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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

REFLEXÕES DE NATAL

                 Com essa reflexão a respeito do Natal, encerro este ano, rogando a Deus que todos os seguidores e aqueles que visitam esse blog possam ser abençoados em todas as suas realizações. Que possamos fazer nossas reflexões de final de ano, juntando forças e vontade para fazermos nossa reforma íntima.
                 A partir de hoje entraremos de férias e retornaremos no dia 15/01/2015.

QUANDO NASCEU JESUS?
                E, mais uma vez, o Natal... Uma grande festa, introduzida no calendário na distante Idade Média, instituída no calendário na distante Idade Média, instituída pelo Papa Júlio I, como uma forma de atrair o interesse da população para o Catolicismo, em plena Roma. Como era preciso arregimentar novos e muitos crentes, a Igreja ofereceu o Natal como uma espécie de substituição a uma festa antiga do Império Romano, que era dedicada ao deus Mitra, divindade persa que se aliou ao sol para obter calor e luz em benefício das plantas, cujo culto, no último século antes de Cristo, era um dos mais populares do Império Antigo. Portanto, não é cientificamente correta a versão de que Jesus teria nascido em 25 de dezembro. Mas, isso é o que pouco importa. Saber o dia do nascimento de Jesus na Terra é desnecessário, imprescindível é saber quando ele nasceu na nossa vida.
                No texto de Vinícius, intitulado Quando Nasceu Jesus, que está no livro Em Torno do Mestre (postado a baixo), mostra as diferentes datas do nascimento de Jesus para algumas personalidades. Dentre as respostas, destaco duas: a de Joana de Cusa, que assim se pronunciaria se fosse perguntado onde e quando nasceu Jesus: “Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, eu ouvi o povo gritar: - Negue! Negue!. E o soldado com a tocha acesa dizendo: - Este teu Cristo ensinou-lhe apenas a morrer? Foi neste instante que, sentindo o fogo subir pelo meu corpo, pude com toda certeza e sinceridade dizer: - Não me ensinou só isso, Jesus ensinou-me também a amá-lo”. E, com Maria de Nazaré, se fosse questionada com a mesma pergunta, nos diria: “Jesus nasceu em Belém, sob as estrelas, que eram focos de luzes guiando os pastores e suas ovelhas ao berço de palha. Foi quando o segurei em meus braços pela primeira vez e senti se cumprir a promessa de um novo tempo através daquele Menino que Deus enviara ao mundo, para ensinar aos homens a lei do amor”.
                O Natal deve ser uma rica oportunidade de questionamento interior, precisamos parar tudo na nossa vida e perguntar: quando Jesus nasceu para nós? E se a resposta não vier rápida, é bom nos preocuparmos, pois é bem provável que, mesmo com anos e anos de conhecimento da sua doutrina de luz, o Cristo ainda não tenha nascido em nós e se faz necessário cuidarmos para que Ele nasça.
                No mundo moderno, graças aos artifícios cada vez mais criativos da indústria e do marketing. Papai Noel ficou mais famoso que Jesus. Para muitas crianças e suas famílias, o Natal é o tempo do velhinho de barbas brancas e sorriso bonachão, que presenteia quem foi bonzinho o ano inteiro e tirou boas notas na escola. Para a maior parte das famílias, o Natal é apenas tempo de presentes e de festas em chácaras alugadas, sendo comemorado com caixas e caixas de cerveja, churrasco, piscina e funk no último volume. Porém para o verdadeiro cristão, deveria esta data ser o melhor tempo de reflexão sobre o por que da vida de Jesus à Terra e qual o legado que Ele nos deixou. “Porque tive fome, e me destes de comes; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me acolhestes; estava nu, e me vestistes; adoeci, e me visitastes; estava na prisão e fostes ver-me. Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes”. Esta é a dica que o próprio Mestre nos deixou para sabermos onde ele precisa nascer: em nós. E qual a festa de aniversário que ele desejaria ter? mesa farte, bebidas, presentes? Todo Natal deveria ter três momentos distintos: o momento da Prece, in instante da Reflexão sobre os objetivos alcançados e, por fim, uma análise crítica interior, se estamos cumprindo com os compromissos assumidos por nós antes do reencarne.
                Comemorar o nascimento de Jesus é buscar nos conhecermos melhor, conformando nossa vida com a Vontade de Deus (cuidar da reforma íntima e nos tornarmos homens e mulheres de Bem, edificando dentro de nós o belo, o bem e a justiça). Nos falta consciência, falamos muito, mas ainda não sentimos a fraternidade pulsar em nosso coração. Os interesses espirituais ainda não tem vez e nem voz em nossos corações; a doce e confortadora Doutrina do Cristo, embora nos tenha sido revelada há dois mil anos, ainda não nos mudou o suficiente. Reflitamos para que a festa de Natal seja, na realidade, uma oportunidade de renovação; tempo da gente se decidir a mudar para melhor, amando, servindo e exercendo o trabalho no bem, na solidariedade e na tolerância, com muita fraternidade. Pensemos nisso, neste Natal, para que o Cristo nasça na humilde manjedoura em que devem se converter os nossos corações.

Orlando Ribeiro
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2014

Cristo nasceu? Onde? Quando?
A salvação não está numa finalidade a que se convencionou denominar céu ou paraíso: está, sim, na perpétua renovação da vida para a frente e para o alto. Avançar, como disse São Paulo, de glória em glória, tal é, em síntese, o trabalho e o plano da redenção. Jesus é a força viva que, uma vez encarnada no homem, determina a sua constante transformação.
"O Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade, e vimos a sua glória como de unigênito do Pai. Mas a todos os que o receberam, aos que creem em seu nome, deu ele o direito de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas sim de Deus."
A prerrogativa de unigênito do Pai, Jesus a torna extensiva a todos os que de boa vontade o receberem. E assim se opera o seu natalício no coração do pecador.
O menino que Maria enfaixou, deitando-o, em seguida, numa manjedoura, é a figura desse Jesus que é força, que é poder, que é vida e verdade, atuando no interior do homem.
Invoquemos, em abono de nossa asserção, o testemunho de algumas personagens que figuram na esfera cristã como astros de primeira grandeza.
Perguntemos a Paulo — onde e quando Jesus nasceu? Ele nos dirá: Foi na estrada de Damasco, quando eu, então intolerante e fanatizado por uma causa inglória, me vi envolvido na sua divina luz. Dali por diante — "já não sou eu mais quem vive, mas o Cristo é que vive em mim".
Indaguemos de Madalena, onde e quando nasceu Jesus. Ela nos informará: Jesus nasceu em Betânia, certa vez em que sua voz, ungida de pureza e santidade, despertou em mim a sensação de uma vida nova, com a qual, até então, jamais sonhara.
Ouçamos o depoimento de Pedro, sobre a natividade do Senhor, e ele assim se pronunciará: Jesus nasceu no átrio do paço de Pilatos, no momento em que o galo, cantando pela terceira vez, acordou minha consciência para a verdadeira vida. Daí por diante, nunca mais vacilei diante dos potentados do século, quando me era dado defender a Justiça e proclamar a verdade, pois a força e o poder do Cristo constituíram elementos integrantes de meu próprio ser.
Chamemos à baila João Evangelista e peçamos nos diga o que sabe acerca do natal do Messias, e ele nos dirá: Jesus nasceu no dia em que meu entendimento, iluminado pela sua divina graça, me fez saber que Deus é amor.
Dirijamo-nos a Zaqueu, o publicano, e eis o seu testemunho: Jesus nasceu em Jericó, numa esplêndida manhã de sol, quando eu, ansioso por conhecê-lo, subi numa árvore, à beira do caminho por onde ele passava, contentando-me com o ver de longe. Eis que ele, amorável e bom, acena-me, dizendo : Zaqueu, desce, importa que me hospede contigo. Naquele dia entrou a salvação no meu lar.
Interpelemos Tomé, o incrédulo: Quando e onde nasceu o Mestre? Ele, por certo, retrucará: Jesus nasceu em Jerusalém, naquele dia memorável e inesquecível em que me foi dado testificar que a morte não tinha poder sobre o Filho de Deus. Só então compreendi o sentido de suas palavras: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
Apelemos, finalmente, para Dimas, o bom ladrão: Onde e quando Jesus nasceu? Ele nos informará: Jesus nasceu no topo do Calvário, precisamente quando a cegueira e a maldade humana supunham aniquilá-lo para sempre; dali ele me dirigiu um olhar repassado de piedade e de ternura, que me fez esquecer todas as misérias deste mundo e antegozar as delícias do Paraíso. Desde logo, senti-o em mim e eu nele.
Tal foi o testemunho do passado — tal é o testemunho do presente, dado por todos os corações que, deixando de ser quais hospedarias de Belém, onde não havia lugar para o nascimento de Jesus, se transformaram, pela humildade, naquela manjedoura, que o amor engenhoso da mais pura e santa de todas as mães converteu no berço do Redentor do mundo.

Fonte: Em Torno do Mestre - Vinicius
imagem: google

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS V

                O sofrimento resultante do condicionamento abarca a educação incorreta, a convivência social pouco saudável, que propiciam agregados físicos e mentais contaminados.
                A escala de valores, para muitos indivíduos, apresenta-se investida, tendo por base o imediato, o arriscado, o vulgar e o promíscuo, o poder transitório, a força, como relevantes para a vida. Os seus agregados, sob altas cargas de contaminação, produzem sofrimentos físicos e mentais duradouros.
                As festas ruidosas atraem a atenção, as companhias jovens e irresponsáveis despertam interesse, as conversações chulas produzam galhofa, que são satisfações de um momento, responsáveis por sofrimentos de largo porte.
                Ao mesmo tempo, a contaminação psíquica e física, derivada dos condicionamentos doentios dos grupos sociais e dos indivíduos, promove sofrimentos, que poderiam ser evitados.
                A irradiação mórbida de uma pessoa enviando à outra energia negativa, termina por contaminá-la, caso esta não possua fatores defensivos, reagentes, que procedem da sua conduta mental e moral edificante.
                O homem vive na Terra sob a ação de medos: da doença, da pobreza, da solidão, do desamor, do insucesso, da morte. essa conduta é resultado de seu despreparo para os fenômenos normais da existência, que deve encarar como processo da evolução.
                Herdeiro da própria consciência, é também legatário dos atavismos sociais, dos hábitos enfermos, dentre os quais se destacam esses pavores que resultam das superstições, desinformações e ilusões ancestrais, formando os condicionamentos perturbadores.
                Absorvendo e impregnando-se desses fatores negativos, os sofrimentos apresentam-se-lhe inevitáveis, produzindo distúrbios psicológicos, mentais e físicos por somatização automática.
                A educação calcada nos valores ético-morais, não –castradora, que estimule a consciência do dever e da responsabilidade do indivíduo para com ele próprio, para com o seu próximo e para com a vida, equipa-o de saúde emocional e valor espiritual para o trânsito equilibrado pela existência física. Esse conhecimento prepara-o para que saiba selecionar o que lhe é útil e saudável, ajudando-o no crescimento interior para a sua realização pessoal. Enquanto este discernimento não se transformar em força canalizadora para o seu bem, o indivíduo experimentará o sofrimento resultante do condicionamento, que lhe advém dos agregados físicos e mentais contaminados.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS IV

                Aí estão os vícios sociais e morais estiolando vidas, produzindo a lassidão dos sentidos e, a médio, curto ou longo prazo conduzindo à loucura, ao autocídio. São alguns deles o inocente cigarro de exibição no grupo social como afirmação da personalidade, eliminação de tabu, respondendo por graves problemas respiratórios, cânceres, enfisemas pulmonares; o prazer etílico gerador de ressacas tormentosas, cirroses hepáticas, úlceras gástricas e duodenais, distúrbios intestinais e outros, além das alucinações que levam à violência, à depressão, à destruição de outras vidas e tudo quanto é caro, precioso, com resultados funestos; as drogas, que escravizam iniciando-se as dependências nas primeiras tentativas que parecem proporcionar prazer, estimulando a alegria, a coragem, a realização, vitórias fugidias sobre os fortes conflitos psicológicos, logo se convertendo em desgraças, às vezes, irremediáveis.
                O engano de considerar-se invencível, superior, provando o desconhecimento da fragilidade e da impermanência do conjunto que o constitui, especialmente de seu corpo, faculta, ao ser, prazer mentiroso, que o desperta sob grande sofrimento.
                Ninguém escapa às conjunturas que constituem a vida. Programada de forma a educar e fortalecer, seus aprendizes não a podem burlar indefinidamente.
                Enfrentar as vicissitudes e superar os valores indicativos de prosperidade, de prazer injustificável, eis como poupar-se ao sofrimento. É certo que um número significativo de prazeres se apresenta, sem riscos de converter-se em fator afligente.
                O sofrimento, portanto, quando se tem dele consciência, é facilmente evitável.

( continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS III


              Há o prazer que gera sofrimento.
                O cotidiano demonstra que a busca insaciável do prazer constitui um tormento que aflige sem compensação. Quando se tem a oportunidade de fruí-lo, constata-se que o preço pago foi muito alto e a sensação conseguida não recebeu retribuição correspondente.
                Ademais, há aquisições que proporcionam prazer em um momento para logo se transformarem em dores acerbas. E o responsável por esse resultado é a ilusão. A maioria dos sofrimentos decorre da forma incorreta por que a vida é encarada. Na sua transitoriedade, os valores reais transcendem ao aspecto e à motivação que geram prazer.
                Esse é o sofrimento da impermanência das coisas terrenas. Esfumam-se como palha ao fogo, atiçado pelo vento, logo se transformando em cinza flutuando no ar.
                Para conseguir desfrutar de determinado prazer o indivíduo investe além das possibilidades, constatando, depois, quantas dificuldades tem a enfrentar para manter essa conquista. A luta para possuir um automóvel último modelo expõe-no a compromissos pesados para o futuro. A imaginação estimula-o com a ilusão da posse para averiguar, passado o prazer, que não tem condições para preservar o veículo adquirido, ou os móveis, ou a residência, enfim, tudo quanto é impermanente e brilha com atração apenas por um dia.
                Medidas as possibilidades sem sacrifícios, é factível constatar até onde pode aventurar-se, sem os riscos de sofrer dores e arrependimentos tardios.
                Essa visão correta, realista, que se adquire da existência, emoldura-a de harmonia. No entanto, a fantasia injustificada responde pelo choque inevitável com a realidade.
                Certamente, a cautela nas decisões ao se pode converter em medo de agir, em cultivo de pessimismo para o futuro. São a ambição irrefreada, a precipitação, a falta de controle, que abrem espaços emocionais para o prazer que gera dor.

( continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 7 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS II

                A doença é resultado do desequilíbrio energético do corpo em razão da fragilidade emocional do espírito que o aciona. Os vírus, as bactérias e os demais microorganismos devastadores não são os responsáveis pela presença da doença, porquanto eles se nutrem das células quando se instalam nas áreas em que a energia se debilita. Causam fraqueza física e mental, favorecendo o surgimento da doença, por falta da restauração da energia mantenedora da saúde. Os medicamentos matam os invasores, mas não restituem o equilíbrio como se deseja, se a fonte conservadora não irradia a força que sustenta o corpo.
                Momentaneamente, com a morte dos micróbios, a pessoa parece recuperada, ressurgindo, porém, a situação, em outro quadro patológico mais tarde.
                A conduta moral e mental dos homens, quando cultiva as emoções da irritabilidade, do ódio, do ciúme, do rancor, das dissipações, impregna o organismo, o sistema nervoso, com vibrações deletérias que bloqueiam áreas por onde se espraia a energia saudável, abrindo campo para a instalação das enfermidades, graças à proliferação dos agentes viróticos degenerativos que ali se instalam.
                Quase sempre as terapias tradicionais removem os sintomas sem alcançarem as causas profundas das enfermidades.
                A cura sempre provém da força da própria vida, quando canalizada corretamente.
                As tensões físicas, mentais e emocionais são, igualmente, responsáveis pelas doenças – sofrimento que gera sofrimento.
                O homem, desde as suas origens sociais, aprende a ter medo, a conservar mágoas, a desequilibrar-se por acontecimentos de somenos importância, desarticulando o seu sistema energético. Passa de um aborrecimento para outro, cultivando vírus emocionais que facultam a instalação dos outros, degenerativos, responsáveis pelo agravamento das usas doenças.
                Os condicionamentos, as idéias pessimistas, as crenças absurdas, as ações vexatórias são responsáveis pelas tensões que levam à desarmonia.
                Evitando essas cargas, o sistema energético-imunológico liberará de doenças o indivíduo, e a sua vida mudará, passando a melhorar o seu estado de saúde.
                As causas profundas das doenças, portanto, estão no indivíduo mesmo, que se deve auto-examinar, autoconhecer-se a fim de liberar-se desse tipo de sofrimento.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 6 de dezembro de 2014

ANÁLISE DOS SOFRIMENTOS I

                Empenhar-se em superar o sofrimento deve ser a constante preocupação do homem.
                A dor macera os sentimentos, desencoraja as estruturas psicológicas frágeis, infelicita, leva a conclusões falsas e estimula os estados de exaltação emocional ou de depressão conforme a estrutura íntima de cada vítima.
                Apresenta-se sob dois aspectos: físico e mental, na imensa área das patologias geradoras de doenças. Nesse caso, o sofrimento é como uma doença e resultado dela.
                As doenças, porém, são inevitáveis na existência humana, em razão da constituição molecular do corpo, dos fenômenos biológicos a que está sujeito nas suas incessantes transformações.
                A abrangência da ação da matéria sobre o espírito, particularmente nos estágios mais primitivos, enseja sofrimentos constantes face às doenças físicas contínuas e às distonias mentais frequentes.
                À semelhança do buril agindo sobre a pedra bruta e lapidando-a, as doenças são mecanismos buriladores para a alma despertar as suas potencialidades e brilhar além do vaso orgânico que a encarcera.
                Nessa área, a ciência médica alcançou um elevado patamar do conhecimento, debelando antigas enfermidades que dizimavam milhões de existências e alucinavam multidões.
                A lucidez do diagnóstico, a habilidade cirúrgica, a farmacopéia rica e as diversas terapias alternativas tem contribuído com um grande contingente de socorro para atender os enfermos. Embora os surtos periódicos de antigos males e o surgimento de outros que a imprevidência gera, essa conquista expressiva contribui para que tal sofrimento seja atenuado.
                Na área das psicopatologias a visão humana é hoje mais benigna do que no passado, considerando o enfermo mental um ser humano, e como tal prossegue, ainda que momentaneamente tenha perdido a identidade, o equilíbrio, com o direito de receber assistência, oportunidade e amor.
                Multiplicaram-se, lamentavelmente, porém, os distúrbios existenciais, comportamentais, na área psicológica, nascendo a chamada geração neurótica perdida no mare magnum das vítimas do sexo em desalinho, das drogas alucinantes, da violência e agressividade urbanas, do cinismo desafiador.
                Os avanços tecnológicos não bloquearam os corredores do desespero; a cultura hedonista, fria em relação aos valores morais, e as guerras contínuas fomentaram o medo, a insatisfação, o desespero, as fugas emocionais.
                A juventude insegura tornou-se-lhe a grande vítima a um passo da depressão, da loucura, do suicídio.
                Ao lado das diversificadas patologias desesperadoras do momento os fenômenos psicológicos de desequilíbrio alastram-se incontroláveis.
                A mole humana passou a sofrer o efeito desses sofrimentos que se generalizaram.     

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

TÉCNICAS DA VIDA III

            Pudessem os metais negar-se à fornalha e a mínimas utilidades se reduziriam às necessidades humanas.
Recusasse-se a bomba cardíaca à ação intérmina e de breve duração se faria a vida animal e humana.
Dor é bênção que impulsiona o progresso.
Saúde é estímulo para o progresso.
Uma e outra constituem, no entanto, técnicas de que a vida se utiliza para a promoção de todas as criaturas.
Assim, liberta-te da amargura, da queixa e do pessimismo, recordando as horas boas e revivendo-as, de modo a te sentires emulado a prosseguir, ao invés de te deter na tristeza e, desanimado, parares.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

TÉCNICAS DA VIDA II

                Foste mal sucedido num tentame. Esquece e recomeça-o, otimista.
                Atravessaste períodos difíceis, que te marcaram profundamente. Olvida e prossegue.
                Sofreste enfermidades pertinazes. Liberta-te da lembrança e vive.
                Provaste o fel da ingratidão várias vezes. Desculpa e avança.
                Perdeste bens e valores queridos. Recomeça e produze.
                Sempre há oportunidade nova, quando se deseja vencer.
                O guichê das reclamações está sempre repleto de pessoas atormentadas, enquanto que o da gratidão jaz vazio.
                Há muito para bendizer e louvar.
                Certamente sofreste, todavia, isto é o passado. Nesse pretérito, mil vezes houve em que sorriste, sonhaste, produziste, amaste e recebeste amor...
                Por que recordar somente o lado menos bom, aquele que te descontentou?
                Por que a eleição da amargura, em detrimento dos júbilos?
                Ninguém, no mundo, que passe incólume às experiências alegres como às tristes.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

TÉCNICAS DA VIDA I

                A vida são dádivas de amor onde e como quer que se expresse.
                Hálito divino, constitui bênção da forma como se manifeste.
                Alegrias e tristezas, felicidade e desdita, saúde e doença, poder e pobreza são experiências por onde transita o espírito no seu processo evolutivo.
                Legatário dos próprios atos, renasce para crescer, recapitulando labores mal sucedidos, aprendendo lições novas, superando-se.
                Erro e acerto, insucesso e triunfo constituem técnicas para a fixação da aprendizagem que o liberta das paixões, acrisolando os valores reais do bem.
                A vida atua em forma circular.                                          
                Tudo quanto se transforma em pensamento e ação se dilata e volve ao ponto de partida.
                Qualquer emissão vibratória segue a linha por onde se projeta e retorna ao fulcro gerador da força que a impulsiona.
                Se pensas bem, isto faz-te bem.
                Se pensas mal, eis que estás mal.
                Imperioso corrigires a tua posição mental, a fim de educares os teus impulsos.
                Mente e ação constituem causa e efeito que se interrelacionam.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

DESTINAÇÃO

Torpitude larval, de monera a monera,
Impulso a impulso, passo a passo, clima em clima.
Do lodo ao céu, da treva ao sol, de baixo
acima,
Homem, de longe vens!... Detém-te, escuta,
espera!
A fé restaura, o bem renova, a dor sublima.
Trabalha, sofre, aprende, ampara, persevera
Na construção do amor, por mais rija e severa,
Inda que a ingratidão te furte a humana
estima!
Da cruz que te escraviza entre abismos
medonhos,
tecerás, vida em vida, as asas de teus
sonhos,
Gemas, no entanto, agora, em lágrimas
submerso.
Hoje, viajor da sombra a caminhar de rastros,
Amanhã, rei da luz no domínio dos astros,
Partilhando com Deus o Trono do Universo!


Fonte: Poetas Redivivos – Chico Xavier/Maciel Monteiro
imagem: google