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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 30 de outubro de 2011

Shhh!..... SILÊNCIO!!


Por Paulo Roberto Gaefke

Shhh!
Faça silêncio...
Por um instante, deixe-se levar pela serenidade.,
deixe os pensamentos mais revoltados se acalmarem.
Faça um minuto de limpeza mental, e deixe o silêncio te envolver.
O silêncio interior fala mais que mil vozes distintas.

Do jeito que caminhamos apressadamente,
da maneira com que tomamos decisões impensadas,
no estilo de vida que mais lembra uma corrida de carros,
nós vamos entrando cada vez mais em uma "mata fechada",
mata de problemas sem fim, uma "fábrica de doidos",
que pede remédios, calmantes, drogas, vícios...

Shhh!
Faça silêncio para organizar os seus desejos,
para manter acesa aquela chama inocente,
da criança que ainda mora em você,
mas que anda perdida, sem rumo, incrédula.
Por amor a sua vida, procure-se depressa,
mas com calma e serenidade,
 
para redescobrir valores encobertos pelo tempo,
apagados por decepções causadas por terceiros.
A sua vida é única, é dom Supremo!
Tenha tempo para você.

Shhh!
Faça silêncio pelo seu espírito que grita,
que pede minutos de atenção, antes de ferir-se,
antes de entrar de cabeça nessa aventura.
Antes da briga desnecessária,
antes da mágoa doentia,
 
antes da maledicência que persegue a todos.

Antes que o sol se deite,
que a noite se levante,
antes que mais um dia termine sem você ter pedido perdão,
sem ter dado um abraço nas pessoas mais queridas,
sem ter tido tempo para os seus desejos,
antes que a morte venha bater na nossa porta,
é fundamental fazermos silêncio para refletirmos;
- na qualidade da nossa vida,
- na qualidade dos nossos atos e pensamentos,
e se preciso for, largarmos tudo para recomeçar,
deixarmos nosso egoísmo e orgulho na esquina da ilusão,
e seguirmos em paz, rumo ao nosso infinito,
com doçura e satisfação.
Pois a vida é doce, para os que sabem extrair o seu favo diário,
para quem trabalha, confia, e não desiste de ser feliz.

Shhh!
Silêncio, por amor a você!


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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

VIVER COM ALEGRIA II


Quando o indivíduo introverte os sentimentos e deixa-se vencer pela carranca, os conflitos que o aturdem dificultam-lhe o discernimento em torno dos valores legítimos da existência. Invariavelmente tornam-no amargo, pessimista ou agressivo, não poucas vezes dando lugar ao transtorno da distimia, a que se entrega inerme.
            O renascimento do espírito no corpo tem por sentido profundo a superação das marcas do passado, devendo esforçar-se por substituir os tormentos íntimos pelas contribuições da saúde emocional e da alegria de viver.
            Dar-se conta de que possui um corpo com as suas funções em plena execução, salvadas as exceções daqueles que estorcegam nas expiações de que necessitam, deve inicialmente proporcionar um grande bem estar.
            Poder ver-se sem maiores problemas nos órgãos dos sentidos, enquanto outros experimentam inibições e limitações que s esforçam por superar, já é uma suprema dádiva que merece gratidão e júbilo.
            Nada obstante, em razão do temperamento hostil, em tudo vê amargura, sempre reclamando, quando poderia modificar a óptica pela qual observa a vida, colorindo os tons cinza com o arco íris da alegria.
            Abençoa, desse modo, as oportunidades de que desfrutas para viveres o dom da alegria.
            Se, por acaso, ainda não encontraste Jesus, busca-o na reflexão profunda ou mergulha na oração destituída de ornamentos, abrindo-te à magia desse Homem Incomparável que dividiu a história da humanidade, e a tua existência adquirirá sentido e significado.
            Ninguém que seja saudável pode viver sem o contributo especial da alegria, que é um hino de louvor à vida e ao universo.
            A alegria renova as paisagens interiores e pode ser encontrada nas coisas mínimas.
            Se observares tudo quanto sucede em tua volta, encontrarás a ordem, o equilíbrio, a beleza, mesmo na decomposição da matéria eu passa por transformações necessárias ao surgimento de formas novas e manutenção do que existe.
            Alegria de viver é a maneira adequada de agradecer a Deus a bênção da reencarnação.
            Não te permitas, em circunstância nenhuma, o abismo da revolta geradora da tristeza e da melancolia de longo e pernicioso curso.
            Exulta de alegria, e entrega-te a Deus, cantando-Lhe um hino de louvor.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

VIVER COM ALEGRIA I

        
Encontrando o significado existencial, o espírito encarnado descobre que a sua jornada objetiva produzir-lhe o sublime ensejo da iluminação interior, libertando-se da treva da ignorância, assim como dos atavismos que o retêm no primarismo defluente do processo da evolução
            Empreendido o esforço do autoencontro, inunda-se de inefável alegria por descobrir o maravilhoso mundo de bênção que lhe está ao alcance, bastando-lhe iniciar o labor de identificar as possibilidades de que dispõe e executá-las.
            A vida é um hino de louvor ao Pai Criador, que faculta aos Seus filhos os dons da imortalidade e da relativa perfeição que lhes cabe alcançar a esforço pessoal.
            Eis porque a finalidade precípua da religião é estabelecer o vínculo de nova união profunda entre a criatura e o seu Genitor Celeste, facultando-lhe o desenvolvimento dos atributos adormecidos que o sol da verdade faz germinar e proporciona os recursos hábeis para o seu desenvolvimento.
            Iniciado esse especial empreendimento, nada mais o detém, porque, a cada instante, defronta novos painéis a serem contemplados e incorporados ao patrimônio já acumulado.
            Se as lutas se fazem mais ásperas em razão da sensibilidade mais desenvolvida ou porque as condições ambientais já não lhe são mais favoráveis, nelas encontra estímulos para treinar paciência e compaixão, proporcionando os meios eficazes para produzir as alterações necessárias, sem enfastiar-se nem perturbar-se.
            Lúcido quanto aos desafios que são próprios nas áreas por onde se movimenta, melhor entende o seu próximo, as suas aflições e agressividade, equipando-se de mais amor, embora não concordando com os seus excessos, ao tempo que mais se esforça por oferecer-lhe os instrumentos próprios para a libertação das heranças que o atormentam.
            Compreende que a inferioridade moral é chaga predominante em a natureza humana, por carregá-la cicatrizada com o bálsamo da dignidade que se soube aplicar enquanto transitava nos vales sombrios dos tormentos psicológicos.
            Um halo de gentileza e bondade envolve-o, mantendo-o pacífico e pacificador em qualquer situação, mesmo nas mais penosas, estampando na face a alegria da vida, que a todos igualmente oferece os meios que levam à plenitude.
            A alegria é tesouro da vida que deve ser buscada e vivenciada, em razão das bênçãos que proporciona. Isso, porém, não quer dizer que não ocorrem momentos de preocupação, de tristeza, de ansiedade e de receio, perfeitamente naturais no comportamento saudável que, em vez de uma linha horizontal, possui os seus ascendentes e descendentes emocionais, dentro, no entanto, dos padrões de equilíbrio.
            O ser alegre é extrovertido sem ser bulhento, é confiante sem permitir-se leviandades, é bondoso embora sabendo o que deve e pode realizar em relação a tudo quanto pode mas não deve fazer, ou deve executar mas não o pode, porque não lhe é lícito.
            Esse discernimento é filho da razão e da consciência do dever que lhe propõe o vir a ser, em lugar de o deter nas evocações do passado, onde encontra justificativas para a conduta irregular.
            Estabelecido o compromisso com o futuro feliz, é grato a Deus por todas as concessões e esparze alegria e respeito onde se encontre.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

REENCARNAÇÃO II


                As leis inflexíveis da natureza, ou, antes, os efeitos resultantes do passado, decidem da reencarnação. O espírito inferior, ignorante dessas leis, pouco cuidadoso de seu futuro, sofre maquinalmente a sua sorte e vem tomar o seu lugar na Terra sob o impulso de uma força que nem mesmo procura conhecer. O espírito adiantado inspira-se nos exemplos que o cercam na vida fluídica, recolhe os avisos de seus guias espirituais, pesa as condições boas ou más de sua reaparição neste mundo, prevê os obstáculos, as dificuldades da jornada, traça o seu programa e toma fortes resoluções com o propósito de executá-las. Só volta à carne quando está seguro do apoio dos invisíveis, que o devem auxiliar em sua nova tarefa. Neste caso, o espírito não mais sofre exclusivamente o peso da fatalidade. Sua escolha pode exercer-se em certos limites, de modo a acelerar sua marcha.
                Por isso, o espírito esclarecido dá preferência a uma existência laboriosa, a uma vida de luta e abnegação. Sabe que, graças a ela, seu avançamento será rápido. A Terra é o verdadeiro purgatório. É preciso renascer e sofrer para despojar-se dos últimos vestígios da animalidade, para apagar as faltas e os crimes do passado. Daí as enfermidades cruéis, as longas e dolorosas moléstias, o idiotismo, a perda da razão.
                O abuso das altas faculdades, o orgulho e o egoísmo expiam-se pelo renascimento em organismos incompletos, em corpos disformes e sofredores. O espírito aceita essa imolação passageira, porque, a seus olhos, ela é o preço da reabilitação, o único meio de adquirir a modéstia, a humildade; concordam em privar-se momentaneamente dos talentos, dos conhecimentos que fizeram sua glória, e desce a um corpo impotente, dotado de órgãos defeituosos, para tornar-se um objeto de compaixão e de zombaria.
                Nesses sepulcros de carne um espírito vela, sofre, e, em sua tessitura íntima, tem consciência de sua miséria, de sua abjeção. Tememos, por nossos excessos, merecer-lhes a sorte. Mas, esses dons da inteligência, que ela abandona para humilhar-se, a alma os achará depois da morte, porque são propriedade sua, e jamais perderá o que adquiriu por seus esforços. Reencontrá-los-á e, com eles, as qualidades, as virtudes novas colhidas no sacrifício, e que farão sua coroa de luz no seio dos espaços.
                Assim, tudo se apaga, tudo se resgata, os pensamentos, os desejos criminosos têm sua repercussão na vida fluídica, mas as falta consumadas na carne precisam ser expiadas da carne. Todas as nossas existências são correlatas; o bem e o mal refletem-se através dos tempos. Se embusteiros e perversos parecem muitas vezes terminar suas vidas na abundância e na paz, fiquemos certos de que a hora da justiça soará e que recairão sobre eles os sofrimentos de que foram a causa.
                Não é nas discussões estéreis, nas rivalidades, na cobiça das honras e bens de fortuna que encontrarás a sabedoria, o contentamento de ti próprio; mas, sim, no trabalho, na prática da caridade, na meditação, no estudo concentrado em face da natureza, esse livro admirável que tem a assinatura de Deus.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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terça-feira, 25 de outubro de 2011

REENCARNAÇÃO I


                Todas as almas que não puderam libertar-se das influências terrestres devem renascer neste mundo para trabalharem em seu melhoramento; é o caso da imensa maioria. Como as outras fases da vida dos seres, a reencarnação está sujeita a leis imutáveis. O grau de pureza do perispírito, a afinidade molecular que determina a classificação dos espíritos no espaço fixam as condições da reencarnação. Os semelhantes atraem-se. É em virtude desse fato, dessa lei de atração e de harmonia que os espíritos da mesma ordem, de caracteres e tendências análogas aproximam-se, seguem-se durante múltiplas existências, encarnado conjuntamente e constituindo famílias homogêneas.
                Quando chega a ocasião de reencarnar, o espírito sente-se arrastado por uma força irresistível, por uma misteriosa afinidade, para o meio que lhe convém. É um momento terrível, de angustiam mais formidável que o da morte, pois esta não passa de libertação dos laços carnais, de uma entrada em vida mais livre, mais intensa, enquanto a reencarnação, pelo contrário, é a perda dessa vida de liberdade, é um apoucamento de si mesmo, a passagem dos claros espaços para a região obscura, a descida para um abismo de sangue, de lama, de miséria, onde o ser vai ficar sujeito a necessidades tirânicas e inumeráveis. Por isso é mais penoso, mais doloroso renascer que morrer; e o desgosto, o terror, o abatimento profundo do espírito, ao entrar neste mundo tenebroso, são fáceis de conceber-se.
                A reencarnação realiza-se por aproximação graduada, por assimilação das moléculas materiais ao perispírito, o qual se reduz, se condensa, tornando-se progressivamente mais pesado, até que, por adjunção suficiente de matéria, constitui um invólucro carnal, um corpo humano.
                O perispírito torna-se, portanto, um molde fluídico, elástico, que calca sua forma sobre a matéria. Daí dimanam as condições fisiológicas do renascimento. As qualidades ou defeitos do molde reaparecem no corpo físico, que não é, na maioria dos casos, senão imperfeita e grosseira cópia do perispírito.
                Desde que começa a assimilação molecular que deve produzir o corpo, o espírito fica perturbado; um torpor, uma espécie de abatimento invadem-no aos poucos. Suas faculdades vão-se velando uma após outra, a memória desaparece, a consciência fica adormecida, e o espírito como que é sepultado em opressiva crisálida.
                Entrando na vida terrestre, a alma, durante um longo período, tem de preparar esse organismo novo, de adaptá-lo às funções necessárias. Somente depois de vinte ou trinta anos de esforços instintivos é que recupera o uso de suas faculdades, embora limitadas ainda pela ação da matéria; e, então, poderá prosseguir, com alguma segurança, a travessia perigosa da existência.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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domingo, 23 de outubro de 2011

ALCANÇAMOS 30.000 ACESSOS

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Atingimos a marca de 30.000 acessos. Isso é motivo de grande felicidade para nós, visto que nosso objetivo é a divulgação da doutrina espírita. Acreditamos que, através do estudo, alcançamos o autoconhecimento e por consequência a felicidade. Obrigada a todos os amigos que nos visita e colabora para que os objetivos deste blog sejam alcançados.
Oferecemos esse selinho a todos os amigos do blog. Muita paz!


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sábado, 22 de outubro de 2011

AZEDUME, TEMPERAMENTO EPIDÊMICO II


                O azedume é contagioso. Surge me grupos através de sinergia e simbiose indutora. O clima quase generalizado de descontentamento dilata-lhe a ação estabelecendo psicosferas acres, com teores energéticos que dispõem a variados distúrbios físicos, dolorosa pressão mental e estranhos sentimentos na convivência. Tais climas são predisponentes à perpetuação do contágio, um temperamento epidêmico!
                Nos grupos as pessoas acometidas pelo azedume agudo evitam conviver, ou se o fazem, recheiam-na de limites desnecessários e distanciadores, empobrecendo as relações, afastando uns e causando desgostos e agastamento a outros, sendo que ela própria, em crise íntima, desconhece estar sob seu domínio, sentindo incômodos inexplicáveis com os quais sofre em larga escala.
                São três os reflexos da obsessão sobre aqueles que convivem com o obsidiado: hostilidade dos sentimentos, perversão do senso moral e turbação da harmonia.
                O azedume provoca maus sentimentos, subtrai  força moral e destrona a harmonia naqueles que não adotam os antídotos da caridade na vida interpessoal com os que caíram nas malhas da azedação psíquica.
                Adotemos os cuidados imprescindíveis com essa epidemia de cansaço de viver ou estresse do espírito, que dormita na incessante postura de reclamar e revoltar com o que se é e com o que se tem.
                Azedume em quaisquer circunstâncias precisam de nosso carinho e siso moral para trazermos sua vítima á sobriedade novamente, ampliando-lhe a visão sobre as bênçãos que a vida o brindou, mas que ele ainda não descobriu ou esqueceu.
                O serviço de resgatar essa lucidez terá resultados positivos quando assume a palavra de orientação, de alguém que superou lutas com as insatisfações comuns da existência, a fim de acenar com caminhos que tocarão o afeto dos descontentes e os chamarão para a conduta de determinação e fé no futuro melhor, seguidos de muito trabalho cumprindo o dever sem fugir das responsabilidades assumidas antes do renascimento corporal.
                   
Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

AZEDUME, TEMPERAMENTO EPIDÊMICO I


                Azedar é pestiar a corrente centrífuga do perispírito de teores energéticos inferiores, acidulantes.
                Sua causa matriz é a pertinaz insatisfação com a existência carnal da atualidade com escassa gratificação e prazer. Não significa privação exterior, mas inibição íntima. Homens existem que vivem na prodigalidade de recursos para a auto-realização, no entanto, não conseguem fruir afetivamente a satisfação com o que possuem, sobraçando em queixume e irritabilidade ao menor sinal de contrariedades com as quais convivem continuamente, em face de acentuada predisposição a incomodar-se com bagatelas da vida. É uma permanente insatisfação, em verdade com origem na individualidade espiritual.
                Azedume é a postura de revolta muda e impulsiva da criatura que se abateu na luta pela superação de seus desgostos e desamor a si mesmo. Tal estado de perturbação do afeto é uma fuga de difícil diagnose aos mais experientes esculápios, e apresenta variado quadro de sintomas avaliados como quadros mentais patológicos ou obsessões pertinazes. É um desajuste entre as escolhas pré-reencarnatórias e a sua realidade na Terra. O desconforto e a inaceitação geram uma insatisfação seguida de alterações no estado de humor, tipificando-se em múltiplos processos morais, psíquicos e emocionais.
                Fenômeno muito sutil da vida mental e emocional, porque enreda o doente no sofrimento sem que se lhe possa entender de imediato as razões causais profundas, que estão nos estados interiores de desagrado e inconformação com as provas da existência. Algumas de suas facetas são a autopiedade, irritação, tendência agressiva, revide, aspereza, amargura, rigidez de caráter, depressões, aversões a locais, assuntos e pessoas, pessimismo, antipatia, perfeccionismo, deficitária auto-estima, bloqueio de afeto, revolta e até ódio; fatores esses que levam a extremas pressões psíquicas decorrentes de faixas mentais de ansiedade e preocupação confirmando um caso de auto-obsessão seguidas de influenciações de outras mentes desencarnadas.
                Comum nos dias de hoje, em que a ilusão insufla a mentira e convence os incautos a escravizarem-se a modismos e estereótipos sociais de consumismo, sob a égide do materialismo.
                Revoltados com o corpo, abatem-se sob o sentimento do azedume em síndrome de inveja ante as infelizes comparações com aqueles que desfilam nas bajuladas passarelas públicas da elegância e da beleza.
                Inconformados com a condição social, permitem-se a aspereza ante perdas e insucessos ou os atraem, quando enleiam-se por raciocínios que lhes fazem sentir injustiçados e sem sorte.
                Infelizes com as uniões matrimoniais, azedam o clima do lar em declarada guerra do coração por não conquistarem as expectativas alentadas com o enlace.
                Inveja, perda e expectativas não atendidas são pólos de atração para a insatisfação que se transforma em ingratidão, raiva, desânimo e desequilíbrio.
                Provas-surpresas são outra fonte freqüente, quando a criatura é colhida por fatos inesperados e periódicos, aferindo sua resistência e inteligência intrapessoal para conduzir as emoções às melhores possibilidades no encontro das  soluções perante os revezes.
                Azedume é atestado de escassa inteligência emocional ou incapacidade de controle e vigilância sobre os patrimônios da afetividade. As neurociências, no futuro, constatarão nosologias neurológicas provenientes dessa rebeldia com a vida, e a psiquiatria acatará essa neurose original como etiologia presente nos capítulos da disritmia crônica.

(continua)
               
Do livro: MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O ESFORÇO PARA A REALIZAÇÃO DO GÊNERO DE PROVAS III

Cumprindo o Propósito Existencial
Nossa conscientização gera um prazer de nos auto-aprimorar, aumentando em nós, o prazer de sermos úteis, para nós mesmos, para o nosso próximo, enfim para a vida. Quando estabelecemos relações de prazer, de satisfação com as coisas que fazemos, tornamo-nos proativos em todas as circunstâncias.
            Cada um dos nossos atos leva a nossa impressão pessoal, estendendo-se de nós para as demais pessoas. Doamo-nos para os demais, estabelecendo o código determinado por Deus: é dando que se recebe.
            O ato de estendermo-nos para o outro, é fundamental para a realização do nosso propósito, porque vivemos em comunidade. Darmo-nos, distribuirmos os nossos valores, multiplicando-os entre aqueles que nos cercam, é a nossa destinação.
            Nas ações efetuadas por prazer, filhas do amor, vamos observar pessoas que estabelecem uma relação de profunda efetividade e afetividade com o seu trabalho, com a família, com a comunidade.
            Para essas pessoas, as atividades não pesam. Não é difícil encontrarem espaço e tempo para mais atividades, pois quando agem de forma proativa, produzem mais, em menos tempo, sem que isso pese, devido a alegria e felicidade que as atividades proporcionam, porque estão mergulhadas na sua essência e distribuindo-se plenamente.
            Quando elas se afastam desse estado, aprofundam-se nas questões egóicas, agitam-se, tornam-se reativas, permitindo-se problemas de todas as ordens.
            O movimento proativo acontece quando as pessoas vêem um sentido na vida e, por isso, se motivam, pela razão essencial de perceberem plenamente a vida. Quando não vêem um significado na vida, elas estão sempre reagindo nas circunstâncias em que a vida as convida a agir, e por ignorância do próprio ego, reagem até o momento em que despertam para o auto-encontro e passam a agir, buscando esforçar-se para realizar o propósito de suas existências.
            Quando elas se abrem, realizam. Quando se fecham, não realizam. Quando elas se abrem, são proativas, dominam as circunstâncias. Quando se fecham, estão reagindo e as circunstâncias as dominam, num movimento de inibição.
            O movimento essencial proativo é de expansão, começando pela própria essência e indo ao encontro de todos os que nos rodeiam. Efetivamente é o movimento único da vida, pois o movimento egóico é transitório e é transformado com o tempo. É um movimento de realização efetiva do nosso propósito existencial, pela abertura em direção ao essencial que nos proporciona.
            O movimento essencial proativo, caracterizado pelo esforço em realizar o propósito existencial, é um movimento de vida, que começa no núcleo do próprio ser, dirigindo-se ao universo, num movimento claro de expansão dos potenciais latentes no ser.
            Para desenvolver esse movimento essencial proativo e realizar o nosso propósito existencial, é fundamental o desenvolvimento da vontade.
                                                                               
Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                                       

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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

O ESFORÇO PARA A REALIZAÇÃO DO GÊNERO DE PROVAS II

Cumprindo o Propósito Existencial
Uma pessoa, dessintonizada de seus propósitos existenciais, não vive: vegeta. A ausência de um ideal cristão a mata psicologicamente, gerando a falta de conexão com o Ser Essencial co-criador que ela é. Mesmo que seja alguém muito produtivo, a ausência de conexão a impede de sentir-se plena com aquilo que realiza. Ela não se torna uma colaboradora de Deus, até que desperte para o verdadeiro sentido da sua vida.
            Torna-se fundamental a conexão com o nosso propósito existencial, para que possamos ter vida, agindo como co-criadores de nossa vida e da vida no Cosmos. Quando conectados com a Vida Cósmica, o nosso mundo íntimo se torna melhor e o próprio mundo, um lugar melhor.
            Precisamos estar atentos, com relação às provações, para que a nossa produtividade seja a melhor possível. É importante perceber que, quando nos defrontamos com um objetivo, queremos logo realizá-lo ansiosamente. Esse sentimento egóico de ansiedade gera um movimento de forçar a realização do objetivo. É um movimento que tem o padrão de crença limitadora, o que pressupõe uma obrigação e não uma conscientização.
            Todas as vezes que nos forçamos, obrigando-nos egóicamente a algum objetivo, o ego reage, determinando exatamente o contrário daquilo que desejamos, num movimento de auto-sabotagem. Essa reação do ego será caracterizada pela acomodação e não-realização do objetivo, na polaridade passiva.
            No extremo oposto na polaridade reativa, acontece uma reação manifestada através da ansiedade, raiva, revolta, etc, como se o indivíduo tivesse de lutar arduamente para realizar o objetivo que deseja, resultando num gasto muito pronunciado de energia.
            Na realidade, esse movimento egóico impedirá o indivíduo efetuar seu objetivo, pois ele estará se afastando do princípio do amor, que existe em si mesmo. Quando a pessoa se afasta desse princípio, deixa que as coisas e as circunstâncias a invadam e tumultuem a sua intimidade, reagindo em seu interior. É um movimento de inibição do essencial.
            O movimento essencial proativo é caracterizado pela conscientização, fruto da reflexão, que é um ato de amor por si mesmo. O indivíduo conscientiza-se de que é bom, para si mesmo, realizar o propósito existencial, e, ao realizá-lo, está se aprimorando espiritualmente.
            Essa conscientização leva á realização do objetivo, pelo prazer em se autodesenvolver. Quando conscientes do que desejamos, buscarmos realizar os esforços necessários para a efetivação do nosso propósito existencial.
            O esforço maior será vencer a inércia de permanecer no movimento egóico, pois, a partir do momento em que entramos no movimento essencial proativo, esse esforço se torna mínimo, porque o prazer que sentimos, nesse movimento, é tão grande, que a alegria e a plenitude obtidas, fazem com que nem percebamos os esforços feitos.
            Ao invés de gastar energia forçando-nos a realizar o objetivo, nós nos abastecemos continuamente com as energias essenciais e com aqueles que vêm de Deus para nos fortalecer em nossos propósitos.

(continua)
           
Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

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terça-feira, 18 de outubro de 2011

O ESFORÇO PARA A REALIZAÇÃO DO GÊNERO DE PROVAS I

Cumprindo o Propósito Existencial 
           
“Cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixa, face ao princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação. Como se semeie, da mesma forma se colherá.”
            Todos nós estamos no mundo para cumprir o objetivo de Propósito Existencial, que existe em função da capacidade de sermos co-criadores em sintonia com a Consciência Cósmica Criadora da Vida.
            A finalidade maior de nossa vida se constitui em sermos colaboradores de Deus, contribuindo para a construção de um mundo mais feliz e harmonioso.
            Somente através do amor podemos criar, em torno de nós mesmos um mundo melhor, começando pelo nosso próprio mundo interior. Poderíamos dizer que esse é o propósito existencial de todo ser humano.
            Será realizado de uma maneira própria, individualizada, pois somos seres únicos e temos uma particularidade que faz com que cada pessoa tenha um propósito todo pessoal. O objetivo é o mesmo, na essência: ser co-criador do amor em todas as nossas ações.
            Quando estamos sintonizados com esse propósito existencial, toda a nossa vida torna-se criativa. Para sermos co-criadores, precisamos entrar em contato com a nossa competência essencial, oriunda da energia de amor que somos. Quando sintonizamos com esse amor, tudo flui dentro e em torno de nós.
            Para que isso de dê, é fundamental a sintonia conosco mesmos, em Essência, para, a partir daí, sintonizarmos com Deus, permitindo que o fluxo criativo se torne realidade. Esse mecanismo está á disposição de todos nós. Somos essencialmente co-criadores. Somos potencialmente “boa terra”, pois nascemos no mundo para cumprir o propósito de realizar a nossa evolução, direcionando a nossa vida para o amor, para o bom, para o bem, para o belo, criando dentro e em torno de nós, um estado de harmonia e percebendo com isso, o verdadeiro sentido da vida.
            Em cada existência vamos realizando essa evolução, efetivando experiências que concorrem para o aprimoramento de um determinado aspecto de nossa vida. Assim estaremos realizando a nossa evolução como seres imortais.
            Quando estamos dessintonizados do nossos propósito existencial, interrompemos a nossa ligação com o fluxo criativo do universo, resultando num estado de desarmonia, de perda de sintonia com a Energia Cósmica Criadora. Isso representará uma desconexão com o verdadeiro sentido da nossa vida, gerando a infelicidade, a insatisfação, a falta de plenitude.

(continua)

Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PROGRAMA DE SAÚDE II



É claro que a contribuição mental faz-se relevante, por daí procederem as ordens de comando e as diretrizes de comportamento, conseguindo-se a harmonia entre o pensamento e a ação.
Pensar de maneira salutar é compromisso valioso para gerar otimismo e paz, iniciando o programa das ações corretas que dão nascimento aos hábitos responsáveis pela segunda natureza do ser, isto é, uma outra natureza interpenetrada na própria natureza.
                Desse modo procedendo, as horas de ação se tornarão agradáveis, sem os excessos do cansaço ou a presença da irritação, e as de repouso se farão assinalar pela tranqüilidade refazente, que recompõe as despesas dos momentos de vigília.
                Tudo quanto se tenha que fazer, pensar antes, delineando um programa cuidadoso, no qual o improviso não  tenha lugar, nem tampouco o arrependimento tardio.
                Quem se equipa de cuidados, erra menos. Quem estabelece roteiros e segue-os, acerta mais.
                Tal programação estatuirá a necessidade de pensar com retidão, mesmo quando as circunstâncias e pessoas sugiram outra forma, imediatista e infeliz, portanto favorecedora da consciência de culpa.
                Cultivar a confiança e a alegria no trato com os demais membros da sociedade – iniciando no lar – embora as defecções morais e os embates traiçoeiros do momento, a que todos estão sujeitos.
                Irradiar simpatia e esperança, produzindo uma aura de paz que alenta e grada a todos.
                Usar a conversação como elemento catalisador de novas idéias de enobrecimento e de ventura, que estimulam a criatividade, a coragem, a perseverança no bem.
                Banir, quanto possível, do comportamento, a crítica ácida e destrutiva, os conceitos chulos quão irresponsáveis, as diatribes e os verbetes sarcásticos, que envenenam o coração e enfermam a alma, transferindo-se pelos condutos do perispírito para o corpo, em delicadas como complexas patologias orgânicas.
                Respeitar, e, ao mesmo tempo, conduzir o corpo com moderação em quaisquer eventos, poupando-o aos costumes promíscuos, bem como aos relacionamentos sexuais e afetivos perturbadores, ora muito em voga.
                Manter os requisitos da higiene, superando os imperativos da preguiça mental e física, assim criando e preservando os hábitos sadios.
                Recorrer à oração, qual sedento no rumo da Fonte Vitalizadora, sustentando o espírito e refrigerando-se na paz.
                Meditar em silencio, a fim de absorver a resposta divina e capacitar-se dos conteúdos da inspiração para alcançar as metas essenciais da existência.
                Preservar a paz, mesmo que a alto preço, estimulando-a em todos quantos o cerquem.
                A verdadeira saúde não se restringe apenas à harmonia e ao funcionamento dos órgãos, possuindo maior extensão, que abrange a serenidade íntima, o equilíbrio emocional e as aspirações estéticas, artísticas, culturais, religiosas.
                Pode-se estar pleno, embora com alguma dificuldade orgânica – que será reparada do interior (mediante a ação mental bem direcionada) para o exterior (o reequilíbrio, a restauração das células e do órgão afetado) – como encontrar-se em ordem, porém, sem equilíbrio emocional.
                Assim, pensar bem e corretamente, permanece como primeiro item de um bem estruturado programa de saúde, a fim de que as palavras, na conversação, não corrompam os costumes, ensejando ações estimulantes e edificadoras para o bem geral.

Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                             

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domingo, 16 de outubro de 2011

PROGRAMA DE SAÚDE I


                O Apóstolo Paulo, com admirável acuidade psicológica, advertiu: “Não vos deixeis enganar: más conversações corrompem os bons costumes (I Coríntios 15,33) e, certamente perturbam o sistema emocional, contribuindo para distúrbios variados na organização fisiopsíquica de quem as cultiva.
                Sendo a mente a fonte de onde procedem as más conversações, ela exterioriza, simultaneamente, ondas de animosidade, que desarmonizam os equipamentos sensíveis pelos quais as manifestam.
                As altas cargas magnéticas negativas, pelo suceder da ocorrência, desajustam os controles nervosos, gerando distonias da percepção, que passa a identificar somente o lado negativo das pessoas e coisas, com o qual sintoniza.
                O vício mental das conversações vulgares, licenciosas, enseja desequilíbrio na área da saúde, produzindo perturbações gástricas e hepáticas, como conseqüência das tensões e fixações mentais, que facultam a produção irregular de substâncias componentes da digestão bem como exagerada secreção biliar. Ao mesmo tempo, alteram o humor, favorecendo o pessimismo, o derrotismo e a depressão.
                A proposta da terapia do amor estabelece, como ponto de partida, a preservação ético-moral do indivíduo perante si mesmo, com a conseqüente valorização das suas capacidades de discernimento e de ação.
                Discernimento sobre o que deve e pode fazer, não se permitindo eleger o que agrada, mas não deve, ou aquilo que deve, porém, não convém executar.
                Imediatamente após a descoberta de como proceder, passar à atividade tranqüila, sem os choques da emoção descontrolada.
                Posteriormente, examinar os recursos para a preservação da sua realidade (como indivíduo eterno), resguardando o corpo das altas tensões e sensações desgastantes, das emoções violentas, a fim de que o mesmo possa preencher a finalidade da reencarnação do espírito, para a qual foi elaborado.
                Nesse cometimento, são relevantes os cuidados com a conduta mental e moral, poupando-se das descargas contínuas dos desejos infrenes, superando, mesmo que a pouco e pouco, os impulsos inferiores, enquanto disciplina a vontade por meio dos exercícios de paciência e de perseverança.
                Descortina-se, então, nessa paisagem terapêutica, o auto-amor profundo, com objetivos amplos de estendê-lo ao próximo através de serviços imediatos, construindo a sociedade saudável e feliz.
                Assim, preservar o corpo do uso de alcoólicos e das intoxicações pelo tabaco, bem como por quaisquer outras drogas alucinógenas, adictivas, prolongando-lhe a existência. Ao mesmo tempo, evitar sobrecarregá-lo de alimentos pesados e gordurosos, de assimilação e digestão difíceis, de modo a facultar-lhe reações automáticas equilibradas.

(continua)

Do livro - AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                             

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SELO GANHO


Ganhei esse simpático selinho da amiga Elaine Figueira do Blog Lar Encantado
http://wwwlarencantado.blogspot.com/


Regras do selinho:

Postar o selo e o blog de quem indicou.

Postar a TAG e responder às perguntas:

O que eu mais gosto em mim? 
Meu sorriso, minha boca e meu ombro.

O que eu não gosto em mim? 
Que sou barrigudinha.

Se eu ganhasse o Euro Milhões (ou na Mega Sena acumulada aqui no Brasil), eu...? 
Continuaria a viver como vivo, o que mudaria é que destinaria parte do que ganhei a projetos sociais.

Cite 10 coisas sem as quais não viveria
 1 - sem meu filho. 2 - sem amor. 3 - sem a família. 4 - sem animais por perto. 5 - sem os amigos 6 – sem meu trabalho 7 - sem freqüentar o Centro Espírita  8 -  sem livros por perto  9 - água. 10 – sem meu computador.  

Qual o significado do BLOG para mim? 
É um canal de troca de experiências. Um lugar onde posso falar do que acredito e penso ser bom para outras pessoas também. 

O que é beleza pra mim? 
Belo é aquele que possui beleza interior, isto é, ter adquirido virtudes.

Frase que marcou minha vida: 
Deus criou o ser humano para ser feliz. 


Ofereço este selinho a todos os amigos que gostarem e quiserem participar da brincadeira. 
Me avisem a participação para que eu visite o blog participante. Muita paz!

sábado, 15 de outubro de 2011

BLOGAGEM COLETIVA - FASES DA VIDA




PARA ALÉM DA MORTE

                Não acredito na morte. A vida é contínua, com períodos que estaremos vestidos com um corpo material e outros que estaremos com corpo etéreo. Por isso que não conseguimos ver aqueles que não usam o corpo material.
                Vestindo o corpo material, nos encarnamos em mundos compatíveis com a nossa evolução. O objetivo da encarnação é o aprendizado, o aprimoramento. Deveremos alcançar a perfeição relativa e sermos capazes de realizar obras similares as que Jesus realizou.
                Portanto, temos os mundos materiais, no qual a Terra pertence, e os planos espirituais, para onde iremos após ao que denominamos morte. Nestes, passaremos um período, maior ou menor, conforme a necessidade de cada um, onde avaliaremos o nosso aprendizado e planejaremos nossa nova jornada. Ali também temos a oportunidade de trabalhar, encontrar entes queridos, participar de cursos e palestras, etc.
                André Luiz descreve-nos, nos livros psicografados por Chico Xavier, vários lugares dos planos espirituais, assim como a situação de espíritos que neles habitam. Narra que depende apenas de nós estarmos em lugares bons ou não.
                Alcançam os planos superiores, aqueles que vivem de acordo com as Leis de Deus, isto é, aplicam os ensinamentos que Jesus veio nos trazer. Portanto, é necessário que estudemos o Evangelho de Jesus, para aprendermos a viver consoante a essas Leis.
Perguntado a Jesus o que resume as Leis de Deus, Ele nos responde: Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. E para sabermos como proceder com o próximo, tomamos por base a seguinte frase: Tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles. (Mat. 7:12)
                Se aplicássemos em nossas relações sociais, em toda e qualquer circunstância, jamais erraríamos. Ninguém deseja para si senão o que é agradável, bom e útil; assim, se cada qual procedesse com seus irmãos de conformidade com aquela regra, é evidente que só lhes faria o bem, resultando da extinção do egoísmo, que é a causa mater de quase todos os atritos e conflitos que infelicitam a humanidade.
Há pouco tempo atrás foi lançado o filme “Nosso Lar” que descreve em linhas gerais aquilo em que acredito. Portanto, posto seu trailler e recomendo-o para aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de vê-lo.








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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

SALVACIONISMO - UM CICLO PERVERSO

                Uma entre muitas táticas de autocondenação que utilizamos, de forma consciente ou não, faz isso da seguinte armadilha psicológica: ter a pretensão de mudar o que não está em nosso alcance mudar. Ela gera um ciclo perverso denominado drama dos salvacionistas.
                Esse ciclo perverso representa o padrão psíquico que reproduzimos incansavelmente com pessoas difíceis e problemáticas que estiver à nossa volta.
                O ciclo consiste nos papéis de salvador, vítima e atormentador, que se repetem num espaço de tempo que varia de pessoa para pessoa. São ações recorrentes de caráter psicológico que começam e terminam com a mesma atitude. Por exemplo: ora a criatura tenta salvar, ora se vitimiza, ora atormenta, e assim, ela retorna a esses mesmos papéis, intercalando-os sucessivamente.
                Os salvadores de almas são aqueles que tentam a qualquer preço resgatar as pessoas de um conflito ou de uma situação crítica. Importante dizer que não estamos nos referindo a atos de compaixão, bondade ou amor verdadeiros.
                Na primeira etapa do ciclo perverso, assumimos o papel propriamente dito do salvador.
                À medida que assistimos, socorremos ou defendemos desesperadamente as pessoas, podemos registrar uma ou mais das seguintes sensações:
  • Pena, por acreditarmos que o indivíduo que estamos auxiliando é indefeso, impotente e incapaz de, sozinho, realizar algo.
  • Culpa, por não termos capacidade e competência suficientes para resolver o conflito alheio.
  • Santidade, por acreditarmos que temos um compromisso espiritual para amenizar as dores de outrem.
  • Ansiedade, por querermos recuperar, da noite para o dia, todo o bem perdido pelo infeliz, devolvendo-lhe a alegria de viver.
  • Raiva, por termos sido colocados diante do dilema do outro e por nos forçarem a fazer coisas que, no fundo, sentimos não ter poder nem meios para executá-las.
  • Medo, diante da enorme responsabilidade de resgatar alguém do emaranhado em que se encontra.
  • Frustração, por não percebermos alinha tênue que demarca o limite entre ajudar e forçar/invadir, entre caridade e salvacionismo.
Com o passar do tempo, julgamos ter reabilitado a criatura a quem ajudamos tão bondosamente; no entanto, constatamos que ela não se comporta como aconselhamos ou orientamos e não segue os ensinos e idéias que lhe oferecemos de forma desprendida e fraternal. Nem ao menos demonstra um gesto sequer de gratidão pelos benefícios recebidos, despreza nossa total dedicação em seu favor.
A partir desse momento, seguiremos automaticamente para a segunda etapa do ciclo perverso: o da vítima.
        Sentimos autopiedade e nos vestimos com o manto da vítima: fomos usados, feridos, estamos impotentes, arrependidos, abandonados, cansados, envergonhados e depressivos. Fomos humilhados, tratados como algo sem importância, outra vez. Só queríamos ajudar, fazer o bem ou – quem sabe? – resgatar débitos do passado e mesmo afastar os espíritos obsessores.
        Na terceira etapa, é inevitável e previsível que o papel a ser assumido é o do atormentador. Nesse período encerra-se e, ao mesmo tempo, se reinicia o ciclo do salvacionista.
        De forma inconsciente ou não, nos sentimos abalados, magoados e ressentidos com o indivíduo a quem socorremos tão prontamente.
        Tentamos solucionar seus problemas, dissemos sim quando queríamos dizer não, esquecemos de nós para pensar nas suas dificuldades, gastamos muita energia e nos sentimos exauridos; deixamos de lado nosso tempo de descanso e compromissos importantes e ficamos profundamente raivosos pela incompreensão alheia.
        Depois de nos sentirmos furiosos, quando constatamos que nada do que fizemos chegou a se concretizar como era esperado, partimos, mecanicamente, para a fase seqüencial do processo psicológico.
        Desconsolados, nos perguntamos: por que isso está sempre acontecendo comigo? E respondemos para nós mesmos: as pessoas são ingratas, a sociedade é cruel, o mundo é assim mesmo!
        Todos temos a tendência de culpar o mundo por nossas ações, comportamentos, emoções e sentimentos inadequados. Justificamos nosso desalento acusando indiscriminadamente a tudo e a todos, no entanto precisamos assumir inteira responsabilidade pelo que está acontecendo em nossa vida.
        Devemos nos perguntar: o que realmente fizemos para estar infelizes e frustrados? O que temos que modificar em nossas ações e comportamentos para sermos mais felizes e nos realizarmos?
        Até quando perpetuaremos esse ciclo perverso, vivendo a tragédia dos salvacionistas? Já é hora de reconhecermos que reside em nós a fonte que determina e controla nossos atos e atitudes, ações e reações.
        Na verdade, esse esquema mental de querer forçar a mudança de sentir, pensar e agir dos outros nos levará a descuidar da própria existência e a viver um constante estado de inadequação.
        A conta que devemos fazer não é aquela das vezes em que realmente ajudamos e não fomos correspondidos, e sim das vezes em que não nos condenamos nem nos agredimos, mas reconhecemos nossos atos contraditórios e pretensiosos diante do grau evolutivo das pessoas. 
        Não devemos nem podemos forçar ninguém a mudar de atitudes. Em realidade, só podemos modificar a nós mesmos.
        A fé esclarecida e raciocinada proporciona ao seu possuidor o controle da própria vida, não a dos outros.
        Repetir e validar o ciclo perverso do salvacionista – cuidar e proteger sem limites, depois se vitimizar, acreditando que é desventurado, que foi usado enganado, e, mais além, atormentar, perseguir e criticar por estar profundamente irado e ressentido – é a atitude de todo aquele que se condena na decisão que toma.
        Ter fé esclarecida é auscultar e perceber as verdadeiras intenções da Divina Providência, que age em tudo o que existe, e observar que tudo está absolutamente certo, ainda que, temporariamente, não possamos reconhecer a vantagem e o proveito com clareza e nitidez.
        Tudo que existe no Universo tem sua razão de ser, nada está errado conosco. Não há nada a corrigir ou consertar em nós ou nos outros, a não ser melhorar a nossa forma de ver tudo e todos.

Do livro: UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                    

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