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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

POR AMOR À CRIANÇA

Cap. VIII – Item 18
Nós que tantas vezes rogamos o socorro da Providência Divina, oremos ao coração da Mulher, suplicando pelos filhos das outras! Peçamos às seareiras do bem pelas crianças desamparadas, flores humanas atingidas pela ventania do infortúnio, nas promessas do alvorecer!...
Pelas crianças que foram enjeitadas nos becos de ninguém; pelas que vagueiam sem direção, amedrontadas nas trevas noturnas; pelas que sugam os próprios dedos, contemplando, por vidraças faustosas, a comida que sobeja desperdiçada;
pelas que nunca viram a luz da escola; pelas que dormem, estremunhadas, na goela escura do esgoto; pelas que foram relegadas aos abrigos de lama e se transformam
em cobaias de vermes destruidores; pelas que a tuberculose espia, assanhada, através dos molambos com que se cobrem; pelas que se afligem no tormento da fome e mentalizam o furto do pão; pelas que jamais ouviram uma voz que as abençoasse e se acreditam amaldiçoadas pelo destino; pelas que foram perfilhadas por falsa ternura e são mantidas nas casas nobres quais pequenas alimárias constantemente batidas pelas varas da injúria; e por aquelas outras que caíram, desorientadas, nas armadilhas do crime e são entregues ao vício e à indiferença, entre os ferros e os castigos do cárcere!
Mães da Terra, enquanto vos regozijais no amor de vossos filhos, descerrai os braços para os órfãos de mãe!... Lembremos o apelo inolvidável do Cristo: “deixai vir a mim os pequeninos”. E recordemos, sobretudo, que se o homem deve edificar as paredes
imponentes do mundo porvindouro, só a mulher poderá convertê-lo em alegria da vida e carinho do lar.
Emmanuel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sábado, 25 de fevereiro de 2017

TRANSITORIEDADE

“Eles perecerão, mas tu permanecerás; e todos eles, como roupa, envelhecerão.”  
Paulo. (HEBREUS 1:11)

Fala-nos o Eclesiastes das vaidades e da aflição dos homens, no torvelinho das ambições desvairadas da Terra.
Desde os primeiros tempos da família humana, existem criaturas confundidas nos falsos valores do mundo. Entretanto, bastaria meditar alguns minutos na transitoriedade de tudo o que palpita no campo das formas para compreender-se a soberania do espírito.
Consultai a pompa dos museus e a ruína das civilizações mortas. Com que fim se levantaram tantos monumentos e arcos de triunfo? Tudo funcionou como roupagem do pensamento. A ideia evoluiu, enriqueceu-se o espírito e os envoltórios antigos permanecem a distância.
As mãos calejadas na edificação das colunas brilhantes aprenderam com o
trabalho os luminosos segredos da vida. Todavia, quantas amarguras experimentaram
os loucos que disputaram, até à morte para possuí-las?
Valei-vos de todas as ocasiões de serviço, como sagradas oportunidades na marcha divina para Deus.
Valiosa é a escassez, porque traz a disciplina. Preciosa é a abundância, porque multiplica as formas do bem. Uma e outra, contudo, perecerão algum dia. Na esfera carnal, a glória e a miséria constituem molduras de temporária apresentação. Ambas passam. Somente Jesus e a Lei Divina perseveram para nós outros, como portas de vida e redenção.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

SAÚDE E CONSCIÊNCIA II

                Sendo a pessoa  livre para preferir ser saudável ou enferma, cabe à consciência agir com liberdade profunda, isto é, a opção de ser feliz.
                Começa por te desfazeres dos padrões mantais antigos, negativos, que te condicionaram à aceitação dos comportamentos doentios.
                O treinamento de novas maneiras de pensar, baseadas na ordem, no bem geral, na superação das próprias possibilidades, criará automatismos e reflexos que trabalharão pela tua harmonia e saúde.
                É necessário assumir o controle de ti mesmo, o que equivale dizer, a conscientização, esse estágio superior no qual a emoção conduz a sensação.
                Infinitas mensagens são dirigidas da mente ao corpo, produzindo hábitos que se arraigarão, substituindo aqueles que se responsabilizam pela desarmonia e doença.
                O teu cérebro, com os seus extraordinários arquivos, está sempre armazenando dados com a capacidade de fixar dez novos fatos por segundo.
                Pode parecer difícil saíres de uma situação desgastante para uma outra agradável. E é, realmente. No entanto, toda aprendizagem exige a repetição da experiência até a sua fixação em definitivo. Do mesmo modo, a aquisição de valores e padrões de felicidade vai além do simples querer, deambulando pelos caminhos do conseguir.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

SAÚDE E CONSCIÊNCIA I

                A fim de que a pessoa adquira ou preserve a saúde, é imprescindível a conscientização de si mesma, da sua maneira de ser.
                Normalmente, por hábito vicioso, prefere e aceita os estados negativos e alterados de comportamento com os quais a consciência anseia, abrindo espaço para as doenças. Permite-se, desse modo, a raiva, o ciúme, a queixa, a ansiedade, e tomba em depressões injustificáveis que são as portas de acesso a enfermidades variadas.
                Justificando sempre os pensamentos perturbadores e as ações perniciosas, recusa-se à renovação da paisagem mental com a consequente mudança de atitudes, mais se predispondo ao desequilíbrio.
                Os sinais de alarme em torno da situação surgem quando se deseja:
- pedir desculpas por uma reação infeliz e não logra fazê-lo;
- recomeçar uma tarefa que a ira interrompeu e sente dificuldade;
- abraçar alguém inamistoso e vê-se impedido;
- discutir um assunto desagradável e é tomado por um silêncio constrangedor;
- iniciar uma conversação e sente-se incapaz ou desinteressado;
- permanecer acordado sem libertar-se de uma ideia intranquilizadora;
- continuar ansioso, mesmo quando não há razão que o justifique;
- não conseguir dirigir palavras gentis a uma pessoa querida;
- sentir-se trêmulo ou deprimido diante de alguém que lhe parece superior;
- considerar-se diminuído no meio social no qual se movimenta...
                Esses sintomas e outros mais caracterizam estados predisponentes às doenças.
                A aceitação dessas circunstâncias significa preferência de infelicidade à harmonia.
                Cultivando esses estados, bloqueia-se a consciência que se entorpece, volvendo a um estágio inferior, no caso, à sensação que ainda lhe predomina no processos evolutivo.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

PROBLEMA DE CONSCIÊNCIA III

                Espíritos que foram bem intencionados na Terra; personalidades que se fizeram famosas pelo vergo ou agentes da reformulação social ricos de teorias; religiosos sensíveis que planejaram obras monumentais, diariamente retornam à Pátria Espiritual com a mente repleta de projetos formidandos e as mãos vazias de ação, tombando em remorsos cruéis, que os vergastam, em razão do tempo perdido que não souberam utilizar na realização do compromisso superior da Vida.
                Problema de consciência, pessoal e intransferível, de cada um, programar o bem, discuti-lo e concretizá-lo ou não durante o processo da reencarnação.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PROBLEMA DE CONSCIÊNCIA II

                Há quem programe realizações relevantes por largos anos, enquanto a dor ceifa as vidas que aguardam no deperecimento e na miséria.
                Inumeráveis pessoas acalentam propósitos superiores e anelam por dedicar-se a eles, enquanto a ampulheta do tempo deixa que passem os dias, sem os transformar em realidade.
                Cristãos bem intencionados se disputam a caridade verbal, elaborando programas expressivos sob condições de alto nível enquanto a oportunidade passa e a dor faz-se mordoma cruel..
                Une a ação aos teus projetos do bem, sem adiar a realização da obra de solidariedade humana.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

PROBLEMA DE CONSCIÊNCIA I

                Enquanto estás no caminho dos homens, desdobra as tuas possibilidades de ação beneficente.
                Não postergues a edificação do bem onde te encontres, sob pretexto algum...
                A vida são as oportunidades de que cada um dispõe para o crescimento próprio.
                A raiz, frágil e persistente, penetra a frincha da pedra e fende a rocha, adquirindo segurança para o vegetal.
                A semente arrebenta-se e libera a planta sob a pressão da terra que a encarcera.
                A gota dágua atravessa em largo prazo a pequenina brecha da represa e derruba a construção colossal.
                A ação resulta da perseverança o tentame do que se deseja.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 18 de fevereiro de 2017

A PARTE EM SERVIÇO

                O trabalho que a vida te confia é o buril que te aprimora, mas pode ser igualmente comparado a uma viagem no rumo da perfeição que demandas.
                Segue e serve sempre.
                Por mais difícil o caminho, age e adianta-te.
                Um passo à frente...
                Às vezes, em ´varias semanas, é só um passo, mas continua...
                Os tropeços, em muitas ocasiões, não são externos.
                Estão por dentro de nós.
                É a dor pela incompreensão de pessoas queridas, o ressentimento perante golpes inesperados. A inquietação com o passado. As lembranças amargas com passaporte para o desânimo.
                Entretanto, não te detenhas.
                Segue adiante com os deveres a cumprir.
                Recorda a árvore em renovação, alijando as folhas mortas.
                Lança fora de ti a tristeza e a ansiedade.
                Desenganos desaparecem.
Mágoa é peso inútil.
Segue e não temas.
Se chegaste a uma encruzilhada envolvida em névoa espessa, com dificuldade para discernir o caminho a segui, ora e confia.
Deus tem recurso para guiar-te em rumo certo.
Não esmoreças.
A vida reserva prodígios para quem segue adiante, trabalhando e servindo.
Unge-te de coragem e fé em Deus e em ti mesmo, porque ninguém pode caminhar com os teus pés.
Não temas.

Ninguém é capaz de interromper o progresso, tanto quanto ninguém consegue impedir que as trevas da noite se transformem nas luzes do alvorecer. 

imagem: google 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

SOFRIMENTO ANIMAL

Pergunta - Quando vejo um animal na rua abandonado penso: “Que São Francisco de Assis tenha piedade de você”. Será que isso ajuda?
Resposta - Deus e espíritos elevados como na figura de São Francisco tem piedade de todos os seres independentemente de nós pedirmos que façam isso. Desejar que os espíritos prestem auxílio aos animais necessitados ajuda, mas o maior auxílio, já que o sofrimento é físico, vem de nós que poderíamos prestar um socorro a esses que nos surgem à frente. Se encontrarmos animais e pessoas sofrendo pelo caminho, não é por acaso, pois o acaso não existe, é porque há uma necessidade de que ajamos em favor deles. Não podemos pedir que os espíritos façam a nossa parte, porque cabe a eles cuidar da questão espiritual e a nossa parte é prover-lhes as necessidades físicas, alimentando ou medicando da melhor maneira possível. Se não há condições para isso, ao menos lhes dê o seu carinho.
            Alguém pode dizer que não poderia sozinho melhorar o mundo e que sua ajuda insignificante em nada ajudará. É um engano pensar assim. Lembre-se daquela história de um senhor que andava pela praia atirando de volta ao mar algumas estrelas do mar, pois o sol á nascia e aquecia a areia. Uma pessoa que passava e o viu disse: “Não percebe que são milhares delas pela praia? Não fará diferença devolver somente algumas ao mar”. O senhor respondeu sem parar de atirar os animais de volta ao mar: “Para esse faz diferença, e para este também, e para este outro também, e para este outro também...”. Em seguida estavam os dois atirando os pequenos seres de volta ao mar.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O PERDÃO COMO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO I

                Nós somos homo sapiens-sapiens, ou seja, homens que sabem que sabe, isto é, somos dotados de consciência que significa um desenvolvimento mental o qual nos permite estar no mundo com algum saber da nossa realidade. Isso nos permite ter consciência de nós mesmos, bem como do outro.
                Ter consciência de si mesmo é quando nos concentramos em nossos sentimentos e pensamentos para administrarmos os nossos atos. Ao falarmos, expomos nossos pensamentos e sentimentos e, por conseqüência, criamos e inovamos. Por isso, gostamos muito de ser ouvidos.
                Alteridade vem do latim alter, que quer dizer o outro, ou seja, alteridade em latim significa eu para o outro. Traduzindo: concentrar-se na consciência do outro. Alteridade é compadecer-se da dor do outro, não é ter pena, é emocionar-se com o outro.
                Para que a alteridade aconteça, é necessário escutar o outro para absorver o conteúdo que o outro traz e, desta forma, reformular, rever, renovar a nossa forma de pensar. Imagine alguém que queira suicidar porque está atolado em dívidas ir visitar um morador de rua, em uma cidade grande, tentando dormir sem cobertor numa noite fria de inverno. Será que o visitante continuará a tentar o suicídio?
                Nós precisamos do outro para construir nossa consciência plena. Se conhecemos o outro mais do que a nós mesmos ocorre uma perda de identidade, um alheamento.
                Porém, se prestamos atenção em nós, esquecendo-nos seres narcisistas e com potenciais de suicídio. Por isso, tiremos um pouco os olhos do nosso umbigo e pensemos um pouco no próximo que necessita do que nós já conquistamos, quase sempre, com poucos esforços.
                Olhemos para nós mesmos nos avaliando verdadeiramente, percebendo o que conquistamos no que tange às nossas imperfeições e ao controle dos nossos instintos e o que ainda precisamos conquistar no domínio dos nossos impulsos.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
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quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

FÉ E CARIDADE

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Dizem que toda pessoa de fé viva sofre, incessantemente, nas obras da caridade, em nome do Cristo, no entanto, vale explicar porque isso acontece.
Espíritos pessimistas aceitam a derrota de quaisquer iniciativas, antes de começa-las.
Egoístas moram nas próprias conveniências.
Tíbios desrespeitam as horas.
Frívolos vivem agarrados à casca das situações e das cousas.
Oportunistas querem vantagens e lucros imediatos.
Vaidosos desconhecem, propositadamente, a necessidade dos outros.
Impulsivos criam problemas.
Toda pessoa, porém, que confia no Cristo é, consequentemente, alguém que procura servir, assimilando-lhe exemplos e lições, e, por isso mesmo, é indicada por Ele ao trabalho do bem, de vez que chamar preguiçosos e indiferentes não adianta.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CARIDADE DO DEVER

ANDRÉ LUIZ
De quando a quando, troquemos os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.
Não apenas os fatos de elevado alcance e os gestos heroicos dignos da imprensa.
Beneficência no cotidiano.
Não empurrar os outros na condução coletiva.
Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.
Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada têm a ver com os nossos problemas.
Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.
Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.
Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer, para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.
Desistir de reclamações, descabidas diante de colaboradores que não têm culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organizações de cujo apoio necessitamos.
Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.
Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.
Todos pregamos reformas salvadoras.
Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.
Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro.
Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CARIDADE FAZ EVOLUIR O HOMEM II

                É no recôndito de nossa casa que convivemos com espíritos afins, mas também om antigos antagonistas de outras vidas, com o propósito do reajuste mútuo e do sufocamento do egoísmo. Se no ambiente de trabalho desenvolvemos nossas habilidades, é na nossa casa que desenvolvemos as potencialidades do coração. Sejamos pais, filhos, cônjuges, nosso dever é realizar tudo o que estiver ao nosso alcance para harmonizar o lar e atrair os bons e sábios espíritos. O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos pede que não sejamos só bons ou só caridosos, mas que sejamos bons e caridosos. A beneficência atrai o amor necessário para que possamos enfrentar qualquer problema de forma equilibrada. Com mais paz e compreensão no lar, podemos, então, alçar voos mais altos, ultrapassando as fronteiras de nossa casa, passando a atuar na sociedade. Por intermédio do E.S.E., os espíritos nos acenam para o fato de que a piedade é a irmã da caridade. Então, é lógico inferir que devemos ser solidários e caridosos para com o próximo. E, ao invés de ver as desgraças e as infelicidades da vida como castigos de Deus, passemos a encará-las como oportunidades de praticar o bem, a benevolência e a caridade. Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Bezerra de Menezes, Chico Xavier, por certo deem ter se condoído com as dores dos seus semelhantes, só que foram além da comiseração e partiram para a ação. A bondade de Deus permitiu que estes missionários viessem reencarnar entre nós para ajudar nosso mundo e, principalmente, para nos darem o exemplo do trabalho em favor do ser humano. Ao contrário de nossos heróis de infância, eles não possuíam poderes extraordinários como visão de raio X, a capacidade de poder voar ou a super força, mas se tornaram poderosos instrumentos de bondade e compaixão pelo semelhante, algo que todos nós podemos ser, pois que não exige privilégios de qualquer natureza. Apenas boa vontade. Esses espíritos de luz vieram acender uma pequena centelha que existe em nós. Se a alimentarmos, colocando mãos à obra na caridade desinteressada, haveremos de nos tornar melhores e ajudar a tornar o mundo melhor. Emmanuel afirma: “A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade”. Para ajudar os outros, não é preciso ganhar na loteria ou se aposentar, como bem nos lembra Leon Denis, no já citado texto sobre caridade, “há males sobre os quais uma amizade sincera, uma ardente simpatia ou uma afeição operam melhor que todas as riquezas”. Portanto não há no mundo quem não possa ofertar um pouco de si a quem quer que seja.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2015
imagem: google

sábado, 11 de fevereiro de 2017

CARIDADE FAZ EVOLUIR O HOMEM I

                Uma das revelações mais fantásticas que o estudo da doutrina espírita nos permite é a de compreender que Deus criou o homem simples e ignorante, porém perfectível. Não importa quantas encarnações, mas o fato é de que todos chegaremos à perfeição. Até mesmo estes irmãos sanguinários que a mídia nos serve todos os dias nas telas das TVs, nas páginas dos jornais e, principalmente, na internet. E tudo isso seria de fácil aceitação por parte de todas as outras doutrinas e vertentes religiosas, simplesmente com o uso da razão. Oras, basta observar que temos provas científicas sobre a evolução humana, os museus estão repletos de documentos, fósseis e tudo o mais que provam que o homem vem evoluindo paulatinamente ao logo dos milênios. Um dia, aquele ser percebeu que diante dos dinossauros, era melhor viver em grupos, pois somente trabalhando em equipe poderia caçar o seu sustento e se proteger das grandes feras. Daí sugiram as pequenas tribos que se multiplicaram ao longo da existência humana, virando as cidades que conhecemos. Desenvolvendo sua inteligência, descobriu o fogo, os metais, a roda, entendeu que, ao invés de ir para lá e para cá, poderia plantar e colher, até que deduziu que poderia construir sua casa e deixar as cavernas. Este foi o início da família.
                Com um olhar um pouco mais apurado, havermos de observar que ao longo dessa evolução, a espiritualidade esteve presente, representada por espíritos de escol, cuja missão era alavancar o progresso do homem e do planeta. Assim, o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, nos mostra como as ideias de Sócrates e Platão eram adiantadas demais para a época; a personalidade autoritária, porém necessária, de Moisés para disciplinar o povo; a doçura de Jesus, com sua doutrina de amor; até chegar ao Espiritismo Consolador. A partir de então, como Allan Kardec sabiamente definiu, o homem começou a vislumbrar a grande verdade da vida: a de que “Fora da caridade não há salvação”. É fato de que precisamos fazer o bem, praticar a caridade, para que nos transformemos em artífices da paz, sendo auxiliares na construção do Reino de Deus na Terra. Não é à toa que um dos luminares do espiritismo, Leon Denis, dedicou um capítulo inteiro à caridade em um de seus livros, “Depois da Morte”, vaticinando que a perfeição do homem resume-se nestas duas palavras: caridade e verdade. E para nos tornarmos verdadeiramente caridosos, não existe outro ponto de partida que não seja o nosso próprio lar. É no cadinho do nosso lar que se apura a evolução. É na família que exercitamos a bondade, a tolerância, a compreensão, a educação, a gentileza e todos as virtudes que, por certo, nos serão necessárias na vida profissional.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov./2015
imagem: google

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

ASSIM FALOU JESUS

Cap. VI – Item 1
Disse o Mestre: “Buscai e achareis.”
Mesmo nos céus, você pode fixar a atenção na sombra da nuvem ou no brilho da estrela.
Afirmou o Senhor: “Cada árvore é conhecida pelos frutos.”
Alimentar-se com laranja ou intoxicar-se com pimenta é problema seu.
Proclamou o Cristo: “Orai e vigiai para não entrardes em tentação, porque o espírito, em verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”
O espírito é o futuro e a vitória final, mas a carne é o nosso próprio passado, repleto de compromissos e tentações.
Ensinou o Mentor Divino: “Não condeneis e não sereis condenados.”
Não critique o próximo, para que o próximo não critique a você.
Falou Jesus: “Quem se proponha conservar a própria vida, perdê-la-á.”
Quando o arado descansa, além do tempo justo, encontra a ferrugem que o desgasta.
Disse o Mestre: “Não vale para o homem ganhar o mundo inteiro, se perder sua alma.”
A criatura faminta de posses e riquezas materiais, sem trabalho e sem proveito, assemelha-se, de algum modo, a pulga que desejasse reter um cão para si só.
Afirmou o Senhor: “Não é o que entra pela boca que contamina o homem.”
A pessoa de juízo são come o razoável para rendimento da vida, mas os loucos ingerem substâncias desnecessárias para rendimento da morte.
Ensinou o Mentor Divino: “Andai enquanto tendes luz.”
O corpo é a máquina para a viagem do progresso e todo relaxamento corre por conta do maquinista.
Proclamou o Cristo: “Orai pelos que vos perseguem e caluniam.”
Interessar-se pelo material dos caluniadores é o mesmo que se adornar você, deliberadamente, com uma lata de lixo.
Falou Jesus: “A cada um será concedido segundo as próprias obras.”
Não se preocupe com os outros, a não ser para ajudá-los; pois que a lei de Deus não conhece você pelo que você observa, mas simplesmente através daquilo que você faz.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

PARA TESTEMUNHAR

“E vos acontecerá isto para testemunho.” — Jesus. (LUCAS 21:13)

Naturalmente que o Mestre não folgará de ver seus discípulos mergulhados no sofrimento. Considerando, porém, as necessidades extensas dos homens da Terra, compreende o caráter indispensável das provações e dos obstáculos.
A pedagogia moderna está repleta de esforços seletivos, de concursos de capacidade, de testes da inteligência.
O Evangelho oferece situações semelhantes.
O amigo do Cristo não deve ser uma criatura sombria, à espera de padecimentos; entretanto, conhecendo a sua posição de trabalho, num plano como a Terra, deve contar com dificuldades de toda sorte.
Para os gozos falsificados do mundo, o Planeta está cheio de condutores enganados.
Como invocar o Salvador para a continuidade de fantasias? Quando chamados para o Cristo, é para que aprendamos a executar o trabalho em favor da esfera maior, sem olvidarmos que o serviço começa em nós mesmos.
Existem muitos homens de valor cultural que se constituíram em mentores dos que desejam mentirosos regalos no plano físico.
No Evangelho, porém, não acontece assim. Quando o Mestre convida alguém ao seu trabalho, não é para que chore em desalento ou repouse em satisfação ociosa.
Se o Senhor te chamou, não te esqueças de que já te considera digno de
testemunhar.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

COMPORTAMENTO E CONSCIÊNCIA II

                As investigações aprofundaram as suas sondas nas causas próximas desses comportamentos e encontraram, na raiz deles, o grupo familiar como responsável.
                Com ligeiras variações daqueles que superam os fatores negativos e se ajustam, bem como outros que apesar da sustentação dignificadora derraparam para as áreas de inquietação, o lar responde pela felicidade ou desdita futura da prole, gerando criaturas de bem, assim como servos da perturbação.
                Quem não recebe amor, não sabe dar amor e não o possui para repetir.
                Na infância do corpo, o espírito encarnado plasma na consciência  escala de valores que lhe orientará a existência. Conforme seja tratado criará estímulo naquela direção, retribuindo-o na mesma ordem.
                A autoestima aí se desenvolve, quando orientado ao descobrimento apreciável da vida, das próprias possibilidades, dos valores latentes que lhe cumpre desenvolver. Os desafios tornam-se-lhe convites ao esforço, à luta pelo progresso, à conquista de metas. O insucesso não o aturde nem o desestimula, pois que o conscientiza de como não fazer o que deseja.
                O carinho na infância, o amor e a ternura, ao lado do respeito à criança são fundamentais para uma vida saudável, plenificadora.
                Todos têm necessidade de segurança na jornada carnal de instabilidades e transitoriedades. E os pais, os educadores, os adultos em geral são os modelos para a criança, que os amará, copiando-os ou os detestará, incorporando-os inconscientemente.
                É verdade que cada espírito reencarna no lar de que tem necessidade para evoluir, o que não credencia os genitores ao uso e abuso das arbitrariedades que pratiquem, das quais terão, por sua vez, de dar conta à própria e à Consciência Cósmica.
                O espírito reencarna para progredir, desdobrando e aprimorando as aptidões que lhe dormem na consciência profunda. A educação na infância desempenha um papel de fundamental importância para o seu comportamento durante a existência. Os estímulos ao amor ajudam-no a lapidar as arestas que lhe remanescem do passado, mediante as ações de enobrecimento, de solidariedade, de abnegação, de caridade.
                                                                                                                             
Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

COMPORTAMENTO E CONSCIÊNCIA I

                Estudos cuidadosos a respeito do comportamento humano demonstraram que há três biótipos representativos de criaturas na sociedade.
                O primeiro pode ser denominado como co-dependente, constituído por pessoas condicionadas, aquelas que estabelecem as suas metas através de circunstâncias alheias à sua vontade, não adquirindo uma consciência pessoal de satisfação como esforço individual autorrealizador. As suas aspirações estão fundamentadas nas possibilidades de outrem, nos fatores ocasionais, e afirmam que somente serão felizes se amadas, se realizarem tal viagem ou qual negócio, etc. a falta de confiança em si mesmas proporciona-lhes o desequilíbrio desagregador da saúde, e mais facilmente, em média, são acessíveis ao câncer, atingindo um obituário maior do que aquelas que se demoram nas outras áreas.
                O segundo é constituído por indivíduos insatisfeitos; os que têm raiva da vida, que estão contra; instáveis e irritadiços por natureza, são autodestrutivos, vivendo sob a constrição permanente da irascibilidade. Afirmam que se sentem incompletos, que nada lhes sai bem, portanto, agridem-se e agridem todos e tudo. Facilmente tornam-se presa de distúrbios nervosos eu mais os desgastam e infelicitam, atirando-se aos porões da exaltação, da depressão, do autocídio, direto ou não...
                Entre eles surgem os déspotas, os guerreiros, os criminosos...
                O terceiro grupo é formado por criaturas ajustadas, autorrealizadas, tranquilas, confiantes. Certamente, o seu é u número reduzido, diferindo grandemente dos membros que se encontram nas faixas comportamentais anteriores. Essas pessoas ajustadas são candidatas ao triunfo nas atividades às quais se dedicam, tornando-se agradáveis, sociáveis, estimuladoras. Os seus empenhos são positivos, visando sempre ao bem-estar geral, ao progresso de todos. As suas lideranças são enriquecedoras, criativas e dignas. Desse grupo saem os fomentadores do desenvolvimento da sociedade, os exemplos de sacrifício, os gênios criadores, os buscadores da verdade...

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

AMOR À VIDA II

                Informas que há dias em que todas as coisas parecem somar-se para afligir-te mais.
                Não recues, porém, nos propósitos superiores, quando tal suceder.
                Ninguém consegue avançar no processo educativo da evolução, em regime de exceção injusta.
                Quando a dor te acena, é um chamado para a meditação.
                Quando se te instala no coração ou na mente, é um contributo para teu crescimento e resgate.
                Sob quaisquer ocorrências, ama a vida e aprende a técnica de ser feliz.
                Desgraça rela é o desconhecimento dos objetivos superiores da existência sem a chama luminosa do amor como bênção e a imperiosa necessidade de seguir, arrastado pelas circunstâncias penosas.
                Inclina-te diante da necessidade de ressarcir os débitos e inflama-te de alegria pela graça de sofrer para libertar-te e morrer para ressurgir dos escombros carnais em corpo de luz.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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domingo, 5 de fevereiro de 2017

SOLIDÃO

Vídeo novinho em folha do nosso canal no youtube, Conheça o Espiritismo. Reflexão sobre o significado da solidão e o que fazer perante ela, texto de Hammed. Prestigiem!





sábado, 4 de fevereiro de 2017

AMOR À VIDA I

                Ama a vida conforme se te apresentem os programas existenciais.
                O campo, enriquecido de grãos, foi trabalhado arduamente.
                A fonte cantante e abençoada venceu lama e pedra para fluir cristalina.
                Não apagues a chama da alegria, antes que se consuma o combustível do amor.
                Valorizando cada aprendizagem, no quotidiano, preparar-te-ás para futuros cometimentos.
                Cada experiência merece respeito. As positivas devem oferecer substância para que sejam repetidas, e as outras, as dolorosas, merecem examinadas nas suas causas, a fim de que não necessitem retornar.
                Considera a dor como dádiva de salutar efeito para o teu progresso espiritual.
                Ela é o meirinho austero que te induz à realização edificante.
                Insiste no bem, mesmo quando tudo te pareça sombrio e desesperador, em conspiração odienta contra os teus propósitos de elevação.
                Sem custódia da sua mensagem, a vida ser-te-á um fardo impossível de levado adiante.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

ELES ESTÃO VIVOS

    Ainda quando não reconheças, de pronto, semelhante verdade, eles te veem e te escutam!
    Quanto possível, seguem-te os passos compartilhando-te problemas e aflições!
                Compadece-te dos que te precederam na Grande Renovação!
                Aqueles que viste partir de mãos desfalecentes nas tuas, doando-te os derradeiros pensamentos terrestres, através dos olhos fitos nos teus, não estão mortos.
                Entraram em novas dimensões de existência, mas prosseguem de coração vinculado ao teu coração.
                Assinalam-te o afeto e agradecem-te a lembrança, no entanto, quase sempre se escoram em tua fé, buscando em ti a força precisa para a restauração espiritual que demandam.
                Muitos deles, ainda inadaptados à vida diferente que são compelidos a facear, pedem serenidade em tua coragem e apoio em teu amor.
                Outros, muitos, jazem mergulhados na bruma da saudade, detidos na sede de reencontro, ante as requisições continuadas dos teus pensamentos de angústia.
                Outros muitos seguem-te ainda...
                Aqueles que se despediram de ti, depois de longa existência, abençoando-te a vida;
                Os que amaste, indicando-lhes o caminho para as esferas superiores;
                Os que levantaste para a luz da esperança e aqueles outros que socorreste um dia, com o ósculo da amizade e da beneficência.
                Todos te agradecem, estendendo-te os braços no sentido de te auxiliar a transpor as estradas que ainda te cabem percorrer.
                Auxilia aos entes querido na Espiritualidade, a fim de que te possam auxiliar!
                S lhes recorda a presença e o carinho, preenche o vazio que te impuseram à alma, abraçando o trabalho que terão deixado por fazer.
                Sê a voz que lhes reconforte os seres amados ainda na Terra, a força que lhes execute o serviço de paz e amor que não terminaram, a luz para aqueles que lhes lastimam a ausência em recantos de sombra, ou o amparo em favor daqueles que desejariam continuar te sustentando no mundo!
                Compadece-te dos entes queridos que te antecederam na Grande Libertação!
                Chora, porque a dor é fonte de energias renovadoras por dentro do coração, mas chora trabalhando e servindo, auxiliando e amando sempre!
                E deixa que os corações amados, hoje no Mais Além, te enxuguem na lágrimas, inspirando-te ação e renovação, porque, no futuro, tê-los-ás todos positivamente contigo nas alegrias do Novo Despertar.


Fonte: Caminhos de Volta – Chico Xavier/Emmanuel
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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

SOFRIMENTO ANIMAL

Pergunta- Ouvi dizer que os animais não sofrem e que são retirados de seus corpos antes de sofrerem. Isso é verdade?
Resposta- Os animais, assim como nós, possuem sistema nervoso que serve para fornecer informações sobre o meio ambiente em que está. O sistema nervoso é para nós e para os animais, entre outras finalidades, um instrumento de sobrevivência. A dor, que é uma interpretação desse sistema corporal, serve para indicar a presença de perigo ou risco à sua sobrevivência. Quando sentimos, por exemplo, uma dor aguda na pele, isso indica que há, talvez, algo encravado nela. Esse aviso de dor serve para tratarmos de retirar o que estiver incomodando e causando algo que o corpo entende como desequilíbrio. Ao pegarmos um objeto quente demais, o largamos, antes mesmo que nosso cérebro, que percebe ações conscientes, possa saber a temperatura perigosa. É uma ação instintiva de defesa do corpo contra injúrias causadas pelo ambiente. Por serem mais primitivos do que nós, os animais apresentam maior sensibilidade, ou mais instintos, quanto à presença do perigo. Portanto, sentem dor. No entanto, quando o corpo é acometido por algo que o atinja de modo rápido, fulminante e que permita que ultrapasse o limiar da dor perceptível ao cérebro, o mecanismo de separação entre o corpo espiritual e o físico é ativado automaticamente e o corpo sutil acaba sendo lançado, como se fosse por uma catapulta a distância do corpo físico para amenizar o sofrimento e evitar dores desnecessárias.
            Assim como ocorre conosco, os animais possuem outros mecanismos que visam amenizar as dores físicas. Quando nos assustamos, uma grande quantidade de adrenalina, que é um hormônio ligado aos atos instintivos, é lançada na corrente sanguínea provocando uma diminuição do calibre dos vasos periféricos (da pele), fazendo diminuir o sangramento e a dor na área afetada. Por isso as pessoas dizem que no momento do acidente não sentiram nada e somente perceberam a extensão das lesões depois que “o corpo esfriou”, ou seja, depois que a adrenalina saiu da circulação.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

O PERDÃO E A ESPERANÇA

                Quando temos esperança no coração percebemos que as dificuldades da vida são passageiras e que o sofrimento de hoje representa o porvir.
                Observe uma casa em reforma ou passando por uma faxina rigorosa quanto transtorno traz: poeira, ruídos, despesas, demora. Se alguém chega em meio à reforma ou faxina dirá: “Nossa, que bagunça!”
                Assim é a nossa vida. Quaisquer que sejam as dificuldades pelas quais estamos passando, são temporárias. Elas nos tornarão melhores. É só olhar para trás e ver quantas outras dificuldades já vencemos.
                Como fazer do nosso coração a morada da virtude Esperança? Primeiro, é a plena confiança em Deus ao analisar que se Deus cuidou de nós até hoje, Ele cuidará sempre. Depois, ter fé no futuro, ou seja, ascender-se acima das demais pessoas e olhar para o futuro ao invés do presente.
                Passando estas duas etapas, a próxima é experimentar o Otimismo, que é irmão gêmeo da Esperança. O otimista sorri, está sempre de bem com a vida e contagia a todos que o rodeia. Nesse contágio  ele acaba atraindo coisas boas para si, sua vida melhora, as dificuldades desaparecem ou tornam-se mais leves.
                Se você passa por dores ou problemas de saúde, saiba que o Otimismo gera dopamina, elemento que alivia a dor e acelera a cicatrização. Se consegue isso já surge a morada para a virtude Esperança. A Esperança nos faz ver a verdadeira face da vida.
                São muitos os verdadeiros prazeres da vida que a virtude Esperança vai os proporcionar, ao olharmos de cima para baixo as dificuldades que estamos passando.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
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