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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

A TERRA





Novo vídeo do meu canal. Reflexão a respeito da Terra como planeta escola. Texto de Emmanuel.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

SE VOCÊ PENSAR

Cap. IX – Item 6
Diz você que a palavra do companheiro é agressiva demais; no entanto, se você pensar nas frases contundentes que lhe saem da boca, nem de leve passará sobre o assunto.
Diz você que o amigo praticou erro grave; contudo, se você pensar nos delitos maiores que deixou de cometer, simplesmente por fugir-lhe a oportunidade, não encontrará motivo de acusação.
Diz você haver sofrido pesada ofensa; entretanto, se você pensar quantas vezes tem ferido os outros, olvidará, incontinenti, as falhas alheias.
Diz você que não suporta mais os trabalhos com que os familiares lhe tributam as horas, mas se você pensar nos incômodos que a sua existência tem exigido de todos eles, não terá gosto de reclamar.
Diz você que os seus sacrifícios são muito grandes, em favor do próximo; no entanto, se você pensar nas vidas que morrem diariamente, para que você tenha a mesa farta, decerto não falará mais nisso.
Diz você que as suas necessidades são invencíveis; contudo, se você pensar nas privações daqueles que seriam infinitamente felizes com as sobras de sua casa, não tropeçaria na queixa.
Diz você que não pode ajudar na beneficência, em razão de velha enxaqueca; contudo, se você pensar naqueles que jazem no leito dos hospitais, implorando um momento de alívio, não adiará seu concurso.
Diz você que não dispõe de tempo para o cultivo da caridade, mas se você pensar nos mil e quatrocentos e quarenta minutos que você possui, cada dia, para viver na Terra, não se esconderá em semelhante desculpa.
Em todo assunto de falta e perdão, não nos demoremos visando os outros. Pensemos em nós próprios e preferiremos fazer silêncio, extinguindo o mal.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O FRACASSO DE PEDRO

“E Pedro o seguiu, de longe, até ao pátio do sumo-sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados para ver o fim.” — (MATEUS 26:58)

O fracasso, como qualquer êxito, tem suas causas positivas.
A negação de Pedro sempre constitui assunto de palpitante interesse nas comunidades do Cristianismo.
Enquadrar-se-ia a queda moral do generoso amigo do Mestre num plano de fatalidade? Por que se negaria Simão a cooperar com o Senhor em minutos tão difíceis?
Útil, nesse particular, é o exame de sua invigilância.
O fracasso do amoroso pescador reside aí dentro, na desatenção para com as advertências recebidas.
Grande número de discípulos modernos participam das mesmas negações, em razão de continuarem desatendendo.
Informa o Evangelho que, naquela hora de trabalhos supremos, Simão Pedro seguia o Mestre “de longe”, ficou no “pátio do sumo-sacerdote”, e “assentou-se entre os criados” deste, para “ver o fim”.
Leitura cuidadosa do texto esclarece-nos o entendimento e reconhecemos que, ainda hoje, muitos amigos do Evangelho prosseguem caindo em suas aspirações e esperanças, por acompanharem o Cristo a distância, receosos de perderem gratificações imediatistas; quando chamados a testemunho importante, demoram-se nas vizinhanças da arena de lutas redentoras, entre os servos das convenções utilitaristas, assestando binóculos de exame, a fim de observarem como será o fim dos serviços alheios.
Todos os aprendizes, nessas condições, naturalmente fracassarão e chorarão amargamente.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O PENSAMENTO II

                Em uma visão espírita do pensamento, a mente plasma no cérebro a ideia, através das multifárias reencarnações, evoluindo o ser espiritual, desde simples e ignorante, quando se manifesta por meio do pensamento primitivo, até o momento em que, desenvolvendo todas as potencialidades que nele jazem, estas se desvelam e se fixam nos sutis painéis da sua constituição energética.
                O mecanismo filogenético é manipulado pela mente que programa a cerebração, pela qual exterioriza o pensamento na próxima reencarnação, tendo por base as conquistas anteriores.
                À medida que o espírito evolui, o corpo aprimora-se, em face das vibrações do períspirito que o organiza e mantém. Nesse seguimento, a organização material depende das energias espirituais, que necessitam do processo da reencarnação, como a semente precisa do solo para desatar a vida que nela estua embrionária, e o espermatozoide com o óvulo, no reduto próprio, para liberar a vida material.
                Assim, o pensamento, que procede da máquina mental, recorre ao cérebro a fim de fazer-se entendido no atual estágio de evolução da humanidade.
                Ocorrerá, oportunamente, que o pensamento no campo intuitivo se transmitirá de um a outro cérebro, telepaticamente, sem o impositivo da verbalização, da expressão material: sons, cores, imagens, formas.
                Disciplinar e edificar o pensamento mediante a fixação da mente em ideias superiores da vida, do amor, da arte elevada, do bem, da imortalidade, constitui o objetivo moral da reencarnação, de modo que a plenitude, a felicidade sejam a conquista a ser lograda.
                Pensar bem é fator de vida que propicia o desenvolvimento, a conquista da vida.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 9 de dezembro de 2017

O PENSAMENTO I

                O pensamento não procede do cérebro. Este tem a função orgânica de registrá-lo e, vestindo-o de palavras, externa-lo, como por intermédio da arte nas suas incontáveis apresentações.
                O pensamento é exteriorização da mente, que independe da matéria e, por sua vez, é originada no espírito.
                O espírito possui a faculdade mental que expressa o pensamento em todas as direções, utilizando-se do cérebro humano para comunicar suas ideias com as demais pessoas.
                A primeira expressão do pensamento – fase inicial do processo da evolução orgânica e mental – é a primária, na qual a linguagem se apresenta de forma instintiva, sensorial, sem comunicação intelectiva, de natureza verbal e clara. São impulsos que decorrem das necessidades imediatas, buscando exterioriza-las e tê-las atendidas.
                Graças às heranças genéticas, ao processo de crescimento (filogenético) e aos fatores mesológicos/sociais, o ser passa para o pré-mágico, no qual a fantasia se apresenta em forma de imaginação rica de mitos que se originam no medo, nas aspirações de equilíbrio, de prazer – períodos da caverna, da palafita – para dar início aos cultos por meio dos sacrifícios humanos, como forma de aplacar a ira, a fúria dos elementos cruéis, os deuses da vingança, da inveja, do ódio, que lhe pareciam governar  vida, a natureza, o destino.
                Naturalmente, mais tarde, vem o período mágico, que se instalou na era agrária, dando origem às grandes civilizações do passado com toda a concepção politeísta, inspirada nos fenômenos que se enriqueciam de ideias mitológicas, muitas das quais, na tragédia grega, oferecem campo para as admiráveis interpretações psicanalíticas.
                A próxima fase foi a de natureza egocêntrica, caracterizada pela ambição de ser o alvo central de tudo que passa a girar em torno do interesse do ego em detrimento da coletividade, qual ocorre na criança.
                É inevitável o processo de crescimento mental e o pensamento faz-se logico, entendendo a realidade concreta da vida, os fenômenos e suas leis, interpretando o abstrato de maneira fecunda e raciocinando dentro de diretrizes equilibradas, fundamentadas na razão. A linha de raciocínio lógico exige a formulação de dados que facultam o estabelecimento de fatores para que a harmonia dos conteúdos seja aceita.
                Nessa fase, o pensamento se torna intuitivo, não necessitando de parâmetros racionais, extrapolando o limite dos dados da razão, por expressar-se de forma inusitada  no campo atemporal, viajando para a área da paranormalidade, das percepções extrafísicas.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

PÁRA E AGE II

                Evita a auto-compaixão e sai a lutar.
                Luta é convite à renovação, quanto dor representa espinho que desperta o ser para a valorização dos recursos que todos possuem interiormente, nem sempre correspondendo ao significado que representam.
                Quando afligido, medita nas causas profundas e remove-as a esforço.
                Quando sitiado por todos os lados, por esta ou aquela injunção dolorosa, recorda que do Mundo Espiritual generoso chegarão as respostas, o concurso...
                Abre-te à renovação interior para melhor, realiza uma terapia otimista contigo próprio e descobrirás os tesouros que jazem sem ser utilizados em ti, aguardando a aplicação enobrecida que os multiplicará em bênçãos para o teu próprio lucro.
                Jesus, o Terapeuta por excelência, em momento algum queixou-se, lamentou-se, deteve-se na observação deprimente.
                Saudando a vida como dádiva de Deus, ensinou-nos que no amor, mediante a ação positiva, estão os recursos de felicidade que a todos libertam de qualquer mazela, de toda limitação e enfermidade.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

PÁRA E AGE I

                Afirmas que o aguilhão da dor é uma constante na tua vida, amesquinhando as tuas forças, diminuindo as tuas alegrias.
                Informas que o desencanto fez moradas nas paisagens mentais da tua existência, tornando-a triste, sem sentido.
                Revelas que as decepções se somam a cada momento às anteriores, dando-te uma visão deprimente do comportamento social das criaturas humanas.
                Esclareces que perdeste as motivações para continuar a jornada e que não raro o desencanto cochicha ideias derrotistas, impelindo-te, de alguma forma, para a direção do autocídio.
                Armazenas o lado negativo da experiência humana, quase com volúpia, reunindo as observações infelizes e deixando-te engajar no veículo do desequilíbrio.
                Pára e reflexiona, porém, um pouco, descompromissando-te das aflições que carregas.
                Observarás que ninguém transita na Terra sem o ônus que a vida cobra, naturalmente, a todos.
                Uns padecem, crucificados, sem o demonstrarem. Transformando os cravos rudes em apoio e sustentação com que se seguram, para alçarem voo às paragens da esperança...
                Outros caminham açodados por chagas ocultas sob tecidos custosos, sorrindo, na certeza de que elas se transformarão, hoje ou mais tarde, em rosas abençoadas de que se ornarão um dia...
                Diversos se sentem vitimados por insuspeitada soledade, embora cercados por amigos e bajuladores, sejam invejados, não sorvendo a água lustral do amor nem da fidelidade que dessedentam e nutrem.
                Há dores morais sob disfarces numerosos como chagas purulentas guardadas sob ataduras de alto preço, cujos portadores não se deixaram vencer e demonstram, no esforço que empreendem, a alegria pelo superá-los.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

CARIDADE EM JESUS


Recorda a caridade, a irradiar-se
Em bênçãos do excelso amor de
Cristo, para que te não faltem
Compreensão e força, no culto edificante à caridade humana.
À vista disso, no caminho,
Lembra-te sempre de que a
Caridade pura – a que vence feliz –
É sempre o amor perfeito a
Esquecer todo o mal e olvidar toda sombra, para somente amar,
Redimir e auxiliar, na contínua
Extensão do bem, a se converter
Em luz.


Fonte: Antologia da Criança – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

A CRUZ

Uma mulher, em meio de sofrimentos acerbos, apelara para Deus a fim de que se modificasse a volumosa cruz de sua existência. Como a filha de Cipião, vira nos filhos as joias preciosas da sua vaidade e do seu amor; mas, como Níobe, vira-os arrebatados no torvelinho da morte, impelidos pela fúria dos deuses. Tudo lhe falhara nas fantasias do amor, do lar e da aventura.
- Senhor – exclama ela -, por que me deste uma cruz tão pesada? Arranca dos meus ombros fracos esse insuportável madeiro!
Mas, mas nas asas brandas no sono, a sua alma de mulher viúva e órfã foi conduzida a um palácio resplandecente. Um Anjo do Senhor recebeu-a no pórtico, com a sua benção. Uma sala luminosa e imensa lhe foi designada. Toda ela se enchia de cruzes. Cruzes de todos os feitios.
- Aqui – disse-lhe uma voz suave – se guardam todas as cruzes que as almas encarnadas carregam na face triste do mundo. Cada um desses madeiros traz o nome do seu possuidor. Atendendo, porem, à tua súplica, ordena Deus que escolhas aqui uma cruz menos pesada do que a tua.
A mulher preferiu, conscientemente, aquela cujo peso competia com suas possibilidades, escolhendo-as entre todas.
Mas, apresentando ao Mensageiro Divino a de sua preferência, verificou que na cruz escolhida se encontrava esculpido o seu próprio nome, reconhecendo a sua impertinência e rebeldia.
- Vai – disse-lhe o Anjo – com a tua cruz e não descreias! Deus, na sua misericordiosa justiça, não poderia macerar os teus ombros com um peso superior às tuas forças.


Fonte: Crônicas de Além Túmulo – Chico Xavier/Humberto de Campos
imagem: google

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

COR DA PELE NO ALÉM

Pergunta - Por que nos livros de André Luiz e outros da Espiritualidade, não é mencionada a cor epidérmica negra? No astral inferior, por exemplo, todos os possuidores dessa tonalidade epidérmica a perdem após a morte?
Resposta - O corpo espiritual, pela plasticidade que o caracteriza, pode tomar a forma dos pensamentos que o dirigem. (agosto de 1976)
Pergunta - Há pessoas que, em vida, combinam de voltar após a morte para dar sinais aos que ficaram e, muitas vezes, não cumprem ou não podem cumprir o prometido, gerando frustrações e decepcionando expectativas. Que poderia dizer-nos sobre tais combinações?
Resposta - Não devemos abalançar-nos a tais propósitos futuros, não conhecendo as
normas que governam o mundo dos desencarnados, submetidos que se acham às leis do Mundo Maior. (agosto de 1976)
Pergunta - Nossas mães, ambas desencarnadas, não se conheceram na Terra. Pergunto, então, se poderiam conhecer-se agora, isto é, ser apresentadas uma à outra na Espiritualidade?
Resposta - Nossas mães e outros afeiçoados nossos, após a desencarnação, se intercomunicam e cultivam precioso jardim afetivo; a nossa condição de espíritos afins uns com os outros já seria, por si, um convite a que se conheçam e se estimem reciprocamente, na Vida Maior. (agosto de 1976)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

sábado, 2 de dezembro de 2017

SINAIS DE ALARME

Espírito: SCHEILLA.
Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:
Quando entramos na faixa da impaciência;
Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;
Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;
Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;
Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;
Quando reclamamos apreço e reconhecimento;
Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;
Quando passamos o dia a exigir esforço, sem prestar o mais leve serviço;
Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através da gota de álcool ou da pitada de entorpecente;
Quando julgamos que o dever é apenas dos outros;
Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos, a prudência de parar no socorro da prece ou na luz do discernimento.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

PACIÊNCIA E CORAGEM

Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos...
Paciência e coragem.
Desgostos francamente inesperados aparecem-te de súbito...
Coragem e paciência.
Notícias fulminantes esfogueiam-te os ouvidos...
Paciência e coragem.
Enfermidades sitiam-te a casa, conturbando-te a vida...
Coragem e paciência.
Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar...
Paciência e coragem.
Entes queridos se te transformam em aflitivos problemas.
Paciência e coragem.
Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranquila...
Coragem e paciência.
Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós, assegurando-nos a vitória sobre nós mesmos nas lutas edificantes do dia-a-dia.


Fonte: ENDEREÇOS DE PAZ – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

BRASIL - CORRUPÇÕES ANCESTRAIS II

                Grande, é ainda o número dos ímprobos; que nada poderão contra a ética da nova geração que surge. Os desonestos irão desaparecer aos poucos, mas ainda defenderão palmo a palmo os seus obscuros interesses de poder e tramoias.
                Não nos enganemos, haverá, um embate moral inevitável, desigual da geração degradada e já envelhecida, a cair em frangalhos, contra o futuro da nova geração de seres audazes e incorruptíveis. Hoje no Brasil vemos com clareza quem é quem nesse cenário.
                Para que haja paz em nosso país, preciso é que somente a povoem espíritos bons, encarnados e desencarnados. É chegado o tempo das grandes debandadas dos que praticam o mal pelo mal. Serão excluídos, para não ocasionarem perturbação e obstáculo ao progresso.
                Após a desencarnação, muitos irão expiar em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas. A época atual é sem dúvida de transição; confundem-se os personagens das duas gerações. Assistimos á partida de uma e à chegada da outra. Têm ideias e pontos de vista opostos as duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, cabendo-lhe (nova geração) fundar a era do progresso moral.
                A nova geração se distingue por coragem, inteligência e talentos precoces, tem sentimento inato da honestidade. Já os corrompidos ainda trazem a maldade, a malícia, a mentira. Em face disso tem de ser expurgados porque são incompatíveis com o império da honradez, da fraternidade e porque o contato com eles (os corruptos e corruptores) constituirá sempre um sofrimento para os bons.
                Quando o Brasil se achar livre dos desmoralizados, os homens de bem caminharão sem óbices para o futuro melhor. Opera-se presentemente um desses movimentos gerais dos tempos que chegaram, destinados a realizar uma higienização e remodelação moral da sociedade brasileira.

Jorge Hessen

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dez/2016
imagem: google

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

BRASIL - CORRUPÇÕES ANCESTRAIS I

                Nestes inquietantes tempos de desonra moral desabando sobre o povo brasileiro, em que políticos geram supostas manobras sorrateiras, dispondo rebaixar as atuais estruturas investigativas no âmbito policial e judicial, é urgente permanecermos em estado de vigília e oração ininterrupta em favor da paz social no Brasil.
                Mas a despeito do preocupante cenário social, político e econômico, enxergamos um horizonte promissor de uma nova geração que vem surgindo em nosso país composta de executivos, professores, médicos, advogados, engenheiros, historiadores, delegados, procuradores e juízes, todos trabalhando com entusiasmo e intrepidez pela consagração da ética em nosso país. Isto nos pacifica sob a expectativa decisiva de transformação dos valores morais que tem manchado esta nação dilacerada pela corrupção destruidora.
                Tal conjuntura nos envia ao último capítulo do livro “A Gênese” de Allan Kardec. Aí arranjamos algumas adequações para fins de comparação com a realidade supra descrita. Vislumbramos uma nova geração de brasileiros, desenfaixados dos detritos do velho sistema corrupto. Observamos pessoas mais moralizadas e possuídas de ideias e de sentimentos muito diferentes da velha geração que está sendo deportada para mundos afins.
                As sociedades se modificam, como já se transformaram noutras épocas, e cada transformação se distingue por uma crise moral. Contudo, nessas ebulições sociais, a fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas, inexiste fraternidade real, sem o avanço moral. Somente o progresso moral pode fazer que entre nós reinem a honestidade, a concórdia, a paz e a fraternidade.
                A velha geração (daqueles atolados nas arapucas da corrupção) que está se despedindo (da Terra) levará consigo seus erros e estragos sociais; a geração que surge, imprimirá à sociedade o progresso moral que assinalará a nova fase da evolução geral no Brasil e no mundo.
                Essa fase já se revela atualmente no Brasil, em razão do conjunto de práticas revolucionárias no combate à improbidade, à imoralidade, à falcatrua através de efetivas e duras punições. Nesse contexto, os espíritas estamos sendo convocados para irradiarmos compreensão, amor e paz em favor dos cidadãos de bem, a fim de facilitar o movimento de regeneração em nosso país.

(continua)

Jorge Hessen

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dezembro/2016
imagem: google

terça-feira, 28 de novembro de 2017

SEM IDOLATRIA



Cap. XXI – Item 8
“Não vos façais, pois, idólatras...” – Paulo. (I Coríntios, 10: 7)
Núcleos religiosos de todos os tempos e mesmo certas práticas, estranha à religião, têm usado a idolatria como tradição fundamental para manter sempre viva a chama da fé e o calor do ideal.
O hábito vinculou-se tão profundamente ao espírito popular que, em plena atualidade, nos arraiais do Espiritismo Cristão, a desfraldar a bandeira da fé raciocinada, às vezes, ainda encontramos criaturas tentando a substituição dos ídolos inertes pelos companheiros de carne e osso da experiência comum, quando chamados ao desempenho da responsabilidade mediúnica.
Urge, desse modo, compreendermos a impropriedade da idolatria de qualquer natureza, fugindo, entretanto, à iconoclastia e à violência, no cultivo do respeito e da compreensão diante das convicções alheias, de modo a servirmos na libertação mental dos outros na esfera do bom exemplo.
A advertência apostólica vem comprovar que a Doutrina Cristã, em sua pureza de fundamentos, surgiu no clima da Galiléia, dispensando a adoração indébita, em todas as circunstâncias, devendo-se exclusivamente à interferência humana os excedentes que lhe foram impostos ao exercício simples e natural.
Assim, proscreve de teu caminho qualquer prurido idolátrico em torno de objetos ou pessoas, reafirmando a própria emancipação das algemas seculares que vêm cerceando o intercâmbio das criaturas encarnadas com o Reino do Espírito, através da legítima confiança.
Recebemos hoje a incumbência de aplicar, na edificação do bem desinteressado, o tempo e a energia que desperdiçávamos, outrora, à frente dos ídolos mortos, de maneira a substancializarmos o ideal religioso, no progresso e na educação, prelibando as realidades da Vida Gloriosa.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

VELAR COM JESUS

“E voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste velar comigo?” — (MATEUS 26:40)

Jesus veio à Terra acordar os homens para a vida maior.
É interessante lembrar, todavia, que, em sentindo a necessidade de alguém para acompanhá-lo no supremo testemunho, não convidou seguidores tímidos ou beneficiados da véspera e, sim, os discípulos conscientes das próprias obrigações. Entretanto, esses mesmos dormiram, intensificando a solidão do Divino Enviado.
É indispensável rememoremos o texto evangélico para considerar que o Mestre continua em esforço incessante e prossegue convocando cooperadores devotados à colaboração necessária. Claro que não confia tarefas de importância fundamental a Espíritos inexperientes ou ignorantes; mas, é imperioso reconhecer o reduzido número daqueles que não adormecem no mundo, enquanto Jesus aguarda resultados da incumbência que lhes foi cometida.
Olvidando o mandato de que são portadores, inquietam-se pela execução dos próprios desejos, a observarem em grande conta os dias rápidos que o corpo físico lhes oferece. Esquecem-se de que a vida é a eternidade e que a existência terrestre não passa simbolicamente de “uma hora”. Em vista disso, ao despertarem na realidade espiritual, os obreiros distraídos choram sob o látego da consciência e anseiam pelo reencontro da paz do Salvador, mas ecoam-lhes ao ouvido as palavras endereçadas a Pedro: Então, nem por uma hora pudeste velar comigo?
E, em verdade, se ainda não podemos permanecer com o Cristo, ao menos uma hora, como pretendermos a divina união para a eternidade?

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
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sábado, 25 de novembro de 2017

PROBLEMAS DA EVOLUÇÃO II

                O autoconhecimento desempenha relevante papel no adestramento do ser para a sua superação e perfeita sintonia com a paz.
                Nesse desiderato, são investidos os mais expressivos recursos psicológicos e morais, de modo a serem alcançadas as metas que se sucedem, patamar a patamar, até alcançarem o nível de libertação interior.
                Mediante esse comportamento, surgem os problemas, as dificuldades naturais que fazem parte do desempenho pessoal e da sua estruturação psicológica.
                Quando imaturo, o ser lamenta-se, teme e transforma o instrumento de educação em flagelo que o dilacera, tornando-se desventurado pela rebeldia ou entrega de ânimo, negando-se à luta e autodestruindo-se, sem dar-se conta.
                Surgem, então, como decorrência de sua falta de valor moral, os transtornos depressivos ou de bipolaridade, que o conduzem a lamentável estado de autoabandono portanto, de autocídio.
                Há pessoas que afirmam ter problemas, por cultivá-los sem cessar, transferindo-se de uma dificuldade para outras, vitimadas pelo egoísmo pela autocomiseração, pelo amor-próprio exacerbado.
                Há aqueles que têm problemas e não se encontram dispostos a enfrenta-los, a solucioná-los, esperando que outros o façam, porque se consideravam isentos de acontecimentos dessa ordem, negando-se, mesmo sem o perceberem, à mudança de estágio evolutivo.
                Outros há que vivem sob problemas, preservando-os mediante transferências psicológicas continuadas, assim adiando as soluções no tempo e no lugar, ignorando-os i ignorando-se. Esses cultivadores da ilusão fantasiam-se de felizes até os graves momentos, quando irrompem as cobranças da vida – orgânicas, sociais, econômicas, emocionais – encontrando-os entorpecidos e distantes da realidade.
                Na maioria das vezes, porém, as pessoas são os problemas, que não solucionam nos pequenos desafios, mas os transformam em impedimentos, assim deixando-se consumir por desequilíbrios íntimos nos quais se realizam psicologicamente.
                É lícito e natural que cada pessoa se considere “humana”, isto é, com direito aos erros e aos acertos, não incólume, não especial.
                Quando erra, repara; quando acerta, cresce.
                A evolução ocorre por meio de vários e repetidos mecanismos de erro e acerto, desde os primeiros passos até a firmeza de decisão e de marcha.
                Reflexão e diálogo, honestidade para consigo mesmo e para com o seu próximo, esforço constante para a identificação dos limites e ampliação deles constituem terapias e métodos para transformar os problemas em soluções, as dificuldades em experiências vitoriosas, crescendo sem cessar.
                O ser psicológico, amadurecido, ama e confia, fitando o alvo e avançando para ele, sem ter, nem ser problema na própria trajetória.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

PROBLEMAS DA EVOLUÇÃO I

                A criatura humana, de alguma forma fadada à perpetuação da espécie e à sua plenificação, encarna-se, reencarna-se, repetindo as façanhas existenciais até atingir o clímax que a aguarda. Em cada etapa nova remanescem as ocorrências da anterior, em uma cadeia sucessória natural. E mediante esse mecanismo os êxitos arem espaços a conquistas mais amplas e complexas, assim como o fracasso em algum comportamento estabelece processos que impõem problemas no desenvolvimento dos cursos que prosseguem adormecidos.
                Esmagada pelas evocações inconscientes do agravamento da experiência, ou sem elas, a criatura caracteriza-se, psicologicamente, por atitudes de ser fraca ou forte, como decorrência do treinamento na luta a que foi submetida, podendo, bem ou mal, enfrentar os dissabores ou as propostas de crescimento, e graças a essa conduta se torna feliz ou atormentada.
                Ninguém se encontra isento do patrimônio de si mesmo como resultado dos próprios atos. São eles os responsáveis diretos por todas as ocorrências da marcha evolutiva, o que constitui grande estímulo para o ser, liberando-o dos processos de transferência de responsabilidade para outrem ou para os fatores circunstanciais, sociais, que normalmente são considerados perturbadores.
                Mesmo quando os imperativos genéticos inculpem situações orgânicas ou psíquicas constritoras no indivíduo, esses se derivam da conduta pessoal anterior, e devem se considerados como estímulos ou métodos corretivos, educacionais, a que as leis da vida recorrem para o aprimoramento dos seres humanos.
                O estado de humanidade já é conquista valiosa no curso da evolução; no entanto, é o passo inicial de nova ordem de valores, aguardando os estímulos para desdobrá-los todos, que jazem adormecidos – Deus em nós – para a aquisição da angelitude.
                Da insensibilidade inicial à percepção primária, dessa à sensibilidade, ao instinto, à razão, em escala ascendente, o psiquismo envolve, passando à intuição, e atingindo níveis elevados de interação com a Mente Cósmica.
                Os indivíduos, no entanto, mergulhados no processo do crescimento, raramente se dão conta de que o sofrimento, que é fator de aprimoramento, ainda constitui instrumento de evolução, em se considerando o estágio de humanidade.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quinta-feira, 23 de novembro de 2017

AMOR-PRÓPRIO II

                Vigia esse perverso companheiro das tuas horas e exercita o amor fraternal, dando de ti e doando-te quanto possas.
                Desalgemando-te dele, experimentarás euforia e otimismo, paz interior e alegria na vida, porquanto verás corretamente o mundo sem as lentes escuras que ele antepõe aos olhos da tua observação.
                Atraído a ciladas, provocado pela mofa, criticado acremente, exposto ao ridículo, perseguido sistematicamente Jesus prosseguiu tranquilo, porque o Seu era o amor aberto a todos, a todos oferecido como oportunidade dignificadora, demonstrando, desse modo, que os maiores adversários do homem estão nele próprio, cabendo-lhe, a esforço, torná-los amigos e colaboradores os seus sentimentos.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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