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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

OS ADVERSÁRIOS, MESTRES OPORTUNOS II


O processo de transformação interior, no qual os instintos cedem lugar aos valores da razão e da consciência, é lento, ainda mais tendo-se em vista que nem todos os viandantes da indumentária material iniciaram-se no empreendimento espiritual no mesmo instante.
            Procedentes de especiais momentos da evolução, incontáveis, inevitavelmente se encontram em patamares diferentes, que explicam as diversas aspirações que os tipificam.
            Felizes aqueles eu já compreendem os impositivos da existência terrena, após vencerem os impulsos agressivos que lhes conferiam a sensação de dominadores do mundo e que o sentido exclusivo da vilegiatura carnal seria a conquista dos prazeres e das sensações que mais os agradam.
            Aqueles que são mais fisiológicos do que psicológicos detêm-se nas faixas das paixões dos primeiros tempos e, mesmo quando a consciência se lhes desperta, prosseguem vivenciando um período de transição que ainda lhes não permite uma perfeita visão da realidade. Embora ansiando por algo melhor, competem, quando deveriam cooperar, malsinam os companheiros, quando lhes cabia o dever de os auxiliar, porque a predominância do ego torna-os ambiciosos e prepotentes.
            Não saem servir com abnegação, sem servir-se, retirando os lucros do orgulho e da presunção, que lhes constituem a moeda retributiva. Podem mesmo desejar ser melhores, no entanto os impulsos afligentes que resultam dos conflitos e dos complexos de inferioridade que os acompanham de existências pretéritas transformam-nos em inimigos de todos aqueles que supõem lhes farão sombra.
            São infelizes, disfarçados de joviais, humanitários e bondosos, na hipocrisia em que vivem, ocultando os sentimentos inferiores.
            Desse modo, transformam-se em adversários perversos dos demais que não lhes compartem as idéias e que pensam pretender excluir.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

OS ADVERSÁRIOS, MESTRES OPORTUNOS I


Abraçando dos ideais de enobrecimento, pensa-se que todas as criaturas estão vibrando no mesmo diapasão do progresso e que, em conseqüência, haverá uma natural adesão em torno dos objetivos relevantes que devem conduzir as vidas para os altiplanos da felicidade.
            O ser humano é um conquistador insuperável, fadado às estrelas que lhe estão ao alcance, na medida em que se empenha por alcançá-las.
            Desde a descoberta do fogo e do invento da roda, o seu mundo jamais foi o mesmo, alterando os seus padrões de comportamento e de convivência no rumo de melhores resultados.
            Mediante o esforço e o raciocínio que se lhe foi desdobrando – a Divina Presença no cerne do ser! -, levantou-se e começou a avançar na direção do infinito, ora sob dores acerbas, noutros momentos em júbilos inexcedíveis, conquistando espaços e adquirindo conhecimentos.
            Renascendo em contínuo processo de crescimento intelecto-moral, vem acumulando as experiências que se transformam em bênçãos que deve esparzir pelos caminhos percorridos, deixando pegadas apontando o porto de segurança que se encontra sempre à frente.
            Quando atraído pela mensagem libertadora de Jesus, porém se lhe modificam as paisagens interiores e alteram-se-lhe os interesses, ampliando-lhe as possibilidades de ser útil, conseguindo um significado especial para a existência.
            Nada obstante, por que se movimenta num planeta igualmente de provas e de expiações, não se pode furtar à psicosfera que lhe é peculiar nem às injunções que o caracterizam.
            Compreensível, portanto, que nem todos aqueles que navegam na mesma barca da evolução estejam firmados em propósitos de edificação nobilitante, alguns ainda detendo-se em estágio inferior, assinalados pelo primarismo de que se fazem portadores.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 26 de fevereiro de 2012

ALCANÇAMOS 40.000 ACESSOS

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Estamos muito felizes com a repercussão do conhecerkardec, alcançando 40.000 acessos.
Assim como fui consolada por essa doutrina maravilhosa, gostaria que os amigos que por aqui "passeiam" também fossem consolados.

                                            

OS RESPONSÁVEIS SÃO FELIZES II


Muitos de nós apenas nos empenhamos em evitar o mal; tentamos fazer um trabalho interior a custa de informações amealhada pelo estudo ou em movimentações de imitação nos serviços fraternais. Tais iniciativas são escolas de despertamento e que jamais deveremos dispensá-las, entretanto, se não descobrirmos nessas iniciativas a postura íntima da missão individual que nos insere no contesto das mesmas, ou seja, o motivo profundo pelo qual ali nos encontramos, ficaremos na condição da rotina, sem ação consciente, distanciando-nos da criatividade, da empatia e do auto-conhecimento – únicos caminhos para transpormos a condição de apenas evitar o mal e penetrarmos nas vivências educativas da criação do bem que nos libertará definitivamente.
                Evitar o mal é a etapa da contenção, da volta para dentro de si, uma volta sob brumas de incompreensão e sem nitidez de autopercepção. Somente quando partimos para a etapa da benevolência para com todos, é que excursionamos nas paragens da reparação, da atração para a felicidade e da responsabilidade real, assumindo os caminhos do crescimento real e renovador.
                Evitando o mal ficamos na culpa. Reparar inclui esforço, sacrifício, comprometimento e amor.
                Nova ótica sobre responsabilidade com a tarefa espírita – responsável não é somente aquele que tem boa assiduidade e disciplina. Acima de tudo, é aquele que vive a tarefa de amor para os outros enquanto ela se realiza, e a internaliza para si quando encerra para os demais.
                Somente quando levamos a tarefa espírita no coração para fora dos seus horários de realização é que abrimos nossas experiências para a criação do bem, candidatando-nos a novas e maiores responsabilidades, que ensejarão clima e ocasião para a conquista definitiva da tão sonhada felicidade. Mister criar o hábito da meditação sobre os efeitos das ações espirituais no bem de nós mesmos, a fim de não sucumbirmos na hipnose fantasista do personalismo que nos inclina a ver o bem tangível no lado de fora, impedindo-nos de semeá-lo por dentro, nos resfolhos do sentimento. Esse é um perigoso ardil do egoísmo que leva a criatura a fazer muitos cálculos matemáticos com seu amor, sendo que o amor é algo muito subjetivo para compor a folha de serviços de alguém...
                Se queremos realmente vencer os estágios enfermiços da culpa estéril que em nada colabora para nossa harmonia, pensemos em como criar o bem.
                O bem é uma questão interior, consciencial.                                                                                    
                Criar o bem não é das tarefas mais fáceis na escola da espiritualização humana. Exige o gesto comum, o risco, a quebra com o padrão, o servir incondicional, a disposição para experimentar o novo sem medo de normas, aprender a respeitar todas as experiências alheias por mais imaturas que sejam, e muita vontade de ser útil à vida na pessoa do próximo e da sociedade.
                O ato de ser responsável significa assumir nossa vida e parar com hábito de colocar no mundo de fora as razões de nossos fracassos; é assumir o “chamado específico” de Deus para conosco; é desvendar quais os sábios Desígnios do Criador para com nosso destino.
                Os responsáveis são mais felizes, porque descobriram seu papel divino no universo simplesmente pelo fato de que resolveram experimentar não seguir o rumo da maioria, procurando ouvir a voz da consciência, onde se encontram as Excelsas Mensagens de Deus para cada um de nós.

MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

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sábado, 25 de fevereiro de 2012

OS RESPONSÁVEIS SÃO FELIZES I


                Melhor que punir é ensinar, melhor que gratificar é promover. O ato de ensinar implica na arte de fazer uma viagem pelas ignoradas paisagens da vida interior descobrindo valores, pesquisando sentimentos, criando idéias novas, ajudando a pensar. A ação de promover, por sua vez, será o desafio de delegar, demonstrar confiança irrestrita, oportunizar a chance de assumir novos caminhos.
                Ensinar é abrir caminhos para a liberdade e promover é convocar a maior maturidade através de obrigações mais amplas. A criança educada nesses moldes aprenderá a lidar com suas emoções perante as falhas, buscando responder por seus atos, reparando caminhos ao invés de manter-se na postura de queixume e desvalor pessoal. Será alguém ativo perante si mesmo. Arrependerá, mas não se consumirá em maus sentimentos, mas procurará trabalhar consigo as legítimas emoções que caracterizam uma ação de caridade a si próprio. O remédio para nossos problemas é a caridade.
                Ante o vício afetivo da culpa, percebamos que o perdão e a indulgência são manifestações internas de sentimentos que haveremos de aprender. Trata-se de duas medidas essenciais na arte de administrar os sentimentos, sobre como vencer mágoas e lidar harmoniosamente com os defeitos alheios.
                Aqueles sentimentos relativos à indulgência e ao perdão só serão concretizados nas relações pródigas de ação no bem; isso é a benevolência aplicada. A benevolência é a consolidação das etapas que, inicialmente, operam-se no coração.
                O desajuste entre as realidades (nossas imperfeições e o ideal de perfeição) chama-se neurose. É quando a criatura tem um relativo controle sobre suas potencialidades mentais e afetivas, mas sofre uma pressão interior que o constrange a algum sofrimento em razão desse desajuste. Essa inaceitação da realidade individual traz uma penosa angústia existencial, levando à criação de mecanismos de defesa para amenizar o sofrimento decorrente do encontro com essa parte que não gostaríamos de encontrar. A disparidade entre o modelo proposto pelas diretrizes doutrinárias e aquilo que somos na atualidade gera uma aflição, um desespero mudo, uma insatisfação. É por esse motivo que muitos corações abandonam os ideais logo de início; não querem levar as coisas tão a sério; asseveram que é muito doloroso ter que se olhar e preocupar com essas responsabilidades de conduta.
                Para encobrir nossa inferioridade criamos o orgulho, que nos leva a pensar que somos aquilo que ainda não somos, reduzindo nossa angústia.
Culpa é dor. Amigos sinceros e dispostos ao crescimento mantém-se apenas nas faixas de evitar o mal, participam das realizações de esclarecimento e amparo, e, contudo, sentem-se vazios, deprimidos, infelizes....
                A dor impulsiona a saída da comodidade e da omissão, todavia somente a realização nobre é capaz de sedimentar valores novos que, contribuam para o equilíbrio e o júbilo da alma. É a benevolência!

(continua)
               
MEREÇA SER FELIZ – Superando as ilusões do orgulho
Wanderley S. de Oliveira – Espírito Ermance Dufaux

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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PERDÃO


Ao homem caridoso é fácil ser paciente e afável, perdoar as ofensas que lhe fazem. A misericórdia é companheira da bondade. Para uma alma elevada, o ódio e a vingança são desconhecidos. Paira acima dos mesquinhos rancores, é do alto que observa as coisas. Compreende que os agravos humanos são provenientes da ignorância e por isso não se considera ultrajada nem guarda ressentimentos. Sabe que perdoando, esquecendo as afrontas do próximo aniquila todo germe de inimizade, afasta todo motivo de discórdia futura, tanto na Terra como no espaço.
                A caridade, a mansuetude e o perdão das injúrias tornam-nos invulneráveis, insensíveis às vilanias e às perfídias: promovem nosso desprendimento progressivo das vaidades terrestres e habituam-nos a elevar nossas vistas para as coisas que não possam ser atingidas pela decepção.
                Perdoar é o dever da alma que aspira à felicidade. Quantas vezes nós mesmos temos necessidade desse perdão? Quantas vezes não o temos pedido? Perdoemos a fim de sermos perdoados, porque não poderíamos obter aquilo que recusamos aos outros. Se desejamos vingar-nos, que isso se faça com boas ações. Desarmamos o nosso inimigo desde que lhe retribuímos o mal com o bem. Seu ódio transformar-se-á em espanto e o espanto, em admiração. Despertando-lhe a consciência obscurecida, tal lição pode produzir-lhe uma impressão profunda. Por esse modo, talvez tenhamos, pelo esclarecimento, arrancado uma alma à perversidade.
                O único mal que devemos salientar e combater é o que se projeta sobre a sociedade. Quando esse se apresenta sob a forma de hipocrisia, simulação ou embuste, devemos desmascará-lo, porque outras pessoas poderiam sofrê-lo; mas será bom guardarmos silencia quanto ao mal que atinge nossos únicos interesses ou nosso amor-próprio.
                A vingança, sob todas as suas formas, a guerra, são vestígios da selvageria, herança de um mundo bárbaro e atrasado. Vingar-se é cometer duas faltas, dois crimes de uma só vez; é tornar-se tão culpado quanto o ofensor.
                Abençoemos esses que foram inflexíveis e intolerantes para conosco, que nos despojaram e nos cumularam de desgostos; abençoá-lo-emos porque das suas iniqüidades surgiu nossa felicidade espiritual. Acreditavam fazer o mal e, entretanto, facilitaram nosso adiantamento, nossa elevação, fornecendo-nos a ocasião de sofrer sem murmurar, de perdoar e de esquecer.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

BUSCANDO O REINO DE DEUS - REALIZANDO O PROPÓSITO EXISTENCIAL


            Todos nós estamos no mundo para cumprir o Propósito Existencial, que existe em função da capacidade de sermos co-criadores em sintonia com Deus. A finalidade maior de nossa vida constitui em sermos colaboradores de Deus, contribuindo para a construção de um mundo mais feliz e harmonioso.
            Somente através do amor podemos criar, dentro e em torno de nós, um mundo melhor. Esse é o propósito existencial de todo ser humano. Será realizado de uma maneira própria, individualizada, pois somos seres únicos e temos uma particularidade que faz com que cada pessoa tenha um propósito todo pessoal.
            O objetivo é o mesmo: ser co-criador do amor em todas as nossas ações, desenvolvendo os talentos oferecidos por Deus, para que possamos multiplicá-los (parábola dos talentos).
            Devemos desenvolver os recursos que a vida nos favorece. Estaremos usando aquilo que temos para crescermos como ser. Quanto mais desenvolvermos os talentos, mais recursos teremos. Ao contrário, se não os usarmos bem, até o que temos nos será tirado.
            É fundamental usarmos os nossos talentos com criatividade, dando para a vida em abundância, aquilo que recebemos em abundância. É esse o maior propósito de nossa existência. Quando estamos sintonizados com esse propósito existencial, toda a nossa vida torna-se criativa. Para que isso se dê, é imprescindível a sintonia conosco mesmos, em Essência, para, a partir daí, sintonizarmos com Deus, buscando o seu Reino e a Sua Justiça.

PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
            Alírio de Cerqueira Filho                

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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

OS SOFRIMENTOS

                Os sofrimentos são ocorrências naturais do processo evolutivo, constituindo desafios às resistências dos seres. Nas faixas primárias, nas quais predominam os instintos e as sensações, eles se manifestam em forma de agressivas dores físicas, em ração da ausência de percepção emocional para decodificá-los e atingir as áreas mais nobres do cérebro, igualmente limitado.
                Desse modo, manifestam-se nas criaturas humanas, nos vários aspectos: físicos, morais, emocionais e espirituais. Quanto mais elevado o ser, tanto maior a sensibilidade de que é dotado, possuindo forças para transubstanciá-los e alterar-lhes o ciclo de dor, passando a ser metodologia de educação, de iluminação.
                Inevitáveis, quando no campo físico, decorrem dos processos degenerativos da organização celular e fisiológica, sujeita aos mecanismos de incessantes transformações, como da invasão e agressão dos agentes microscópicos destrutivos.
                No ser bruto, expressam-se em forma de desespero e alucinação, com altas crises de rebeldia. À medida que a sensibilidade se lhe acentua, não obstante a foca de que se revestem, podem ser atenuados pela ação da mente sobre o corpo gerando endorfinas, que, na corrente sanguínea, anestesiando-os, diminuem-lhes a intensidade.
                Os morais são mais profundo, abalam os sentimentos nobres, dilacerando as fibras íntimas e provocando incontida aflição. Impalpáveis, as suas causas permanecem vigorosas, minando as resistências e, não raro, afetando, por somatização, o corpo atuam nos sensíveis mecanismos das emoções, dando lugar a outros distúrbios, os de natureza psicológica. Somente uma forte compleição espiritual se lhes poderá opor, ensejando energias próprias para suportá-los e superá-los.
                A canalização correta do pensamento, isto é, a racionalização deles e aceitação como processo transitório de evolução, torna-se-lhes a terapia mais eficiente, por propiciar renovação íntima e equilíbrio.
                Os de natureza emocional, qual sucede com os demais, têm suas matrizes nas existências passadas, que modelam, nos complexos equipamentos do sistema nervoso, na organização sensorial, por intermédio da hereditariedade, a sensibilidade e as distonias que se exteriorizam como distúrbios psicológicos, psíquicos. Face à anterioridade das suas origens, produzem aflições no grupo social, por motivo da alienação do paciente, agressivo ou deprimido, maníaco ou autista, inseguro ou perseguidor. Somem-se ao fator central, as ressonâncias psicossociais, sócio-econômicas e as interferências obsessivas que darão lugar a quadros patológicos complexos e graves, sem que o enfermo possa contribuir com lucidez para a recuperação. Há exceções, quando as ocorrências permanecem sob relativo controle, facultando erradicação mais rápida.
                Os de natureza espiritual têm a sua gênese total no pretérito, às vezes somadas às atitudes irrefletidas na atualidade. Invariavelmente trazem conexões com seres desencarnados em processos severos de deterioração da personalidade.
                Em qualquer manifestação, os sofrimentos são efeitos do mecanismo evolutivo – desgaste dos implementos orgânicos -, da aprendizagem de novas experiências, da ascensão do ego para o self. Enquanto o ego predominar em a natureza humana, maior soma deles se fará presente, faze à irreflexão, à imaturidade psicológica, ao desajuste em relação aos valores da personalidade.
                Os conflitos, que decorrem de alguns sofrimentos ou que levam a outros tipos de sofrimentos, no ego imaturo encontram mecanismos de evasão da realidade, dando surgimento a patologias especiais.
                A pretexto de ascensão moral e espiritual são engendrados distúrbios masoquistas, fazendo crer que a eleição do sofrimento auxilia na libertação da carne – cilícios, jejuns injustificáveis, macerações, solidão, desprezo ao corpo, castrações, etc – refletindo, não a busca do Si, mas um prazer degenerado, perturbador. Outrossim, quando se impõem os mesmos métodos a outros seres, a pretexto de salvá-los, não há saúde mental nem espiritual na proposta, mas sim, sadismo, cruel.
                O amor lenifica a multidão de pecados, como acentuou Jesus, com a Sua psicoterapia positiva. Ele sofreu, não por desejo próprio, mas para ensinar superação das dores, e, ao jejuar, preparou o organismo para bem suportar os testemunhos morais. Ele encontrava beleza e prazer nos lírios do campo, nas aves do céu, nas redes e pérolas, sendo a Sua mensagem um hino de louvor à vida, à saúde, ao amor. Jamais se reportou à busca do sofrimento como recurso de salvação. Esse acontece por efeito da conduta humana, inevitavelmente, não por escolha de cada um.
                A vida são as expressões de grandiosa harmonia na variedade de todas as coisas.
                O ser humano existe, fadado para a conquista estelar. A saúde plena e o não-sofrimento são as metas que o aguardam no processo de conquista pelos longos caminhos de sua evolução.
                A canalização da mente para o bem – o ideal, o amor – é o antídoto para todos os sofrimentos, porquanto do pensamento para medeia apenas o primeiro passo.

Do livro: AUTODESCOBRIMENTO UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis                                      

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

TEU CARMA


                Teu carma é o efeito daquilo que causaste.
                Modifica teu carma, mudando tuas ações.
                Ao transformares teu modo de ser, transformarás as reações na tua existência.
                Podes modificar o teu carma, aceitando o teu hoje e reprogramando tuas atitudes desagradáveis.
                Ninguém te machuca, tu é que te machucas, mas não percebes; por isso, acusas os outros.
                Ninguém te faz infeliz, tu é que esperas que os outros te façam feliz.
                 A lei do retorno, isto é, a ciclicidade inexorável do tempo, faz com que tudo sempre volte ao ponto de partida.
                Analisa atentamente a ligação entre situações, idéias e acontecimentos. Observa o nexo causal de tudo o que acontece em tua existência e verás que não são os fatos de vidas passadas que te complicam a existência na atualidade, e sim a perpetuação dos velhos modos de pensar e de agir, das crenças incoerentes e dos pontos de vista contraditórios.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

ONDE ESTÁ DEUS?


                Narra uma antiga história popular que um modesto trabalhador braçal encontrava-se no seu trato de terra lavrando-o, em um amanhecer de beleza arrebatadora, quando se lhe acercou um indivíduo citadino muito bem vestido, materialista confesso, que, impossibilitado de conter a emoção e a arrogância diante do festival de cor, som e magia que a natureza lhe apresentava, perguntou-lhe:
                - Camponês, tu crês em Deus?
                - Sim, senhor, eu crio em Deus! – respondeu-lhe o homem simples.
                - Então, nesta manhã maravilhosa, mostra-me um lugar onde Deus se encontra – e sorriu, sarcástico.
                O homem humilde olhou em volta, enquanto se apoiava ao cabo da enxada, e depois, com naturalidade, respondeu:
                Senhor, eu não sou capaz de mostrar um lugar onde Deus se encontra nesta paisagem iluminada. No entanto, eu peço ao senhor para mostrar-me um lugar onde Deus não está.

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sábado, 18 de fevereiro de 2012

LAÇOS AFETIVOS

O filho hoje acolhido com tanto carinho e amor é o(a) companheiro(a) de outrora retornando para dar continuidade ao trabalho evolutivo. Estamos na Terra em processo de aprendizado e corrigenda, e para tal, precisamos encontrar novamente os comparsas de nossos erros ou os afetos que nos fortalecem ou, ainda, os que se nos fizeram inimigos.




REENCARNAÇÃO:
ENCONTRO DAS ALMAS NO LAR

 É no LAR que se iniciam nossas lutas.
 Os filhos são espíritos a nós ligados pelos laços da afeição ou pelos laços da reparação.
 Acolher bem esses espíritos é auxiliar os que amamos a vencer e os que atada não amamos a cultivarem um laço de carinho para conosco (auxiliando-os também a superarem seus problemas espirituais.
 Isto, sem esquecermos que encontramos as crianças no lar no mesmo ponto em que as deixamos no passado: vícios, preguiça, orgulho, delinqüência, ilusão, como também na afeição, trabalho, amor, etc.
 Quando os pais passam a entender os mecanismos reencarnatórios, começam a lidar melhor com as variadas situações que vivem no dia-a-dia, analisando melhor as diferenças imensas entre seus filhos, as tendências tão diversas, os sentimentos de apego, posse, aversão, as preferências, o desabrochar das emoções, as reações automáticas, os hábitos cristalizados, a profunda personalidade individual de cada um.
 Isto, além das experiências que cada um viverá ao longo da vida, no campo do sofrimento ou das oportunidades de facilidades materiais, evidenciando distorções que somente a reencarnação explica.

REENCONTRO DE ESPÍRITOS SIMPÁTICOS OU ANTIPÁTICOS

       "Nos elos da consangüinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação".
      Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no bem, através das experiências afetivas nobres, do companheirismo nas tarefas elevadas, nos núcleos de trabalho renovador, no carinho, na convivência fraterna e saudável, no respeito, na sexualidade equilibrada, nas experiências bem aproveitadas sob o aspecto espiritual, cultivamos simpatias, construímos afetos que serão amigos e companheiros, nos encontrando no lar, se transformarão no pai desvelado, na mãe carinhosa, no esposo dedicado, na esposa abnegada, no filho amoroso, no parente simpático, no irmão protetor.
      “A união e a afeição que existem entre pessoas  parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou”.

FINALIDADES DO REENCONTRO NO LAR

        O Reencontro das almas no cadinho doméstico será uma bênção que Deus nos faculta, através dos mecanismos de sua Lei.
     Muitas almas com as quais trazemos problemas do passado hoje surgem como o filho amado que nos inspira carinho, ternura e atenção, ensinando-nos a amá-los e abraçá-lo, superando divergências do passado.
    Criaturas com problemas afetivos reencontram-se como cônjuges, como pais e filhos, como irmãos, sendo convidados à transformação da sombra em luz, libertando-se das algemas do ódio e da vingança, aprendendo no perdão a lição de amor.
      Aos pais que hoje choram pelo filho rebelde, pelo rebento ingrato, cortando e ferindo seus corações, o Espiritismo conforta ao trazer-nos a realidade de que toda semente nobre lançada na terra dos corações jamais será perdida. Todas as boas palavras ditas, todos os exemplos nobres, todos os bons momentos vividos, todas as lições transmitidas, estarão aguardando o momento certo de germinarem e auxiliarem este irmão, ora entorpecido, a prosseguir em sua jornada.
     Só não tenhamos o remorso pela falta de dedicação à tarefa educativa, nem a mágoa ou o rancor por aquele que Deus nos confiou e não nos soube compreender o devotamento.
     Façamos o melhor e deixemos a Deus o que estiver acima de nossos limites. Ele saberá, através da reencarnação, reconduzir ao rebanho a ovelha perdida.
    Finalizaremos com o belo convite de Emmanuel: “Recebamos, na criança de hoje, em pleno mundo físico, o companheiro do pretérito que nos bate à porta do coração, suplicando reajuste e socorro. (...). Estendamos a luz da educação e do amor, diminuindo as sombras da penúria e da ignorância”.

 Livro: Um desafio chamado Família

Extraído do blog: http:/grupoevangespirita.blogspot.com


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SELINHO GANHO


Selinho ganho da amiga Elaine do blog Meu Mundinho Louco.

http://meumundinholouco.blogspot.com/

                                           

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

EFETIVAMENTE

Vigiar não é desconfiar. É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.

Defender não é gritar. É prestar mais intenso serviço às causas e ás pessoas.

Ajudar não é impor. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo.

Ensinar não é ferir. É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz.

Renovar não é destruir. É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.

Esclarecer não é discutir. É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.

Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar aos próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

DIFICULDADES NA TAREFA III


Sob o comando de Jesus, as dificuldades tornam-se conquistas valiosas, assim como os cardos na primavera cobrem-se de delicadas flores.
            A tua é a tarefa de servir e não dispões de outros meios, senão esses que te induzem a produzir sempre mais com entusiasmo e alegria. Mesmo quando o serviço não te corresponda ao aspirado, permanece em júbilo pela honra de haveres sido convidado para a sua execução, sem nenhum tipo de conflito.
            Diante daqueles que produze confusão e espalham desavenças, mantém-te em paz interior e ajuda-os com bondade, porque eles estão enfermos e ignoram a doença que os devora.
            Ninguém é infeliz pelo desejo de o ser, mas por circunstância que às vezes lhe escapa ao discernimento. É certo que se é responsável pelas ocorrências infelizes a que dá lugar, assim como pelos deslizes a que se entrega. Essa, no entanto, é uma questão que diz respeito a cada um e não ao teu julgamento. A ti compete auxiliar sempre e compadecer-te continuamente dos maus e dos males que engendram.
            Rejubila-te, sem queixa, pela oportunidade de aplicares o tempo que o Senhor te concede na construção da nova humanidade, na qual te encontras.
            Recorda-te do apóstolo Paulo nas suas duras peregrinações a serviço do evangelho, assim como de todos aqueles que se tornaram cantores de Deus, apresentando a mensagem libertadoras.
            Imita-os e homenageia-os, por haverem preparado o caminho pelo qual hoje percorres com facilidade, enquanto eles tiveram os pés e as almas dilaceradas pela aspereza do solo e pela perversidade humana dominante na época em que viveram.
            De certo modo, os tempos ainda são muito parecidos, e, por isso mesmo, estás convocado para o ministério.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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