- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 31 de dezembro de 2011

EM CONTAGEM REGRESSIVA PARA 2012

Mensagens Para Orkut - MensagensMagicas.com

starsDeseje feliz Ano Novo aqui:
www.mensagensmagicas.com/ano-novo.html


A cada dia de nossa vida, aprendemos com nossos erros ou nossas vitórias, o importante é saber que todos os dias vivemos algo novo. Que o novo ano que se inicia, possamos viver intensamente cada momento com muita paz e esperança, pois a vida é uma dádiva e cada instante é uma benção de Deus. Um excelente 2012. Muita paz!

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

SER ESSENCIAL E RESSONÂNCIA ATRAVÉS DO AMOR


            O Ser Essencial é o conjunto das qualidades boas e belas que trazemos em nós, tanto as latentes, quanto as que já estão sendo desenvolvidas. Nós temos essas qualidades porque saímos de Deus, fomos criados por Ele.
            Tudo o que sai de Deus tem essas qualidades. É a herança do universo. A herança é esse amor, as possibilidades, esses talentos que estão em tudo, em todas as partes do universo infinito.
            Não importa onde uma pessoa faça luzir as suas possibilidades, isso ressoa na gente. Esse processo é irresistível. Nós nos curvamos a ele de qualquer modo, porque somos luz.
            O amor é irresistível e nós conseguimos interceder por outras pessoas através dele.
            Por isso é que Jesus, quando se acercava das pessoas era irresistível. Ele, sendo perfeito em amor e consciência, sensibilizava todas as fibras que o indivíduo trazia, e isso ficava ressoando dentro da criatura, aguardando o momento de trazê-la à luz. A fatalidade que cabe a todos,é um dia resplandecermos em luz, imagem e semelhança do Criador.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

Glitter Symbols - ImageChef.com

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

INDIFERENÇA


                Nos estados depressivos a apatia se manifesta, não raro, dominando as paisagens emocionais da pessoa. Essa apatia impede a realização de atividades habituais, matando o interesse por quaisquer objetivos. É uma indiferença tormentosa, que isola, a pouco e pouco, o paciente, do mundo objetivo, alienando-o.
                Além dessa manifestação psicopatológica, há aquela que resulta da viciação mental em não se preocupar com as outras pessoas, nem com o lugar onde se encontra. Tão grave quanto a primeira, essa indiferença provém de vários conflitos, como as decepções em relação à própria existência,  em demasiada valorização do secundário em detrimento do essencial, que é a própria vida e não aqueles que a utilizam egoisticamente, de forma infeliz, com desrespeito pelo seu próximo, pela sociedade.
                Noutros casos, há a atitude egocêntrica, que remanesce da infância e não alcançou a maturidade psicológica na idade adulta, sentindo-se o ser desconsiderado, desamparado, sem chance de triunfar; o cansaço decorrente de tentativas malogradas de auto-afirmação, de empreendimentos perdidos; o desamor, em razão de haver aplicado mal o sentimento, como troca de interesses ou vigência de paixões; o abandono de si mesmo pela falta de auto-estima. Para esse tipo psicológico é mais fácil entregar-se à indiferença, numa postura fria de inimigo de todos, do que lutar contra as causas desse comportamento.
                Vício mental profundamente alienador, arraigado nos derrotistas, a indiferença termina por matar os sentimentos, levando o paciente a patologias mais graves na sucessão do tempo.
                Caracteriza também a personalidade esquizofrênica de muitos títeres e algozes da humanidade, a insensibilidade que resulta da indiferença, quando praticam crimes, por mais hediondos sejam.
                Inicia-se, às vezes, numa acomodação mental em relação aos acontecimentos, como mecanismo de defesa, para poupar-se o trabalho ou a preocupação, caracterizado num triste conceito: Deixa pra lá.
                Toda questão não resolvida, retorna complicada.
                Ninguém se pode manter em indiferença no inevitável processo da evolução. A vida é movimento e o repouso traduz pobreza de percepção dos fenômenos em volta.
                Quando a indiferença começar a sinalizar as atividades emocionais, faz-se urgente interrompê-la, aplicar-lhe a terapia da mudança do centro de interesse emotivo, despertando outras áreas do sentimento, adormecidas ou virgens, a fim de poupar-se o indivíduo à sua soberania. Acostumando-se-lhe, inicia-se uma viciação mental mais difícil de ser corrigida, por ter um caráter anestesiante, tóxico, ao largo do tempo.
                Se o estresse responde pela sua existência, em alguns casos, o relaxamento, acompanhado de novas propostas de vida, produz efeito salutar, que deve ser utilizado.
                O fluxo divino da força da vida é incessante, e qualquer indiferença significa rebeldia aos códigos do movimento, da ação, proporcionando hipertrofia do ser e paralisia da alma.
                Uma análise do próprio fracasso em qualquer campo redunda eficaz, para retirar proveitosa lição dele e levantar-se para novas tentativas.
                Nas experiências retributivas da afetividade mal direcionada, das quais resulta a síndrome da indiferença, a escolha pelo amor sem recompensa, pelo bem sem gratidão, emula o indivíduo a sair do gelo interior para os primeiros ardores da emotividade e da auto-realização.
                Nunca deixar que a indiferença se enraíze. E se, por acaso crer que a própria vida não tem sentido nem significado, num gesto honroso de arrebentar algemas, deve experimentar dar-se ao próximo, a quem deseja viver, a quem, na paralisia e na enfermidade, busca uma quota mínima de alegria, de companheirismo, de afeto e de paz. Fazendo-o, esse indivíduo descobre que se encontra consigo mesmo no seu próximo ao doar-se, assim recuperando a razão e o objetivo para viver em atividade realizadora.

Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis        

Glitter Symbols - ImageChef.com

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

DIREITOS NATURAIS


                Deus não olha para os teus atos externos ou para a tua aparência, nem para nada do que está situado do teu lado de fora. Deus apenas observa o teu coração e as tuas intenções. A Divina Providência jamais te negará auxílio, mas essa ajuda será sempre proporcional à expansão de tua consciência; corresponderá à tua habilidade de discernir, avaliar e entender as leis naturais.
                O sentimento de justiça existente no coração consiste no respeito aos nossos direitos e no respeito aos direitos de cada um.
                Quem não sabe proteger seus direitos quase sempre extrapola os limites dos outros.
                Limites e bons relacionamentos andam de mãos dadas.
                Vejamos alguns direitos naturais de todo ser humano:

  • Direito de ser ele mesmo, sem sentir que é inferior ou superior.
  • Direito de mudar de opinião e de renovar-se.
  • Direito de cuidar de si, sem se sentir culpado.
  • Direito a todos os seus sentimentos: direito de sentir medo, mágoa e tristeza; direito até de esperar que esses sentimentos desapareçam.
  • Direito de cometer erros e de se achar vulnerável.
  • Direito de dizer não às coisas contrárias aos seus gostos e valores.
  • Direito de não ser responsável pelos atos e atitudes alheios.
  • Direito de conquistar amigos e de ficar feliz ao encontrá-los.
  • Direito de rir e se divertir o mais saudavelmente possível.
  • Direito de amar e de receber amor, sem a pretensão de ser compreendido por todos.

Uma vida sem limites, direitos e deveres é como um barco sem leme num imenso oceano.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

Glitter Symbols - ImageChef.com

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

HISTÓRIA - SENTIMENTO

Um garoto de 4 anos tinha um vizinho idoso ao lado, cuja esposa havia falecido recentemente.
Ao vê-lo chorar, o menino foi para o quintal dele, e simplesmente sentou-se em seu colo.
Quando a mãe perguntou a ele o que havia dito ao velhinho, ele respondeu:
- Nada. Só o ajudei a chorar.


Glitter Symbols - ImageChef.com

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

REALIDADES

O palhaço que você ironiza é, frequentemente, valoroso soldado do bom ânimo.

A mulher, extremamente adornada, que você costuma desaprovar, em muitas ocasiões está procedendo assim para ajudar numerosas mãos que trabalham.

O homem bem-posto, que lhe parece preguiçoso e inútil, talvez esteja realizando trabalhos que você jamais se animaria a executar.

Não julgue o próximo pelo guarda-roupa ou pela máscara. A verdade, como o Reino de Deus, nunca surge com aparências exteriores.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

Glitter Symbols - ImageChef.com

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

ÓTIMO NATAL, AMIGOS




Achei que esse vídeo é a expressão de meus sentimentos a respeito do Natal.
Quero desejar a todos os amigos um ótimo Natal. Que Jesus esteja no coração de cada um.
Muita saúde, sabedoria, aprendizado e paz.

ImageChef Sketchpad - ImageChef.com

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

MENSAGEM DE NATAL


A primeira coisa seria minimizar o Papai Noel da Coca-Cola. Esse velhinho obeso, gastador, que nos estimula a comprar, comprar e comprar e que está, desde o final de novembro, molhado de suor, em TODOS os shoppings centers. Desculpe, bom velhinho, mas você ficou over. Não tem mais nada a ver com os tempos que vivemos. Acabou a magia.

O que vai salvar o Natal, é voltarmos ao principal sentido da festa no mundo ocidental: celebrarmos o nascimento do Cristo. Não o Jesus religioso, que morreu pelos pecadores e que faria você parar de ler este texto bem aqui. Não é desse Jesus que falo. Temos que resgatar o Jesus revolucionário. O ecologista. O maluco beleza que, há 2000 anos, abalou as estruturas da Roma perdulária e cheia de vícios, com suas idéias de vida simples. De amor ao próximo. De comunhão com a natureza. 

Temos que resgatar o barbudo que disse que somos todos uma só família. Todos habitantes do mesmo planeta Terra. Eu, você que está me lendo, o feirante, o doutor, o agricultor, o catador de papel. E que as diferenças impostas pela sociedade são cruéis e fonte da maioria dos nossos problemas. 

Temos que resgatar o homem que, ao ver que a comida não dava para todos, dividiu-a. E, ao invés de uns poucos comerem muito, todos comeram um pouco. O homem magro, de modos frugais, que se satisfazia com frutas, grãos, mel, peixe (talvez) e um vinhozinho de vez em quando, porque ninguém é de ferro. E não com leitões, cabritos, tenders, chesters, lombos, picanhas - geralmente, todos juntos na mesma ceia.

Temos que reviver as idéias do sujeito que introduziu o conceito de vida simples no ocidente. E praticou-a todos os dias em que viveu. Aquele homem que vivia apenas com o necessário, pois acreditava que os únicos bens que devemos acumular, são os valores que levamos dentro de nós. Que expulsou os mercadores do templo, pois uma coisa são valores da alma. Outra são os do dinheiro. E feliz é quem consegue diferenciá-los.

Renascer a alegria de um homem que vivia rodeado de amigos, que amava os animais, que viajava, que era carinhoso e benevolente com todos. Principalmente, com aqueles que erravam (isso me dá um alento, que nem te conto!). 

Neste Natal, tenho pensado muito nisso. Pensando no aniversariante que, quando estudado livre das amarras e preconceitos da religião, revela-se um grande visionário. Um líder transformador, que parecia antever a encrenca que 2000 anos depois nos enfiaríamos. Em tempos de simplicidade voluntária e consumo consciente, não vejo ninguém melhor para seguirmos. 

Que este ano, a gente consiga plantar a sementinha de um Natal verdadeiramente Cristão. Um Natal "menos" em tudo o que é material. E "mais" em alegria, risadas, comunhão com aqueles que amamos, divisão e confraternização. Um Natal com menos sobras. Nas lixeiras, na geladeira e nas parcelas do cartão de crédito. Essa é a minha sugestão. Um Feliz Natal para você e para todos nós!

Texto de 
Tais Vinha


Extraído do Blog : 
http://soniasilvinoreflexoes.blogspot.com 

Glitter Symbols - ImageChef.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

TEMOR DA MORTE II


Morre-se cada instante, em razão das contínuas transformações que ocorrem no organismo.
            Centenas de milhões de células decompõem-se e morrem, em minutos, ensejando o surgimento de outras tantas, até o momento quando a energia vital em esgotamento resultante do desgaste diminui e consome-se, ensejando a morte de toso o organismo.
            Em uma lúcida comparação, toda vez quando o sono fisiológico toma o organismo e obscurece a consciência, defronta-se uma forma de morte, sem grande variação a respeito daquela que encerra o ciclo terrestre.
            O medo da morte, de alguma forma, é atávico, procedente da caverna, quando o fenômeno biológico sucedia e o homem primitivo não o entendia, desconhecendo a razão da sua ocorrência.
            Do desconhecido sucesso às informações que foram sendo recolhidas ao largo dos milênios, os mitos e arquétipos remotos encarregaram-se de criar funestos conceitos ao seu respeito.
            Nada obstante, nesse mesmo período ocorreram as memoráveis comunicações espirituais cujas informações são encontradas em algumas excitas rupestres, assim também originando-se o culto aos espíritos, como sendo uma forma de os manterem vivos, de os tranquilizarem, de os encaminharem ao mundo de origem.
            Guardadas hoje as proporções, as cerimônias religiosas, as recomendações litúrgicas e os ritos constituem um aperfeiçoamento daqueles cultos primitivos, nos quais, durante um largo período, realizavam-se holocaustos de animais e de seres humanos, a fim de acalmar aqueles que se proclamavam deuses e responsáveis pelos acontecimentos em geral.
            Houve, sem dúvida, um grande progresso na celebração dos cultos aos mortos, permanecendo ainda, lamentavelmente, a ignorância em torno da imortalidade.
            Retornando ao convívio com aqueles que ficaram na Terra, dispõem-se de claras e significativas informações a respeito da sobrevivência  do ser, de como contribuir em seu benefício, substituindo a pompa e as extravagâncias, muito do agrado da insensatez, pelas orações ungidas de amor e de respeito pela sua memória, recordando-os com carinho, trabalhando-se em benefício do próximo, em homenagem ao que representam na afetividade.
            A reverência ao corpo fixou-se de tal maneira no comportamento humano que a arte utilizou-se desse fenômeno para preservar o carinho dos que permaneceram no mundo – afinal por pouco tempo, porque também foram convocados a seguir para o além – por intermédio dos monumentos colossais, dos mausoléus ricamente decorados, das capelas revestidas de mosaicos e de mármores de altos preços. Os artistas aumentaram esse tipo de culto, estimulando as decorações com estátuas imponentes ou comovedoras, utilizando o bronze, o ferro, o ouro e outros metais, como também pedras preciosas, pinturas faustosas para expressar a grandiosidade do desencarnado, muitas vezes em situações deploráveis no mundo espiritual, como decorrência da vida que levou na Terra.
            Ainda aí vemos uma forma de dissimular a morte, dando um aspecto festivo aos despojos já consumidos pelos fenômenos naturais.
            E todos esses recursos poderiam ser encaminhados para diminuir o sofrimento de milhões de criaturas enfermas, esfaimadas, excluídas do conjunto social.
            Infelizmente, porém, a morte é um dos fatores que empurram as pessoas fracas e despreparadas para os enfrentamentos normais da existência, para a depressão, para a revolta, para a violência.
            Ninguém conseguirá driblar a morte, por mais que o intente.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

Glitter Symbols - ImageChef.com

domingo, 18 de dezembro de 2011

TEMOR DA MORTE I


O temor da morte é resultado da ignorância a respeito da vida.
            Tradicionalmente renegada como sendo o fim, considerada como o momento de prestação de contas normalmente apavorante, em razão do comportamento existencial durante a jornada terrestre, quase sempre censurável, ou o aniquilamento da consciência, a morte transformou-se em hedionda realidade da qual, porém, ninguém consegue eximir-se.
            Em algumas culturas ancestrais e em diversas atuais, procura-se mascarar a morte, ora realizando-se cultos prolongados e afligentes, noutros momentos produzindo-se festas de libertação do corpo, ainda outras vezes promovendo-se cerimoniais, maquilando-se o cadáver para dar-lhe melhor aparência, como se isso fosse importante, com o objetivo de diminuir-se a dor do seu enfrentamento.
            Quando se tem consciência do significado real da morte, na condição de passaporte para a vida, a alegria da imortalidade substitui a angústia do eterno adeus, ou da promessa do juízo final, ou ainda a respeito do nunca mais.
            Se o corpo pudesse prolongar a sua permanência na Terra, como agradaria a alguns aficionados da ilusão, mas apenas temporariamente, como isso seria terrível para os portadores de enfermidades degenerativas, de distúrbios psicóticos profundos, de deformidades congênitas, de paralisias, de transtornos psicológicos destrutivos, da miséria social e econômica, das expiações em geral.
            Para quem se compraz na fantasia da ignorância, pretendendo manter a eterna juventude, desfrutar dos esgotantes prazeres, permanecer em foco onde quer que se encontre, seria aparentemente muito bom e compensador. No entanto, tudo quanto se faz repetitivo, num continuum demorado, corre o risco de tornar-se tedioso, de produzir o vazio existencial por falta de significado psicológico.
            A Divindade, ao estabelecer os limites orgânicos, em razão das energias que vitalizam a matéria, proporciona tempo e oportunidade necessários para o desenvolvimento ético-moral e espiritual do espírito humano.
            Mediante as existências sucessivas, adquirem-se os valores inalienáveis para a conquista do bem-estar, da harmonia, da individuação.
            Com a sua constituição imortal, o espírito progride e alcança os patamares superiores da vida, podendo fruir todas as bênçãos que se lhe encontram ao alcance.
            A felicidade não é deste mundo – assevera o Eclesiastes, demonstrando que, existe a plenitude, mas não a anelada pelo corpo físico no mundo material.
            A consciência da sobrevivência à disjunção molecular proporciona rela alegria de viver e de lutar, ensejando um grandioso significado à existência que se adorna de possibilidades que facultam a conquista do estado numinoso.
            Alguns objetam que esse comportamento pode proporcionar acomodação ao sofrimento, aceitação passiva das ocorrências perturbadoras, pensando-se que as futuras reencarnações tudo resolvem.
            Pelo contrário ocorre, pois que a consciência de si faculta ampliação dos horizontes mentais, enriquecimento emocional superior, esperança de alcançar-se as metas dignificantes da vida, à medida que se luta por consegui-las.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


Glitter Symbols - ImageChef.com

sábado, 17 de dezembro de 2011


A fé é a confiança da criatura em seus destinos, é o sentimento que a eleva à infinita potestade, é a certeza de estar no caminho que vai ter à verdade. A fé cega é como farol cujo vermelho clarão não pode traspassar o nevoeiro; a fé esclarecida é foco elétrico que ilumina com brilhante luz a estrada a percorrer.
                Ninguém adquire essa fé sem ter passado pelas tribulações da dúvida, sem ter padecido as angústias que embaraçam o caminho dos investigadores. Muitos param em esmorecida indecisão e flutuam longo tempo entre opostas correntezas. Feliz quem crê, sabe, vê e caminha firme. A fé então é profunda, inabalável, e habilita-o a superar os maiores obstáculos. Foi neste sentido que se disse que a fé transporta montanhas, pois, como tais, podem ser consideradas as dificuldades que os inovadores encontram no seu caminho, ou seja, as paixões, a ignorância, os preconceitos e o interesse material.
                É cega a fé religiosa que anula a razão e se submete ao juízo dos outros, que aceita um corpo de doutrina verdadeiro ou falso, e dele se torna totalmente cativa. Na sua impaciência e nos seus excessos, a fé cega recorre facilmente à perfídia, à subjugação, conduzindo ao fanatismo. Ainda sob este aspecto, é a fé um poderoso incentivo, pois tem ensinado os homens a se humilharem e a sofrerem. Pervertida pelo espírito de domínio, tem sido a causa de muitos crimes, mas, em suas conseqüências funestas, também deixa transparecer suas grandes vantagens.
                A razão pé uma faculdade superior, destinada a esclarecer-nos sobre todas as coisas. Como todas as outras faculdades, desenvolve-se e engrandece pelo exercício. A razão humana é um reflexo da razão eterna. É Deus em nós. Desconhecer-lhe o valor e a utilidade é menosprezar a natureza humana, é ultrajar a própria Divindade. Querer substituir a razão pela fé é ignorar que ambas são solidárias e inseparáveis, que se consolidam e vivificam uma à outra. A união de ambas abre ao pensamento um campo mais vasto: harmoniza as nossas faculdades e traz-nos a paz interna.
                A fé é mãe dos nobres sentimentos e dos grandes feitos. O homem profundamente firme e convicto é imperturbável diante do perigo, do mesmo modo que nas tribulações. Superior às lisonjas, às seduções, às ameaças, ao bramir das paixões, ele ouve uma voz ressoar nas profundezas da sua consciência, instigando-o à luta, encorajando-o nos momentos perigosos.
                Para produzir tais resultados, necessita a fé repousar na base sólida que lhe oferecem o livre exame e a liberdade de pensamento. Em vez de dogmas e mistérios, cumpre-lhe reconhecer tão somente princípios decorrentes da observação direta, do estudo das leis naturais. Tal é o caráter da fé espírita.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

Glitter Symbols - ImageChef.com

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FUGA DO MUNDO


                A fuga do mundo é verdadeira inconformação com as vicissitudes corporais. A vida espiritual é o objeto de desejo em semelhantes casos. É um comportamento neurótico de transferir para um mundo ideal as esperanças e expectativas do dia a dia no mundo real. É uma fuga, uma transferência como mecanismo de defesa de questões íntimas não resolvidas e dolorosas, resultantes principalmente de frustrações e insatisfações para o homem encarnado. Faz-se algo hoje pensando em colher na imortalidade, sem nutrir-se dos benefícios dessa ação no hoje e no agora, vivendo um mundo imaginário desconectado dos sentimentos. Seu traço principal é a negação dos prazeres humanos com os quais seu portador carrega sofríveis desajustes. Apresenta-se esse conflito interior com variados assuntos como a riqueza, a beleza, a inteligência, a virtude e outros temas existenciais; por isso é comum projetar julgamentos estereotipados e repreensivos à conduta alheia, exatamente naqueles embates que a criatura carrega.
                Doentio nesse lance da vida mental é a suposição que se elabora para si mesmo sobre os futuros frutos que obterá na vida dos espíritos, simplesmente pelo fato de aguentar resignadamente as dores pelas quais vêm passando, quando tais dores nesse tipo de vivência são desajustes de inaceitação e rebeldia, provas morais adicionais e distante das provas reais, ante os quadros de afeição terrena a que todo espírito reencarnado está submetido com mais ou menos intensidade.               
                O conhecimento espírita precisa ser contextualizado. O acúmulo de informações, sem a devida renovação da experiência de viver e conviver, poderá servir ao interesse pessoal na fuga dos deveres que a Terra impõe como planeta expiatório.
                Há uma cultura de supervalorização das questões do mundo extrafísico e consequentemente negando-se a relação com o mundo físico, resultando:
- a transferência de responsabilidade sobre os insucessos pessoais, imputada a espíritos e carmas.
- negação do passado da atual existência pela camuflagem de medos, frustrações, desejos, culpas e sentimentos; são as máscaras emocionais
- foco dos pensamentos centrado no tipo de relações sociais das colônias de além túmulo contidas na literatura espiritista.
                Ante essa cruel vivência da vida interior, torna-se escassa a auto-estima, enfraquece-se o desejo de progresso e espera-se resultados ótimos na vida além túmulo pelo simples fato de apenas pertencer às fileiras de serviço ou frequência das casas doutrinárias, como se assim todos os problemas estivessem solucionados. E quando encontra decepções e surpresas desagradáveis na própria convivência com os companheiros de tarefa, melindra-se ostensivamente, afogando-se em mágoas e deserções irrefletidas, supondo que novos carmas surgiram para elevá-lo ainda mais na escala de sua suposta ascensão!

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

Glitter Symbols - ImageChef.com

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DESAFIO AFETIVO


                Uma das maiores fontes de infelicidade humana é não entender a linguagem dos sentimentos. Sabemos nos comunicar com países distantes, mas não conseguimos decodificar as mensagens do nosso próprio mundo emocional. A deseducação para o trato com a vida emocional é uma tragédia social.
                O caleidoscópio dos sentimentos é algo imprevisível e regido por complexos mecanismos da mente, colocando a criatura diante de si mesma. E sempre que necessário tal mecanismo convida a retificações no mundo interior, à educação do afeto de profundidade, cujas nascentes encontram-se nas vidas pregressas.

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

Glitter Symbols - ImageChef.com

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

ORAÇÃO IV


A oração que fazemos por outras pessoa, funciona de maneira semelhante à que fazemos por nós. Quando uma pessoa está vibrando numa faixa inferior e recebe um pensamento de compaixão, esse pensamento fica girando na psicosfera dela como um benefício.
            Quando a prece toca na camada egóica, é como se, lá dentro, no Ser Essencial, um ponto se acendesse. A prece estimula o Ser Essencial a desenvolver a sua luz, por uma afinidade de vibração. O Ser Essencial é uma energia de luz, as preces também o são, e a partir daí, se formam os canalículos por onde nascem as frestas.
            As preces ajudam a iluminar, de fora para dentro, criando estímulos, de dentro para fora. Como são afins da essência, eles fazem com que ela vá se abrindo aos poucos. As vibrações que vêm da prece, não têm o poder de penetração, se não houver um impulso, de dentro para fora, do Ser Essencial para o ego, abrindo as frestas.
            Pela lei de afinidade, o Ser Essencial está destinado a se encontrar com aquilo que está ali fora, as energias de amor provenientes da prece, ressonando em benefício dele. E um dia fatalmente esse processo ocorre.
            O Ser Essencial vai abrindo pequenas brechas nos nódulos magnéticos do campo egóico, até que a pessoa não tenha outra alternativa, senão a da mudança. Esse desejo de mudança vem da sensação de tédio que a pessoa sente.
            Quando esse movimento surge, não há mais retorno, pois o movimento egóico fica insuficiente, enfadonho e cansativo. E aí, no instante em que o Ser Essencial se abre para efetivar os seus talentos, todas as energias amorosas acumuladas em torno da camada escura do ego entram, reforçando, ainda mais, a abertura que se torna cada vez mais irresistível.
            A prece estará estimulando a vontade da criatura em evoluir e crescer. A vontade é a consciência perfeita, em relação ao momento. É a consciência perfeita da criatura, em relação a ela mesma, em essência.
            Quando a pessoa tem vontade para o bem, para o belo e para o amor, mesmo que por um átimo de segundo, mesmo que seja uma vontade efêmera, um fogo fátuo, naquele exato instante a pessoa teve consciência de suas possibilidades e, de exercício em exercício, vai sentindo, cada vez mais, a sua destinação: o bem, o bom, o belo, a felicidade. Por isso a prece é tão importante, tanto na nossa própria transformação, como na transformação das pessoas pelas quais oramos.
            Mesmo quando oramos por outras pessoas, a oração funciona, também, para nós mesmos, pois age como estímulo para o nosso alargamento em essência, criando os canalículos de dentro para fora.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS         
            Alírio de Cerqueira Filho                

Glitter Symbols - ImageChef.com

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ORAÇÃO III


É fundamental para uma vida de maior equilíbrio a reflexão constante, de modo a podermos discernir o que é melhor para nós, a cada momento. Quando isto acontece, percebemos aquilo que precisa ser modificado em nós.
            Nesse momento a oração entra como um instrumento para adquirirmos as forças necessárias para a realização dessa mudança.
            “A oração é emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios que se expande até sincronizar com as ondas equivalentes, assim estabelecendo o intercâmbio entre a criatura e o Criador.”
            “Não apenas dilui as energias deletérias como renova as forças morais do ser, saturando-o com vibrações superiores e de qualidade poderosa, que alteram as paisagens mentais, emocionais e orgânicas, por sutis processos de modificação do campo em que o mesmo se encontra.”
            “Certamente não modifica as leis estabelecidas; no entanto, contribui com vigor e inspiração para que sejam entendidas e aceitas em clima de superior alegria e coragem.”
            “Também proporciona o descortino da realidade existencial e dos seus elevados significados psicológicos, que têm caráter educativo, preparando cada criatura para a perfeita identificação com o si mediante a superação do ego.”
            “Todo e qualquer pedido feito através da prece é conseguido, porque o ato de orar já constitui uma expressão de humildade perante a vida e um despertar da consciência para a compreensão dos objetivos a que se deve entregar. É certo que se não refere o Apóstolo à doação gratuita por parte da Divindade de tudo aquilo que a insensatez busque, em astuciosa conduta de ludibriar os Códigos Soberanos.”
            A oração é um pensamento, proveniente do Ser Essencial, que movimenta uma energia, emitindo uma vibração. Devido ao seu teor superior, as energias da prece vão formando frestas de luz nas energias sombrias do ego, de dentro para fora. Essas energias, provenientes do amor, entram em sintonia com as energias amorosas provenientes de Deus, por lhe serem semelhantes.
            Essas energias amorosas penetram na criatura pelas frestas formadas, de fora para dentro, lhe abastecendo do amor de Deus. Isso vai proporcionar um alargamento das energias do Ser Essencial, que fica, por assim dizer, repleto das energias do amor da Divindade, ampliando o seu potencial de amor e, ao mesmo tempo, fazendo com que as energias egóicas sejam, gradativamente, transmutadas.

(continua)
           
PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                            
Glitter Symbols - ImageChef.com