banho reparador, aí se despoja de suas incertezas e de seus temores. Depois, seu olhar destaca-se da Terra, dos seres lacrimosos que cercam seu leito mortuário0, e dirige-se para as alturas. Divisa os céus imensos e outros seres amados, amigos de outrora, mais jovens, mais vivos, mais belos que vêm recebê-lo, guiá-lo no ceio dos espaços. Com eles caminha e sobe às regiões etéreas que seu grau de depuração permite atingir. Cessa, então, sua perturbação, despertam faculdades novas, começa o seu destino feliz.

A entrada em uma vida nova traz impressões tão variadas quanto o permite a posição moral dos espíritos. Aqueles cujas existências se desenrolam indecisas, sem faltas graves nem méritos assinalados, acham-se, a princípio, mergulhados em um estado de torpor, em um acabrunhamento profundo; depois, um choque vem sacudir-lhes o ser. O espírito sai, lentamente, de seu invólucro: como uma espada da bainha; recobra a liberdade, porém, hesitante, tímido, não se atreve a utilizá-la ainda, ficando cerceado pelo temor e pelo hábito aos laços em que viveu. Continua a sofrer e a chorar com os entes que o estimaram em vida. Assim corre o tempo, sem ele o medir; depois de muito, outros espíritos auxiliam-no com seus conselhos, ajudando a dissipara sua perturbação, a libertá-lo das últimas cadeias terrestres e a elevá-lo para ambientes menos obscuros.

Em geral, o desprendimento da alma é menos penosos depois de uma longa moléstia, pois o efeito desta é desligar pouco a pouco os laços carnais. As mortes súbitas, violentas, sobrevindo quando a vida orgânica está em sua plenitude, produzem sobre a alma um despedaçamento doloroso e lançam-se em prolongada perturbação. Os suicidas são vítimas de sensações horríveis. Experimentam, durante anos, as angústias do último momento e reconhecem, com espanto, que não trocaram seus sofrimentos terrestres senão por outros ainda mais vivazes.

O conhecimento do futuro espiritual, o estudo das leis que presidem à desencarnação são de grande importância como preparativos à morte. Podem suavizar os nossos últimos momentos e proporcionar-nos fácil desprendimento, permitindo mais depressa nos reconhecermos no mundo novo que se nos desvenda.



DEPOIS DA MORTE – LÉON DENIS

domingo, 15 de agosto de 2010

CHICO XAVIER - biografia

Francisco Cândido Xavier, ou Chico Xavier, foi o médium mais famoso e estimado, no Brasil e no exterior, e com maior tempo de atividade mediúnica. Nascido na cidade de Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 02 de Abril de 1910, iniciou-se no Espiritismo ao 17 anos, quando sua irmã Maria Xavier Pena, doente e desenganada pelos médicos, foi levada até a casa de uma família espírita. Após uma prece em torno do leito da irmã, da qual participou Chico, ela ficou curada.

A partir daí começou a freqüentar reuniões espíritas. Auxiliado pelo irmão José Cândido Xavier, fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em maio de 1927. Em 8 de julho do mesmo ano, psicografou pela primeira vez, recebendo uma mensagem de 17 páginas, de um Espírito Amigo, e que versava sobre Deveres Espíritas.

Mas José Xavier adoeceu, vindo a falecer em seguida, e o médium, sempre assediado por multidões súplices e sofredoras e rodeado de amigos e admiradores, chegou a trabalhar sozinho, por muito tempo, entre perseguições e preconceitos, por absoluta falta de companheiros.

No final de 1931, conheceu Emmanuel, seu luminoso guia, e a partir daí iniciou-se o que se pode chamar de "sublime ponte" entre o Céu e a Terra. Sob a sua orientação espiritual, Chico Xavier psicografou milhares de páginas de instrução, educação e consolo, ditadas por inúmeros Espíritos, e compiladas em quatrocentos e dois livros, sendo que o último, chamado "Degraus da Vida" (Cornélio Pires, Editora CEU), foi publicado em 1996.

Muitos deles foram traduzidos para outras línguas, quais o inglês, o espanhol e o esperanto.

A renda da venda dos livros, uma admirável fortuna, foi, desde o início, totalmente doada em favor de hospitais, asilos, orfanatos e outras Instituições Beneficentes, vivendo Chico Xavier de seu parco salário de humilde funcionário público.

A máxima de Jesus: "Daí de graça o que de graça recebestes" foi o lema deste formidável trabalhador cristão, no trato com o dinheiro havido de sua mediunidade abençoada.

Mesmo doente e em idade avançada, compareceu, sempre que possível, aos sábados à noite, no Grupo Espírita da Prece, para receber as centenas de pessoas que se comprimiam no local, ansiosas por uma palavra de carinho, que ele tinha sempre para todos, e por seu gesto de amor, uma característica especial: o beijo terno nas mãos que o procuravam.

Chico Xavier residiu por muitos anos em Uberaba, Minas Gerais, Brasil, desencarnando em 30/06/2002, por volta das 19:30, com a idade de 92 anos.

(Biografia exclusiva do Site Espírita André Luiz - www.institutoandreluiz.org Todos os direitos reservados.) A cópia é livre, apenas rogamos a manutenção dos créditos. Muito obrigado.

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terça-feira, 10 de agosto de 2010

INFORMAR E CONSCIENTIZAR

A verdade que conheceremos e nos libertará será sempre a verdade sobre nós mesmos, e a doutrina será uma senda segura para a aquisição dessa conquista na alma: a consciência de si que nos ensejará elementos para transitar na evolução com felicidade.


Conscientizar é tomar contato com os conteúdos velados da mente estabelecendo conexão com o ser divino que há em nós. Tomemos como exemplo e orgulho: sabemos que somos orgulhosos, estamos informados disso, mas não temos consciência plena de suas manifestações, dos detalhes de sua ação. Essa a diferença entre conhecer e saber.

A conscientização surge quando aprendemos a utilizar a informação para a transformação.

A informação é atividade cognitiva que só abrirá portas para a conscientização quando houver o aporte dos processos renovadores da sensibilidade humana.

O conhecimento é capaz de acionar desejos novos, excitar planos e mudanças, mas somente o sentimento é capaz de movimentar a vontade firme para manter e concretizar caminhos novos.

Para a melhora espiritual, é imperioso habituarmo-nos à constante lealdade consciencial, a fim de exercer avaliações sobre qual é nossa verdadeira condição espiritual.

Uma criatura informada poderá realizar amplos vôos nas realizações do bem, entretanto, somente os conscientizados saberão como usar essas realizações para sua libertação pessoal.

Conhecer é ter opções, mas só a conscientização oferece respostas.

Mereça Ser Feliz - Wanderley S. de Oliveira

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ESTUDA-TE A TI MESMO

Conhecer nossos defeitos e virtudes é o caminho do progresso, muitas vezes dolorido,pois não é fácil estarmos frente a frente com nossa sombra.

Quando sentimos o desejo de possuir alguma coisa, muitas vezes nos cegamos a respeito dos direitos dos que nos cercam e buscamos satisfazer este desejo custe o que custar.

Agindo assim, provocamos reações por parte dos que nos rodeiam.

Vemos constantemente os erros e defeitos dos que nos rodeiam e muitas vezes somos incapazes de percebermos os nossos erros e quando os percebemos, sempre temos uma justificativa para eles. Outras vezes nos isentamos das nossas culpas, transferindo-as para o nosso próximo.

Este comportamento confirma a nossa falta de conhecimento sobre nós mesmos.

E é esse conhecimento sobre nós mesmos a chave para o nosso progresso individual.

Conhecendo as nossas virtudes que estaremos buscando exercitá-las e conhecendo os nossos defeitos estaremos buscando modificá-los.

O conhecimento de si mesmo pode se dar naturalmente, como fruto do amadurecimento de cada um, ou poderá ser provocado pelo sofrimento renovador, despertando a criatura para valores novos do espírito.

Ney Prieto Peres, no livro Manual Prático do Espírita, nos mostra três formas através das quais nos conhecemos a nós mesmos:

A – Conhecer-se no convívio com o próximo – Esse conhecimento começa dentro da família, no nosso relacionamento com pai, mãe, irmãos, avós, etc. É aí que aprenderemos a conhecer como reagimos e por que reagimos aos apelos, as contendas, aos choques de interesses. E continua na sociedade através das reações observadas nos outros. Normalmente as que mais nos incomodam são justamente aquelas que mais expressam a nossa própria maneira de ser.

Nesse sentido, para buscarmos a perfeição, temos que tomar como diretriz uma frase contida no Evangelho Segundo o Espiritismo, cap XVII: “O dever começa precisamente no momento em que ameaçais a felicidade e a tranqüilidade de vosso próximo, e termina no limite que quereríeis alcançar para vós mesmos”.

B – Conhecer-se pela dor – Os processos de sofrimento provocam em nós o despertar da consciência e a ampliação do nosso grau de sensibilidade.

Quando enfermos, para que possamos nos curar somos obrigados a modificarmos hábitos que nos levaram a adoecer. O reconhecimento desses hábitos é uma das formas do auto-conhecimento com relação a alguns aspectos de nossa forma de vida.

Quando ficamos muitos dias doentes, presos em um leito, também somos obrigados a pensar sobre nosso modo de viver.

Quantas pessoas que estiveram a beira da morte e que alcançaram a cura, mudaram muito sua forma de viver, hoje valorizando coisas que antigamente lhes passavam despercebidas?

C – Conhecer-se pela auto-análise – A este respeito quem nos dá um grande exemplo é Santo Agostinho. Ao final de cada dia ele passava em revista o que havia feito e perguntava a si mesmo se não tinha faltado ao cumprimento de algum dever, se ninguém tinha motivo para se queixar dele.

Em caso de duvida ele se perguntava: Se outra pessoa tivesse praticado esta ação, como a qualificaria? Se a censurares nos outros, essa censura valeria também para si.

Desta forma ele foi aprimorando seu auto-conhecimento.

Além disso, para nos auxiliar em nossa auto-análise nos temos os ensinamentos de Jesus através de seus exemplos durante o tempo que esteve conosco.

Não nos deixemos seguir ao sabor do tempo, iniciemos nosso processo de auto-análise de forma permanente e sistemática, nossa auto-educação.

Saiamos da condição de conduzidos pelos envolvimentos do meio e passemos à categoria de condutores de nós mesmos, com amplo conhecimento das nossas potencialidades em desenvolvimento.

“Vamos interrogar a nossa consciência quanto à utilidade que estamos dando ao tempo, à saúde e aos ensejos de fazer o bem que desfrutamos na vida diária”. (André Luiz/Emmanuel – Opinião Espírita).



Bibliografia

Livro dos Espíritos perg 919 e 919 a

Manual Prático do Espírita – Ney Prieto Peres

sábado, 7 de agosto de 2010

RETORNO À VIDA CORPÓREA

Assim como todos nós temos a certeza de que morreremos os espíritos têm a certeza de que voltarão à vida corporal, apesar de as vezes ignorarem quando isso se dará.


Dependendo do seu grau evolutivo, o espírito se preocupa mais ou menos com a sua volta ao mundo corporal.

Ele pode retardar ou abreviar essa volta, sofrendo as conseqüências desse ato.

O espírito não pode retardar indefinidamente o retorno; ele sente a necessidade de avançar. Esse é o destino de todos.

Em relação à união da alma com o corpo:

- o espírito é sempre designado com antecedência para um determinado corpo.

- O espírito pode escolher o corpo: as imperfeições deste s ao as provas que o ajudam no seu adiantamento, se ele vencer os obstáculos.

- A escolha nem sempre depende dele (do espírito)

- A união pode ser imposta, assim como as diferentes provas, quando o espírito está apto a fazer a escolha. Seria um castigo.

No momento da encarnação o espírito sofre uma perturbação maior do que a da morte e mais longa também. Essa perturbação persiste até que a nova existência esteja nitidamente firmada.

O viajante que embarca sabe os perigos a que se expõe, mas não sabe se naufragará.

A incerteza quanto ao sucesso na vida corporal é para o espírito motivo de uma grande aflição.

Se o espírito se encontra numa esfera aonde reina a afeição os espíritos que o amam o acompanham até o derradeiro momento, e o seguem durante a sua vida.

LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

LEIS DIVINAS

As Leis Divinas indicam o que se deve ou não fazer. São eternas, imutáveis, perfeitas e regulam o universo material e moral.


São proporcionais ao grau de adiantamento de cada mundo. Estão gravadas na consciência de cada ser humano.

São divididas em dez partes:

• Lei da Adoração
• Lei do Trabalho
• Lei da Reprodução
• Lei da Conservação
• Lei da Destruição
• Lei da Sociedade
• Lei do Progresso
• Lei da Igualdade
• Lei da Liberdade
• Lei da Justiça, Amor e Caridade

LEI DA ADORAÇÃO

Por meio da adoração a alma se aproxima de Deus. A adoração verdadeira está no coração, fazendo o bem e evitando o mal. Aquele que não faz o mal, mas também não faz o bem, é considerado inútil. A vida do indivíduo deve ser útil à humanidade, portanto, é necessário que se faça o bem.

Aquele que faz profissão da adoração do Cristo, mas é orgulhoso, invejoso e ciumento, é duro e implacável com os outros ou ambicioso pelos bens desse mundo, tem a religião apenas em seus lábios e não em seu coração, Deus que tudo vê, dirá: aquele que conhece a verdade é cem vezes mais culpado pelo mal que faz do que o selvagem ignorante do deserto. A intenção é a regra.

Quando nos reunimos em adoração, adquirimos mais força pela comunhão de pensamentos e sentimentos. Porém, a adoração individual não é menos eficaz. A prece é agradável a Deus quando ditada pelo coração, dita com fé, fervor e sinceridade.

A prece é um ato de adoração. É aproximar-se d’Ele, comunicar-se com Ele. Através da prece, pode-se ter em vista três coisas: louvar, pedir e agradecer. Aquele que ora com fervor é mais forte contra as tentações do mal e é assistido pelos bons espíritos.

LEI DO TRABALHO

O trabalho é uma lei da natureza, pelo próprio motivo de ele ser uma necessidade. A civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque aumenta suas necessidades e prazeres. Tanto o espírito como o corpo trabalham.


O trabalho é uma expiação e, ao mesmo tempo, um meio de aperfeiçoar sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria na infância intelectual. Por isso ele deve ao trabalho e à sua atividade toda sua alimentação, sua segurança e seu bem-estar.

Nenhum homem está liberado do trabalho, talvez do trabalho material, mas não da obrigação de tornar-se útil, de acordo com suas possibilidades, nem de aperfeiçoar sua inteligência ou a dos outros, o que também é um trabalho.

O repouso após o trabalho é uma necessidade e serve para renovar as forças do corpo, importante para dar um pouco mais de liberdade à inteligência, que deve elevar-se acima da matéria. A obrigação de cada um é sempre proporcional às suas forças.