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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 19 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA I

                A identificação do homem com a mensagem evangélica, não raro se revela mediante o desapego aos objetos e valores materiais.
                Constitui um sinal de compreensão dos deveres humanos em relação ao próximo a generosidade fraternal, em forma de dádivas. No entanto, muitos daqueles que distendem os seus recursos amoedados, mesmo que forrados de propósitos salutares, impõe condições, formulam exigências, conseguindo, assim, minimizar o significado dos auxílios, quando não humilhando os beneficiários.
                O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
                Como consequência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.
                Superar as más inclinações e submeter as tendências dissolventes, eis o campo de trabalho silencioso e difícil que não pode ser marginalizado.
                Para que se logrem os resultados positivos, o empreendimento exige disciplina e resolução firme, cujas resistências se haurem no estudo da doutrina do Mestre, na prece e na meditação, com a atitude constante da caridade que faz desabrochem os tesouros que jazem no espírito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TOMADAS DE FORÇA

Partindo da certeza de que toda atitude é
Suscetível de ser imitada, compreendamos
Que o contágio da violência, em muitos casos,
Pode ser evitado se não lhe oferecermos
Determinados pontos de ligação.
Os pontos a que nos referimos são de
caracteres diversos, tais sejam:
      ·         Gritos inúteis
      ·         Brincadeiras de mau gosto
      ·         Reclamações agressivas
      ·         Ideias de ódio
·         Intolerância em casa
·         Descortesias na rua
·          Comentários infelizes
·         Respostas deprimentes
·         Perguntas sem necessidade
·         Críticas
·         Gestos de vingança
·         Palavrões
·         Ironias
·         Azedume
·         Cólera
·         Impaciência
Observemos que a energia elétrica,
Quase sempre, se aplica através de tomadas
E convençam-se de que a força mental,
Funciona, também, assim.


Emmanuel

imagem: google 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O SANTO, O ANJO E O PECADOR


O pecador escutava a orientação de um santo, que vivia, genuflexo, à porta de templo antigo, quando, junto aos dois, um anjo surgiu na forma de homem, travando-se breve conversação entre eles.
O ANJO – Amigos, Deus seja louvado!
O SANTO – Louvado seja Deus!
O PECADOR – Louvado seja!
O ANJO (Dirigindo-se ao santo) – Vejo que permaneceis em oração e animo-me a solicitar-vos apoio fraternal.
O SANTO – Espero o Altíssimo em adoração, dia e noite.
O ANJO – Em nome dele, rogo o socorro de alguém para uma criança que agoniza num lupanar.
O SANTO – Não posso abeirar-me de lugares impuros...
O PECADOR – Sou um pobre penitente e posso ajudar-vos, senhor.
O ANJO – Igualmente, agora, desencarnou infortunado homicida, entre as paredes do cárcere... Quem me emprestará mãos amigas para dar-lhe sepulcro?
O SANTO – Tenho horror aos criminosos...
O PECADOR – Senhor, disponde de mim.
O ANJO – Infeliz mulher embriagou-se num bar próximo. Precisamos removê-la, antes que a morte prematura lhe arrebate o tesouro da existência.
O SANTO – Altos princípios não me permitem respirar no clima das prostitutas...
O PECADOR – Dai vossas ordens, senhor!
O ANJO – Não longe daqui, triste menina, abandonada pelo companheiro a quem se confiou, pretende afogar-se... É imperioso lhe estenda alguém braços fortes para que se recupere, salvando-se-lhe também o pequenino em vias de nascer.
O SANTO – Não me compete buscar os delinquuentes senão para corrigi-los.
O PECADOR – Determinai, senhor, como devo fazer.
O ANJO – Um irmão nosso, viciado no furto, planeja assaltar, na presente semana, o lar de viúva indefesa... Necessitamos do concurso de quem o dissuada de semelhante propósito, aconselhando-o com amor.
O SANTO – Como descer ao nível de um ladrão?
O PECADOR – Ensinai-me como devo falar com ele.
Sem vacilar, o anjo tomou o braço do pecador prestativo e ambos se afastaram, deixando o santo em meditação, chumbado ao solo.
Enovelaram-se anos e anos na roca do tempo, que tudo alterara. O átrio mostrava-se diferente. O santuário perdera o aspecto primitivo e a morte despojara o santo de seu corpo macerado por cilício e jejum, mas o crente imaculado aí se mantinha em Espírito, na postura de reverência.
Certo dia, sensibilizando mais intensamente as antenas da prece, viu que alguém descia da Altura, a estender-lhe o coração em brando sorriso.
O santo reconheceu-o. Era o pecador, nimbado de luz.
– Que fizeste para adquirir tanta glória? – perguntou-lhe, assombrado.
O ressurgido, afagando-lhe a cabeça, afirmou simplesmente:
– Caminhei.

Fonte: Contos Desta e Doutra Vida - Francisco Cândido Xavier/Irmão X 
imagem: google


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

INDIVIDUALIDADE DA ALMA ANIMAL

A alma-grupo
            Muito se tem falado que os animais são seres que não possuem alma ou que, se possuem, faz parte de um todo coletivo, negando suas individualidades como seres espirituais.
            Aceitar que os animais são seres que não possuam alma ou que possuem uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pois:
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
           Essa tese de alma-grupo teria se iniciado na antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
            Em relação a alma-grupo, segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
            “Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem. Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que chamamos de alma-grupo”. (C. W. Leadbeater – escritor teosofista – Os mestres e a senda)
            Esse conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater, não condiz com a Doutrina Espírita, pois o espiritismo assinala que os espíritos estagiários no reino animal são espíritos em evolução.
            “Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)”. (Emmanuel)
            “Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o homem não seria menos homem e nem mais animal”. (Allan Kardec)
            “O princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade”; (Espírito de Verdade)
            ... que mantém sua individualidade na dimensão espiritual...
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
            ... e que finalmente reencarnam.
            “Somos espíritos que animaram animais de antes”. (Emmanuel)
            Não se tornam como se fosse uma gora de água no oceano e reencarnam seguidas vezes a fim de atingir o objetivo da evolução.
            Livro dos espíritos, questão 598:
            “A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?”
            - “Sua individualidade, sim.”
            “Se ela (a alma) não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso... seria como se não tivesse alma”. (Obras Póstumas)


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ATEÍSMO

Pergunta – Diga-nos algo àqueles que se dizem conscientemente ateus?
Resposta – Emmanuel comumente nos diz que o ateísmo é uma condição transitória para o espírito, considerando-se que todos nós somos criaturas imortais. O ateísmo assim pode ser considerado por faixa de sombra, em nossa estrada evolutiva. Uma espécie de túnel que atravessamos na direção da claridade.


Fonte: Encontros no Tempo – Chico Xavier/Diversos

sábado, 12 de agosto de 2017

DONATIVOS MENOSPREZADOS

Espírito: MILITÃO PACHECO.
Cumprir os próprios deveres sem esperar que os amigos teçam láureas de gratidão.
Calar toda queixa.
Abster-se do gracejo nas conversas de fundo edificante para não desencorajar a responsabilidade nascente.
Grafar páginas consoladoras e construtivas sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.
Prestar favores oportunos ao próximo sem a ideia de que o próximo venha, por isso, a dever-nos qualquer coisa, ainda mesmo o agradecimento mais simples.
Reconhecer que as faltas dos outros podiam ser nossas, a fim de que saibamos desculpa-los sem condições.
Não supor que o ouvinte ou os ouvintes seja obrigado a pensar pela nossa cabeça.
Executar os erros de quem se exprime numa assembléia, sem sorrisos de mofa, para que o iniciante no cultivo do verbo superior não se sinta frustrado em seus intentos de bem fazer.
Não atribuir a outrem essa ou aquela falha havida em serviço.
Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.
Não acusar e nem criticar pessoas sob o pretexto de estarem ausentes.
Silenciar diante dos grandes ou pequenos escândalos, sem considerações deprimentes, orando em favor daqueles que os provocaram.
Não reclamar homenagens afetivas nessa ou naquela circunstância.
Ouvir com respeito à palavra ou a dissertação supostamente fastidiosa, sem ofender a quem fala.
Evitar a maledicência em derredor de gestos, atitudes e frases sob nossa observação.
Substituir espontaneamente e sem qualquer apontamento desfavorável, nas boas obras, o seareiro em falta nas atividades previstas.
Executar com sinceridade as obrigações que a vida nos preceitua sem a preocupação de invadir as tarefas alheias.
Não opor contraditas às opiniões do interlocutor e sim ajuda-lo, sem presunção, a entender a verdade em torno disso ou daquilo, no momento adequado.
Amar sem pedir que os entes amados se convertam em bibelôs dos nossos caprichos.
Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir.
Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

terça-feira, 8 de agosto de 2017

O BEM-AVENTURADO

Na paisagem invadida de sombras, a multidão sofria e lutava por encontrar uma porta libertadora.
Na movimentação dos infelizes, surgiam conflitos e padecimentos, incompreensões e entraves que somente serviam para acentuar a penúria e o medo, as aflições e as feridas reinantes no caminho.
Alguns beneméritos aparecem com o objetivo de solucionar o enigma da região.
Culto orientador intelectual elevou-se à grande tribuna, envolvida igualmente de trevas, e procurou instruir e consolar a compacta fileira de sofredores, conquistando o respeito geral; contudo, nem todos lhe compreenderam, as palavras e áridas discussões se fizeram no vale da espessa neblina.
Veio um grande benfeitor e, compadecido, distribuiu vasta provisão de alimento e agasalho aos famintos e aos nus, merecendo o aplauso de muitos; entretanto, achava-se limitado às possibilidades individuais e não pode atender a todos, perseverando o império da dor no círculo popular.
Surgiu um médico e dispôs-se a curar os corpos doentes e amparou a comunidade, quando lhe foi possível, recebendo expressivo reconhecimento público; mas não conseguiu satisfazer a exigência total do extenso domínio de sombras, mantendo-se o vale na antiga situação de expectativa e discórdia.
Apareceu um filósofo e aconselhou regras especiais de meditação, atraindo o carinho e a gratidão dos pesquisadores intelectualizados; no entanto, era incapaz de resolver todos os problemas e a paisagem prosseguiu dolorosa e escura.
Mas, surgiu um homem de boa vontade que, depois de recolher bênçãos e valores, no serviço aos semelhantes, acendeu uma luz no próprio coração.
Maravilhoso milagre surpreendeu o vale inteiro.
Nem mais contendas, nem mais reclamações.
Precipitou-se a multidão para a claridade daquele que soubera transformar-se em lâmpada viva e brilhante, descortinando a estrada libertadora.
Tal benfeitor correspondia à exigência de todos e solucionara o problema geral.
E, por bem-aventurado, avançou para frente, com o poder de guiar e auxiliar, por haver improvisado em si mesmo o poder silencioso de amar e servir.
Não duvidemos, em nossas dificuldades, de aprender e ensinar, recebendo as luzes do Alto e distribuindo-as no grande vale da luta humana.
Todos os títulos de fraternidade e benemerência são veneráveis, mas, o coração que se una ao Cristo e se converte em luz para todos os companheiros da romagem terrestre é, sem contestação, o autor feliz da caridade maior.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

E O TEMPO LEVOU...

                Uma pessoa não espírita fez a seguinte pergunta: “Se existe a reencarnação, não há necessidade de tanta preocupação em se corrigir, mudar nossas más tendências, pois podemos deixar para as próximas reencarnações?”
                Refletindo...
                Nós espíritas temos total certeza na reencarnação, sabemos de fato que tudo na Doutrina Espírita tem profundas ligações com o processo maravilhoso da reencarnação. A filosofia espírita está de uma forma ou outra ligada ao contexto da reencarnação. Toda explicação das disparidades humanas tem suas raízes nas sucessivas existências, pois está alicerçada nos ensinos de Jesus de semear e colher.
                Assim, meu amigo acaba dizendo uma verdade, pois muitos de nós acabamos nos conformando com as coisas e deixando tudo para a próxima existência, como se a mesma fosse um simples trocar de roupa.
                A quem evita falar sobre o assunto, como se não falar em reencarnação a mesma fosse deixar de existir e assim não precisaria mais se preocupar com isso.
                Importante que reflitamos que nossa reencarnação requer um profundo estudo por parte da espiritualidade maior, levando em conta inúmeros fatores, tais como, nossas necessidades espirituais, materiais, emocionais, psicológicas, provas, expiações, méritos, entre outros, que tornam esse processo muito complexo. Tudo é devidamente preparado, inclusive as pessoas à nossa volta, os relacionamentos, vivências, entre tantas outras coisas, o que não é possível relacionar aqui nesse simples texto.
                Tudo é minuciosamente planejado para a nossa existência ser a melhor para nós e, na maioria das vezes, jogamos tudo no lixo.
                Frente a tudo isso, deveríamos dar uma atenção maior à nossa reencarnação atual, vendo nela uma oportunidade bendita, uma escola para o nosso aprendizado, como nos ensina André Luiz: “A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha”. Acima de tudo, a prática da caridade na sua mais profunda concepção deveria ser uma constante em nossas vidas.
                Infelizmente, perdemos muito tempo com nossas lamentações, frustrações, falta de amor, preocupações com situações de pouco ou quase nenhum valor para nosso espírito, atitudes de pouco valor espiritual.
                Trabalhando em satisfazer muitas vezes nosso egocêntrico sistema de vida, buscamos no dia a dia apenas e tão somente os resultados materiais da vida, perdendo o nosso bem mais preciosos – o tempo.
                Tempo – esse bem que não volta mais. Tempo gasto com situações que não somam valores para o nosso ser, apenas vivendo situações muitas vezes baseadas em vulgaridades, frivolidades e nada que venha somar, a não ser, novos compromissos espirituais para a próxima encarnação.
                Não podemos e não devemos deixar nada para a próxima encarnação, até porque, quando será essa próxima encarnação? Poderá demorar muito; vamos então aproveitar o hoje. Já aprendemos que o ontem já passou e o amanhã poderá não acontecer. O que interessa é o agora, construir dia a dia o Reino de Deus dentro de nós, nos ensina nosso Mestre Jesus.
                Agora ficou claro para mim o que Jesus nos ensinou: Deixai os mortos enterrarem os seus mortos...
                Assim refletindo na pergunta do início do texto,  podemos pensar “Porque perder tempo!”

Wagner Ideali

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

domingo, 6 de agosto de 2017

JESUS SABE



Cap. XII – Item 7
Disseste “não ajudo, porque esse homem é pervertido” e de outra feita, afirmaste “não auxilio, que essa mulher errou por querer”...
Não te lembraste, porém, que Jesus, antes, lhes viu a falta e nem por isso lhes cortou o ensejo à necessária reparação.
Não percas tempo em procurar o mal, emprega atenção em socorrer-lhe as vítimas.
Diante desse ou daquele acontecimento amargo, sempre mais do que nós, Jesus sabe...
Conhece o Divino Amigo onde se esconde o verme do vício, como também onde se oculta a farpa da crueldade.
Em razão disso, não te buscaria para relacionar as úlceras alheias nem para conferir os espinhos da estrada.
Se alguém prefere mergulhar na sombra, dize contigo:
– “Jesus sabe.”
Se alguém te não escuta a palavra de amor, nota em silêncio:
– “Jesus sabe.”
Se alguém surge enganado aos teus olhos, pensa convicto:
– “Jesus sabe.”
Se alguém foge de cumprir o dever, observa de novo:
– “Jesus sabe.”
Faze o bem que puderes e, entregando a justiça à harmonia da lei, entenderás, por fim, que Jesus nos chamou para fazer luzir a estrela da caridade onde a vida padeça o insulto da escuridão.
Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sábado, 5 de agosto de 2017

ORDENAÇÕES HUMANAS

“Sujeitai-vos, pois, a toda ordenação humana, por amor do Senhor.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO 2:13)

Certos temperamentos impulsivos, aproximando-se das lições do Cristo, presumem no Evangelho um tratado de princípios destruidores da ordem existente no mundo. Há quem figure no Mestre um anarquista vigoroso, inflamado de cóleras sublimes.
Jesus, porém, nunca será patrono da desordem. A novidade que transborda do Evangelho não aconselha ao espírito mais humilhado da Terra a adoção de armas contra irmãos, mas, sim, que se humilhe ainda mais, tomando a cruz, a exemplo do Salvador.
Claro está que a Boa Nova não ensina a genuflexão ante a tirania insolente; entretanto, pede respeito às ordenações humanas, por amor ao Mestre Divino.
Se o detentor da autoridade exige mais do que lhe compete, transforma-se
num déspota que o Senhor corrigirá, através das circunstâncias que lhe expressam os desígnios, no momento oportuno. Essa certeza é mais um fator de tranquilidade para o servo cristão que, em hipótese alguma, deve quebrar o ritmo da harmonia.
Não te faças, pois, indiferente às ordenações da máquina de trabalho em que te encontras. É possível que, muita vez, não te correspondam aos desejos, mas lembra-te de que Jesus é o Supremo Ordenador na Terra e não te situaria o esforço pessoal onde o teu concurso fosse desnecessário.
Tens algo de sagrado a fazer onde respiras no dia de hoje. Com expressões de revolta, tua atividade será negativa. Recorda-te de semelhante verdade e submete-te às ordenações humanas por amor ao Senhor Divino.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

CONSCIÊNCIA E CARÁTER II

                Fixa, nos painéis da memória, os teus momentos de júbilo, por mais insignificantes sejam. A sucessão deles dar-te-á uma vasta cópia de emoções estimuladoras para o bem.
                Esquece os insucessos, após considerares os resultados proveitosos que podes haurir.
                Quando algo de bom, de positivo te aconteça, comenta sem estardalhaço, revive e deixa-te penetrar pelo seu significado edificante.
                Quando fores visitado pela amargura, o desencanto, a dor ou a decepção, procura superar a vicissitude e avança na busca de novos relacionamentos, evitando conservar ressentimentos e detalhes infelizes.
                Não persistas nos comentários desagradáveis, que sempre ressumam infelicidade.
                Por hábito doentio, as pessoas se fixam nas ocorrências malsãs, abandonando as lembranças saudáveis. Perdem, assim, as memórias superiores e acumulam as reminiscências perturbadoras que ocupam os espaços mentais e emocionais, bloqueando as amplas áreas de desenvolvimento da consciência.
                Os episódios de consciência, de pequeno ou grande porte, formam o caráter que é a linha mestra de conduta para a vida.
                A consciência consegue descobrir os valores mais insignificantes e torna-los estímulos positivos para outras conquistas.
                A decisão e o esforço empregados para alcançar novas metas evolutivas desenvolvem o caráter moral, sem o qual falham os mais bem-elaborados planos de triunfo.
                O caráter saudável, disciplinado e responsável define o homem de bem, verdadeiro protótipo, que não se detém nem desiste quando lhe surgem obstáculos tentando dificultar-lhe o avanço.
                Necessitas levar adiante os planos bons, de desenvolvimento moral e espiritual, já registrados pela tua consciência.
                Não dês trégua à indolência, nem te apoies em evasivas ou justificativas irrelevantes.
                Identificado o dever, acorre a ele e executa-o.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

CONSCIÊNCIA E CARÁTER I

                Toda realização pensada, sentida e cultivada dá surgimento à memória, que registra as impressões mais fortemente experimentadas.
                A criatura humana deve preocupar-se, no bom sentido, com as emoções e acontecimentos positivos, de forma a guardar memórias que contribuam, por estímulos, para o próprio engrandecimento, para a harmonia pessoal.
                Acossada, porém, pelo medo e pelo costumeiro pessimismo, que se atribui contínuas desventuras, passa com ligeireza emocional pelas alegrias, enquanto se detém nos desencantos.
                Convidada aos padrões de bem-estar, busca com sofreguidão o autoflagelo, utilizando-se de mecanismos masoquistas para inspirar compaixão, quando possui equipamentos preciosos que fomentam e despertam o amor.
                Nega-se, por sistemática ausência de consciência, a empolgar-se com a luz, a beleza, o sentido da vida, entregando-se aos caprichos da rebeldia, filha dileta do egoísmo insatisfeito.
                Acreditando tudo merecer, atribui-se méritos que não possui e recusa-se a conquista-los.
                Compara-se com aqueloutras que vê em diferentes patamares, sem dar-se ao cuidado de examinar os sacrifícios que foram investidos, ou o que sente, quem lá se encontra, estabelecendo conceitos de felicidade, conforme pensa que as outras usufruem.
                Este é um estágio que remanesce do primitivismo do instinto, antes da fixação da consciência.
                Aprisiona-se aos atavismos dos quais se deveria libertar e cerra as possibilidades que lhe facultam os voos mais altos do sentimento e da razão. A alternativa da desdita e a perturbação da consciência tornam-se inevitáveis, gerando um comportamento que conduz à alienação.
                A consciência é uma conquista iluminativa. A sua preservação resulta do esforço que estabelece o caráter do ser.
                Todos os seres passam pelos mesmos caminhos e experimentam equivalentes desafios. O comportamento, em cada teste, oferece a promoção ou o estacionamento indispensável à fixação da aprendizagem. A conquista, portanto, do progresso, é pessoal e intransferível, o que é lei de justiça e de equanimidade.
                Cada um ascende através dos impulsos sacrificiais que desenvolve.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        

domingo, 30 de julho de 2017

ANIVERSÁRIO DO BLOG - 7 ANOS

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Mais um ano de vida, motivo para comemoração e alegria. Durante esse tempo, mantivemos postagens específicas sobre a Doutrina Espírita. Textos esclarecedores, consoladores, para reflexão, mas todos visando nosso progresso espiritual. Quero agradecer a todos os amigos que estiveram ligados a este espaço, seja por um dia, ou por esses 7 anos. Que possamos seguir juntos, estudando e nos esclarecendo, buscando sermos melhores a cada dia. Muita paz!

sábado, 29 de julho de 2017

TENTAÇÃO DO REPOUSO II

                A pretexto de repousar, não apliques o tempo na ociosidade dourada, nem no sono da indolência.
Não te confiras menos resistências do que aquelas que realmente possuis.
O homem é o que elabora intimamente.
As largas horas  de sono entorpecem a mente, amolentam os músculos, concitam à indolência.
Há serviços eu te aguardam, que fazem parte do processo da tua e da evolução de todos.
Não te suponhas melhor, nem pior do que o teu próximo.
A aparência engana e a presunção coloca lentes que deformam a visão da realidade.
Esforça-te, cada dia, para produzir mais, e lograrás melhores conquistas na área das próprias possibilidades.
Pensa nos paralíticos, nos limitados, nos enfermos de longo curso, nos de membros atrofiados. Ignoras o quanto dariam para estar nas tuas condições e oferecer-se para agir, realizar, produzir.
Cuida-te da tentação do repouso, renovando teus recursos íntimos, na oração que te sintonizará com o Bem e através da operosidade fraternal que te concederá dinamismo para afrontar deficiências e circunstâncias diversas com êxito.
                O cidadão nobre e o cristão decidido, mesmo durante o repouso físico pelo sono, não se quedam na inutilidade, oferecendo-se para o serviço edificante e aprendizagem moral nas Esferas Espirituais donde todos procedemos e para onde marchamos.
                Os indolentes e preguiçosos amolentam-se, em espírito, intoxicados pelos vapores do sono excessivo ou se deslocam para regiões infelizes onde compartem situações perniciosas com os escravos da perversão e da ociosidade.
                Repousa, quando necessário, todavia, não cesses de trabalhar dia algum da tua vida.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 28 de julho de 2017

TENTAÇÃO DO REPOUSO I

                Faz parte do trabalho o esquema do repouso. Sem este, a produtividade daquele padece lamentáveis consequências...
                O trabalho é a mola do progresso, que fomenta a evolução.
                O repouso refaz as forças, dá claridade à inteligência, vitaliza o corpo.
                Convém, no entanto, uma avaliação das horas aplicadas no trabalho e daquelas gastas no repouso.
                O espairecimento, o sono, o esporte funcionam como repouso. Mas, o trabalho, também.
                Quando se abraça um ideal de engrandecimento, a própria emulação da atividade gera forças que se renovam sem a necessidade da paralisação do trabalho.
                A diversificação de tarefas constitui uma forma elevada de repouso.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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