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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

TEORIA E PRÁTICA I


            As bibliotecas terrestres sempre estiveram superlotadas d e obras portadoras de excelentes teorias sobre os mais diferentes assuntos que dizem respeito à humanidade.
            Pensadores inspirados, em todas as épocas, ofereceram imensuráveis legados de teorias nobres umas, ridículas outras, profundas algumas e diversas insensatas, proverbiais em grande número e levianas também incontáveis, tentando auxiliar o processo da conquista da felicidade.
            Lamentavelmente, lideranças perversas, utilizado-se da computação e insinuando-se por esse poderoso veículo de comunicação, adentram-se na intimidade doméstica e conquistam jovens inexperientes e sonhadores, exercendo sobre eles uma influência maléfica, destrutiva. Pervertidos induzem-nos a atitudes agressivas, contrárias à cultura e à ética, disseminando a pedofilia, a anorexia, a bulimia, a prostituição, a drogadição, o suicídio... como espetáculos de exaltação da personalidade enferma.
            Formam-se clãs e grupos odientos que se comprazem em gerar dificuldades para a comunidade, assumindo os instintos agressivos que deveriam ser educados, e disseminando o crime, a crueldade.
            As teorias nascem no imo do ser que aspira pelo novo, pelo diferente, pelo melhor, muitas delas inspiradas pelos desencarnados que convivem com as criaturas humanas, estimulando-as nas suas tendências felizes ou viciosas, que aumentam com carinho ou ferocidade, cominados pelos sentimentos ditosos ou infelizes que os caracterizam.
            Vivendo-se num mundo de intercâmbio espiritual, muitas dessas teorias são insufladas por mentes que estagiam além da morte e comprazem-se em conduzir para o bem ou induzir à prática do mal as criaturas com as quais se encontram em sintonia.
            Em razão da multiplicidade de teoria, dentre as sublimes como as mais grotescas, somente uma análise cuidadosa pode selecionar as que devem ser colocadas em prática, em detrimento daquelas que são frutos das aberrações morais e espirituais em que se demoram uns e outros comensais do intercâmbio.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 29 de janeiro de 2012

POBREZA


Quando um espírito não se julga suficientemente prevenido contra as seduções da riqueza, deverá afastar-se dessa prova perigosa, dar preferência a uma vida simples, que o isole das vertigens da fortuna e da grandeza. Se, apesar de tudo, a sorte do destino designá-lo a ocupar uma posição elevada neste mundo, ele não deverá regozijar-se, pois, desde então, são muito maiores as suas responsabilidades e os seus compromissos. Mas também não deve lastimar-se, no caso de ser  colocado entre as classes inferiores da sociedade. A tarefa dos humildes é a mais meritória; são estes os que suportam todo o peso da civilização, é do seu trabalho que a humanidade vive e se alimenta. O pobre deve ser sagrado para todos, porque foi nessa condição que Jesus quis nascer e morrer; da pobreza também saíram Epicteto, Francisco de Assis, Miguel Angelo, Vicente de Paulo, e tantos outros grandes espíritos que viveram neste mundo. Eles sabiam que o trabalho, as privações e o sofrimento desenvolvem as forças viris da alma e que a prosperidade aniquila-as. Pelo desprendimento das coisas humanas, uns acharam a santificação, outros encontraram a potência que caracteriza o gênio.
A pobreza ensina a nos compadecermos dos males alheios e, fazendo-nos melhor compreendê-los, une-nos a todos os que sofrem; dá valor a mil coisas indiferentes aos que são felizes. Quem desconhece tais princípios, fica sempre ignorando um dos lados mais sensíveis da vida.
Não invejemos os ricos, cujo aparente esplendor oculta muitas misérias morais. Não esqueçamos de que sob o cilício da pobreza ocultam-se as virtudes mais sublimes, a abnegação, o espírito de sacrifício. Não esqueçamos jamais que é pelo trabalho, pelo sofrimento e pela imolação contínua dos pequenos que as sociedades vivem, protegem-se e renovam-se.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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sábado, 28 de janeiro de 2012

OBSESSÃO E ORGULHO II


                O pensamento fixo, as decepções prolongadas que se tornam mágoas, o rancor que guardamos por alguém, as tendências que lutamos para superar, as intenções desonestas e ocultas, o interesse pessoal à custa de alguém, os gestos menos felizes, o excesso de velocidade no trânsito, a intransigência em não aceitar as falhas alheias, a presunção de supor-se o melhor em tudo, a irredutibilidade nas opiniões pessoais, a fofoca, o costume de enxergar pontos negativos na tarefa do próximo, a indisposição para o perdão, o vício de prestígio, os sonhos de vida fácil na abundância material, a preguiça e a ociosidade, o atraso nos compromissos, a indiferença com a diferença do outro, o excesso de alimentação, o imediatismo para alcançar metas, o apego á televisão, o relax pelo alcoolismo, o excesso de trabalho são pequenas portas abertas diariamente para a instalação de um processo obsessivo que pode ou não ter uma seqüência a níveis mais acentuados de domínio e intensidade.
                A ingerência ardilosa dessa imperfeição na vida mental provoca um bloqueio que impede a auto-análise sincera e desprovida de defesas, no contato livre com a intimidade de nós próprios.
                O personalismo arquiteta uma imagem exageradamente valorizada de nossas qualidades e conquistas, e quando somos convidados a uma incursão no mundo íntimo, através de críticas ou situações que nos obriguem a admitir a presença de determinada imperfeição, esquivamo-nos de todas as formas, não as confessando a nós mesmos e quanto mais aos outros.
                O orgulho não deixa de ser uma defesa para nossa angústia básica, a angústia que decorre da nossa insatisfação em conhecer a inferioridade da qual ainda somos portadores e que tentamos camuflar e esquecer a todo custo.
                Não se admitir em erro ou isento das interferências de adversários do bem é uma atitude invigilante e perigosa sendo uma porta aberta para o acesso dos maus espíritos.
                Fujamos das capas com as quais queremos esconder os conflitos e sentimentos.
                Humildade é a láurea de segurança para quantos anseiam por êxito nos seus investimentos de aperfeiçoamento.
                Nós estamos precisando de muita coragem; coragem para ser humildes, confessar nossa condição, ouvir nossa consciência, conhecer nossas obsessões e trabalhar produtivamente para erradicá-las.

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

OBSESSÃO E ORGULHO I


                Podem ser obsidiadas quaisquer pessoas, desde que haja um processo de domínio mente a mente.
                Essa patologia espiritual expressa-se de formas subliminares, tornando-se um quadro de difícil diagnose pelas expressões sutis que alcança.
                A base para a existência da obsessão é a presença de um elo justificável entre quem se encontra no corpo e quem se encontra na erraticidade.
                O amor compra-nos a inimizade e revolta naqueles corações fora do corpo, porque buscamos beneficiar suas vítimas em nossas tarefas de alívio e orientação. É da lei que o sacrifício faça parte de algumas vivências daquele que ama, a fim de poupar o sofrimento de quantos estejam abatidos sob o peso das lutas provacionais de cada dia. É quando o trabalhador do bem é convocado a assumir parte do ônus psíquico do outro, em nome da caridade que amenizará a dor e a tormenta alheia. Naturalmente, esse processo obedece ao controle da Divina Providência, mas os espíritas necessitam ter mais atenção no monitoramento e na ampliação de sua visão acerca das responsabilidades que assumiram na lavoura doutrinária, para não acolher como sendo suas as induções de desânimo e deserção que freqüentemente advém de semelhantes episódios do labor fraternal.
                Temos um orgulho sutil, o de achar que não seremos obsidiados porque estamos no trabalho do bem e do amor.
                A lógica espírita ensina-nos o oposto. A resistência moral e a maturidade só serão alcançadas à custa de muito esforço e na medida de nossa capacidade individual de vencer a nós mesmos, embora alguns corações embevecidos pelo ideal da transformação de si mesmos esperam a “transformação por osmose” através de orações, tarefas, passes e outros benefícios de fortalecimento.
                Harmonia interior é fruto de esforços auto-educativos exercidos no cumprimento fiel dos roteiros de crescimento.
                A obsessão é teste de aprimoramento e reeducação.

(continua)

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux    

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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

HISTÓRIA - ETIQUETAS TROCADAS

"Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas" (Mateus 6:33). 

Uma forte ventania causou, certo dia, um grande alvoroço numa tradicional loja de departamentos.

O gerente havia deixado as janelas abertas e o vento que por elas entrou soprou grande quantidade de etiquetas de preços que estavam prontas e ainda não colocadas, fazendo-as pousar em diversos artigos da loja de forma desordenada.

No dia seguinte, os clientes ficaram surpresos ao encontrar meias a 49,90, ternos a 1,99, sapatos a 0,90 e um cachecol a 1.290,90!

E a loja de departamentos de nossa vida?

como a temos organizado?

A que atribuímos altos valores e quais os artigos não temos valorizado?

As pessoas que nos conhecem, que conosco convivem constantemente, encontram tudo em ordem ou a ventania da incredulidade tem feito trocas?

Temos atribuído preços elevados às coisas materiais, incertas e passageiras ou, valorizamos o espiritual, crendo que ao lado de Deus todas as coisas são acrescentadas?

Quando abrimos nossos corações e deixamos o Senhor nos dirigir, então podemos descansar e confiar que as bênçãos virão na hora e da forma de Deus.

Quando nos apegamos às coisas desse mundo, perdemos o real valor das coisas importantes para nossa felicidade e supervalorizamos aquilo que nenhum valor tem.

Precisamos parar de viver como se as etiquetas de preços estivessem trocadas!

Extraído do blog: http://marciacarlos.blogspot.com

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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SE VOCÊ DESEJA

Se você deseja ser cristão efetivamente:
                perdendo, vencerá na batalha humana;
                cedendo, obterá os recursos de que precisa;
                trabalhando, conseguirá a felicidade própria;
                perdoando, edificará em torno de si mesmo;
                suportando, resistirá na tempestade;
                renunciando, ganhará tesouros imortais;
                abençoando, salvará muitos;
                sofrendo, terá mais luz;
                sacrificando-se, encontrará a paz;
    suando, purificar-se-á;
                                                                     amando, iluminará sempre.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

JUSTIÇA E PROVIDÊNCIA DIVINA III

Para procedermos bem precisamos primeiro buscar o Reino de Deus, isto é, buscar desenvolver as questões essenciais da vida. Essencial, significando buscar aquilo que é realmente necessário e essencial, relativo à nossa essência.
            Quando desenvolvemos o Ser Essencial que somos, as nossas necessidades mudam. Aquilo que antes tinha grande importância, deixa de ter, pois, ao desenvolver o Ser Essencial, tendemos a buscar as coisas mais simples, advindo, com isso, uma serenidade muito grande.
            As necessidades do ego relacionadas ao ter, geradoras de inquietude, ansiedade, vão aos poucos sendo substituídas pela calma, serenidade de se ter o necessário para uma vida confortável, na qual os prazeres cultivados não são a simples satisfação dos sentidos sensoriais, mas prazeres cada vez mais refinados de ser uma pessoa útil, co-criadora com Deus, de um mundo mais feliz para todos.
            Para que possamos desenvolver o “Reino de Deus” em nós mesmos e asserenar o nosso coração, é fundamental que façamos uma revisão do sentido de nossa vida.
            Se observarmos a vida sob um ângulo exclusivamente material, ela se torna sem sentido.
            Dentro de uma visão transpessoal, a vida tem um sentido: viver é uma experiência fascinante, na qual despertamos a nossa consciência rumo ao infinito. Dentro de um foco espiritualista, a vida é um maravilhoso desafio com muitos obstáculos, que significam alavancas de apoio para o crescimento pessoal e transpessoal.
            O propósito maior da vida é cumprir uma finalidade cósmica. Tudo existe ocupando um determinado papel, interagindo entre si, formando o todo, o Holos.
            Dentro desse todo, cada ser vivo desempenha uma finalidade específica e nós, além do nosso papel como seres vivos, num corpo físico, temos uma missão maior, que é a nossa evolução para o amor, para alcançar a plenitude do ser.
            Buscar um sentido para a vida é encontrar o nosso eu verdadeiro, através da busca constante de conhecermos a nós mesmos como Seres Essenciais que somos.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS        
            Alírio de Cerqueira Filho                

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domingo, 22 de janeiro de 2012

JUSTIÇA E PROVIDÊNCIA DIVINA II

Posturas em relação ao tempo:       
            Pós-ocupação = centrada no passado. A pós-ocupação está relacionada com a lamentação em relação àquilo que passou. Gera culpa, ansiedade ou angústia, por ter agido de forma equivocada no passado. O indivíduo assume uma atitude de irresponsabilidade pela condução de sua vida. Ele fica se lamentando pela forma como praticou determinadas ações no passado, sem, contudo, corrigi-las.
            Preocupação = centrada no futuro. O indivíduo gasta energia se pré-ocupando com as atividades que deve fazer, ou com as atitudes que deve tomar no dia de amanhã. Geralmente se preocupa negativamente, fantasiando as ocorrências do futuro com cores negras e sombrias, produzindo o pessimismo. Outras vezes, cria expectativas maiores que suas possibilidades de realizá-las, gerando um falso otimismo. Gera muita ansiedade em relação ao futuro. Não precisamos nos preocupar, despendendo energia, tentando controlar um tempo que ainda não ocorreu. O futuro é o vir a ser, portanto incontrolável.
            A maioria das pessoas oscila entre a pós-ocupação e a preocupação. Lamentam-se pelo que aconteceu e tendem a projetar os resultados dos acontecimentos negativos do passado, no futuro, se preocupando com o fato daquele resultado negativo vir a ocorrer novamente. Gastem, com isso, muita energia que poderia ser despendida no mento presente, único a ser vivido realmente.
            Ocupação = centrada no presente. Gera a resolução de conflitos e problemas. Toda a sua energia é refletinda na melhor maneira de superar os obstáculos que surgem, no momento que eles aparecem. Podemos, no entanto, nos ocupar com o passado, refletindo sobre o que nos ocorreu, tirando dele um aprendizado para nortear as nossas ações no presente. Podemos, também, nos ocupar com o futuro, estabelecendo planejamentos, metas a serem cumpridas, pois o que é problemático não é pensar no amanhã, é pensar no mal de amanhã. Para isso é essencial a confiança na Providência Divina, que de maneira alguma substitui a previdência que todo ser humano deve ter, planejando o melhor para o seu futuro. Como só podemos viver, verdadeiramente, o tempo presente, após termos planejado as ações em relação ao futuro, necessitamos passar a cumpri-las, concentrando todo o nosso esforço em ações positivas no aqui e agora. Com este procedimento estaremos nos concentrando no bem do dia de hoje, transmutando o seu mal para que procedamos bem amanhã.

(continua)

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS        
            Alírio de Cerqueira Filho                

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sábado, 21 de janeiro de 2012

JUSTIÇA E PROVIDÊNCIA DIVINA I


            A crença na justiça e providência divinas é fundamental para que possamos viver em equilíbrio e realizarmos o nosso auto-encontro.
            Deus provê a todas as suas criaturas. É claro que não devemos viver descuidados de nossa vida, a aguardar que Deus nos provenha de todos os recursos que nos são necessários.
            Busquemos asserenar os nossos corações, pois quando entramos na ansiedade da busca das questões puramente materiais, perdemos a nossa serenidade e a paz interior. Ficamos inquietos, preocupados com o dia de amanhã, esquecidos de que só podemos viver no tempo presente.
            O nosso coração se turba diante das necessidades comezinhas da existência, nas quais depositamos todo o nosso tesouro, esquecendo-nos da vida espiritual.
            Vivemos numa época em que a ansiedade é um problema grave. Uma das causas da ansiedade é a tentativa de controlar o tempo, especialmente o tempo futuro.
            Podemos ter, em relação ao tempo, três movimentos: duas posturas egoícas e uma essencial. O primeiro movimento egóico é a pós-ocupação, que está fixado no passado; o segundo é a preocupação, fixado no futuro e o movimento essencial é a ocupação, fixado no presente.

(continua)

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS        
            Alírio de Cerqueira Filho                

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

AMARGURA


                Outro aspecto perturbador no comportamento psicológico do individuo é a presença da amargura, esse agente de transtornos depressivos.
                Pode situar-se em reminiscências inconscientes de reencarnações passadas, a causa da amargura, em forma de melancolia, saudade ou tristeza, ou pode encontrar-se na atual existência como efeito de traumas da infância, presença da imagem do pai ou da mãe dominadores, efeito das castrações pelo medo, da submissão imposta, de outros conflitos que remanescem como agentes que lhe são propiciadores.
                A amargura deve ser racionalizada, a fim de ser diluída e sua vítima recuperar a beleza, a alegria de ser e de viver, tomando parte ativa nas realizações do meio social onde se encontra, para fortalecimento de valores e evolução.
                Os exercícios freqüentes de pensamentos otimistas com reflexão, caminhadas em bosques ou à beira-mar, auxilio fraterno em obras de ajuda social e moral, entre outros, são de excelente resultado para a liberação da amargura. Igualmente, a elaboração de programas de auto-estima, a participação em labores com grupos de apoio, tornam-se estimulantes para o restabelecimento da saúde emocional do indivíduo, livrando-o do azedume e das seqüelas da amargura.
                A criatura humana existe para amar-se e ser amada. O amor é a vibração de Deus que perpassa em todas as coisas do universo. Quem não está disposto a sair do labirinto do ego, que se compraz na amargura, dificilmente se ama, será amado ou amará, por preferir ser visto pela piedade e pela compaixão, negando-se, embora inconcientemente, ao amor.
                O grande fanal da vida é a auto-realização, é o auto-encontro, através dos quais se identifica com o seu próximo e Deus. Para se lograr o cometimento, quem esteja nas sombras da amargura, permita-se uma fresta por onde entre a luz da esperança, e, ao banhar-se com a sua claridade, não lhe resistirá ao brilho, sendo vencido pela mensagem de que se faz portadora.
                A amargura é vapor morbífico que se exterioriza do sentimento doentio e domina as paisagens da mente, assim como da emoção. Todo o empenho para diluí-la é a proposta-desafio para quem pensa e anela por felicidade hoje e no futuro.
                                                   
Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                      

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O DESPERTAR DA CONSCIÊNCIA

                Despertar, acordar, levantar, referem-se à questão do adormecimento característico dos seres humanos. O processo da evolução se faz de inconsciência para a consciência, do estar para o ser, da razão para a intuição, do transitório para o permanente.
                Leon Denis afirmou que o ser dorme no mineral, sonha no vegetal, move-se no animal, desperta no hominal e sublima-se no angelical. Esse pensamento filosófico, relacionado com evolução/eternidade, é de fundamental importância para a compreensão de nosso progresso espiritual. As admoestações de Jesus Cristo, aos que não ouviam nem enxergavam, para que tivessem olhos de ver e ouvidos de ouvir, nada mais eram do que a mensagem do despertamento para a Vida Maior.
                Paulo não conclamava  as criaturas somente ao erguimento do corpo físico, mas também ao da visão interior de todas as almas imortais, com vistas à expansão da consciência de cada uma delas.
                Não podemos exigir que todos tenham a mesma visão, que todos tenham a mesma audição, porque entendemos a diversidade da compreensão humana.
                Somos almas com traços de caráter ainda diminutos em relação à autoconsciência, porém destinadas a uma lucidez interior cada vez maior rumo aos mundos superiores espalhados pelo Universo.
                Não nos esqueçamos de que no homem se encontra o microcosmo que, em síntese, é o retrato do macrocosmo. Tudo está em tudo, e todas as partes unidas fazem o todo.
                Não devemos voltar nossa atenção para modificar as coisas de fora, mas para acordar e aprimorar as coisas de dentro.
                Saiamos do estado de dormência, inconsciência e imobilidade espiritual em que transitamos e despertemos nossos potenciais internos. Quando despertamos nossa consciência, transformaremos o mundo em nós e perceberemos que não eram propriamente nossos conflitos que nos incomodavam, e sim a nossa maneira de vê-los.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

HISTÓRIA - PARTICIPAÇÃO ESPECIAL


Sempre que estou decepcionado com meu lugar na vida, eu paro e penso no pequeno Jamie Scott.
Jamie estava disputando um papel na peça da escola. Sua mãe me disse que tinha procurado preparar seu coração, mas ela temia que ele não fosse escolhido.
No dia em que os papéis foram escolhidos, eu fui com ela para buscá-lo na escola. Jamie correu para a mãe, com os olhos brilhando de orgulho e emoção:
- Adivinha o quê, mãe!
E disse aquelas palavras que continuariam a ser uma lição para mim:
- Eu fui escolhido para bater palmas e espalhar a alegria!

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SUBA MAIS ALTO

Não lhe fira a calúnia. Viva de modo que ninguém possa acreditar no caluniador.

Não se atrase, em face da perturbação. Siga seu caminho, atendendo aos objetivos superiores da vida, porque os perturbadores são inumeráveis.

Não lhe doa a acusação indébita. Você pode realizar muitos planos valiosos, em contraposição aos acusadores gratuitos.

Não se incomode pela desconfiança descabida. Em qualquer lugar, você pode empregar a boa consciência no serviço honesto.

Não desanime, em razão da crítica. Se a censura é serviço cabível a qualquer um, a realização elevada é obra de poucos.

Não se aborreça em virtude de pareceres desfavoráveis. Se você permanece consagrado ao bem, a aprovação da própria consciência prepondera acima de qualquer opinião por mais respeitável.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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domingo, 15 de janeiro de 2012

LIBERTAÇÃO GLORIOSA II

            Esclarecido em torno do significado existencial, dos objetivos de que a reencarnação é portadora, o ser humano desperta para a compreensão da terrestre caminhada, experimentando inexprimível alegria de viver conscientemente.
            O mal dos maus não o perturba nem as ameaças da agressividade o atemorizam.
            Fixa-se nas finalidades que descobre em favor do seu crescimento íntimo e avança de mente erguida aos céus, enquanto os passos rumam com segurança na direção do porto que lhe espera o triunfo.
            Fala-se muito, e com justa razão, a respeito da violência que grassa pandêmica, dizimando vidas, destruindo projetos de enobrecimento, diluindo sentimentos de solidariedade e fomentando males incontáveis.
            Não basta, porém, apenas assinalar-se o crime e a devassidão, mas lutar para diminuí-los, enquanto não se consiga bloqueá-los. Para tanto, a ação moralizadora, singela que seja, o comportamento saudável, as atitudes de benignidade e de auxílio constituem passos que se tornarão de alto significado, à medida que se multipliquem.
            Muitas vezes, comentar o mal, sem gerar movimentos que se lhe oponham, contribui para a sua propagação, que recebe adesão dos fracos morais ou temor exagerado daqueles que ainda são mais débeis de sentimentos.
            Não comentar o mal, o erro, o desar, constitui medida profilática para impedir-lhes a divulgação.
            Aquele que se esclarece em torno da vida espiritual encontra um tesouro que pode multiplicar, mimetizando todos os outros que se lhe acercam, ao tempo que diminui a densidade miasmática predominante.
            De alguma forma, muitos males podem ser evitados quando as criaturas tomam conhecimento das leis de Deus e a elas submetem-se, especialmente quando conseguem raciocinar em torno da justiça e das ocorrências espirituais, da interferência dos espíritos nos seus pensamentos, palavras e atos, assumindo o compromisso de manterem-se em elevado nível de comportamento, o que impede a interferência daqueles que são maus e presunçosos, perversos e ociosos.
            A palavra de amor e de esclarecimento que nasce nas emoções da solidariedade e da compaixão transforma-se em estrela luminífera, mantendo claridade esfuziante á sua volta.
            Se a pessoa, porém, a quem apresentas os conceitos sublimes do espiritismo, recusa-se a recebê-los ou agride-te com veemência, encontra-se mais enferma do que imaginas, e, em vez de reagires, doa-lhe um sorriso fraterno e uma onda de compaixão de quem a compreende, mas não insistas.
            Há muitos cegos que adicionam à cegueira a revolta pela mágoa que sentem em relação àqueles que vêem, tornando-se intratáveis, até mesmo com as pessoas que os desejam auxiliar. A sua rebeldia procede do ressentimento em relação à felicidade dos outros, autocompadecendo-se pelo que consideram um infortúnio de que se acreditam haver sido vítimas.
            Há doentes muito graves que se permitem manter na situação deplorável em que se encontram a assumirem uma diferente atitude.
            Mortificam-se e agradam-se quando ferem o seu próximo, desforçando-se do problema que os amarguram.
            Em situações dessa natureza, não te facultes revides ou manutenção de ressentimento, considerando-os ingratos ao teu devotamento.
            Segue adiante e os confia ao tempo.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sábado, 14 de janeiro de 2012

LIBERTAÇÃO GLORIOSA I

Jamais te escuses na tarefa honrosa de servir, especialmente a que diz respeito ao conhecimento espiritual.
            A ignorância é mãe de muitos males que afligem a criatura humana e responde por inúmeros crimes que se alastram na sociedade.
            Quando surgem os sofrimentos, porque sejam desconhecidas as suas causas e os motivos dignificadores, ele faz-se responsável pelo seu aumento lamentável, geando desar e desesperança.
            Por meio do luminoso esclarecimento, renascem no imo daquele que o recebe a coragem e a alegria de encontrar-se em processo de reparação dos erros praticados ontem ou remotamente, dignificando-se perante a própria consciência, assim como diante da Consciência Cósmica.
            Quando as dores de qualquer matiz encontram agasalho no recesso dos seres e esses não identificam a sua finalidade, não entendendo a lei de causa e efeito, elas transformam-se em açoite impiedoso que dilacera a alma, atirando as suas vítimas no calabouço da revolta e do desespero. Sem o amparo da compreensão, o nada se apresenta como sendo a solução, abrindo as portas para o suicídio abominável.
            Identificando-se como ser imortal que se é, cada qual avança pela senda do progresso colocando as suas aspirações no vir a ser, e trabalha para superar os desafios e as aflições momentâneas, por saber que se encontra destinado a alcançar a Grande Luz da qual todos procedem.
            E assim sendo, a reencarnação enseja uma visão otimista para a existência atual, mesmo que se encontre assinalada por abrolhos que ferem os pés ou carregada de nuvens espessas de testemunhos, mas que não conseguem anular o sol da esperança.
            O ser esclarecido não mais se permite a dúvida em torno da imortalidade, na qual se encontra mergulhado, seja no corpo ou fora dele, mantendo contato com os espíritos que o precederam no retorno ao país de origem e aguardando o seu momento de também volver.
            Facilmente descobre os sublimes recursos para a recuperação moral, em razão dos antigos desmandos que se permitiu, ou mesmo como efeito dos mais recentes descalabros durante o período em que se movimentava sem rumo.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

RIQUEZA

                Se Jesus prometeu aos humildes e aos pequenos a entrada nos reinos celestes, é porque a riqueza e o poder engendram, muitíssimas vezes, o orgulho; no entanto, uma vida laboriosa e obscura é o tônico mais eficaz para o progresso moral. No cumprimento dos deveres cotidianos o trabalhador é menos assediado pelas tentações, pelos desejos e ruins paixões; pode entregar-se à meditação, desvendar sua consciência; o homem mundano, ao contrário, fica absorvido pelas ocupações frívolas, pela especulação e pelo prazer.
                Tantos e tão fortes são os vínculos com que a riqueza nos prende à Terra que a morte nem sempre consegue quebrá-los a fim de nos libertar. Daí as angústias que o rico sofre na vida futura. É, portanto, fácil de compreender que, efetivamente, nada nos pertence nesta Terra. Esses bens que tanto prezamos só aparentemente nos pertencem. Centenas, ou, por outra, milhares de homens antes de nós supuseram possuí-los; milhares de outros depois de nós acalentar-se-ão com essas mesmas ilusões, mas todos tem de abandoná-los cedo ou tarde. O próprio corpo humano é um empréstimo da natureza, e ela sabe perfeitamente no-lo retomar quando lhe convém. As únicas aquisições duráveis são as de ordem intelectual e moral.
                Da paixão pelos bens materiais surgem quase sempre a inveja e o ciúme. Desde que esses males se implantem em nós, podemos considerar-nos sem repouso e sem paz. A vida torna-se um tormento perpétuo. Os felizes sucessos e a opulência alheia excitam ardentes cobiças no invejoso, inspiram-lhe a febre abrasadora da ganância. O seu alvo é suplantar os outros, é adquirir riquezas que nem mesmo sabe fruir. Haverá existência mais lastimável? Não será um suplício de todos os instantes o correr-se atrás de venturas quiméricas, o entregar-se a futilidades que geram o desespero quando se esvaem?
                Entretanto, a riqueza por si só não é um grande mal; torna-se boa ou ruim, conforme a utilidade que lhe damos. O necessário é que não inspire nem orgulho nem insensibilidade moral. É preciso que sejamos senhores da fortuna e não seus escravos, e que mostremos que lhe somos superiores, desinteressados e generosos. Em tais condições, essa provação tão arriscada torna-se fácil de suportar. Assim, ela não entibia os caracteres, não desperta essa sensualidade quase inseparável do bem-estar.
                A prosperidade é perigosa por causa das tentações, da fascinação que exerce sobre os espíritos. Entretanto, pode tornar-se origem de um grande bem, quando regulada com critério e moderação.
                Com a riqueza podemos contribuir para o progresso intelectual da humanidade, para a melhoria das sociedades, criando instituições de beneficência ou escolas, fazendo que os deserdados participem das descobertas da ciência e das revelações do belo em todas as suas formas. Mas a riqueza deve também assistir aqueles que lutam contra as necessidades, que imploram trabalho e socorro.
                Consagrar esses recursos à satisfação exclusiva da vaidade e dos sentidos é perder uma existência, é criar por si mesmo penosos obstáculos.
                O rico deverá prestar contas do depósito que lhe foi confiado para o bem de todos. Quando a lei inexorável e o grito da consciência se erguerem contra ele, nesse novo mundo, onde o ouro não tem mais influência, que responderá à acusação de haver desviado, em seu único proveito, aquilo com que devia apaziguar a fome e os sofrimentos alheios? Inevitavelmente, ficará envergonhado e confuso.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A RAIVA II

Diante da raiva é necessária a aplicação do antídoto equivalente para dela liberar-se. Muitas técnicas do Rolfismo, da psicologia, merecem ser utilizadas, de forma que não se transforme em ressentimento, por ficar arquivada intacta à espera do desforço. Não adiantam o perdão externo e a aparência, mas a sua eliminação, assim como dos seus efeitos.
                Quando Jesus propôs o perdão das ofensas, Ele referiu-se ao esquecimento delas, isto é, à sua diluição na água lustral do amor.
                Partindo-se do princípio pelo qual se considere o ofensor alguém que está de mal consigo mesmo ou enfermo sem dar-se conta o conteúdo da raiva diminui e até desaparece, graças à racionalização da ofensa.
                Quando a raiva se deriva de uma doença, de um prejuízo financeiro, da traição de um amigo, da perda de um emprego por motivo irrelevante, de algo mais profundo e imaterial, a resignação não impede que se lhe dê expansão para, logo após, eliminá-la. Chorar, considerar a ocorrência injusta, descarregar a emoção do fracasso, gastar a energia em uma corrida ou num trabalho físico estafante, projetar a imagem do ofensor, quando for o caso, em um espelho, elucidando a raiva até diluí-la, são admiráveis recursos, dentre outros, para anular os seus efeitos danosos.
                A meditação deve ser buscada também, para auxiliar na análise das origens do acontecimento, constatando se teria sido o responsável pela sua vigência e, ao confirmá-lo, evitar a autopiedade, contrapondo a lógica e o direito de errar, mas não a permissão de ficar no engodo. A prece de compaixão pelo ofensor e de autofortalecimento possui o miraculoso condão de diluir as vibrações da raiva, erradicando-as.
                As ondas mentais perturbadoras da raiva sobre as células afeta-as, e a inconsciente necessidade de autopunição pelo acontecimento facilita-lhes a degenerescência. Assim, ter raiva é sintoma de ser sensível, e bem canalizá-la, até a sua diluição, é característica de ser humano, lúcido e saudável.
                A raiva obnubila a razão e precipita o ser em profundos fossos da alucinação.
                Se quando ofendido, o indivíduo expressar os seus sentimentos ao agressor, aos amigos, sem queixa, sem mágoa, demonstrando ser normal e necessitado de respeito, de consideração como todas as demais pessoas. Nunca se permitir a falsa postura de humildade, fingindo santificação antes de ter alcançado a plena humanização. Quando se parece sem ser, transita-se por larga faixa de conflitos, inclusive o de inferioridade, avançando-se para os estados depressivos.
                Não se deve facultar a autodesvalorização, apontando os próprios itens negativos ou apresentando relatos autodepreciativos, para agradar os demais ou fazê-los rir.
                Humildade não é negação de valores, nem subestima por si próprio, fazendo-se caricaturas pejorativas da sua realidade. Ser filho de Deus, encontrar-se em experiência evolutiva, poder discernir, entre outros logros, constituem bênçãos que não podem ser desprezadas.
                Jesus, o Homem humilde por excelência, jamais se escusou. Submeteu-se aos fariseus, aos dominadores transitórios e seus fâmulos.
                Respeitar-se e amar-se são, por fim, os melhores recursos para enfrentar a raiva. Retê-la, nunca! Sem revides, nem mágoas.

Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR        
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis        

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