- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

NO RECINTO DOMÉSTICO

Bondade no campo doméstico é a caridade começando de casa.

Nunca fale aos gritos, abusando da intimidade com os entes queridos.

Utilize os pertences caseiros sem barulho, poupando o lar a desequilíbrio e perturbação.

Aprenda a servir‐se, tanto quanto possível, de modo a não agravar as preocupações da família.

Colabore na solução do problema que surja, sem alterar‐se na queixa.

A sós ou em grupo, tome a sua refeição sem alarme.

Converse edificando a harmonia. É sempre possível achar a porta do entendimento mútuo, quando nos dispomos a ceder, de nós mesmos, em pequeninas demonstrações de renúncia a pontos de vista.

Quantas vezes um problema aparentemente insolúvel pede tão somente uma palavra calmante para ser resolvido?

Abstenha‐se de comentar assuntos escandalosos ou inconvenientes.

Em matéria de doenças, fale o estritamente necessário.

Procure algum detalhe caseiro para louvar o trabalho e o carinho daqueles que lhe compartilham a existência.

Não se aproveite da conversação para entretecer apontamentos de crítica ou censura, seja a quem seja.

Se você tem pressa de sair, atenda ao seu regime de urgência com serenidade e respeito, sem estragar a tranquilidade dos outros.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: umlarcomcristo.wordpress.com

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

JESUS, O SER MAIS PERFEITO QUE ESTEVE ENTRE NÓS

         
               Durante a existência e o tempo que Jesus esteve entre nós, Ele passou um legado de ensinamentos para todos aqueles que realmente desejassem seguir suas lições imorredouras, trouxe ara a humanidade um tratado comportamental através da exemplificação dos seus atos e também através da oralidade, travou discussões sadias em torno dos ensinamentos com os doutores da lei a respeito da bondade de Deus para com seu filho.
                É importante notar que Jesus veio para o seio da Terra à qual ele foi enviado por Deus como governador deste orbe, para impulsioná-la ao progresso de que tanto necessitava, haja vista que as idéias predominantes da época tinham raízes profundas arraigadas na política, misturando religião com o poder temporal. Assim, Jesus teve a preocupação de perguntar no meio da multidão de quem era aquela moeda, e eles disseram: de César, ao que Ele respondeu: “daí a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”, demonstrando total conhecimento político e econômico da época, até porque Ele, Jesus, não queria que sua missão sofresse interferência ou ingerências políticas partidárias sobre a nova doutrina que descortinava para o mundo.
                Jesus veio implantar uma nova sistemática do pensamento eclético imortal para a posteridade, e esse pensamento veio transformar as mentes povoadas de preconceitos para um novo pensar sobre as coisas celestiais. Esse novo paradigma que veio para a Terra modificou completamente a maneira de o homem ver as coisas, e, por isso, causou muito desconforto àqueles que dependiam dos favores políticos enraizados na religião, com medo de desagradar ao poder de Roma. No entanto, Jesus não veio com esse propósito de querer o poder dos homens e, sim, o de implantar o amor universal no coração das criaturas, levando muitos a uma reflexão racional.
                Essa reflexão diz respeito ao pensamento equilibrado que se constitui: no amor aos semelhantes, no perdão das ofensas e no respeito a todas as criaturas. Quem age assim utiliza-se da inteligência, demonstra que suas ações são planejadas e organizadas, não criando vínculos negativos para as futuras encarnações. O ser que atua na Terra seguindo esses preceitos terá uma vida feliz e plena sem a preocupação de um dia sofrer as conseqüências temerosas do umbral.
                Todos nós um dia iremos passar pelo decesso físico, pois quem trabalhou em vida encarnado, para não precisar ser socorrido nas regiões sofredoras, não precisará ficar preocupado com essas coisas, uma vez que viveu dignamente os ensinamentos de Jesus. Agora, aqueles que não dão importância aos mesmos não terão a mesma sorte, pois usaram a existência unicamente para os prazeres efêmeros do mundo.
                É importante viver as lições de Jesus tanto na teoria como na prática, pois “Jesus foi o ser mais perfeito que esteve entre nós”. Fazendo isso, estaremos seguros contra os atavismos perturbadores que tanto atraem milhões de criaturas para as regiões sofredoras que existem do outro lado da vida, atraindo cada vez mais os nossos irmãos desavisados que não dão muita importância para as lições do nosso Mestre Jesus. Vamos trabalhar na seara bendita do amor para no futuro diminuir esse sofrimento que ainda continua, infelizmente, em algumas regiões do nosso planeta.

Marco Antonio Pinho
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2013

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

EXCESSO E VOCÊ

Cap. XIII – Item 10
Amigo, Espiritismo é caridade em movimento.
Não converta o próprio lar em museu.
Utensílio inútil em casa será utilidade na casa alheia.
O desapego começa das pequeninas coisas, e o objeto conservado, sem aplicação no recesso da moradia, explora os sentimentos do morador.
A verdadeira morte começa na estagnação.
Quem faz circular os empréstimos de Deus, renova o próprio caminho.
Transfigure os apetrechos, que lhes sejam inúteis, em forças vivas do bem.
Retirem da despensa os gêneros alimentícios, que descansam esquecidos, para a distribuição fraterna aos companheiros de estômago atormentado.
Reviste o guarda-roupa, libertando os cabides das vestes que você não usa, conduzindo-as aos viajores desnudos da estrada.
Estenda os pares de sapatos, que lhes sobram, aos pés descalços que transitam em derredor.
Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentando a alegria das habitações menos felizes.
Revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal.
Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não consulta, endereçando-os ao leitor sem recursos.
Examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão pelos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe.
Ofereça ao irmão comum alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto.
Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia...
Previna-se hoje contra o remorso de amanhã.
O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante.
Ajude a casa de assistência coletiva.
Divulgue o livro nobre.
Medique os enfermos.
Aplaque a fome alheia.
Enxugue lágrimas.
Socorra feridas.
Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz para todas as criaturas de Deus.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: depositosantamariah.blogspot.com

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

NA PROPAGANDA

“E dir-vos-ão: Ei-lo aqui, ou, ei-lo ali; não vades, nem os sigais.” — Jesus. (LUCAS 17:23.)

As exortações do Mestre aos discípulos são muito precisas para provocarem qualquer incerteza ou indecisão.
Quando tantas expressões sectárias requisitam o Cristo para os seus desmandos intelectuais, é justo que os aprendizes novos, na luz do Consolador, meditem a elevada significação deste versículo de Lucas.
Na propaganda genuinamente cristã não basta dizer onde está o Senhor.
Indispensável é mostrá-lo na própria exemplificação.
Muitos percorrem templos e altares, procurando Jesus.
Mudar de crença religiosa pode ser modificação de caminho, mas pode ser também continuidade de perturbação.
Torna-se necessário encontrar o Cristo no santuário interior.
Cristianizar a vida não é imprimir-lhe novas feições exteriores. É reformá-la para o bem no âmbito particular.
Os que afirmam apenas na forma verbal que o Mestre se encontra aqui ou ali, arcam com profundas responsabilidades. A preocupação de proselitismo é sempre perigosa para os que se seduzem com as belezas sonoras da palavra sem exemplos edificantes.
O discípulo sincero sabe que dizer é fácil, mas que é difícil revelar os propósitos do Senhor na existência própria. É imprescindível fazer o bem, antes de ensiná-lo a outrem, porque Jesus recomendou ninguém seguisse os pregoeiros que somente dissessem onde se poderia encontrar o Filho de Deus.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: denisemineiro.com

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

JESUS E AMOR II


Por amor, elegeu um samaritano desprezado, para dele fazer o símbolo da solidariedade.
Com amor, liberou uma mulher equivocada, tirando-lhe o complexo de culpa.
Pelo amor, atendeu à estrangeira siro-fenícia que Lhe pedia socorro para a enfermidade humilhante.
De amor estavam repletos Seu coração e Suas mãos para esparzi-lo com os espezinhados, fosse um cobrador de impostos, uma adúltera, o filho pródigo, a viúva necessitada, ou a mãe enlutada.
Sempre havia amor em Sua trajetória, iluminando as vidas e amparando as necessidades dos corpos, das mentes, das almas.
Compadecia-se de todos; no entanto, mantinha a energia que educa, edifica, disciplina e salva.
Chorou sobre Jerusalém, invectivou a farsa farisaica, advertiu os distraídos, condenou a hipocrisia e deu a própria vida em holocausto de amor.
Nunca se perdeu em sentimentalismos pueris ou agressividades rudes.
O amor norteava-lhe os passos, as palavras e os pensamentos.
Tornou-se e prossegue como sendo o símbolo do amor integral em favor da humanidade, à qual auspicia um sentimento humano profundo e libertador.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

domingo, 23 de fevereiro de 2014

JESUS E AMOR I

A figura humana de Jesus confirma a Sua procedência e realização como o Ser mais perfeito e integral jamais encontrado na Terra.
Toda a Sua vida se desenvolveu num plano de integração profunda com a Consciência Divina, conservando a individualidade em um perfeito equilíbrio psicofísico.
Como conseqüência, transmitia confiança, porque possuía um caráter com transparência diamantina, que nunca se submetia às injunções vigentes,
características de uma cultura primitiva, na qual predominavam o suborno das
consciências, o conservadorismo hipócrita, uma legislação tão arbitrária quanto
parcial e a preocupação formalística com a aparência em detrimento dos valores legítimos do individuo.
Portador de uma lidima coragem, se insurgia contra a injustiça onde e contra quem se apresentasse, nunca se omitindo, mesmo quando o consenso geral atribuía legalidade ao crime.
Paciente e pacífico, mantinha-se em serenidade nas circunstâncias mais adversas, e jovial, nos momentos de alta emotividade, demonstrando a inteireza dos valores íntimos em ritmo de harmonia constante.
Numa sociedade agressiva e perversa, elegeu o amor como a solução para todos os questionamentos, e o perdão irrestrito como terapêutica eficaz para todas as enfermidades.
Não apenas ministrava-o através de palavras, mas, sobretudo, mediante atitudes claras e francas, arriscando-se por dilatá-lo especialmente aos
infelizes, aos detestados, aos segregados, aos carentes.
Em momento algum submeteu-se às conveniências perniciosas de raça, ideologia, partido e religião, em detrimento do amor indistinto quanto amplo a
todos que O cercavam ou O encontravam.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

sábado, 22 de fevereiro de 2014

PROBLEMAS SEXUAIS II


A vida se mantém sob padrões de ordem, onde quer que se manifeste. Não há, aí, exceção para o comportamento do homem. Por esta razão, o uso indevido de qualquer função produz distúrbios, desajustes, carências, que somente a edu­cação do hábito consegue harmonizar.
Afinal, o homem não é apenas um feixe de sensações, mas, também, de emoções, que pode e deve canalizar para objetivos que o promovam, nos quais centralize os seus inte­resses, motivando-o a esforços que serão compensados pelos resultados benéficos.
Exclusão feita aos portadores de enfermidades mentais a se refletirem na conduta sexual, o pensamento é portador de insuspeitável influência, no que tange a uma salutar ou dese­quilibrada ação genésica. O mesmo fenômeno ocorre nas mais diferentes manifes­tações da vida humana. Mediante o seu cultivo, eles se exte­riorizam no comportamento de forma equivalente.
A vida, portanto, saudável, na área do sexo, decorre da educação mental, da canalização correta das energias, da ação física pelo trabalho, pelos desportos, pelas conversações edi­ficantes que proporcionam resistência contra os derivativos, auxiliando o indivíduo na eleição de atitudes que proporcio­nam bem-estar onde quer que se encontre.
As ambições malconduzidas, toda frustração decorrente do querer e não poder realizar, dão nascimento ao conflito. O conflito, por sua vez, quando não eqüacionado pela tranqüila aceitação do fato, sobrepondo a identidade real ao ego domi­nador e insaciável, termina por gerar neuroses. Estas, susten­tadas pela insatisfação, transmudam-se em paranóia de ca­tastróficos resultados na personalidade.
Considerado na sua função real e normal, o sexo é san­tuário da vida, e não paul de intoxicação e morte.
Estimulado pelo amor, que lhe tem ascendência emocio­nal, propicia as mais altas expressões da beleza, da harmo­nia, da realização pessoal; acalma, encoraja para a vida, tor­nando-se um dínamo gerador de alegrias.
Os problemas sexuais se enraízam no espírito, que se atur­de com o desregramento que impõe ao corpo, exaurindo as glândulas genésicas e exteriorizando-se em funções incorre­tas, que se fazem psicopatologias graves, a empurrar a sua vítima para os abismos da sombra, da perversidade e do cri­me.
A liberação das distonias sexuais, mais perturbam o ser, que se transfere de uma para outra sensação com sede cres­cente, mergulhando na promiscuidade, por desrespeito e des­prezo a si mesmo e, por extensão, aos outros. A sua é uma óptica desfocada, pela qual passa a ver o mundo e as demais pessoas na condição de portadoras dos seus mesmos proble­mas, só que mascaradas ou susceptíveis de viverem aquela conduta, quando não deseja impor a sua postura especial como regra geral para a sociedade.
Sob conflito psicológico, o portador de problema sexual, ou de outra natureza, não se aceita, fugindo para outros com­portamentos dissimuladores; ou quando se conscientiza e re­solve-se por vivê-lo, assume feição chocante, agressiva, como uma forma de enfrentar os demais, de maneira antinatural, demonstrando que não o digeriu nem o assimilou.
Toda exibição oculta um conflito de timidez ou inconfor­mação, de carência ou incapacidade.
Uma terapia psicológica bem cuidada atenua o problema sexual, cabendo ao paciente fazer uma tranqüila auto-análi­se, que lhe faculte viver em harmonia com a sua realidade interna, nem sempre compatível com a sua manifestação ex­terna.
Não basta satisfazer o sexo — toda fome e sede, de mo­mento, saciadas, retornam, em ocasião própria — mas, har­monizar-se, emocionalmente, vivendo em paz de consciên­cia, embora com alguma fome perfeitamente suportável, ao invés do constante conflito da insatisfação decorrente da ima­ginação fértil, que programa prazeres contínuos e elege com­panhias impossíveis de conseguidas em qualquer faixa sexu­al que se estagie.
Ninguém se sente pleno, no mundo, acreditando-se haver logrado tudo quanto desejava.
A aspiração natural e calma para atingir um próximo pa­tamar, faz-se estímulo para o progresso do indivíduo e da sociedade.
Os problemas sexuais, por isto mesmo, devem ser enfren­tados sem hipocrisia, nem cinismo, fora de padrões estereoti­pados por falsa moralidade, tampouco levados à conta de pequeno significado. São dificuldades e, como tais, merecem consideração, tempo e ação especializada.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: scienceblogs.com.br

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

PROBLEMAS SEXUAIS I


Herança animal predominante em a natureza humana, o instinto de reprodução da espécie exerce um papel de funda­mental importância no comportamento dos seres. Funcionan­do por impulsos orgânicos nos irracionais, expressa-se como manifestação propiciatória à fecundação nos ciclos orgâni­cos, periódicos, em ritmos equilibrados de vida.
No homem, face ao uso, que nem sempre obedece à fina­lidade precípua da perpetuação das formas, experimenta agres­sões e desvios que o desnaturam, tornando-se, o sexo, fator de desditas e problemas da mais variada expressão.
Face à sensação de prazer que lhe é inata, a fim de atrair os parceiros para a comunhão reprodutora, torna-se fonte de tormentos que delineiam o futuro da criatura.
Considerando-se a força do impulso sexual, no compor­tamento psicológico do homem, as disjunções orgânicas, a configuração anatômica e o temperamento emocional tornam-se de valor preponderante na vida, no inter-relacionamento pessoal, na atitude existencial de cada qual.
A sua carga compressiva, no entanto, transfere-se de uma para outra existência corporal, facultando um uso disciplina­do, corretor, em injunções específicas, que por falta de escla­recimento leva o indivíduo a uma ampla gama de psicopato­logias destrutivas na área da personalidade.
Com muita razão, Alice Bailey afirmava, diante dos fe­nômenos de alienação mental, que eles podem ser “... de na­tureza psicológica, hereditários por contatos coletivos e cár­micos”. Introduzia, então, o conceito cármico, na condição de fator desencadeante das enfermidades a expressar-se nas manifestações da libido, de relevante importância nos estu­dos freudianos.
O conceito, em torno do qual o homem é um animal sexu­al, peca, porém, pelo exagero.
Naturalmente, as heranças atá­vicas impõem-lhe a força do instinto sobre a razão, levando-o a estados ansiosos como depressivos. Todavia, a necessida­de do amor é-lhe superior. Por falta de uma equilibrada com­preensão da afetividade, deriva para as falazes sensações do desejo, em detrimento das compensações da emoção.
Mais difícil se apresenta um saudável relacionamento afe­tivo do que o intercurso apressado da explosão sexual, no qual o instinto se expressa, deixando, não poucas vezes, frus­tração emocional.
Passados os rápidos momentos da comu­nhão física, e já se manifestam a insatisfação, o arrependi­mento, os conflitos perturbadores...
A falta de esclarecimento, no passado, em torno das fun­ções do sexo, os mistérios e a ignorância com que o vestiram, desnaturaram-no.
A denominada revolução sexual dos últimos tempos, igualmente, ao demitizá-lo, abriu espaços de promiscuidade para os excessivos mitos do prazer, com a consequente des­valorização da pessoa, que se tornou objeto, instrumento de troca, indivíduo descartável, fora de qualquer consideração, respeito ou dignidade.
A sociedade contemporânea sofre, agora os efeitos da liberação sem disciplina, através da qual a criatura vive a ser­viço do sexo, e não este para o ser inteligente, que o deve conduzir com finalidades definidas e tranquilizadoras.
As aberrações se apresentam, neste momento, com cida­dania funcional, levando os seus pacientes a patologias gra­ves que alucinam, matam e os levam a matar-se.
A consciência deve dirigir a conduta sexual de cada indi­víduo, que lhe assumirá as consequências naturais.
Da mesma forma que uma educação castradora é respon­sável por inúmeros conflitos, a liberativa em excesso abre comportas para abusos injustificáveis e de lamentáveis efei­tos no psiquismo profundo.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: pinupme2.blogspot.com

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O SUAVE ENCANTAMENTO DE SERVIR

      
            Jesus deu o mais grandioso exemplo de respeito pelo trabalho.
            No período invernoso, em que as viagens e pregações tornavam-se mais difíceis, em razão da aspereza do clima, ele trabalhava regularmente na profissão que herdara de seu pai José, dignificando o labor que proporciona felicidade e progresso.
            Trabalhar, portanto, é orar, especialmente quando esse serviço ajuda a humanidade no seu crescimento intelecto-moral.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: atitudedojovemcristao.blogspot.com

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

HISTÓRIA - O Discípulo Impaciente

             
                Após uma exaustiva sessão matinal de orações no monastério de Piedra, o noviço perguntou ao abade:
                - Todas estas orações que o senhor nos ensina, fazem com que Deus se aproxime de nós?
                - Vou respondê-lo com outra pergunta – disse o abade. –Todas estas orações que você reza irão fazer o sol nascer amanhã?
                - Claro que não! O sol nasce porque obedece a uma lei universal!
                - Então, esta é a resposta à sua pergunta. Deus está perto de nós, independente das preces que fazemos.
                O noviço revoltou-se:
                - O senhor quer dizer que nossas orações são inúteis?
                - Absolutamente. Se você não acorda cedo, nunca conseguirá ver o sol nascendo. Se você não reza, embora Deus esteja sempre perto, você nunca conseguirá notar Sua presença.

Fonte: coluna Paulo Coelho – Jornal Diário da Região – 26/01/2014

São José do Rio Preto
imagem: carmelobarata.blogspot.com

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

CICLOTIMIA II

             
              Conserva o humor a toda dificuldade, entendendo que a vida sempre vai aprontar uma para o homem, mas é a finalidade dela! Ao não permitir que fiquemos estacionados na evolução, sempre aparece algo novo. Sorria e resolva. O que não for possível resolver com bom humor, comece ao menos solucionando com paciência.
                Podemos facilmente perceber que diante das dificuldades naturais da vida, vamos perdendo a propriedade de sorrir. Caminhamos com expressão fechada e tensa sendo que esta postura sempre agrava a situação. Se observarmos nossa maneira de se comportar durante a vida, veremos que quando estamos caminhando e encontramos alguém que vem em sentido contrário, se sorrimos para ele, a tendência é que a outra pessoa sorria também. Já, se apresentamos cara fechada, geralmente recolhemos daquele transeunte a mesma situação.
                Bem, se isso ocorre em parâmetros menores imagine nos maiores. Se até na vida física as pessoas reagem de maneira semelhante ao que oferecemos, podemos ver esta situação dilatada para as questões espirituais.
                Quando caminhamos e sorrimos para a vida ela sorri também, como resultado do mesmo processo natural encontrado aqui. E quando fazemos cara feia ao que ela nos oferece, sem mudar a oferta, ela age da mesma forma.
                Sem falarmos ainda no processo de atração espiritual, uma postura assentada na manutenção do bom humor nos preservaria das investidas malévolas dos espíritos menos felizes.
                Reaprenda a sorrir, a ser gentil e a não exigir que as outras pessoas pensem ou ajam como você. Dê para elas o direito de serem diferentes exigindo apenas de você mesmo que se comporte cada vez melhor. Afinal, de que vale a liberdade se não dermos às pessoas o direito de escolher serem o que quiserem.
                Ninguém cresce ou se desenvolve à força, nem amadurece antes do tempo. Preocupe-se com seu adiantamento apenas, pois é o único de sua responsabilidade direta.
                Leve a vida mais leve e confie sempre! Amigos adoráveis nos acompanham o tempo todo, sugerindo na intimidade de nossa consciência a opção pela vida acima de tudo. Que possamos oferecer à eles uma condição agradável ao nosso lado, como mostra de confiança no futuro e certeza da força do bem.
                Confia na vida e a vida, pela sabedoria  do acaso, confiará em você!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: nectantaurus.blogspot.com

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

CICLOTIMIA I

           
                Sem a necessidade de discussão, os problemas com nosso humor são responsáveis por grande parte das nossas queixas, principalmente as sem razão clara, ou seja, provenientes de acontecimentos que realmente ocorreram.
                Simplesmente ficamos de cara feia para os acontecimentos da vida e daí a diante tudo é uma catástrofe.
                A falta de humor corrói qualquer relacionamento até mesmo o íntimo, aquele que vem de nós para nós mesmos.
                A ciência definiu até uma terminologia específica para as pessoas que possuem uma variação expressiva de humor. Patologicamente são chamadas de ciclotímicos.
                Em psicologia, o indivíduo poderia ser definido como ciclotímico por possuir um temperamento sujeito a variações intensas de humor: alegria e tristeza, euforia e angústia, serenidade e tensão. Tem períodos de grande energia, confiança, exaltação, alternados com aflições. Muita disposição e iniciativas hoje; amanhã  temores e inibições.
                Esta instabilidade emocional expressa pelo humor é passível de tratamento como tudo, entretanto, cabe ao indivíduo reconhecer-se assim, ou seja, apenas poderemos ficar livres dos problemas que temos consciência que possuímos. Identificar esta alteração impõe a aquele que sofre a obrigação moral de buscar educar-se, afinal, um desequilíbrio desta natureza consome grande parte de nossa vitalidade.
                Muitas vezes, o acúmulo inconsciente de lixo mental serve de estímulo para estas variações, situações vividas e que, ao invés de resolvê-las dentro de nós, fazemos esquecer enquanto que, na verdade, elas prosseguem existindo e nos influenciando, surgindo nos momentos de menor vigilância.
                Se não ocuparmos nossos pensamentos com o que é respeitável, justo, puro, amável, carregaremos sempre conosco fantasmas emocionais, literalmente assombrando nossa casa mental. Liberte-se deles, resolva os problemas e os que estiverem além de suas forças, se é que alguma coisa está, confia em Deus.

(continua)

Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: fraterluz.blogspot.com


domingo, 16 de fevereiro de 2014

BAIXA ESTIMA II

              
                Aprofundando nossas observações podemos considerar que a base de todo complexo de inferioridade inicia-se no materialismo, ou seja, na crença do nada.
                Quando cremos que tudo provém do acaso e que nada existe senão o que os olhos físicos conseguem visualizar, iniciamos em nós o processo de inferioridade. Criamos, a partir daí, um estilo de vida inconsciente, baseado em que não somos nada e, em nossas profundezas, consideramos ser o produto momentâneo do acaso. Rejeitamos a riqueza incomensurável de nosso mundo interior e do universo e não acreditamos na plenitude da Vida Mais Alta, porque desprezamos a Perfeita Ordem Divina. Ignoramos a essência sagrada que habita em nós e lutamos contra uma suposta má sorte, que nos fataliza a desgastar enorme quantidade de energia, por não reconhecermos as Leis Naturais que regulam tudo e todos.
                Voltaire escreveu: O acaso não é, não pode ser, senão a causa ignorada de um efeito desconhecido.
                Quando a pretensão e o orgulho tomam conta de nossos atos, nossa maneira de ser passa a fundamentar-se numa constante supercompensação negativa de nosso sentimento de inferioridade, por acreditarmos que somos, simplesmente, uma combinação fortuita da matéria.
                A criatura materialista precisa crer que é superior, para compensar sua crença na insignificância da existência ou na falta de sentido em que vive. O ser espiritualizado acredita que não é pior nem melhor do que os outros, porque percebe e age com seus sentidos voltados para a eternidade e sabe que cada pessoa é tão boa quanto pode ser, conforme seu grau evolutivo.
                No entanto, o materialista prossegue e sua jornada, crescendo e descobrindo que o caminho da felicidade é uma trilha que o leva para dentro de si mesmo e o conduz até a Fonte Verdadeira, libertando-o da prisão dos sentidos para a plenitude existencial.
                A providência primeira e essencial, para que possamos nos curar do sentimento de baixa estima ou inferioridade, é a convicção na imortalidade das almas e na pluralidade das existências, somada à crença de que somos seres espirituais criados plenos e completos, vivendo uma experiência humana com o objetivo de nos conscientizarmos dessa nossa plenitude inata. As providências seguintes a serem tomadas deverão ser reflexões sobre as causas de nossos sentimentos de inferioridade, o modo como foram adquiridos e as crenças que os motivaram.
                É essencial lembrar-nos de que sempre é possível alterar ou transformar nosso estilo de vida. Para tanto, não duvidemos de nossas aptidões e vocações naturais, nem questionemos, sistematicamente, nossas forças interiores, para obtermos autoconfiança, somente é preciso reivindicarmos, valorosamente, o que já existe em nós por direito divino.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: docaminhodaluz.blogspot.com

sábado, 15 de fevereiro de 2014

BAIXA ESTIMA I

               
               Complexo de inferioridade consiste em conjunto de ideias que foram recalcadas no inconsciente da criatura em tenra idade, associadas às já existentes pelas experiências obtidas em vidas pretéritas. Ele age sobre a conduta humana, provocando sentimentos gratuitos de culpa, excessiva carga emotiva relacionada a pensamentos de baixa estima, frequente sensação de inadequação e constante frustração em decorrência da desvalorização da capacidade e habilidade pessoal.
                Para melhor entendimento de nossas considerações, definiremos o termo recalque ou repressão como um processo psíquico através do qual recordações, sentimentos, idéias e desejos inaceitáveis ou desagradáveis são excluídos da consciência, permanecendo apenas no inconsciente.
                As diversas existências da alma humana, adicionado ao da infância atual forma a real motivação que vai gerar nossas ações e atitudes. Somos, portanto, nós mesmos quem criamos nossas experiências, podendo assim modificarmos ou não os padrões de nossa vida.
                Em muitas ocasiões, as pessoas tentam compensar esse sentimento de inferioridade, adotando formas de viver em que exageram exaltam a própria personalidade. Tendência à arrogância, delírio megalomaníaco, preferência pala ostentação fazem parte do cortejo daqueles que possuem uma interiorizada depreciação de si mesmos.
                Todos n os acolhemos em nossa intimidade na apenas crenças individuais, mas também as que nos foram transmitidas pela família e pela sociedade em vários níveis. Desde um gesto, um olhar ou uma expressão corporal até formas de conduta ou de verbalização, todos nós assimilamos as crenças alheias através de uma comunicação que poderíamos denominar de contagiante.
                Muitas almas, devido à sua imaturidade espiritual, deixaram-se contagiar por crenças materialistas, no decorrer dos séculos e nos diversos lugares onde viveram. Aceitaram as doutrinas filosóficas que defendem o ceticismo e que atribuem como causa ou origem da vida as propriedades íntimas da matéria. São as crenças do acaso, que atribuem a tudo um acontecimento fortuito ou aleatório.
                Na questão 8 do Livro dos Espíritos, encontramos que seria um absurdo atribuir a formação primária a uma combinação fortuita da matéria, ou, por outra, ao acaso. A harmonia existente no mecanismo do universo revela um poder inteligente, o acaso é cego e não pode produzir os efeitos que a inteligência produz. Um acaso inteligente já não seria acaso.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: patriciaadnet.com

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

NOS DOMÍNIOS DA VOZ

Observe como vai indo a sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um. A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos.

Fale em tonalidade não tão alta que assuste e nem tão baixa que crie dificuldade a quem ouça.

Sempre aconselhável repetir com paciência o que já foi dito para o interlocutor, quando necessário, sem alterar o tom de voz, entendendo‐se que nem todas as pessoas trazem audição impecável.

A quem não disponha de facilidades para ouvir, nunca dizer frases como estas: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes quer você que eu fale?" ou "Já cansei de repetir isso".

A voz descontrolada pela cólera, no fundo, é uma agressão e a agressão jamais convence. Converse com serenidade e respeito, colocando‐se no lugar da pessoa que ouve, e educará suas manifestações verbais com mais segurança e proveito.

Em qualquer telefonema, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de sua calma, a fim de manter a própria tranquilidade.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: sociedadedospoetasamigos.blogspot.com

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O MUNDO DAS DROGAS NA VISÃO ESPÍRITA

         
               Há quem diga que não exista ex-drogado. Há usuários que perderam a esperança de conseguir viver sem as drogas. Há familiares desesperados sem saber como lidar, aconselhar, ajudar de forma realmente eficaz.
                De fato, este assunto é muito complexo quando se refere à causa, e um tanto problemático no que diz respeito ao efeito. Mas a espiritualidade nos diz que estes casos não somente estão ligados ao corpo físico, como também – e principalmente – ao espírito.
                A dependência química é fato e está aí a ciência que nos comprova tal fenômeno referente ao efeito provocado de curto ou longo prazo. Mas e a causa? Como podemos chegar a ela de forma profunda, de tal maneira a reconhecê-la e eliminá-la? Pois quando se elimina a causa, fica muito mais fácil tratar o efeito ao ponto de combatê-lo completamente.
                Sim, a religião muito ajuda o indivíduo e deve, sem sombra de dúvida, ser utilizada como antídoto juntamente com a medicina clínica e psíquica. Porém há casos de usuários que vão além do conhecimento da maioria das religiões no que concerne à causa, e, neste aspecto, nem tão pouco a medicina pode alcançar. É justamente aí que entra o espiritismo na busca de um diagnóstico espiritual para um tratamento paralelo ao científico-religioso, começando pela causa e posteriormente o efeito.
                Muitos podem não dar crédito, ou achar que não é correto biblicamente falando, porém, o trato espiritual que se dá a estes enfermos da alma, baseando-se na receita de médicos espirituais, somado à conduta moral e cristã que nos é ensinada através da codificação de Kardec, de fato são transformadoras e renovadoras.
                Uma das explicações dadas à causa que dá inicio ao uso de químicos em geral, e principalmente os tais alucinógenos, pode estar vinculada ao desequilíbrio mediúnico.
                Pessoas boas de coração, denominadas sensíveis ou sensitivas, que geralmente encontram nas artes sua forma de livre expressão; pessoas propensas a ajudar os outros sem requerer reconhecimento ou gratidão; pessoas desapegadas a bens materiais em sua grande maioria; pessoas geralmente injustiçadas, exploradas, mal interpretadas e que sofrem muitas decepções e fracassos em diversos aspectos da vida. Pessoas neste perfil, com o tempo, tendem a tornar-se inseguras, partindo para o desânimo, angústia, tristeza profunda, depressão, crises existenciais, bipolaridade; e a fuga, em suas diversas formas, passa a ser sua única saída mais palpável e de pronto socorro. Mediunidade desequilibrada, não compreendida e não utilizada de forma construtiva.
                Mediunidade é assunto sério! Seu desequilíbrio pode levar ao negativismo, pessimismo, autodestruição. Não há outro lugar que saiba tratar e ensinar o indivíduo médium a lidar com sua sensibilidade que não seja na doutrina espírita. E não é menosprezando as outras religiões, cada qual tem sua missão na Terra, mas, infelizmente, algumas religiões ainda menosprezam a doutrina espírita sem ao menos darem a chance de conhecer e entender o porque de sua existência e utilidade nos tempos de hoje.
                Drogas... Isso também tem cura! Mas lembre-se: enfermidade da alma, a causa é no espírito. Não adianta tratar o efeito sem antes conhecer e eliminar a causa.

Ket Antonio


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2013
imagem: tidrogascmpa2012.blogspot.com

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

PROBLEMAS DO MUNDO

Cap. VI – Item 5
O mundo está repleto de ouro.
Ouro no solo. Ouro no mar. Ouro nos cofres.
Mas o ouro não resolve o problema da miséria.
O mundo está repleto de espaço.
Espaço nos continentes. Espaço nas cidades. Espaço nos campos.
Mas o espaço não resolve o problema da cobiça.
O mundo está repleto de cultura.
Cultura no ensino. Cultura na técnica. Cultura na opinião.
Mas a cultura da inteligência não resolve o problema do egoísmo.
O mundo está repleto de teorias.
Teorias na ciência. Teorias nas escolas filosóficas. Teorias nas religiões.
Mas as teorias não resolvem o problema do desespero.
O mundo está repleto de organizações.
Organizações administrativas. Organizações econômicas. Organizações sociais.
Mas as organizações não resolvem o problema do crime.
Para extinguir a chaga da ignorância, que acalenta a miséria; para dissipar a sombra da cobiça, que gera a ilusão; para exterminar o monstro do egoísmo, que promove a guerra; para anular o verme do desespero, que promove a loucura, e para remover o charco do crime, que carreia o infortúnio, o único remédio eficiente é o Evangelho de Jesus no coração humano.
Sejamos, assim, valorosos, estendendo a Doutrina Espírita que o desentranha da letra, na construção da Humanidade Nova, irradiando a influência e a inspiração do Divino Mestre, pela emoção e pela idéia, pela diretriz e pela conduta, pela palavra e pelo exemplo e, parafraseando o conceito inolvidável de Allan Kardec, em torno da caridade, proclamemos aos problemas do mundo: “Fora do Cristo não há solução.”
Bezerra de Menezes

Fonte: O Espírito da Verdade
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: paroquiacaraubas.blogspot.com

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

PURIFICAÇÃO ÍNTIMA

“Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.” — (TIAGO 4:8)

Cada homem tem a vida exterior, conhecida e analisada pelos que o rodeiam, e a vida íntima da qual somente ele próprio poderá fornecer o testemunho.
O mundo interior é a fonte de todos os princípios bons ou maus e todas as expressões exteriores guardam aí os seus fundamentos.
Em regra geral, todos somos portadores de graves deficiências íntimas, necessitadas de retificação.
Mas o trabalho de purificar não é tão simples quanto parece.
Será muito fácil ao homem confessar a aceitação de verdades religiosas, operar a adesão verbal a ideologias edificantes... Outra coisa, porém, é realizar a obra da elevação de si mesmo, valendo-se da auto-disciplina, da compreensão fraternal e do espírito de sacrifício.
O apóstolo Tiago entendia perfeitamente a gravidade do assunto e aconselhava aos discípulos alimpassem as mãos, isto é, retificassem as atividades do plano exterior, renovassem suas ações ao olhar de todos, apelando para que se efetuasse, igualmente, a purificação do sentimento, no recinto sagrado da consciência, apenas conhecido pelo aprendiz, na soledade indevassável de seus pensamentos. O companheiro valoroso do Cristo, contudo, não se esqueceu de afirmar que isso é trabalho para os de duplo ânimo, porque semelhante renovação jamais se fará tão-somente à custa de palavras brilhantes.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: www.luzdegaia.net

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

JESUS E HUMANIDADE III

Se te deixaste fossilizar por doutrinas ortodoxas que pretendem nEle ter o seu fundador, renasce e busca-O, na multidão ou no silêncio da reflexão, fazendo uma releitura das Suas palavras, despidas das interpretações forjadas.
Se te decepcionaste com aqueles que se dizem seguidores dEle, mas não Lhe vivem os exemplos, olvida-os, seguindo-O na simplicidade dos convites que Ele te endereça até agora e estão no conteúdo das Suas mensagens, ainda vivas quão ignoradas.
Se não lhe sentiste o calor, rompe o frio da tua indiferença e faze-te um pouco imparcial, sem reações adrede estabelecidas, facultando-Lhe penetrar-te o coração e a mente.
Na tua condição humana necessitas dEle, a fim de cresceres, saindo dos teus limites para o infinito do Seu amor.
Jesus veio ao homem para humanizá-lo, sem dúvida.
Cabe-te, agora, esquecer por momentos das tuas pequenezes e recebê-lO, assim cristificando-te, no logro da tua realização plena e total.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  

DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

domingo, 9 de fevereiro de 2014

JESUS E HUMANIDADE II

Jesus é a personagem histórica mais identificada com o homem e com a humanidade.
Todo o Seu ministério é feito de humanização, erguendo o ser do instinto para a razão e daí para a angelitude.
Igualmente, é o Homem que mais se identifica com Deus.
Nunca se lhe refere como se estivesse distante, ou fosse desconhecido, ou temível.
Apresenta-o em forma de Amor, amável e conhecido, próximo das necessidades humanas, compassivo e amigo.
Reformula o conceito mosaico e atualiza-o em termos de conquista possível, aproximando os homens dele pela razão simples de Ele estar sempre próximo dos indivíduos que se recusam a doar-se-lhe em amor.
Referindo-se ao “reino”, não o adorna de quimeras nem o torna pavoroso; antes, desperta nos corações o anelo de consegui-lo na realidade da transcendência de que se reveste.
Nega o mundo, sem o maldizer, abençoando-o nas maravilhosas paisagens nas quais atende a dor, e deixa-se mergulhar em meditações profundas sob o faiscar das estrelas luminiferas do Infinito.
Jesus, na humanidade, significa a luz que a aquece e a clareia.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS


x_3c9af347

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ESTAMOS DE FESTEJOS!



Hoje inicio mais um ano reencarnada. Alguns já se passaram. Cada um com seu ensinamento, sua importância. Faço questão de comemorá-los, todos. É importante valorizar cada dia, pois estão relacionados ao nosso desenvolvimento espiritual.
Amar a vida, cada momento, as coisas que nos cercam, as oportunidades de trabalho e aprendizado. Coisas que demorei a entender o alto valor que possuem. 
Estar mais um ano reencarnada é ter oportunidade de aprender a me relacionar melhor com as pessoas ao meu redor, ter mais tempo para: ler (adoro), repensar, refletir, estudar, meditar, conhecer...
Mais um ano reencarnada e poder dividir o que aprendi até hoje, meu tempo, meus sentimentos, enfim, todas as aquisições que fiz até hoje.
Espero aproveitar essa reencarnação, chegando no Plano Espiritual com créditos e não débitos.
Estar reencarnada é poder dividir esse momentos com vocês, amigos que de uma forma ou outra estão ao meu lado, compartilhando os ensinamentos desse doutrina maravilhosa, que nos auxilia a escolher o melhor caminho a palmilhar. 




Convido a todos a comerem um pedaço de meu bolo de aniversário virtual. Imaginem o sabor de sua preferencia e deliciem-se. Beijos.


x_3c9ac71d

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

JESUS E HUMANIDADE I

Jesus-Homem é a lição de vida que haurimos no Evangelho como convite ao homem que se deve deificar.
Não havendo criado qualquer doutrina ou sistema, Jesus tornou a Sua vida o modelo para que o homem se pudesse humanizar, adquirindo a expressão superior.
No Seu tempo, e ainda agora, o homem tem sido símbolo de violência, prepotência e presunção, dominador exterior, estorcegando-se, porém, na sua fragilidade, nos seus conflitos e perecibilidade.
Após os Seus exemplos surgiu um diferente homem: humilde, simples, submisso e forte na sua perenidade espiritual.
Enquanto os grandes pensadores de todos os tempos estabeleceram métodos e sistemas de doutrinas, Ele sustentou, no amor, os pilotis da ética humanizadora para a felicidade.
Não se utilizou de sofismas, nem de silogismos, jamais aplicando comportamentos excêntricos ou fórmulas complexas que exigissem altos níveis de inteligência ou de astúcia. Tudo aquilo a que se referiu é conhecido, embora as roupagens novas que o revestem.
Utilizou-se de um insignificante grão de mostarda, para lecionar sobre a fé; recorreu a redes de pesca e a peixes, para deixar imperecíveis exemplos de trabalho; a semente caindo em diferentes tipos de solos, para demonstrar a diversidade de sentimentos humanos ante o pólen de luz da Sua palavra.
O “sermão da montanha” inverteu o convencional e aceito sem discussão, exaltando a vítima inocente ao invés do triunfador arbitrário; o esfaimado de justiça, de amor e de verdade, em desconsideração pelo farto e ocioso, dilapidador dos dons da vida.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE  
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS


x_3c9af347