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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 30 de julho de 2012

HOJE É DIA DE FESTA

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Mais um ano se passou e continuamos seguindo nosso objetivo, que é a divulgação da doutrina espírita.
Ficamos felizes em manter o nosso eixo, assim como pelos amigos que fizemos durante esses 2 anos.
Então.... Hoje é dia de muita comemoração e alegria.
Queremos estender a todos os amigos essa felicidade, assim como agradecer pelas visitas, comentários e seguidores.
Muita, muita, muita paz a todos!

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domingo, 29 de julho de 2012

O TORMENTO DO EGOÍSMO III


Das nascente do ser botam as moções, a princípio violentas, como resultado das experiências afligentes, tornando-se a pouco e pouco equilibradas e propiciadoras de felicidade.
            Na razão direta em que o espírito desabrocha a consciência e a perfeita lucidez em torno dos objetivos essenciais da sua existência na Terra, o egoísmo vai diluindo-se e cedendo lugar à solidariedade, por facultar a vivência das emoções mais elevadas, aquelas que santificam o ser no exercício da autêntica caridade.
            Passa a reconhecer o seu real valor de aprendiz da vida, facultando-se a solidariedade de que necessita, a fim de mais amplamente penetrar nas razões profundas do existir.
            Não se jacta nem se subestima, permanecendo identificado com a realidade que o cerca e procurando alcançar os patamares mais nobres da evolução.
            A humildade surge-lhe naturalmente enquanto compreende a grandeza da vida e o seu real papel de cooperador na obra magnífica da Criação.
            A alegria de viver adorna-o, dando-lhe um suave encantamento em tudo quanto faz e sente, porque se reconhece membro efetivo do conjunto universal.
            Enquanto se atormenta nas sensações do medo, da incerteza e das suspeitas, a prepotência alucina-o, porém, quando percebe que a sua segurança encontra-se no ser e não no poder, nos valores internos e não nas aquisições de fora, passa automaticamente para os comportamentos pacíficos e pacificadores.
            Colocando-se a serviço do bem, é dúctil à verdade e ao dever, não elegendo postos nem lugares de destaque, mas dispondo-se a trabalhar em qualquer setor em que seja colocado, aí dando mostras da felicidade de produzir.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sábado, 28 de julho de 2012

O TORMENTO DO EGOÍSMO II


O egoísmo é virose perigosa que ataca a sociedade contemporânea, qual ocorreu em todas as épocas da história da humanidade.
            Combatido pela ética e pela moral, tem sido motivo de cuidados especiais por todas as doutrinas religiosas, especialmente pelo cristianismo, que nele encontra um perverso adversário da solidariedade, do amor e da autêntica caridade.
            O espiritismo, na sua condição de restaurador do pensamento de Jesus, tem-no na condição de cheiro desagradável, que necessita de terapia preventiva muito bem elaborada e tratamento persistente depois que se encontra instalado.
            Não ceder espaço ao egoísmo, sob qualquer forma em que se manifeste, deve ser a atitude do cristão sincero, do espírita consciente das suas responsabilidades.
            Evitar agasalhá-lo em qualquer dos seus disfarces é uma forma segura de acautelar-se da sua vigorosa opressão.
            Não foram poucos os missionários do bem que se permitiram tombar nas artimanhas nefastas do egoísmo, conforme hoje sucede em todos os segmentos da sociedade.
            O altruísmo, que lhe é o oposto, constitui-lhe estímulo vigoroso para a união do eixo psicológico fragmentado, fazendo que o bem e o mal encontrem a emoção comum do amor que lhes é a meta a conquistar.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

O TORMENTO DO EGOÍSMO I


Desde o momento em que houve a separação do self com o ego, que o eixo de equilíbrio ficou fragmentado.
            O esforço de crescimento intelecto-moral do ser humano deve ser o logro da perfeita identificação desses dois modelos que funcionam como princípio explicativo da realidade material com a sua consequente fusão harmônica proporcionadora do equilíbrio emocional.
            Infelizmente, porém, remanescendo os instintos agressivos em predomínio na psique humana, o ego assume a diretriz do comportamento, trazendo sempre à tona os conflitos de insegurança, de insatisfação, de morbidez que são decorrência dos períodos ancestrais percorridos antes do surgimento das emoções superiores.
            Em razão dessa governança perturbadora, o ego está sempre vigilante e dominador, em luta contínua para manter-se, assessorado pelo medo de perder a posição que desfruta.
Disfarçando-se  com habilidade, torna-se agressivo, porque é receoso, exibe as qualidades que não possui, exatamente para superar o complexo de inferioridade em que estorcega, reconhecendo a sua incapacidade para vôos mais altos no conhecimento e na emoção, atribuindo-se direitos e privilégios que teme lhe sejam retirados, pouco, no entanto, preocupando-se com os deveres que lhe dizem respeito.
            É o ego que se cerca de presunção e de avareza, de ciúme e de desfaçatez, de suspeitas constantes e de censuras aos outros, de forma que não se torne conhecido, permanecendo na obscuridade dos seus propósitos enfermiços.
            Pode manifestar-se gentil  com certa autenticidade, ocultando, porém, interesses mesquinhos, quais os de autopromoção e de exibicionismo, reagindo sempre quando não recebendo a resposta a que aspira nas suas artimanhas. Faz-se, então, adversário soez e persistente de todos aqueles que lhe não concedem o valor que se atribui, podendo tornar-se violento e insano.
            Identificando, logo se permite exteriorizar todas as mazelas que lhe são peculiares, tecendo redes de intrigas, fomentando a maledicência, esforçando-se pela divisão dos grupos, quando então mais fácil se lhe torna o domínio.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A PROGRESSIVIDADE DA REVELAÇÃO DIVINA

Há uma opinião generalizada de que, sendo a Bíblia um livro de inspiração divina, tudo o que nela se contém, de capa a capa, forma um bloco indiviso, uma unidade indecomponível, um repositório de verdades eternas, e que, rejeitar-lhe uma palavra que seja, seria negar aquele seu caráter transcendente.
                É preciso, entretanto, dar-nos conta de que entre a época em que foi escrito o Pentateuco de Moisés e aquela em que João escreveu o Apocalipse, decorreram séculos, durante os quais a Humanidade progrediu, civilizou-se e sensibilizou-se, devendo ter ocorrido, paralelamente com esse desenvolvimento, um acréscimo correspondente nos valores morais da Revelação Divina, como de fato ocorreu.
                Por outro lado, sendo o progresso constante e infinito, essa revelação, necessariamente, também deve ser ininterrupta e eterna, não podendo haver cessado, por conseguinte, com o último livro do Novo Testamento.
                Certo, sendo Deus a perfeição absoluta, desde a eternidade, sempre revelou o que é perfeito, mas os recipientes humanos da antiguidade receberam imperfeitamente a perfeita revelação de Deus, devido à imperfeição desses humanos recipientes, porquanto, o quer que é recebido, é recebido segundo o modo do recipiente. Se alguém mergulhar no oceano um dedal, vai tirar, não a plenitude do oceano, mas a diminuta fração correspondente ao pequenino recipiente do dedal. Se mergulhar no mesmo oceano um recipiente de litro, vai tirar da mesma imensidade medida maior de água. O recipiente não recebe segundo a medida do objeto, mas sim segundo a medida do sujeito. Na razão direta que o sujeito recipiente ampliar o seu espaço, a sua receptividade, receberá maior quantidade do objeto.
                Aos homens das primeiras idades, extremamente ignorantes e incapazes de sentir a menor consideração para com os semelhantes, entre os quais o único tipo de justiça vigente era o direito do mais forte, não poderia haver outro meio de sofrear-lhes os ímpetos brutais senão fazendo-os crer em deuses terríveis e vingativos, cujo desagrado se fazia sentir através de tempestades, erupções vulcânicas, terremotos, epidemias, etc, que tanto pavor lhes causavam.
                O sentimento religioso dos homens teve, pois, como ponto de partida, o temor a um poder extraterreno , infinitamente superior ao seu.
                E foi apoiado nisso que Moisés pôde estabelecer a concepção de Jeová, uma espécie de amigo todo-poderoso, que, postando-se à frente dos exércitos do povo judeu, ajudava-o em suas batalhas, dirigia-lhe os destinos, assistia-o diuturnamente, mas exigia dele a mais completa fidelidade e obediência, bem assim o sacrifício de gado, aves ou cereais, conforme as posses de cada um.
                Era como levar os homens à aceitação do monoteísmo e encaminhá-los a um princípio de desapego dos bens materiais, que tinham em grande apreço.
                O Velho-Testamento oferece-nos um relato minucioso dessa etapa da evolução humana. Vê-se, por ali que o Deus de Abraão e de Isaac é uma divindade zelosa dos israelitas, que faz com eles um pacto (Êx., 34:10), pelo qual se compromete a obrar prodígios em seu favor, mas que, ciumento, manda passar à espada, pendurar em forcas ou lapidar os que se atrevam a adorar outros deuses e, com requintes de um mestre-cuca, estabelece como preparar e executar os holocaustos em sua memória ou pelos pecados do seu povo.
                Por essa época, conquanto fossem, talvez, os homens mais adiantados espiritualmente, os judeus não haviam atingido ainda um nível de mentalidade que lhes permitisse compreender que, malgrado a diversidade dos caracteres físicos e culturais dos terrícolas, todos pertencemos a uma só família: a Humanidade.
                E porque não pudessem assimilar lições de teor mais elevado, a par das ordenações de Moisés, especificamente nacionais, que tinham por objetivo levá-los a uma estreita solidariedade racial, e regas outras, oportunas, porém transitórias, que servissem para discipliná-los durante o êxodo, receberam, também, a primeira grande revelação de leis divinas – o Decálogo – que lhes prescrevia o que não deviam fazer em dano do próximo.

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

SOBRE A MORTE III

Desencarnar É Um Processo Doloroso?
Não mais do que as dores e dificuldades que muitas vezes experimentamos aqui na Terra. Depende muito de como a pessoa encara os acontecimentos e das condições que ela tenha para os solucionar ou suportar.
                É comum o recém-desencarnado sentir inicialmente uma certa perturbação.

Por Que a Perturbação? Não Estamos Voltando ao Nosso Verdadeiro Mundo? Tudo Deveria Ser Muito Natural.
Deveria e assim acontece com os espíritos mais evoluídos. Mas, geralmente, prendemo-nos demais às sensações físicas durante a vida do corpo, canalizamos muito as sensações em nossos órgãos dos sentidos. Desencarnados, ainda queremos continuar a ver com os olhos, ouvir com os ouvidos, sentidos corpóreos que já não temos. Por isso, de início não percebemos bem o novo plano em que passamos a viver. Temos de habituar-nos às percepções perispirituais em vez das percepções dos sentidos materiais.
                É uma readaptação ao plano do espírito. Quando nascemos na Terra, levamos algum tempo adaptando-nos ao novo corpo. Ao desencarnar, também precisamos de uma fase de readaptação ao plano espiritual.

Demora Muito Essa Readaptação ao Mundo Espiritual?
A duração vai depender da evolução do espírito. Para alguns, breves instantes bastam. Para outros, demora até o equivalente a muitos dos nossos anos terrenos.
                Quem não se preparou para a vida espiritual sentirá maior dificuldade em se readaptar ao novo plano de vida, razão por que há espíritos que se comunicam dizendo estarem perturbados, desorientados.
                Quem se preparou bem passa rapidamente pela fase e logo se sente readaptado ao plano espiritual.
                O preparo para a vida espiritual vem do cultivo de nossas faculdades de espírito e da busca do equilíbrio com as leis da vida. Para isso, nada melhor do que manter a conduta moral cristã.

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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terça-feira, 24 de julho de 2012

SOBRE A MORTE II


Como Encarnamos
A ligação do espírito com a matéria dá-se por meio do perispírito e faz-se desde a concepção.
                Ligado ao ovo, o perispírito vai servir de molde para a formação do corpo material, sendo utilizados nessa formação os elementos hereditários fornecidos por pai e mãe. As células multiplicam-se em obediência às leis da matéria em conformidade com a influência que o perispírito do reencarnante exerce.
                Quando o corpo apresenta condições de vida independente do organismo materno, dá-se o nascimento físico.

A Desencarnação
A carga vital, que havíamos haurido ao encarnar, um dia se esgotará, acarretando a morte física. Esse esgotamento ocorre por velhice, por excessos e desregramentos ou porque uma doença ou acidente danifiquem o corpo material de modo irrecuperável.
                Morto o corpo, vem o desprendimento perispiritual, que começa a fazer sentir seus efeitos pelas extremidades do organismo. Desatam-se os laços fluídicos nos centros de força, sendo o centro cerebral o último a se desligar.
                Às vezes, médiuns vêem o desprendimento dos fluídos perispirituais, que vão formando um outro corpo – o fluídico – acima dos agonizantes.

Por Que Temos de Morrer? Não Poderíamos Ficar Vivendo Para Sempre na Terra?
O objetivo do espírito não é permanecer no plano terreno. Seu ambiente natural e definitivo é o plano espiritual.
                O espírito encarna em mundos corpóreos para cumprir desígnios divinos. Deus quer que o espírito cumpra uma função na vida universal e, ao mesmo tempo, vá desenvolvendo-se intelectual e moralmente.
                Cada encarnação só deve durar o tempo suficiente para que o espírito cumpra a tarefa que lhe foi designada e enfrente as provas e expiações que mais sejam necessárias à sua evolução, no momento.
                Depois de cada encarnação, o espírito desliga-se da vida terrena e retoma o seu estado natural, que é o de espírito liberto.
                No intervalo entre duas encarnações, o espírito vive de modo muito mais amplo do que quando encarnado, porque o corpo lhe limitava um tanto as percepções e atividades espirituais.
                Então, avalia os resultados da encarnação que findou e prossegue aperfeiçoando-se espiritualmente na vida do além.
                Encarnará novamente, quando isso se fizer necessário e oportuno para a continuidade de seu progresso intelectual e moral e para o cumprimento da função que Deus lhe designar na vida universal.

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

SOBRE A MORTE I


Morrer É Mudar Continuando em Essência o Mesmo
Costuma-se simbolizar a morte por um esqueleto chacoalhante (o que restaria do corpo), armado de foice (com que cortaria o fio da vida), portando uma ampulheta (para contar o tempo de vida das criaturas) e vestindo um manto preto (em que a pessoa que morreu seria escondida para sempre de nós).
                Será a morte feia e terrível assim?

O Que a Morte Parece Ser
Pra os materialistas, que somente acreditam na matéria, a morte é o fim da vida nos seres, a completa e irresistível desorganização dos corpos, o fim de tudo.
                Mesmo entre os espiritualistas, grande parte encara a morte com temor. Crêem em algo além do corpo, mas apenas de modo teórico. Como não se utilizam do intercâmbio mediúnico, falta-lhes a experiência pessoal, as provas quanto à sobrevivência do espírito. Em conseqüência, a morte parece-lhes porta de entrada para o desconhecido. E nada mais assustador do que aquilo que não se conhece.

O Que a Morte Realmente É
A morte é apenas o processo pelo qual o espírito se desliga do corpo que perdeu a vitalidade e não lhe pode mais servir para a sua manifestação no mundo terreno.
                O espírito não morre quando o corpo morre. Não depende dele para existir. Antes de encarnar neste mundo, o espírito já existia e vai continuar existindo depois que o corpo morrer.
                Desligado do corpo que morreu, o espírito continuará a viver, em condições diferentes de manifestação, em outro plano de atividades: o mundo espiritual, sua pátria de origem.
                Para entendermos bem isso, recordemos como é que encarnamos e desencarnamos.

(continua)

AS MÃES DE CHICO XAVIER
Saulo Gomes (organizador)


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quarta-feira, 18 de julho de 2012

AGORA

                Teu agora é a melhor chance que Deus te deu para fazeres nova avaliação de teu conceito de fidelidade, de amizade, de respeito, de amor, de finanças e de prosperidade, de morte física ou moral, de desilusão, de desapego.
                Hoje é o tempo de mudança, agora é a melhor hora para mudar.
                No ranking de mudança, o tempo sempre introduz novidades; quer dizer, a cada instante traz algo que não era feito antes. Ele ocupa a posição número um, sendo considerado o grande inovador no mundo.
                A existência humana nada mais é do que uma rede tecida através do tempo pelos fios de hábitos. Essa rede é geralmente muito tênue para ser notada, e muitas vezes forte demais para ser rompida.
                Reflete, reelabora e refaze teus ideais, idéias e crenças. Hoje é teu melhor momento para ouvires a voz da renovação.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     

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terça-feira, 17 de julho de 2012

HISTÓRIA - Uma Questão de Confiança


                Certa feita, estava um grupo de pessoas divertindo-se em um confortável e seguro cruzeiro quando uma tempestade com forte ventania ameaçava a segurança do navio. A tripulação assustada começava a se movimentar tentando encontrar um local seguro e um garotinho que estava no convés, permanecia tranqüilo, brincando com seus soldadinhos de chumbo.
                No corre-corre alguém disse:
                - Garoto, você não vai se mexer? A ventania está forte, o navio pode virar. Você não fica assustado?
                O garoto calmamente respondeu:
                - Meu pai é o comandante do navio e eu confio no comando dele.

Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva


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segunda-feira, 16 de julho de 2012

APRENDA COM A NATUREZA

Resplandece o Sol no alto, a fim de auxiliar a todos.

As estrelas agrupam-se em ordem.

O céu tem horários para a luz e para a sombra.

O vegetal abandona a cova escura, embora continue ligado ao solo, buscando a claridade, a fim de produzir.

O ramo que sobrevive à tempestade cede à passagem dela, mantendo-se, não obstante, no lugar que lhe é próprio.

A rocha garante a vida no vale, por resignar-se à solidão.

O rio atinge os seus objetivos porque aprendeu a contornar obstáculos.

A ponte serve ao público sem exceções, por afirmar-se contra o extremismo.

O vaso serve ao oleiro, após suportar o clima do fogo.

A pedra brilha, depois de sofrer as limas do lapidário.

O canal preenche as suas finalidades, por não perder o acesso ao reservatório.

A semeadura rende sempre, de acordo com os propósitos do semeador.

Do livro: Agenda Cristã – Chico Xavier/André Luiz

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domingo, 15 de julho de 2012

SOFRIMENTO DOS ANIMAIS

P: Como é o sofrimento de um animal quando desencarna vitimado de um câncer ou um envenenamento?
R: Quando o animal sofre alguma agressão física ou enfermidade grave, que resulta na perda da vitalidade do corpo e na sua consequente morte, as lembranças do sofrimento dos momentos derradeiros podem influir no tempo necessário para a preparação prévia do Espírito animal reencarnante. No entanto, o sofrimento e a dor são somente percebidos pelo corpo físico e não pelo Espírito, que não sente dor. Esta é uma interpretação de nosso sistema nervoso, que pode ser maior para uns e menor para outros e serve de aprendizado ao Espírito que está estagiando no mundo físico. De qualquer modo, os animais, como Espíritos encarnados, ficam sujeitos às dores porque, assim como nós, aprendem muito com as situações de sofrimento, pois vivemos em um mundo primitivo e a dor ainda é comum. Eles têm mais contato com ela do que com as alegrias neste planeta. Enfermidades como os cânceres ocorrem mais frequentemente provocados por nós mesmos. A alimentação inadequada, por exemplo, é uma das causas. Os envenenamentos acidentais são uma prova para eles, que aprenderão com isso. Os envenenamentos provocados são também aprendizados, mas estas dívidas que acumularemos precisarão ser quitadas com eles posteriormente. O sofrimento dos animais é mais físico do que moral, pois a sua noção moral ainda é embrionária. Somente aqueles que já possuem rudimentos de moral (animais superiores como elefantes, golfinhos, alguns macacos e outros) sofrem assim. Os sofrimentos físicos cessam com a morte do corpo e as lembranças da dor são quase todas apagadas ou amenizadas. Assim que desencarnam as dores não são mais percebidas.

Marcel Benedeti – Site Comunidade Espírita

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sábado, 14 de julho de 2012

O ADOLESCENTE E O NAMORO III


O período do namoro, é preparatório, a fim de predispor os adolescentes ao conhecimento das suas funções orgânicas, que podem ser bem direcionadas e administradas sem vilania, mantendo o alto padrão de  consciência em relação ao seu uso.
As carícias se encarregam de entretecer compensações afetivas e preencher lacunas do sentimento, traduzindo a necessidade do companheirismo, da conversação, da troca de opiniões, do intercâmbio de aspirações.
O mundo começa também a ser descoberto e programas são delineados, nesse comenos afetuoso, tendo em vista a possibilidade de estar próximo do ser querido e com ele compartir dores e repartir alegrias.
As dificuldades e conflitos íntimos, face à aproximação afetiva, são debatidos e buscam-se fórmulas para superá-los e resolvê-los. Um auxilia o outro e abrem-se os corações, pedindo auxílio recíproco.
Quando isso não ocorre, há todo um jogo de mentiras e aparências que não correspondem à realidade, e cada um dos parceiros pretende demonstrar experiências que não consolidou, e que se encontram na imaginação, como decorrência de informações incorretas ou de usos inadequados, que exalta, tornando-se agressivo e primário, sem a preocupação de causar ou não trauma no parceiro.
Merece considerar, também, que nessa fase, o jovem desperta para as suas faculdades paranormais, suas inseguranças e ansiedades estão em desordem, propiciando, pela natural lei de causa e efeito, a aproximação de antigos comparsas, que procedem de reencarnações passadas e agora se acercam para darem prosseguimento a infelizes obsessões, particularmente na área sexual.
Grande número de adversários espirituais é constituído de afetos abandonados, traídos, magoados, infelicitados, que não souberam superar o drama e retornam esfaimados de paixões negativas, buscando aqueles que lhes causaram danos, a fim de se desforçarem, investindo, desse modo, furiosos e cruéis, contra quem lhes teria prejudicado.
Esse é um capítulo muito delicado, que não pode ser deixado à margem, merecendo análise especial.
Assim, o namoro preenche a lacuna da imaturidade e propicia renovação psicológica e conforto físico, sem ardência de paixão, nem frustração amorosa  antes do tempo.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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sexta-feira, 13 de julho de 2012

O ADOLESCENTE E O NAMORO II

As artes, em geral, a literatura, a poesia, a estética descobriram na afetividade juvenil suas verdadeiras musas, que passaram a contribuir em favor do enriquecimento da vida, através das lentes róseas dos enamorados. Todo um mundo dourado e azul, trabalhado nas estrelas e no luar, no perfume das flores e nos favônios dos entardeceres, aparece quando os jovens se encontram e despertam intimamente para a afetividade.
O recato, a ternura, a esperança, o carinho e o encantamento constituem as marcas essenciais desses encontros abençoados pela vida. As dificuldades parecem destituídas de significado e os problemas são teoricamente de soluções muito fáceis, convidando à luta com que se estruturam para os investimentos mais pesados do futuro.
O desconhecimento do corpo e a inexperiência da sua utilização, nesse período, cedem lugar a um descobrimento digno, compensador, que predispõe aos relacionamentos tranquilos, estimulantes.
Igualmente nesse curso do namoro se identificam as diferenças de interesse, de comportamento psicológico, de atração sexual e moral, cultural e afetiva.
O adolescente, às vezes, encantador, que desperta sensualidade nos outros, no convívio pode apresentar-se frívolo, vazio de idealismo, desprovido de beleza, que são requisitos de sustentação dos relacionamentos, e logo desaparece a atração, que não passava de estímulo sexual sem maior significado.
Quando o namoro derrapa em relacionamento do sexo, por curiosidade e precipitação, sem a necessária maturidade psicológica nem a conveniente preparação emocional, produz frustração, assinalando o ato com futuras coarctações, que passam a criar conflitos e produzir fugas, gerando no mundo mental dos parceiros receios injustificáveis ou ressentimentos prejudiciais.
Não raro, esses choques levam a práticas indevidas e preferências mórbidas, que se transformam em patologias inquietantes na área do comportamento sexual.
É natural que assim suceda, porque o sexo é departamento divino da organização física, a serviço da vida e da renovação emocional da criatura, não podendo ser usado indiscriminadamente por capricho ou por mecanismos de afirmação da polaridade biológica de cada qual.
O indivíduo tem necessidade de exercer a função sexual, como a tem de alimentar-se para viver. Não obstante essa função, porque reprodutora, traz antecedentes profundos fixados nos painéis do Espírito, arquivados no inconsciente, que não interpretados corretamente se encarregam de levá-lo a transtornos psicóticos significativos.

(continua)

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

O ADOLESCENTE E O NAMORO I


           Na fase da adolescência, a atração sexual é portadora de alta carga de magnetismo.
Surge, inesperadamente, a necessidade de intercâmbio afetivo, que o jovem ainda não sabe definir. Os interesses infantis são superados e as aspirações acalentadas até então desaparecem, a fim de cederem lugar a outras motivações, normalmente através do relacionamento interpessoal. Os hormônios, amadurecendo e produzindo as alterações orgânicas, também trabalham no psiquismo, desenvolvendo aptidões e anseios que antes não existiam.
Nesse momento, os adolescentes olham-se surpresos, observam as modificações externas e descobrem anseios a que não estavam acostumados. São tomados de constrangimento numa primeira fase, depois, de inquietação, por fim, de certa audácia, iniciando-se as experiências dos namoros.
Referimo-nos ao processo natural, sem as precipitações propostas pelas insinuações, provocações e licenças morais de toda ordem que assolam o mundo juvenil, conspirando contra a sua realização interior.
Estimulados por essa falsa liberdade, mentalmente alertados antes de experimentarem as legítimas expressões do sentimento, atiram-se na desabalada busca do sexo, sem qualquer compromisso com a emoção, transtornando-se e perdendo a linha do desenvolvimento normal, passo a passo, corpo e mente.
Prematuramente amadurecidos, perdem o controle da responsabilidade e passam a agir como autômatos, vendo, no parceiro, apenas um objeto de uso momentâneo, que deve ser abandonado após o conúbio, a fim de partir na busca de nova companhia, para atender a sede de variação promíscua e alienadora.
O namoro é uma necessidade psicológica, parte importante do desenvolvimento da personalidade e da aprendizagem afetiva dos jovens, porquanto, na amizade pura e simples são identificados valores e descobertos interesses mais profundos, que irão cimentar a segurança psicológica quando no enfrentamento das responsabilidades futuras.
Trata-se de um período de aproximação pessoal, de intercâmbio emocional através de diálogos ricos de idealismos, de promessas — que nem sempre se cumprem, mas que fazem parte do jogo afetivo — e sonhos, quando a beleza juvenil se inspira e produz.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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quarta-feira, 11 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER IV


Cientistas e religiosos, pensadores e artistas presunçosos, apesar das façanhas grandiosas que realizaram, não sabendo conduzir-se no poder natural que a vida lhes oferece, são vencidos pelo temo que a tudo ilusório dilui na inelutável marcha da realidade.
            Onde se encontram Pilatos, que humilhou Jesus, os insurgentes membros do Sinédrio que se fizeram responsáveis pela sua crucificação, os reis pomposos e construtores de impérios que foram consumidos, soterrados ou cobertos pelas águas dos oceanos, os hábeis cabos de guerra que semearam o terror no mundo, os intelectuais zombeteiros e os artistas desvairados, os religiosos insensíveis e os políticos que governaram com crueldade?
            A morte a todos os venceu, no entanto o Mártir da Cruz, as vítimas das guerras de toda expressão, os vencidos pelas artimanhas e pela astúcia dos instintos ferozes e das inteligências desenfreadas permanecem na memória da Terra como exemplos a serem seguidos, verdadeiros heróis que se glorificaram pela coragem de lutar, perseverando nos seus ideais.
            Não é fácil superar a tendência para o poder, para o domínio, para a submissão dos outros aos ditames das suas paixões inferiores.
            Pessoas simples, idealistas e lutadores dedicados logo se tornaram conhecidos ou destacados no meio em que se encontram, infelizmente sem as resistências morais para as circunstâncias, curvam-se na aceitação do falso poder que supõem agora dispor, e modificam-se, agindo com a mesma insensatez daqueles que antes combateram.
            Assim, muitos regimes e credos que, perseguidos, são fielmente exercidos, mas logo que aceitos, adoram os infelizes comportamentos e artifícios daqueles dos quais se afastaram.
            O exemplo mais crucial é o do cristianismo antes, quando odiado pelo poder romano, e depois, quando aceito pelo mesmo decadente poder, que nele encontrou as forças para sobreviver por mais um pouco, desaparecendo na razão direta em que ascendeu aos vazios dos antigos perseguidores para a lamentável governança terrestre.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 10 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER III

O poder, que é fascinante pelos favores que proporciona àquele que se julga capaz de solucionar tudo, é de grave responsabilidade para quem o exerce.
            Nos mais variados campos do comportamento humano destacam-se indivíduos exponenciais que, amados ou invejados, passam, queiram ou não, a exercer influência em relação aos demais que os tomam como líderes e exemplos.
            As garantias para o exercício consciente ou não desse destaque são a estrutura moral, a capacidade de discernimento, a fim de não se permitirem a bajulação que envilece o caráter nem entrarem em competições que corrompem.
            A sã consciência dos valores que os caracterizam dá-lhes robustez para prosseguirem no rumo elegido, sem tornar-se presunçoso ou temerário, reconhecendo os limites que possuem e a grande necessidade de mais desenvolverem a capacidade que lhe confere os títulos de enobrecimento.
            Quando isso não ocorre, é exercido o poder que submete os outros e os amesquinham, que os necessitam e os desconsideram, que se nutre das suas energias e admiração enquanto os subestimam.
            Encontramos essa infeliz conduta naqueles que, despreparados para as vitórias nas áreas em que se movimentam, ao alcançá-las fazem-se prepotentes, avaros, déspotas, tornando-se novos Golias que sucumbirão nos confrontos com Davis existenciais, que embora desconsiderados os alcançam e os suplantam.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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segunda-feira, 9 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER II

Com a aquisição da razão, o pensamento filosófico passou a divulgar a necessidade dos direitos humanos, porque a quase totalidade dos seres humanos sempre se encontrou em posição subalterna, dominados e sem quaisquer instrumentos que lhes facultassem a dignificação.
            Complôs e intrigas, traições, conluios e armadilhas covardes, calúnias e desacatos em nome da honra têm sido utilizados para a manutenção do enganoso poder que logo passa de mãos, porque a vida física, por mais longa se apresente, é candidata inapelável à degenerescência dos seus órgãos, coroando-se pela desencarnação que a ninguém poupa e a todos iguala na fossa em que são atirados.
            O rastro dos poderosos que se impuseram pelos ardis da indignidade em qualquer área humana é sempre assinalado pelo ódio dos contemporâneos, assim como da posteridade que lhes fazem justiça mediante o desprezo a que os relegam.
            Esses títeres de memória abominável são responsáveis pelos períodos de obscurantismo cultural e moral, por temerem os camartelos vigorosos do progresso permanentes.
            O ser humano porém avança, mesmo que pelos caminhos mais ásperos, da ignorância para o conhecimento, da selvageria para a educação, da violência para a paz.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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domingo, 8 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER I


            Falsos conceitos sobre a felicidade na Terra induzem os seres humanos a comportamentos totalmente opostos à bênção pela qual anelam.

            Dominados pela busca incessante do prazer imediatista, acreditam que a plenitude é um estado que se alcança mediante o poder defluente de qualquer circunstância: político, religioso, monetário, social, artístico ou de todos eles reunidos, enfeixados nas mãos tirânicas da supremacia em relação às demais criaturas.
            Todo tipo de poder humano converte-se em tormento psicológico, sendo em si mesmo um conflito de insegurança que propele o indivíduo à ambição de lograr maior domínio do que tem em mente, levando-o quase sempre a posições e condutas arbitrárias.
            Esse poder buscado ansiosamente é herança infeliz da força bruta predominante nas faixas mais primitivas da evolução.
            Alcançando o nível da inteligência, mas não da consciência de si mesmo e do seu significado existencial, o indivíduo acredita que deve ser temido de alguma forma, porque se sente incapaz de inspirar amor, subjugando os demais em razão de não conseguir submeter-se aos limites que lhe assinalam a existência.
            Nas relações sociais primitivas são celebradas as conquistas da violência e da arbitrariedade, dando lugar ao surgimento de governantes temidos e detestados, que se tornam cada vez mais arrogantes e perversos, sempre temerosos de perder a posição de dominadores.
            Na razão direta em que houve o processo lento e doloroso da civilização com o surgimento dos primeiros códigos de leis e de ética, o poder foi adaptando-se às novas conquistas, alterando a sua maneira de liderança pelo medo, embora ainda permaneçam as heranças de caracteres de existências anteriores em nossa hodierna cultura.
            As intermináveis guerras, às quais se atiraram os grupos humanos, na vã expectativa de submeter os outros povos, deixaram marcas sangrentas das aberrações praticadas durante e depois dos combates selvagens.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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sábado, 7 de julho de 2012

QUESTÕES SOCIAIS

As questões sociais preocupam vivamente a nossa época. Vê-se, não sem espanto, que os progressos da civilização, o aumento enorme dos agentes produtivos e da riqueza, o desenvolvimento da instrução não têm podido extinguir o pauperismo nem curar os males do maior número. Entretanto, os sentimentos generosos e humanitários não desapareceram. No coração dos povos aninham-se instintivas aspirações para a justiça e bem assim anseios vagos de uma vida melhor. Compreende-se geralmente que é necessária uma divisão mais equitativa dos bens da Terra. Daí mil teorias, mil sistemas diversos, tendentes a melhorar a situação das classes pobres, a assegurar a cada um os meios do estritamente necessário. Mas, a aplicação desses sistemas exige da parte de uns muita paciência e habilidade; da parte de outros, um espírito de abnegação que lhes é absolutamente essencial. Em vez dessa mútua benevolência que, aproximando os homens, lhes permitiria estudar em comum e resolver os mais graves problemas, é com violência e ameaças nos lábios que o proletário reclama seu lugar no banquete social; é com acrimônia que o rico confina no seu egoísmo e recusa abandonar aos famintos as menores migalhas da sua fortuna. Assim, um abismo abre-se; as desavenças, as cobiças, os furores acumulam-se de dia em dia.
                A causa do mal e o seu remédio estão, muitas vezes, onde não são procurados, e por isso é em vão que muitos se têm esforçado por criar combinações engenhosas. Sistemas sucedem a sistemas, instituições dão lugar a instituições, mas o homem permanece desgraçado, porque se conserva mal. A causa do mal está em nós, em nossas paixões e em nossos erros. Eis o que se deve transformar. Para melhorar a sociedade é preciso melhorar o indivíduo; é necessário o conhecimento das leis superiores de progresso e de solidariedade, a revelação da nossa natureza e dos nossos destinos.
                Conhecida a verdade, compreender-se ia que os interesses de uns são os interesses de todos e que ninguém deve estar sob a pressão de outros. Daí a justiça distributiva, sob cuja ação não mais haveria ódios nem rivalidades selvagens, porém, sim, uma confiança mútua, e estima e a afeição recíprocas; em uma palavra, a realização da lei de fraternidade, que se tornará a única regra entre os homens.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis


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sexta-feira, 6 de julho de 2012

A SAÚDE INTEGRAL III

Mediante um contingente de provações ou novas experiências sob o talante dos sofrimentos, porém, com excelentes possibilidades de recuperação, ou através das expiações que encarceram os calcetas nos limites impostos ao corpo ferido pelos dardos perversos dos atos transatos, o espírito cresce e desenvolve os seus potenciais, porque é irreversível a Lei de Evolução.
                Eis porque o binômio saúde-doença faz parte dos mais intricados processos de ação espiritual dos ser, apresentando-se como medida de coerção, de corrigenda ou concessão de alegria, de compensação, de realização feliz.
                Habitando hoje um corpo geneticamente bem modelado, utilizando-se de um cérebro rico de possibilidades ainda não utilizadas sequer numa terça parte, o espírito dispõe de instrumentos de incomparável potencial para expressar-se na Terra e crescer na direção de Deus.
                A concepção do cérebro triúno, como efeito natural do próprio desenvolvimento do agente de utilização dos seus inimagináveis recursos, atende às necessidades da evolução do espírito, que poderá recorrer aos seus intrincados mecanismos de delicadíssima tessitura para alcançar os patamares mais elevados da felicidade.
                A saúde, portanto, integral, somente será possível, quando o espírito desvestir-se da inferioridade que ainda o retém nas torpes paixões e nos interesses meramente materiais, sutilizando as suas aspirações e trabalhado os metais preciosos dos sentimentos para permanecer em harmonia com as vibrações cósmicas que a tudo envolvem numa Sinfonia de excelsa beleza.
                Através das construções mentais saudáveis, das ações corretas e das transformações morais necessárias, o ser, etapa a etapa, vai-se libertando das injunções penosas, experimentando os sofrimentos que haja instalado em si mesmo, e utilizando dos inestimáveis recursos médicos e psicoterapêuticos, conseguirá recuperar-se dos distúrbios afligentes, enquanto gera novos fatores que trabalharão pela sua paz e alegria de  viver.
                A saúde integral encontra-se, pois, ao alcance de quantos desejem sinceramente autovencer-se, seguindo os procedimentos morais e espirituais que a vida oferece, e toda vez que se engane e se perturbe, recorrendo aos métodos das Ciências correspondentes, que são recursos oferecidos pelo Criador, que não deseja a morte do pecador, mas sim, a do pecado, isto é, que sempre ampara aquele que erra, nele trabalhando a correção do fator de perturbação e de insânia de que se faça instrumento.
                Nesse comenos, a vinculação religiosa dignificante constitui mecanismo de amparo à saúde, porque enriquece de emoções superiores os arcanos do ser, trabalhando-lhe o perispírito para que transfira para os painéis do corpo,da emoção e da mente, a música sublime do Amor que tudo inunda e mantém.
                                                                                                                       
Do livro: TRIUNFO PESSOAL - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis



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quinta-feira, 5 de julho de 2012

A SAÚDE INTEGRAL II


                Enquanto se demora nas faixas mais primevas, a marcha se faz lenta, porque são muitos os impedimentos a vencer. No entanto, quando desabrocha a razão e se desenvolvem os painéis da consciência, com maior celeridade os acontecimentos têm curso e os avanços se tornam muito mais significativos. Há, por isso mesmo, um incessante enriquecimento de valores que tornam a existência digna e bela.
                Apesar disso, a obstinação nos instintos primários, quando a razão e o sentimento se desenvolvem, ficando subjugados pelas paixões, atos vergonhosos de crueldade e de insensatez são realizados, gerando conseqüências que transferem de uma para outra existência, em razão de a vida ser apenas uma, quer se esteja no corpo somático ou fora dele.
                A Lei de Causa e Efeito, que é Lei da Natureza, imprime os seus códigos em nome da Divina Justiça e a criatura sofre os efeitos malsãos dos seus impulsos não controlados, das suas ações infelizes, da sua persistente rebeldia em não aceitar os convites superiores da ordem e do dever.
                Graças a essa Lei, cada qual faz de si o que lhe apraz, com direito a realizar o que lhe pareça próprio, espontaneamente, porém, retornando pelo mesmo caminho para recolher a desditosa sementeira, quando forem maus os seus atos ou coletar as flores e frutos de alegria, quando os produzirem mediante o adubo do amor.
                Dessa maneira, os distúrbios de toda procedência – sejam orgânicos, emocionais, mentais – e as ocorrências se apresentem como felicidade ou desdita, alegria ou tristeza, famílias cruéis ou ditosas, afetividade compreendida ou rejeitada, infortúnios ou bênçãos, resultam das próprias realizações do ser eterno que se é, não havendo lugar para as fugas espetaculares que se pretendam, escapando-se aos resultados das opções anteriores.
               
Do livro: TRIUNFO PESSOAL - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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quarta-feira, 4 de julho de 2012

A SAÚDE INTEGRAL I


                Considerado o ser humano um conjunto de elementos que se aglutinam para tornar-se uma realidade no campo da forma, é constituído conforme já referido, pelo princípio inteligente do Universo ou espírito, por uma espécie de envoltório semi-material ou perispírito e pela matéria ou corpo somático.

                Procedentes do espírito todos os impulsos, esse é o agente dos sentimentos e do pensamento que se ampliam à medida que são aplicados nas realizações-desafios das diferentes existências planetárias. Sendo o ser por excelência, é formado por energia especial dotada de inteligência, na condição de herdeiro de Deus, e que, desde quando criado, avança sem cessar no rumo do infinito que o aguarda até alcançar a plenitude que lhe está reservada.
                O perispírito que o reveste é o órgão no qual se insculpem as realizações que lhe procedem da essência, encarregando-se de modelar as futuras formas orgânicas e emocionais de acordo com os atos praticados no transcurso das existências da evolução.
                O corpo é o envoltório mais denso e, possivelmente mais grosseiro, que expressa os conteúdos profundos que procedem da Energia pensante que lhe impõe, através do corpo intermediário, os mecanismos próprios para a aprendizagem e a reparação dos equívocos nos diversos experimentos a que vai submetido.
                Por conseqüência, o ser humano é todo um complexo de elementos que se interdependem e se interligam, no entanto, colocado num contexto do qual não se pode evadir.
                Preexistente ao berço carnal e sobrevivente à disjunção molecular, o espírito é o agente da vida nos diferentes aspectos sob os quais se apresente.
                Herdeiro de todas as realizações, seus pensamentos, palavras e atos programam os acontecimentos que o capacitarão para a vitória sobre o primarismo em que se apresenta nos primeiros cometimentos da evolução, tornando-se cada vez mais portador do conhecimento divino que nele jaz e das possibilidades superiores que igualmente se lhe encontram latentes.
                A visão desse ser integral, não apenas da forma que sofre contínuas transformações, confere-lhe incontáveis oportunidades de aprimoramento que acena a felicidade possível e ser alcançada.
                À medida que desenvolve os valores espirituais e morais que o exornam pela procedência divina, promove o progresso da Terra e da sociedade que compõe, facultando-se novos e admiráveis eventos propiciadores de avanços mais significativos, porque as conquistas enobrecedoras, na ciência, na arte, no pensamento, sempre se multiplicam por si mesmas, não seguindo a horizontal dos processos mecânicos e automáticos. A cada novo desempenho, mais se ampliam os recursos que facultam avanços mais expressivos, impulsionando-o sempre para adiante.

Do livro: TRIUNFO PESSOAL - Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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terça-feira, 3 de julho de 2012

SUBPERSONALIDADES

                O desconhecimento da nossa intimidade e as crenças inadequadas e inconscientes que sustentamos sobre nó e sobre a natureza humana influenciam sobremaneira a capacidade de compreendermos claramente os vários fenômenos psicológicos e emocionais presentes nas atividades de nossa casa mental.
                Por isso, para entendermos o funcionamento da vida íntima, precisamos silenciar nosso interior e não sentir medo de olhar para dentro de nós mesmos, sondando as nossas profundezas.
                Precisamos enxergar muito além da chamada visão normal e ultrapassar as fronteiras da imposição das autoridades intelectuais egocêntricas. Em última instância, fazer um constante exercício no reino do pensamento reflexivo.
                A personalidade que nós apresentamos aos outros como real é, muitas vezes, uma subpersonalidade, uma variante às vezes muito diferente da realidade interna.
                Julgamentos, pontos de vista, idéias e pensamentos, positivos ou negativos, são forças ativas de indução que formam estruturas energéticas – animadas de intensa atividade -, que se movimentam cm nosso halo mental. Essas estruturas energéticas podem ser denominadas subpersonalidades, personalidades parciais, ou formas-pensamento. São aspectos do ego, também conhecido como persona.
                Elas giram em torno do seu criador, estando sempre prontas para o influenciar, de forma determinante, sempre que houver condições receptivas. Assemelhem-se a verdadeiros discursos internos.
                As várias personalidades ocultas nos impedem de ver com lucidez os recados da alma e a limitação egóica em que vivemos.
                Quando estamos identificados com determinada subpersonalidade, todas as nossas percepções são definidas por ela. Passamos a ter uma visão de mundo com limites particularmente fixados.
                É preciso sair de todo e qualquer nivelamento psicológico, não se deixar dominar pelas convenções sociais que impermeabilizam a mentalidade dos seres humanos.
                Muitas das subpersonalidades são criadas na fase infantil, e, em determinadas épocas, podem ter uma função útil e defensiva.
                A manipulação é um entre os muitos padrões comportamentais adquirido nessa ou em outras existências. A subpersonalidade manipuladora é uma das inúmeras facetas do ego, construídas ao longo da vida.
                Somos naturalmente aprisionados ou libertos pelas nossas próprias criações, de acordo com as correntes mentais que idealizamos.
                Precisamos distinguir os traços característicos dessas personalidades parciais, visto que, se nos identificarmos fortemente com qualquer uma delas, poderemos nos debilitar ou prejudicar nosso crescimento espiritual e emocional.
                As subpersonalidades podem ser: narcisista, magoada, aconselhadora, ferina, manipuladora, impecável, sistemática, sabe-tudo, candura, salvadora, mártir, melindrada, super-heroína, sempre-certa e tantas outras.
                É importante acolhermos nossas subpersonalidades, sejam quais forem, com aceitação e cordialidade. Elas podem nos mostrar as tarefas que ficaram inacabadas, o que temos que fazer para não perpetuar padrões do passado, além de indicar-nos as lições de transformação íntima que precisamos efetuar.
                O desenvolvimento de uma criatura sadia exige consciência de si, ou seja, consciência reflexiva sobre si própria, sobre sua condição e seus processos interiores. Essa autoconsciência é que nos dá a habilidade para diferenciar e identificar nossos conteúdos psíquicos, e alterá-los, melhorá-los ou renová-los.
                É o reencontro daquele que busca com a criatura que se procura. É incontestável que todos nós um dia ficaremos frente a frente com a realidade maior, pois ela, por sua vez, também nos busca e vem ao nosso encontro.
                Ao estabelecermos uma conexão com o self, ou si-mesmo, experimentaremos uma abundante e ilimitada visão de acesso à sabedoria, alegria, afetividade, coragem, lucidez, compreensão, amor, respeito, liberdade, desapego, compaixão, individualidade e perdão.
                Devemos reconhecer que o primeiro passo para a renovação das atitudes é deixarmos de olhar o mundo através de uma máscara, ou persona – personalidade que nós apresentamos aos outros como real -, e nos ligarmos à amplitude do centro, ou self. E distinguir a sensação entre o relacionamento com o eu pequeno e o eu real, ou seja, a alma.

UM MODO DE ENTENDER, UMA NOVA FORMA DE VIVER
Francisco do Espírito Santo Neto – Espírito Hammed                     
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