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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 30 de junho de 2014

ABASTECIMENTO DA VITALIDADE II

                Se a oração faz o homem mais forte diante das tentações, nos auxilia também no processo de eliminarmos a tentação da queixa. Sem falarmos na presença de espíritos amigos, que passam a nos envolver quando estamos comprometidos com o conteúdo da oração.
                Sobre a eficiência da prece, alguém poderia contestar se ela teria a condição de modificar nossas dificuldades e a resposta é muito objetiva, afinal, a oração não muda as coisas. Nós é que ficamos diferentes diante dos problemas e, desta forma, orar constantemente e, de preferência sem a necessidade de horários programados mas em todo momento possível, nos proporciona a manutenção de um estado favorável ao abandono da queixa.
                Nada muda a nossa parte de dedicação como afirma um lúcido provérbio africano: Enquanto ora, vá fazendo! Ou seja, uma coisa não substitui a outra. A função de eliminação da lamentação é trabalho do homem e Deus não nos dará este benefício de presente.
                Embora nossa ligação com Deus através da oração se processe de forma vertical, a vivência dela se dá e parâmetros horizontais, em meio aos nossos semelhantes e as situações que envolvem nossa vida.
                Lembremos que seja falando a Deus, aos nossos próximos ou a sós, estabelecer uma educação verbal é fundamental.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: larmensageirosdemaria.blogspot.com

domingo, 29 de junho de 2014

ABASTECIMENTO DA VITALIDADE I

                A busca incessante das aquisições humanas coloca o homem numa condição de quem corre na contramão da vida, sempre com pressa, atrasado e adotando comportamentos que não aprecia.
                Para que possamos nos nutrir da vitalidade necessária a uma vida saudável, é fundamental estabelecermos uma educação verbal, determinante em nosso processo de abandonar as queixas.
                Em nome da modernidade, acabamos adotando uma forma de falar inadequada, muitas vezes leviana, com uso de palavras que diminuem ou por meio de palavrões. Partindo do princípio de que toda palavra carrega sua vibração natural, podemos facilmente entender que o uso de algumas expressões são desaconselháveis aos que querem abandonar as queixas.
                Literalmente devemos aprender a falar, racionalmente.  Baseado em Lucas (6:45): “A boca fala do que está cheio o coração”, fica ao entendimento de todos que o exercício de domar a própria língua cabe a cada um, pois, ela evidencia nossa condição moral e nossa situação espiritual.
                Da mesma forma que o que falamos pode nos proporcionar bem estar, se utilizada inadequadamente, contaminamos todo o ambiente à nossa volta com o peso da insensatez.
                Para mantermos nossa vitalidade e nos mantermos abastecidos de vibrações de prosperidade moral, é necessário esta educação, banindo vocabulários que expressem a mediocridade que já não precisa fazer parte de nossa postura, pelo caminho de progresso já percorrido.
                Necessário é também a explanação da oração como processo de auxílio ao abandono da queixa. A oração é um recurso fabuloso onde, se bem compreendida, proporciona ao homem o mergulho em Deus e, desta forma, nos alimentamos Dele ganhando, assim, uma especial vitalidade.
                Entretanto, não nos referimos às orações decoradas e pronunciadas pelo impulso da mecanização ou da memória mas, sim, das palavras que nascem naturalmente do coração do filho que estabelece um diálogo com seu Pai.
                O pensamento age como a antena do espírito, ligando-o às ondas de equilíbrio e desequilíbrio. Da mesma forma, o ato da oração conduz o homem a Deus, proporcionando a renovação de sua estrutura íntima projetando, assim, alimento à alma.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: academiaarena.blogspot.com

sábado, 28 de junho de 2014

AMIZADE

                O homem de coração entende perfeitamente que, com as experiências que mantém com os amigos atuais ou que manteve  com os amigos que se foram, pode oferecer importantes conexões para ampliar os horizontes do autoconhecimento. A partir daí, tem condições de discernir a variedade de categorias de amigos.
                Há amigos de atividades habituais: possuem uma convivência restrita, reúnem-se somente para cultos religiosos, em dias de lazer e de esportes, nas horas de trabalho, ou em cursos ou eventos diversos. Outros existem, qualificados como amigos, por vantagens recíprocas. São unidos pelas profissões que exercem, promovem sociedades de interesse comum e com metas especiais, desempenhando papéis e ofícios especializados juntos; mas não juntos interiormente.
                Os denominados amigos de décadas diferentes são todos aqueles ligados por enormes afinidades das vidas passadas, que nem mesmo a grande diferença de idade consegue separ´-los da convivência diária. Adquirem uma intimidade carinhosa e verdadeira, que enseja a permita de experiências, de vigor e de ânimo. Outra categoria a ser considerada é a dos chamados amigos itinerantes ou transitórios. Cruzam nossas vidas durante determinada etapa. Compartilham nossa amizade em épocas cruciais; outras vezes, em busca de aprendizagem, passam por nós nas encruzilhadas do caminho terreno, para depois se desligarem, porque se desvaneceram os elos comuns que os mantinham conosco. No decorrer do tempo, cada um deles segue o caminho que traçou rumo ao próprio destino.
                Os reconhecidos, porém, como amigos íntimos ou permanentes são aqueles que possuem afeto mútuo e o conservam indefinidamente. A intimidade entre eles faz com que tenham um crescente amadurecimento espiritual. Alargam seu mundo interior à medida que aumentam a capacidade de compreender  as similaridades e as diferenças entre si mesmos.
                Em verdade, para se possuir real intimidade e adquirir plena confiança entre amigos é necessário nunca esconder o que há de desagradável em nós; em outras palavras, é preciso revelar nossa falibilidade. Querer demonstrar caráter impecável e isenção de dúvidas é característica de indivíduos incapazes de perdoar e iábeis para manter relações duradouras e afetividade verdadeira.
                Em síntese, a perda de amigos representa momentos difíceis e dolorosos. As dores da alma em relação às amizades não são propriamente dificuldades desta época; já eram no passado distante motivo de admoestações e de conselhos.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: laravazz.wordpress.com

sexta-feira, 27 de junho de 2014

PERANTE OS AMIGOS

O amigo é uma bênção que nos cabe cultivar no clima da gratidão.

Quem diz que ama e não procura compreender e nem auxiliar, nem amparar e nem servir, não saiu de si mesmo ao encontro do amor em alguém.

A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeitos nos corações amigos, sabe amá‐los e entendê‐los mesmo assim.

Teremos vencido o egoísmo em nós quando nos decidirmos a ajudar aos entes amados a realizarem a felicidade própria, tal qual entendem eles, deva ser a felicidade que procuram, sem cogitar de nossa própria felicidade.

Em geral, pensamos que os nossos amigos pensam como pensamos, no entanto, precisamos reconhecer que os pensamentos deles são criações originais deles próprios.

A ventura real da amizade é o bem dos entes queridos. Assim como espero que os amigos me aceitem como sou, devo, de minha parte, aceitá‐los como são.

Toda vez que buscamos desacreditar esse ou aquele amigo, depois de havermos trocado convivência e intimidade, estaremos desmoralizando a nós mesmos.

Em qualquer dificuldade com as relações afetivas é preciso lembrar que toda criatura humana é um ser inteligente em transformação incessante, e, por vezes, a mudança das pessoas que amamos não se verifica na direção de nossas próprias escolhas.

Quanto mais amizade você der, mais amizade receberá. Se Jesus nos recomendou amar os inimigos, imaginemos com que imenso amor nos compete amar aqueles que nos oferecem o coração.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.blogmundocristao.com.br

quinta-feira, 26 de junho de 2014

TRANSFORMAÇÃO PELA FORÇA DAS IDEIAS II


              O tesouro dos espíritas – O grande desafio para os espíritas será compreender a importância do conhecimento aplicado do espiritismo na promoção das mudanças necessárias e inevitáveis, e ele tem força moral suficiente para mudar atitudes e comportamentos, refletindo no todo social. Compete aos espíritas trabalhar e estudar, viver com naturalidade, longe do misticismo, felizes por carregarem na alma o tesouro dos espíritas a que se referiu o escritor e médium espanhol Miguel Vives y Vives. Para firmar a sua crença não é preciso fazer turismo religiosos, visitar a Meca espírita, organizar caravanas mística, idolatrar médiuns, criar símbolos, engendrar sistemas e modismos, e tantas outras invencionices que acabam por desviar e atrasar o movimento. A conduta espírita deve ser coerente com as orientações doutrinárias que se adquirem no estudo dos livros de Allan Kardec e de tantos outros autores sérios. A postura excessivamente devocional, além de contraditória, afasta o espírita do que é essencial.
                Para viver a mensagem – Como trabalhadores da última hora, cabe à geração espírita viver e propagar esse conhecimento para a sua aplicação em massa, criando meios de influir na sociedade pela força das ideias, sem ufanismo nem excentricidades. Temos que agir segundo um novo modelo e não copiar os modelos falidos, abdicando das nossas convicções para ficarmos bem com o mundo.
                Para viver a mensagem espírita não precisamos estar divididos, separados do mundo. A prática espírita, longe do preconceito e do sectarismo, propõe o convívio baseado na compreensão das diferentes opiniões, na tolerância em relação ao contrário, sem que para isso precisemos recuar das nossas posições diante das convenções religiosas e das formalidades seculares instaladas no mundo. Os espíritas devem atentar para o desenvolvimento progressivo das ideias cristãs que culminaram com o movimento dirigido pelo Espírito de Verdade.
                Não se pede aos espíritas que sejam diferentes, mas que façam a diferença. Com humildade e com o conhecimento de que dispõem, podem mostrar coerentemente a aplicação do evangelho na vida prática, vivendo a filosofia espírita em profundidade. Além de pregar pública e manifestamente os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade, mostrar que a vida tem objetivos sérios, que o tempo é matéria-prima de luxo para a nossa evolução rumo à plenitude e que não bastam alterações externas pontuais. Enfim, contribuir com a sociedade no campo das ideias, do pensamento, dando exemplo de otimismo, esperança e transformação.
                Ainda há tempo – Ainda há tempo para o movimento espírita fazer a sua parte. E se não formos capazes disso, em função de profundos desvios doutrinários, inércia e capitulação às velhas ordens e ditames devocionais ainda vivos em nosso subconsciente, outros o farão. O progresso não para e em muitas circunstâncias é silenciosos, nasce anônimo em muitas frentes, em pequenos grupos, em laboratórios, em universidades sérias, da cabeça de estudiosos independentes, de livres-pensadores, em todo o mundo. Mas será bom se os espíritas puderem dar sua genuína contribuição à sociedade com o substanciosos alimento cultural e espiritual da terceira revelação na grande obra da regeneração pelo espiritismo.
 Cláudio Bueno da Silva
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2014
imagem: www.saiadolugar.com.br

quarta-feira, 25 de junho de 2014

TRANSFORMAÇÃO PELA FORÇA DAS IDEIAS I

                Fim do ciclo evolutivo, crise ética sem precedentes, subversão da ordem social, indiferença aos valores da vida: este é o momento para que o espiritismo se firme na sociedade como importante alternativa de mudanças sérias e profundas. Doutrina coesa, fundamentada em princípios naturais, o espiritismo propõe uma visão de homem e de mundo jamais cogitada com a mesma amplitude, racionalidade e clareza por nenhuma outra filosofia ou religião. Daí a importância para os espíritas em utilizar um modelo próprio para disseminar esse conhecimento.
                Não se pode perder de vista, nunca, a unidade doutrinária do espiritismo, contudo, devido a interpretações transitórias, a doutrina é aplicada no Brasil e fora dele, das maneiras mais diversas. Já que é assim, e isso parece ser uma consequência natural e incontornável da heterogeneidade humana, o sensato será procurar a coerência e a fidelidade, minimamente, como um fim a se atingir na conduta individual e na divulgação do ideal espírita, preservando a unidade original de princípios, toda desenhada na obra de Allan Kardec e apresentá-la ao mundo como ela é, sem repetir os erros do movimento cristão no passado.
                Revolução nas ideias – O diferencial do espiritismo está precisamente no seu conteúdo de revelação e elaboração que nenhuma outra doutrina tem. A explicação espírita da vida, do mundo, de Deus, é clara, objetiva e extremamente pedagógica, como eram os ensinos de Jesus eu o homem complicou a não poder mais através do tempo. Jesus conviveu no meio do povo, mas não cedeu nos seus princípios, em momento algum. Não adaptou seus ensinos só para ser agradável ao poder dominante nem para ser aceito pelas correntes religiosas superadas que veio transformar.
                O espiritismo surgiu para inspirar a transformação da humanidade. Além de tornar acessíveis os ensinos de Jesus, descortinou o mundo dos espíritos. A descoberta do mundo dos invisíveis... é mais que uma descoberta, é uma revolução nas ideias, disse Allan Kardec em O que é o espiritismo. Quando esse conhecimento estiver disseminado largamente proporcionará desdobramentos incalculáveis para o progresso geral. Não há, por enquanto, nada mais completo do que isso para mudar o estado de coisas no mundo atual. Os espíritas não podem abrir mão do legado que receberam do gênio de Allan Kardec e da operosidade dos espíritos superiores fazendo concessões puramente emocionais, sob quaisquer pretextos, e com isso perdendo a identidade de movimento restaurador e renovador, acabando por torná-lo, em alguns aspectos, parecido com correntes religiosas que prendem o homem a invés de libertá-lo.
(continua)
 Cláudio Bueno da Silva
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2014
imagem: institutoendeavor.wordpress.com

terça-feira, 24 de junho de 2014

AVISOS DA CRIAÇÃO

Cap. III – Item 19
A Presença Divina constitui verdade perene.
Até o silêncio da pedra fala em Deus.
O Universo repousa na disciplina.
O labirinto da selva revela ordem em cada pormenor.
Em a Natureza, tudo pede compreensão e respeito.
O deserto é o cadáver do mar.
Há sabedoria em todas as coisas.
Embora sem tato, a trepadeira sabe encontrar apoio; não obstante sem visão, o girassol descobre sempre o astro rei.
Em tudo existe a feição boa.
As nuvens mais sombrias refletem a luz solar.
Eternidade significa aprimoramento contínuo de repetições.
Sem recapitular movimentos, a Terra desagregar-se-ia.
A fé construtiva não teme a adversidade.
O penhasco no dilúvio é ponto de segurança.
A obediência não dispensa a firmeza.
Humilhada e submissa, a água se amolda a qualquer recipiente, mas, resoluta e perseverante, atravessa o rochedo.
Toda empresa solicita cultura e prática.
Inexperiente, o homem vivo naufraga no bojo das águas; adaptado, o lenho morto navega na superfície do mar.
O aspecto exterior nem sempre denuncia a realidade.
O vento, supostamente vadio, trabalha na função de cupido das flores.
Volume não expressa valor.
Apesar de pequenina, a semente é gota de vida.
A palavra feliz constrói invariavelmente.
Na linguagem do pássaro, todo som faz melodia.
Valor e humildade são expressões de inteligência sublime.
Se o cume mais alto recebe a chuva em primeiro lugar, o vale mais baixo recolhe, ao fim, a maior parte da água.
Para revelar-se, o bem não exige trombeta.
Conquanto invisível, a onda de perfume, muita vez, nutre e refaz.
No campo da evolução, a paz é conquista inevitável da criatura.
A escarpa de hoje será planície amanhã.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: premiumdesign3d.blogspot.com

segunda-feira, 23 de junho de 2014

NEGÓCIOS

“E ele lhes disse: Por que me procuráveis? não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?“ — (LUCAS 2:49)

O homem do mundo está sempre preocupado pelos negócios referentes aos seus interesses efêmeros.
Alguns passam a existência inteira observando a cotação das bolsas.
Absorvem-se outros no estudo dos mercados.
Os países têm negócios internos e externos. Nos serviços que lhes dizem respeito, utilizam-se maravilhosas atividades da inteligência. Entretanto, apesar de sua feição respeitável, quando legítimas, todos esses movimentos são precários e transitórios. As bolsas mais fortes sofrerão crises; o comércio do mundo é versátil e, por vezes, ingrato.
São muito raros os homens que se consagram aos seus interesses eternos. Freqüentemente, lembram-se disso, muito tarde, quando o corpo permanece a morrer. Só então, quebram o esquecimento fatal.
No entanto, a criatura humana deveria entender na iluminação de si mesma o melhor negócio da Terra, porquanto semelhante operação representa o interesse da Providência Divina, a nosso respeito.
Deus permitiu as transações no planeta, para que aprendamos a fraternidade nas expressões da troca, deixou que se processassem os negócios terrenos, de modo a ensinar-nos, através deles, qual o maior de todos. Eis por que o Mestre nos fala claramente, nas anotações de Lucas: — “Não sabíeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: economia.culturamix.com

domingo, 22 de junho de 2014

JESUS E RESPONSABILIDADE III

A humanidade sobrevive graças aos seus homens responsáveis, que trabalham continuamente em prol do bom, do belo, do ideal.
Eles se destacam pela grandeza das suas realizações cimentadas no sacrifício pessoal.
À mulher surpreendida em adultério, aos portadores do mal de Hansen e aos obsediados, após a recuperação de cada um, a advertência de Jesus era sempre firmada na responsabilidade, para que, em entesourando os valores éticos e os deveres espirituais, não se permitissem voltar aos erros.
Neste momento, quando necessitas dEle, reformula os teus conceitos sobre a vida e passa a atuar corretamente, dominado pela responsabilidade. A ninguém transfiras a causa dos teus desaires, dos teus insucessos. Dá-te conta deles e recomeça a ação transformadora.
Mesmo que não o queiras, serás sempre responsável pelos efeitos dos teus atos.
Colherás conforme semeares.
Assume, portanto, o teu compromisso com o Mestre e permanecerás saudável interiormente, prosseguindo íntegro nos teus deveres com responsabilidade.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: ricardo144.wordpress.com

sábado, 21 de junho de 2014

JESUS E RESPONSABILIDADE II

Como pastor de almas, Jesus fez-se-nos responsável, elucidando-nos a respeito dos deveres, das necessidades reais, dos legítimos objetivos da nossa vida.
Em contrapartida, doou-se-nos até o holocausto, não fosse a Sua vida ao nosso lado, em si mesma, um grande e estóico sacrifício de amor.
Não obstante, conclamava a todos que O buscavam para o dever da responsabilidade, que os capacita para as realizações relevantes.
Por conhecer a alma humana em sua realidade plena, identificava nela as nascentes de todos os males, como também a fonte generosa de todas as bênçãos.
Porque o homem ainda prefere a manutenção das próprias mazelas, nelas se comprazendo, anestesia-se no infortúnio em que permanece com certo agrado, embora demonstre desconforto e infelicidade.
Desse modo, sempre que acolhia àqueles que O buscavam, conhecendo-lhes as causas dos pesares, após atendê-los, propunha-lhes com veemência que não retornassem aos erros, a fim de que lhes não acontecesse nada pior.
A responsabilidade liberta o indivíduo de si mesmo, alçando-o aos planos superiores da vida.
Enquanto ele se movimenta cultivando o morbo das paixões selvagens, desajusta os implementos emocionais, tornando-se vítima de si mesmo, facultando que se lhe instalem as doenças degenerativas e causticantes.
A renovação moral propicia a canalização das energias saudáveis de forma favorável, preservando o ser para os cometimentos elevados a que se destina.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

sexta-feira, 20 de junho de 2014

JESUS E RESPONSABILIDADE I

Há, no homem, latente, um forte mecanismo que o leva a fugir da responsabilidade, transferindo o seu insucesso para outrem, na condição de indivíduo social, ou para os fatores circunstanciais da sorte, do nascimento e até de Deus.
Quando tal não se dá, na área das suas projeções comportamentais, apega-se ao complexo de culpa, mergulhando nas depressões em que oculta a infantilidade, pouco importando a idade orgânica em que transita.
A responsabilidade resulta da consciência que discerne e compreende a razão da existência humana, sua finalidade e suas metas, trabalhando por assumir o papel que lhe está destinado pela vida.
Graças a isso, não se omite, não se precipita, estabelecendo um programa de ação tranqüila, dentro do quadro de deveres que caracterizam o progresso individual e coletivo, visando à conquista da plenitude.
O homem responsável sabe o que fazer, quando e como realizá-lo.
Não se torna parasita social, nem se hospeda no triunfo alheio, tampouco oculta-se no desculpismo ridículo.
A sua lucidez torna-o elemento precioso no grupo social onde se movimenta. Talvez não lhe notem a presença, face à segurança natural que proporciona; todavia, a sua falta sempre se faz percebida por motivos óbvios.
A responsabilidade do homem leva-o aos extremos do sacrifício, da abnegação, da renúncia, inclusive do bem-estar, e até mesmo da sua vida.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              

DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A MORTE E SEU PROBLEMA II

      A curiosidade pelo desconhecido, a tendência de investi­gar os fenômenos novos são atrações para a mente perquiri­dora, que encontra recursos hábeis para os cometimentos.
A intuição da vida, o instinto de preservação da existên­cia, as experiências psíquicas do passado e para-psicológicas do presente atestam que a morte é um veículo de transferên­cia do ser energético pensante, de uma fase ou estágio vibra­tório para outro, sem expressiva alteração estrutural da sua psicologia. Assim, morre-se como se vive, com os mesmos conteúdos psicológicos que são os alicerces (inconsciência) do eu racional (consciência.)
Nesta panorâmica da vida (no corpo) e da morte (do cor­po) ressalta um fator decisivo no comportamento humano: o apego à matéria, com as conseqüentes emoções perturbado­ras e extratos do comportamento contaminados, jacentes na personalidade.
Sob um ponto de vista, a manifestação do instinto de con­servação é valiosa, por limitar os tresvarios do homem que, diante de qualquer vicissitude, apelaria para o suicídio, qual acontece com certos psicopatas. De certo modo, frenado, in­conscientemente, enfrenta os problemas e supera-os com a ação eficiente do seu esforço dirigido corretamente.
Por outro lado, os esclarecimentos religiosos, embora a multiplicidade dos seus enfoques, demonstrando que a morte é período de transição entre duas fases da vida, contribuem para demitizar o pavor do aniquilamento.
Definitivamente, as experiências psíquicas, parapsicoló­gicas e mediúnicas, provocadas ou naturais, têm trazido im­portante contribuição para eqüacionar o problema da morte, dando sentido à existência.
Conscientizando-se, o homem, da continuidade do ser pensante após as transformações do corpo através da morte da forma, alteram-se-lhe, totalmente, os conceitos sobre a vida e a sua conduta no transcurso da experiência orgânica.
De qualquer forma, reservar espaços mentais para o desa­pego das coisas, das pessoas e das posições, analisando a ine­vitabilidade da morte, que obriga o indivíduo a tudo deixar, é uma terapia saudável e necessária para um trânsito feliz pelo mundo objetivo.
                                        

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: amigosespiritasonline.blogspot.com

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A MORTE E SEU PROBLEMA I

  Fatalidade biológica, a morte é fenômeno habitual da vida. Na engrenagem molecular, associam-se e desagregam-se par­tículas, transformando-se através do impositivo que as cons­titui, face à finalidade específica de cada uma. Por efeito, o mesmo ocorre com o corpo, no que resulta o fenômeno co­nhecido como morte.
Desinformado quanto aos mecanismos da forma e da fun­cionalidade orgânica, desestruturado psicologicamente, o homem teme a morte, em razão do atavismo representativo do fim da vida, da consumpção do ser.
A morte é um fenômeno ínsito da vida, que não pode ser desconsiderado.
Neuroses e psicoses graves se estabelecem no indivíduo em razão do medo da morte, paradoxalmente, nas expressões maníaco-depressivas, levando o paciente a suicidar-se ante o temor de a aguardar.
Numa análise psicológica profunda, o homem teme a morte, porque receia a vida. Transfere, inconscientemente, o pavor da existência física para o da destruição ou transforma­ção dos implementos que a constituem. Acostumado a eva­dir-se das responsabilidades, mediante os mecanismos des­culpistas, o inexorável acontecimento da morte se lhe torna um desafio que gostaria de não defrontar, por consciência, quiçá, de culpa, passando a detestar esse enfrentamento.
Para fugir, mergulha na embriaguez dos sentidos consu­midores e das emoções perturbadoras, abreviando o tempo pelo desgaste das energias mantenedoras do corpo físico.
O homem, acreditando-se previdente e ambicioso, aplica o tempo na preparação do futuro e na preservação do presen­te. Entretanto, poderia e deveria investir parte dele na refle­xão do fenômeno da morte, de modo a considerá-lo natural e aguardá-lo com tranqüila disposição emocional. Nem o de­sejando ou, sequer, evitando driblá-lo.
A educação que se lhe ministra desde cedo, face ao mes­mo atavismo apavorante da morte, é centrada no prazer. nas delícias do ego, nas vantagens que pode retirar do corpo, sem a correspondente análise de temporalidade e fragilidade de que se revestem. Graças a essa inadvertência espocam-lhe os conflitos, as fobias, a insegurança.
Um momento diário de análise, em torno da vida física, predispõe a criatura a projetar o pensamento para mais além do portal de cinza e de lama em que se deteriora a organiza­ção somática.
Tudo, no mundo físico, é impermanente, e tal imperma­nência pode ser vista sob duas formas: a exterior ou grossei­ra, e a interior ou sutil.
Nada é sempre igual, embora a aparência que preserva nos períodos de tempo diferentes. Por isto mesmo, tudo se encontra em incessante alteração no campo das micropartí­culas até o instante em que a forma se modifica — fase sutil de impermanência. Um objeto que se arrebenta e um corpo, ve­getal, animal e humano, que morre, passam pela fase da tran­sição exterior grosseira para uma outra estrutura, experimen­tando a morte.
A morte, todavia, não elimina o continuar da consciên­cia, após a disjunção cadavérica.
Se, desde cedo, cria-se o hábito da meditação a respeito da consciência sobrevivente, independente do corpo, a morte perde o seu efeito tabu de aniquiladora, odienta destruidora do ideal, do ser, da vida.
O tradicional enigma do que acontece após a morte deve ser de interesse relevante para o homem que, meditando, en­contra o caminho para decifrá-lo. Deixar-se arrastar pelo pa­vor ou não lhe dar qualquer importância constituem compor­tamentos alienantes.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: grupoallankardec.blogspot.com

terça-feira, 17 de junho de 2014

DIANTE DA PERFEIÇÃO

“Sedes perfeitos como Nosso Pai Celestial!”
Esta foi a advertência do Senhor ao nosso coração de aprendizes.
Todavia, à maneira do verme contemplando a estrela longíqua,
Sabemos quão imensa é a distância que nos separa da meta.
Impedimentos, compromissos e inibições fluem do nosso “ontem”, asfixiando-nos a cada momento de hoje, o anseio de movimentação para a luz.
Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora, e a perfeição ser-nos-à, um dia preciosa fonte e bênção, descotinando-nos luminoso porvir.


Fonte: Nascer e Renascer –Chico Xavier/André Luiz
imagem: sementesdecristoluz.blogspot.com

segunda-feira, 16 de junho de 2014

BENEFÍCIO DO ELOGIO

                A reclamação ocupa o espaço que o elogio deveria ocupar.
                Observando a personalidade do queixoso, iremos verificar uma outra característica importante, tanto quanto determinante, a seu estado de queixas: a falta de elogios às pessoas que estão à sua volta.
                Por uma questão de fácil entendimento, quanto mais nos queixamos menos conseguimos ver o lado bom da veda e das pessoas e, desta forma, vamos ficando paralisados no que tange a manifestação de elogios e a valorização de tudo. É como se esfriássemos por dentro. Não temos     nem vontade e nem coragem de elogiar as pessoas e, como na ausência da luz a escuridão se apodera, a vida vai ficando sombria e triste e passamos a expor uma visão tétrica da vida.
                A partir de agora, aquele que verdadeiramente desejar implantar a si uma terapia antiqueixa, deve adotar esta difícil tarefa diária: elogiar!
                Não interessa o que ou a quem, mas devemos elogiar todos os dias alguma coisa ou pessoa. Contudo, para início de tratamento onde cada um é seu paciente e seu médico, institua três elogios por dia, todos os dias.
                Sei que parece fácil, mas coloque em prática para sentir.
                Três elogios por dia, todos os dias. Fale do dia, das cores, do nosso país, da roupa das pessoas, do cabelo das vaidosas, da inteligência dos intelectuais, da inocência das crianças e tudo mais. Importante neste processo é não avaliar se as pessoas merecem ou não seu elogio mas, sim, elogiar, afinal quem está em processo de terapia é você!
                No começo as pessoas acham estranho mas não desista, afinal, somos estranhos em tanta coisa. Uma razão a mais ou a menos não mudaria nada.
                Prossiga! Elogie e logo sentirá a vida lhe responder à altura através do acaso ou do universo das sensações que nos conduzem as ondas do equilíbrio e da satisfação.
                Por não ser algo natural em você, anote em algum lugar visível o lembrete:
                “Três elogios por dia, todos os dias”.
                É fundamental para abandonarmos o vício da queixa  aprendermos a ver e a valorizar o que é bom, ou o que nem é bom mas pode ficar se for estimulado.
                Além do benefício pessoal, ao elogiar as pessoas as estimulamos a serem melhores e a elogiarem também. É o contágio do bem! O elogio faz com que todos se sintam valorizados, alimentando a autoestima, proporcionando bem estar.
                Neste ponto, a satisfação do elogio, tanto feito como recebido, auxilia a instalação da paz uma vez eu evidencia o bem.
                Desta forma, insira em seu comportamento esta nova postura. Insista e logo verá esta valorosa ferramenta agregada ao seu patrimônio de valores pessoais, afinal, quando Jesus foi identificado como O Consolador, era porquê para todas as situações da vida humana, Ele sempre tinha uma visão positiva e estimulante!


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: blogandosobreavida.blogspot.com

domingo, 15 de junho de 2014

RELATIVIDADE

                De modo geral, não admitimos que podem coexistir entre amigos sentimentos ambivalentes como: admiração e inveja, estima e competição, afeição e orgulho.  As emoções radicalmente diferentes, ou mesmo opostas, são inatas nas criaturas humanas no estágio evolutivo em que se encontram.
                Muitos tiveram uma educação fantasiosa do tipo “e viveram felizes para sempre” e, quando se deparam com a realidade humana, ficam profundamente chocados por constatar que possuem ambivalência de sentimentos, identificando-os também, analogamente, nas figuras mais importantes de sua vida.
                Todo ser na Terra está aprendendo a usar coerentemente seus sentimentos e emoções. Não podemos fugir dessa verdade. Nossa visão interior precisa mover-se como um pêndulo, a fim de evitarmos unilateralidades que nos impedem de ver o todo. Sabedoria traduz-se na capacidade de reconhecer, ou na habilidade de ver a totalidade da vida em seu completo equilíbrio. Viver na polaridade não nos deixa entender as diversidades de sentimentos e emoções que vivenciamos. Precisamos adquirir uma percepção intuitiva, para não analisarmos tudo como sendo absoluto. Toda avaliação correta usa de critérios com certa relatividade e prende-se às circunstâncias do momento e não, exclusivamente, aos fatos em si.
                Essa dualidade de opostos irreconciliáveis entre certo-errado nos embrenha cada vez mais na polaridade, impedindo-nos de compreender que cada parte contém o todo.  Somos unos com a Vida. Estamos ligados de forma integrante às pessoas e todas as outras forma de vida do universo.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: terapiacomunitariapsicanalise.blogspot.com

sábado, 14 de junho de 2014

COMÉRCIO E INTERCÂMBIO

O Comércio é também uma escola de fraternidade.

Realmente, carecemos da atenção do vendedor, mas o vendedor espera de nós a mesma atitude.

Diante de balconistas fatigados ou irritadiços, reflitamos nas provações que, indubitavelmente, os constrange nas retaguardas da família ou do lar, sem negar‐lhes consideração e carinho. 

A pessoa que se revela mal‐humorada, em seus contatos públicos, provavelmente carrega um fardo pesado de inquietação e doença.

Abrir caminho, à força de encontrões, não é só deselegância, mas igualmente lastimável descortesia.

Dar passagem aos outros, em primeiro lugar, seja no elevador ou no coletivo, é uma forma de expressar entendimento e bondade humana.

Aprender a pedir um favor aos que trabalham em repartições, armazéns, lojas ou bares, é obrigação.

Evitar anedotário chulo ou depreciativo, reconhecendo‐se que as palavras criam imagens e as imagens patrocinam ações.

Zombaria ou irritação complicam situações sem resolver os problemas.

Quando se sinta no dever de reclamar, não faça de seu verbo instrumento de agressão.

O erro ou o engano dos outros talvez fossem nossos se estivéssemos nas circunstâncias dos outros. 

Afabilidade é caridade no trato pessoal.

Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: www.greennation.com.br

sexta-feira, 13 de junho de 2014

CADA ENSINAMENTO NO SEU TEMPO

                Quando colocamos uma luz muito forte diante dos olhos de alguém ela o ofusca, pois nossa visão não está preparada para um foco intensivo de luminosidade. Então ao invés de ajudar, prejudicamos.
                Assim acontece com os ensinamentos que devem ser apresentados de conformidade com estrutura intelectual das pessoas, permitindo que elas consigam absorve-los em plenitude.
                A Providência Divina, no âmago de seu laborioso programa de apoio ao homem na Terra, vem paulatinamente oferecendo as informações necessárias para que deixemos o estado de selvageria para alcançarmos a condição de angelitude. As lições estão chegando frequentemente.
                Moisés, inspirado pelos Benfeitores da Humanidade, registrou os dez mandamentos, que permanecem conosco até o momento como um manual de conduta e bússola norteadora das nossas ações. São preciosos itens que se seguidos conduzem a criatura humana à felicidade.
                Após, Jesus se apresentou ao mundo, trazendo pessoalmente a Boa Nova, ou seja o seu Evangelho, reafirmando os dez mandamentos e ampliando-os infinitamente para que pudéssemos aprofundar nossas reflexões e análises a cerca dos assuntos divinos. Colocou em nossas mãos um notável código moral, apontando com segurança ao homem a estrada da ascenção espiritual.
                Já em 1857, Allan Kardec, em confirmação ao texto do Evangelho do Cristo, informando que Seus ensinamentos seriam esquecidos e que, portanto, haveria necessidade de, no tempo certo, enviar um consolador, que ficaria eternamente conosco, codificou a Doutrina Espírita, apresentando a todos nós o mundo espiritual e sua íntima relação com o mundo físico. Os espíritos, mais intensivamente, falaram aos ouvidos humanos, mostrando que a morte não existe e que a vida continua nas “muitas moradas na casa do Pai”.
                A partir de 1927, com o advento Chico Xavier, a Terra começou a receber uma quantidade imensa de livros ditados pelos próprios Espíritos, através da psicografia desse fantástico médium. Até ao final da sua existência foram mais de quatrocentos livros versando sobre os mais variados temas.
                Outros médiuns e escritores encarnados se juntaram a ele e a literatura espiritual, hoje, é vastíssima estando ao alcance dos interessados. Detalhadamente, temos ricas informações sobre a vida fora do corpo. A morte deixou então de ser o fim de uma vida para transformar-se apenas numa metamorfose, onde trocamos a existência material pela espiritual, continuando com os nossos sonhos, ideais, anseios e desejos de felicidade junto aos seres amados.
                Com a publicação, em 1943, do livro “Nosso Lar”, pelo espírito André Luiz, psicografia de Francisco C. Xavier, e, das demais obras do mesmo autor espiritual, nossa estadia nas colônias lá existentes, com preparamos nossa volta ao mundo físico para novas reencarnações e uma infinidade de dados valiosíssimos que servem de base para que tracemos nossas metas aqui na Terra.
                Então, tudo vem no tempo preciso. Em hipótese alguma podemos afirmar que a Bondade Divina não tenha, com muita frequência, oferecido ao homem todos os recursos de que ele carece para realizar seu progresso espiritual.
                Façamos uma acurada reflexão e identificaremos o Amor Divino caminhado sempre conosco.
                Que tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir...
 Waldenir Cuin
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan/2014
imagem: blogdolivroespirita.com

quinta-feira, 12 de junho de 2014

DINHEIRO E AMOR

Cap. XI – Item 9
Diante do bem, não pronuncies a palavra “impossível”.
Certamente, sofres a dificuldade dos que herdaram a luta por preço das menores aquisições. Ainda assim, lembra-te de que a virtude não reside no cofre.
Onde encontrarias ouro puro a fazer-se pão na caçarola dos infelizes?
Em que lugar surpreenderias frágil cobertor tecido de apólices para agasalhar a criança largada ao colo da noite?
Entretanto, se o amor te faz lume no pensamento, arrebatarás à imundície a derradeira sobra da mesa, convertendo-a no caldo reconfortante para o enfermo esquecido, e farás do pano pobre o abrigo providencial em favor de quem passa, relegado à intempérie.
Uma garganta de pérolas não emite pequenina frase consoladora e um crânio esculpido de pedras raras não deixa passar leve fio de ideação.
Todavia, se o amor te palpita na alma, podes falar a palavra renovadora que exclui o poder das trevas e inspirar o trabalho que expresse o apoio e a esperança de muita gente.
Respeita a moeda capaz de fazer o caminho das boas obras, mas não esperes pelo dinheiro a fim de ajudar.
Hoje mesmo, em casa, alguém te pede entendimento e carinho e, além do reduto doméstico, legiões de pessoas aguardam-te os gestos de fraternidade e compreensão.
Recorda que a fonte da caridade tem nascedouro em ti mesmo e não descreias da possibilidade de auxiliar.
Para transmitir-nos semelhante verdade, Jesus, a sós, sem fiança terrestre, usou as margens de um lago simples, ofertou simpatia aos que lhes buscavam a convivência, confortou os enfermos da estrada, falou do Reino de Deus a alguns pescadores de vida singela e transformou o mundo inteiro, revelando-nos, assim, que a caridade tem o tamanho do coração.
Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: pt.dreamstime.com

quarta-feira, 11 de junho de 2014

PADECER

“Nada temas das coisas que hás de padecer.” — (APOCALIPSE 2:10)

Uma das maiores preocupações do Cristo foi alijar os fantasmas do medo das estradas dos discípulos.
A aquisição da fé não constitui fenômeno comum nas sendas da vida.
Traduz confiança plena.
Afinal, que significará “padecer”?
O sofrimento de muitos homens, na essência, é muito semelhante ao do menino que perdeu seus brinquedos.
Numerosas criaturas sentem-se eminentemente sofredoras, por não lhes ser possível a prática do mal; revoltam-se outras porque Deus não lhes atendeu aos caprichos perniciosos.
A fim de prestar a devida cooperação ao Evangelho, é justo nos incorporemos à caravana fiel que se pôs a caminho do encontro com Jesus, compreendendo que o amigo leal é o que não procura contender e está sempre disposto à execução das boas tarefas.
Participar do espírito de serviço evangélico é partilhar das decisões do Mestre, cumprindo os desígnios divinos do Pai que está nos Céus.
Não temamos, pois, o que possamos vir a sofrer.
Deus é o Pai magnânimo e justo. Um pai não distribui padecimentos. Dá corrigendas e toda corrigenda aperfeiçoa.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: fatimasantoandre.com.br

segunda-feira, 9 de junho de 2014

JESUS E DECISÃO

A um jovem, que parecia disposto a ingressar na Nova Era, candidatando-se a segui-lO, Jesus propôs o convite direto, sem preâmbulos.
Apesar do interesse que se refletia na face ansiosa, o moço, receoso, esquivou-se sob a justificativa de que iria antes sepultar o genitor que havia morrido.
Diante da resposta que parecia justa, o Mestre foi, no entanto, contundente, informando-o “Deixa aos mortos o cuidado de sepultar os seus mortos; mas tu, vem construir no coração o reino de Deus”.
Pode causar estranheza a atitude e proposta de Jesus a um filho que pretendia cumprir com o seu dever imediato: no caso, enterrar o pai desencarnado.
É provável que esse fosse o seu intento real, adiando o engajamento na tarefa da vida eterna. Todavia, é possível que o moço ocultasse alguma outra intenção.
O desejo de estar presente ao velório e à inumação do cadáver talvez significasse a preocupação de ser visto como um filho cuidadoso e fiel, merecedor da herança que lhe cabia.
Alguma disposição testamentária, provavelmente, exigia-lhe o cumprimento desse dever final, sob pena de perder o legado. Então, a sua presença não significaria um ato de amor, mas um ato de interesse subalterno.
Os bens materiais, não obstante possuam utilidade, favorecendo o conforto, o progresso, a paz entre os homens quando bem distribuídos, são, às vezes, de outra forma, algemas cruéis que aprisionam as criaturas, e que, transitando de mãos, são coisas mortas, que não merecem preferência ante as verdades eternas.
Igualmente se pode pressupor que o rapaz, ainda cioso da sua juventude, não estivesse disposto a renunciá-la, encontrando, na justificativa, uma forma nobre para evadir-se do compromisso.
Os gozos materiais são cadeias muito vigorosas que jugulam os homens às paixões primitivas que deveriam superar a benefício próprio, mas que quase sempre os levam à decomposição moral, à morte dos ideais libertadores.
Quiçá a preocupação a respeito da nova responsabilidade causasse no candidato um receio injustificado, levando-o à escusa com o argumento apresentado.
O medo de assumir compromissos graves impede o desenvolvimento intelecto-moral do indivíduo, mantendo-o estacionado na rotina despreocupada e monótona do seu dia-a-dia.
O convite de Jesus faz-se acompanhar de um programa intenso, iniciando-se na renovação íntima para melhor, e prosseguindo na ação construtiva do bem em toda parte.
O medo é fator dissolvente da individualidade humana, responsável por graves desastres e crimes que poderiam ser evitados.
É força atuante que conduz à morte das realizações dignificantes e das próprias criaturas.
Por fim, suponhamos que o sentimento filial prevalecesse na resposta e ele estivesse preocupado com o pai desencarnado.
Ainda assim, qualquer pessoa poderia sepultá-lo, mas ninguém, exceto ele mesmo, poderia encarregar-se da sua iluminação.
Jesus era a sua oportunidade única.
Jesus penetrou-o e sabia o motivo real da sua recusa. Porém, deixou-o livre para decidir-se.
Ele foi sepultar o progenitor e não voltou.
Perdeu a oportunidade.
Muitos ainda agem assim.
Observa o que elegeste para a tua atual existência: seguir a vida e vivê-la ou acumular tesouros mortos para sepultá-los no olvido.
Desnuda-te interiormente e contempla-te. Que possuis de real, que a morte não te arrebatará, e o que seguirá contigo?
Usa de severidade neste exame de consciência e toma o lugar do jovem convidado.
Que responderias a Jesus nesse momento?
Queixas-te dos problemas que te aturdem e os relacionas, ignorando ou tentando desconhecer que estás na Terra para aprender, resgatar, reeducar-te.
Olha ao redor e compreenderás o quanto é urgente que te decidas pelo melhor e duradouro para ti como ser imortal que és.
Postergando a decisão, quando então a tomar, provavelmente as circunstâncias já não serão as mesmas e a tua situação estará diferente, talvez complicada.
O momento é este.
Deixa-te permear pela presença dEle e, feliz, segue-o.
Com tal atitude os teus problemas mudarão de aparência. perderão o significado afligente, contribuirão para a tua felicidade.
Renascerás dos escombros e voarás no rumo da Grande Luz, superando a noite que te aturde.

Fonte: JESUS E ATUALIDADE              
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS
imagem: ayeri.deviantart.com